I'll Protect You
17 Capítulo 16: Midnight
Notas iniciais
em determinada cena,eu deixei essa musica de fundo: https://www.youtube.com/watch?v=Q1tfCYqo2FE
o link vai estar junto da palabra "Quem",na fala da Haya-chan.
Anyway,boa leitura kiridinhos!
Minha memoria e algo no minimo curioso. Lembro-me de uma tarde de sol,nas ferias de verao muito antes de mamae pensar em virar modelo, que passei no parque com Kiku,indagando sobre nuvens: Se eram quentes e confortaveis,caso voce tocasse-as elas derreteriam,se eram frias...Enfim,nunca descobrimos.
Porem eu tinha duvidas sobre o caminho para minha propria casa,a chuva praticamente cegava minha visao. A unica coisa que eu consegui me lembrar ao passar pela rua,foram alguns flashbacks de Kyoko e eu desenhando em nossas calçadas com giz. Junto de uma silhueta laranja dando socos no ar.
Ryohei estava muito absorvido com seu treino para me ouvir, até que eu pisei em uma poça perto dele. Ele virou-se e estendeu o punho para fora por instinto. Pelo mesmo motivo engoli em seco, estendendo meus braços sobre o peito e empurrando-o. – Ryohei! – Ele colocou as mãos para baixo da guarda de seu rosto, formando um sorriso, como se nada tivesse acontecido. – O que você está fazendo aqui Saitou-san? Veio se juntar o meu clube de boxe?
– ...Não. – O boxeador riu e bateu-me nas costas,forçando minha respiração a sair em tosse. – Você está horrível! Não deve tentar aprimorar suas habilidades na chuva até que você possa suportar durante durante dia! – latiu.
Bufei. Vendo que a direita encontrava-se a casa dos Sasagawa,com as luzes do nivel inferior acessas. – Kyoko esta?
– Sim, veio vê-la?
– Poderia dizer a ela que-...
– Então vamos! – Gritou,entao eu o segui ate a porta. Ele puxou-a e raios de luz inundaram minha visão. Ajustando pelo piscar entrei na morada.
– Onii-chan, quantas vezes eu ja lhe disse para ficar fora da chuva! – Kyoko repreendeu,chegando do corredor,vestida confortavelmente com uma saia longa e uma camiseta rosa frutado,e o cenho franzido. – Quer se machucar ou...
A ruiva captou-me em seu olhar,esquecendo de xingar seu irmão. – Kazehaya-chan? O que você está fazendo aqui?
– Eu estava passeando... – Disse meio sem jeito,mentir não e meu ponto forte. Kyoko não prestou atenção a isso e passou a mão através de seus fios de tangerina.
– Assim você vai ficar doente. De novo. Eu vou buscar uma toalha,Onii-chan fique com ela na sala de estar e depois...Vai tomar um banho. – Ela ordenou, em seguida, subiu as escadas correndo. Ryohei esperou até que as batidas dos pés parassem para suspirar,um pequeno sorriso em seus lábios. – Ela se preocupa demais para a idade. – Eu tirei os sapatos encharcados e o segui.
Passando pela casa eu percebi o quão molhada estava. Minhas roupas tinham se transformado em uma segunda pele,fazendo o frio escoar facilmente pela roupa. Meu cabelo tinha caído de seu rabo de cavalo e agora pesava em minhas costas, minha franja gessada contra minhas bochechas. Eu empurrei-los quando entramos na sala de creme.
Dois sofás verdes foram alinhados contra as paredes de cada lado, uma cadeira marrom café cadeira ao lado com um jornal dobrado sobre a almofada,e uma pequena mesa estava posta no meio com um vaso de flores cor de rosa.
–Sinta-se em casa!– Eu balancei a cabeça em resposta e Ryohei marchou para cima. Sentei-me no sofá na parede de trás mais próxima da cadeira e suspirei. "Ok, agora eu estou aqui. O que eu faço agora? Dizer que perdi o onibus?”
Kyoko entrou no quarto com duas toalhas macias em cada mão,acariciando minhas roupas para baixo e envolver o outro em volta do meu pescoço. – Obrigada Kyoko
–Sem problemas,eu odiaria se voce ficasse durante a tentativa de me vistar. – Disse com a voz realizada em casa silaba num tom feliz.
– Lamento por chegar assim. – pedi desculpas,sentindo uma pontinha de vergonha. – Eu posso ir,se voce...-
–Não.–ela balançou a cabeça – não há como te mandar la pra fora.
– Mais uma vez,obrigada.
Ela me respondeu com seu sorriso da Namimori Idol. – Então, oque estava fazendo?
Eu não sabia como responder a isso. Eu não queria colocar uma mentira fraca, mas a verdade não parecia boa o suficiente. Eu brincava com meus dedos, olhando para as minhas unhas. –Eu só queria ver como as casas estao agora. – Eu disse: – Parece que nada mudou.
Ela riu: – Yeah,sintimos falta de ter voces como vizinhos,os Okazaki sempre se queixam do Ryohei.
– Eu sinto falta disso tambem. Mas minha mãe queria algo ...maior. – eu disse, pensando na ironia. Nossa antiga casa era de dois andares, mas ele tinha um conjunto normal de serviços públicos. Foi a metade (e preco) do tamanho do que temos agora no lado superior da vizinhança. – Me sentia mais confortavel la,e nao naquela casca vazia.
– Sua mãe trabalha muito né? – Kyoko questionou. Eu balancei a cabeça, ela suspirou olhando para a cadeira. –Meu pai é o mesmo. Sempre tão ocupado, tenho que lembrá-lo de comer às vezes!
Eu sorri para ela e vi a mesma criança inocente de anos atras. – É engraçado... – eu comecei, olhando pela janela para a minha antiga casa de telhado vermelho. Minhas mãos se entrelacaram. – Eu não estive aqui desde que eu estava na escola primária, mas estar de volta faz tudo parecer como se fosse ontem.
Olhei para Kyoko e ela tinha o mesmo sorriso dos lábios selados, as bochechas empurrando para cima em seus olhos como pouco de cabeça para baixo luas crescentes sobre a pele clara. – Você ainda é sempre bem-vindo aqui, essa surpresa foi otima!
– Desculpe....Eu realmente precisava de um abrigo. –Eu disse sem pensar. Kyoko apenas sorriu e acenou.
– Bem,a chuva piorou la fora, mas você realmente não precisa de uma desculpa para vir aqui. Somos amigas Kazehaya-chan.
– Amigas?
– Hm? Claro,eramos bem juntas. E eu adoro estar com uma pessoa “diferente” como voce. Torna a vida mais divertida. Não concorda?
Eu senti os cantos do meu lábio contorcer-se. Esqueci-me do ocorrido da manhã e comecei a consumir-me na conversa. Kyoko riu quando nós compartilhamos histórias entre nós, e tudo que uma garota gostaria de falar. Sua natureza era tão incomum, continuando apenas para manter a nossa conversa.
A chuva tinha parado uma hora depois e me levantei do meu assento, inclinando-se ao meu host. –Eu tenho que ir. Obrigada.
– Não há de quê. – Eu coloquei minha mão na maçaneta da porta e olhei por cima do ombro para ver Kyoko acenando, a mesma cena da van. Mas eu sorri de volta e deu um passo para fora da porta.
– Na noite seguinte -
Eu tinha acabado de sair do chuveiro o recebi um telefonema de Kiku. Animadamente apertei o botão de resposta e, em voz alta cumprimentei. – Suicídio hotline ~?
Kiku riu do outro lado, ouvir isso levantou meu animo, – Você queria que eu fosse naquela loucura.
– Quem disse que voce nao iria?
– Eu estou a cinco quilometros de distancia,acredite em mim. – resmungou.
– Ainda na estrada?
– Sim,desculpa,eu ia te chamar mais cedo mas Hanaki estava dormindo e o velho não queria acordá-la. Nós simplesmente paramos para abastecer e comer, E voce?
– Estou bem,me sinto melhor...Hiro ainda esta de mal-humor?
Ela resmungou. – O pirralho ficou olhando pela janela durante todo o caminho,mas no aviao ele cochilou um pouco.
– Sera que..-
– Huh? Do que esta falando? Ele parecia uma menininha antes e agora ele esta sendo um chute no-OW! – Recuei do celular ao ouvir seu grito. Sua voz continuava alta enquanto ela estava repreendendo seu agressor.
– Eu estou no telefone,seu merda! – Foi entao que Papa Fujiyama tambem entrou na danca, – Ugh! –O crepitar de sua voz com raiva voltou a um murmúrio.
– Irmão estúpido. Ligo quando chegar em casa ...Ou no hospital. Ela sussurrou a última parte.
– Comporte-se. – Lembrei-a em um tom severo. – Não me faça ir ai.
– Prefiro ter você do que os Imagination Movers. – Disse em tom sarcástico.
– Sinto sua falta.
– Eu também. Bye.
Fechei o celular e o fitei. Muito luto para pouca Kazehaya. Eu estava feliz por ouvir o seu sorriso.
Eu me aconcheguei em meus lençóis e fechei os olhos.
–--
No meio da noite,senti uma brisa fria atraves do quarto. Mexendo as cortinas e coisas mais leves. Meu cobertor sendo uma delas, eu abri meus olhos relutantemente com um arrepio nos meus lábios.
Eu estava indo fechar a janela, não apenas o ar frio, mas a sua luz entrou no quarto uma vez escuro.
Eu podia sentir os arrepios de minhas pernas ate os braços expostos, meu traje não é o mais sábio para a temporada. Estendi a mão para a janela,levando as duas metades juntas.
– Por que isso... –murmurei. Olhei de relance pro vidro,o sono deve estar enganando minha vista...O fecho que mantinha a janela fechada não estava levantando. Tentei erguê-la, mas o metal não se moveu. Eu empurrei minha cabeça para frente e encontrei uma visão quase improvável.
O fecho não foi aberto, foi cortado diretamente pela metade. Eu olhei para a janela e vi um clarão rápido avançando atrás de mim, esquivando-me, e o vulto aterrisou na janela aberta.
Eu encarei ele, os óculos de aros finos empoleirados no nariz e um uniforme verde-oliva, cobrindo seus tornozelos ao pescoço.
Ele ajeitou o corpo magro e esguio e deslizou as mãos nos bolsos da calça. – Colegio Namimori, classe 1-A . Numero 11 do rolo:..Kazehaya Saitou.
– Quem é você? – Eu perguntei, um pedido de minha mente para manter a calma, uma lição dada por Reborn. Eu avancei meus pés lentamente em direção a minha bolsa.
– Colegio Kokuyo,primeiro ano,Kakimoto Chikusa. – Sua voz era monótona e preguiçosa, mas sob o status atual, eu não estava julgando-o rapidamente. – Isso tudo vai acabar em breve ... então por que perder a respiração dando introduções?
'Só mais um pouco ... "
Algo carmesim e circular brilhando dentro de sua mão.
Olhei para o lado e vi minha bolsa. Eu estava a um passo de distância.
– Vamos começar logo...Número 11 ...
Ele sacudiu a mão para a frente eo dispositivo vermelho veio girando em minha direcao. A descarga de adrenalina pulsou através de meu corpo,e eu pulei para a bolsa, procurando pela arma. Um vermelho cortou o ar acima de mim,fazendo com que eu me apressasse. “ Tsc! Por favor!”
Ouvi outro lance de vermelho sendo feito ,e antes que eu pudesse olhar senti uma força invisível cavando minhas pernas. A cada balanço eu sentia mais aperto. Um puxão fez meus pés se afastarem e uma série de pequenas incisões picado nas pernas. Caí no meu peito com um gemido e grito. Minhas mãos, finalmente, pegaram o pequeno objeto. Eu senti um alivio ao ver a caneta ali,o selo Vongola sorriu para mim.
Um flash do mesmo vermelho cercou meu pulso,ainda mais apertado. Com um puxão a caneta estaria fora de alcance, desesperadamente agarrei-a pelo meio dos dedos.
– Ugh!... – Eu gritei. Pareciam avioes de papel me rondando,deixando cortes pelas asas afiadas. Eu só tinha uma esperança ...Joguei a caneta para cima e assisti-a girar. Uma, duas, três vezes.
– Hum?
Eu puxei minha mão, ignorando a dor raspando o fio. Vendo a abertura entre mim e a corda,eu pulei fora. Em linha reta para o “vulto”.
– Desculpe,mas nem no inferno que eu vou cair sem lutar. – Dei um sorriso um tanto sadico.
– Achava que teria sido muito facil. – Ele suspirou, olhando para suas armas. Ioiôs. Dois deles. Ele girou em torno de uma com a ponta de seu dedo, o fio de prata tinha um brlho vermelho.
A contração desconfortável de meus pulsos e pernas me chamou a atenção. Olhei para o vermelho escorrendo de seus cortes finos. Minhas pernas começaram a revestir-se de sangue. Meu punho, no entanto, estava segurando fortemente a prata lisa.
Saltei para frente e apontei o bo para seu intestino. Suas mãos se moveram rapidamente e ele enrolou as cordas em torno do meio do aço, em seguida, o vermelho disparou perigosamente perto. Afastei-me, mas algo perfurou a parte de trás do meu ombro.
Engoli em seco, empurrando a arma para o pescoço do rapaz. Ele sequer se mexeu a frente da imensa dor que eu sentia. Foi frustrante.
– Finalmente. – Ele sorriu.
Ele me empurrou para longe, meus pés descalços gritando contra as tábuas do assoalho. Minha mente estava correndo a mil por hora tentando acompanhar meu coração. O uniforme era de uma escola que ficava perto. Eu sabia muito.
Eu me esquivei novamente deixando o acidente yo-yo na porta atrás de mim, ele puxou de volta, as lascas de madeira caindo aos meus pés e a borda que eu peguei com minha mão. Me puxei para o outro lado e a porta se fechou.
Uma série de rachaduras encheram o ar, sentindo o impacto das batidas chacoalhar a porta. Um dos itens que tinha feito seu caminho até a madeira. É apenas a ponta saindo, mas ela brilhou como estrelas na noite,dei um olhar mais atento. Uma agulha. Toquei a ferida aberta no meu ombro direito,ofegando. "Eu tenho que sair daqui! '
O ataque seguinte foi tão rápido que, mesmo estando alerta, não consegui impedir que meu lábio inferior fosse atingido. O gosto de sangue veio logo a seguir e foi neste momento que decidi acabar logo com aquilo, antes que coisa pior pudesse acontecer.
Corri escada a baixo,planejava fugir para o quintal. Eu tinha que falar a Tsuna. Não era apenas um garoto comum, ele sabia como lutar com um estilo único,e estranho, que parecia estrangeiro a partir daqui...é claro que atrairia alguma atenção.
Eu peguei o reflexo dos ioiôs e balancei a arma para trás, rejeitando as do adversario. Algo se enrolando em torno de meus tornozelos ,estava doendo, eu dirigi o meu bo sobre o fio, mas o meu atacante esperava isso,e os fios se enrolaram ainda mais nos tornozelos,fazendo voltas e unindo ambos. Os fios enrolados no meu ombro e meu pescoço produziam tanta dor que era dificil chorar.
Minha visão do rapaz ficou embaçada, com as mãos tentando se livrar das cordas a cada passo que se aproximava. As lágrimas não foram acompanhadas pelos gritos silenciosos. O rasgar da minha pele para o sangue escorrendo todo lugar que se possa imaginar.
Ele parou bem na minha frente, ele disse coisas que soavam como uma voz na água, pegando o leve movimento de seus lábios não expressivos. Olhos violeta perfuraram os meus, a única cor predominante agora era o preto em que eu estava caindo.
Eu fui empurrada para longe dos fios,retirando-se junto com ele. Eu não poderia lutar mais, e então eu senti a pancada penetrante de vidro perfurando minha cabeça. Meu corpo frio ao lado de uma das escadas,entao ouvi o badalar do relogio antigo da cozinha. Quatro da madrugada.
Eu não tive tempo para reagir, a escuridão me engoliu, em um sonho branco e frio.
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