Notas iniciais
Hey...Bom, eu não vou conseguir resolver tudo em apenas dois capítulos...Vão ter que me aturar por mais um tempo, haha! Eu acho que o Kyouya ficou meio OOC. Boa leitura!

A chuva ainda caia pesadamente, mas, não havia nada de errado, contanto que continuassem nos braços um do outro. Não sabia por quanto tempo estivera lá, até o momento em que o Presidente do Comitê Disciplinar encarou-a, ele tinha uma suavidade sutil no olhar.

Sorriu em resposta quando o moreno agarrou o guarda-chuva, até então descartado, e girou-o acima de suas cabeças. Foi então que sentiu algo em sua mão direita, algo bom.

“O demônio de Namimori esta segurando minha mão.” — Afirmou, ao inclinar-se contra o rapaz. — “Os porcos vão fazer muito mais do que voar, a esse ritmo...”

Pelo resto da caminhada, continuaram em um confortável silencio. O demônio acompanhou-a até a faixada de sua casa, pácificamente, ele se desfez de sua companhia e puxou o casaco pendurado em seus ombros. Causando um barulho quase inaudível ao cair acima dos cabelos castanhos da Guardiã da Neve, como um véu negro e pelo menos duas vezes maior do que ela.

— O que foi isso? — Indagou, afastando uma manga de seu rosto. — Eu vou sobreviver sem o casaco.

Ignorou sua pergunta, girando nos calcanhares.

— Da próxima vez em que vier me irritar, eu vou quere-la limpa e sem nenhum amassado.

Tirou a chave de seu bolso, estalando a língua:

— Algumas coisas nunca mudam.

No momento em que entrou na casa, um pequeno estalo pode ser ouvido da cozinha. Segundos depois, uma faca cruzando os ares e pousado violentamente ao lado do surpreso – e úmido- rosto de Kazehaya, que desviara a tempo do projetil. Ergueu uma sobrancelha ao seu tutor.

— Belos reflexos.

Ignorou o elogio e questionou:

— Eu pensei que eu tinha alguns dias de folga, e não mais um louco querendo me matar.

O Arcobaleno puxou a faca para fora da madeira, e depois estocando mais um golpe em direção a sua aluna. Obrigando-a a dar mais um passo para trás e voltar para a chuva, tendo apenas a jaqueta do demônio como proteção.

— As férias acabaram. — Sorriu, brincando com o objeto nos dedos. — Então, vamos revisar?

– 2 dias depois-

Apenas no quinto dia Kazehaya pode ver as mudanças ocorrendo consigo mesma. Durante aquela tarde, deveria estar lutando com o estrangeiro por algumas horas seguidas. Sem regras ou pausas.

Os movimentos que Ren realizava estavam mais lentos, uma vez que já conhecia seu oponente. Entre um pequeno deslize do bambu, opondo a madeira contra o metal. Apertou-o no peito, recebendo um soco como resposta, mas o golpe sequer chegou perto do alvo. Já que seu calcanhar encontrou-se duramente contra ele e o fez tropeçar para trás.

Tentou agarrar sua arma, agora no chão, mas antes que pudesse perceber sua aluna tinha a ponta do bastão apontada para ele. Era como se o tempo tivesse congelado, ao observar Ren com a testa brilhando pelo suor e arfando. Então, viu que suas mãos começaram a erguer-se para cima, sobre sua cabeça e abrindo um largo sorriso.

— Você venceu.

A partir dessas duas palavras, Kazehaya piscou algumas vezes, caso aquilo fosse alguma ilusão. Abriu um sorriso tão grande quanto o de seu tutor, algumas lágrimas brotaram em seus olhos.

— Bom trabalho. E não se preocupe, a Primeira Guardiã da Neve também era emocional. — O estrangeiro riu, apertando seus ombros. — Eu estou muito orgulhoso, bambina.

— Obrigada, Ren... — Sorriu de volta, em seguida, pegou o bambu dentre a grama casta do jardim. Antes que o Arcobaleno pudesse questiona-la, jogou sua arma para ele. — Mas ainda estamos longe de terminar o treino!

— Anda um pouco arrogante, não acha? Dominou apenas uma técnica e acha que pode mandar em mim?

Teriam continuado o treinamento, se não fosse por um homem de meia-idade, cabelos louros e um macacão laranja e um rapaz não muito mais jovem do que Kazehaya equilibrados em sua cerca. Seu tutor rapidamente identificou-os, sua arma apontou para o chão lentamente. E indagou.

— Algo errado?

— Sim, vossa senhoria. — O rapaz respondeu em um estilo que remotou-a a uma expressão um tanto shakespeariana, tinha a franja tampando um de seus olhos. Uma pessoa que Yamamoto descreveu a sua amiga como Basil-kun. — Estamos em uma situação de emergência relacionada com a Varia.

— A Varia? — Ergueu uma sobrancelha. — Iemistu, eles não poderiam ter descoberto as falsificações tão cedo.

— Melhor não subestima-los. — O homem de macacão sorriu ironicamente. — Mas, não há nada que possamos fazer sobre isso e temos que agir rapidamente. — Seus olhos cor de âmbar encararam a morena, inpecionando-a interessado. — Kazehaya, os outros portadores dos anéis vão precisar de toda ajuda o possivel. Se apresse.

Sua mão apertou o metal com força, deixando os nos de seus dedos brancos. Assentiu, antes de ir encontra-los, o estrangeiro advertiu-a.

— Tenha cuidado, Kazehaya.

Sentiu seu coração apertar ao ver uma machucada I-Pin, tempos depois de achar seus amigos. Fuuta abraçou-a assutado no meio do caminho. Uma mão deslizou em seu bolso e separou um bandaid, ajoelhando-se e alisando o curativo na pequena menina chinesa.

— Não é muito, mas vai ajudar um pouco. — Em uma tentativa de acalmar o menino ranking, brincou com seus cabelos.

— Obrigado. — Disse Tsuna, logo atrás.

Lambo rolou no chão, chorando sobre estar com fome, completamente alheio ao seu comprometimento de segundos antes.

Gokudera rosnou para a criança.

— Por que essa vaca estupida conseguiu um anel?

Ela concordava com o homem-bomba, perguntando-se por que alguém escolheria uma criança de míseros cinco anos para envolver-se em algo tão perigoso. Voltou seu olhar preocupado a Yamamoto, que tranquilizou-a com sua voz habitualmente suave.

— Esta tudo bem agora, já que eles foram embora.

— Sim, vocês foram uma grande ajuda. — O Decimo suspirou ao olhar os homens inconscientes espalhados no chão. — Eu não tinha certeza do que aconteceria...

— Eles eram muito mais fracos do que eu imaginei. — Ryohei comentou, ganhando vários acenos positivos.

— Não sejam tão ingênuos. — Lembrou Reborn. — Existem fracos na Varia também. Os únicos realmente assustadores são.... — Parou de repente, o ar praticamente congelou quando um homem ameaçador, repleto de piercings, apertou os olhos e indagou com sua voz semelhante a um trovão.

— Vocês fizeram isso? — Silencio, ele voltou a questionar o grupo. — Quem tem o anel do Trovão? É aquele pirralho? — Tsuna tentou se entender com o homem, mas isso apenas provocou-lhe ainda mais.— Se você ficar no meu caminho, eu vou te matar.

A partir do impiedoso olhar em seus orbes, apertaram fortemente suas armas, mas não atacaram o trovão da Varia por causa da entrada de vários membros com os mesmos casacos idênticos de couro preto. Cada um deles eram peculiares, mas emitiam a mesma aura poderosa.

— Espere, Levi, você não pode mata-los sozinho. — Proferiu a voz provocante de um homem de moicano verde, corajosamente combinado com um óculos de sol vermelho. Uma grande pele laranja saltando do capuz forrado.

Na outra extremidade, um rapaz não muito mais velho do que o grupo, cabelos louros e vivos sob seus olhos. Seu sorriso estranho e cheio de dentes poderia competir com o gato de Cheshire.

— Isso, compartilhe sua presa. Ushishi. — Próximo a ele, uma enorme massa que provavelmente não era humana resmungou um pouco, fumaça preta saindo dele, como se concordasse.

— Para alguém que sempre ganha elogios por ser fiel, obviamente, você não ouviu uma palavra que o chefe disse. — Respondeu a única mulher do grupo, de pé, ao lado do homem de voz provocante. Ela deveria ter vinte, a mesma idade de Dino, ela juntava-se perfeitamente ao grupo de cabelos estranhos, levemente encaracolados nas pontas refletiam um vermelho-cereja contra a luz. Tinha o cenho franzido, orbes negros de alguém que poderia infligir dor apenas por diversão.

— A situação mudou. —Um bebe de capuz falou em tom monótono. — Os outros Guardiões estão aqui.

— Voi! — Esbravejou o homem de cabelos longos e prateados, Squalo. — Como ousa me enganar, seu lixo!

Imediatamente, a aura do lugar se alterou mais ainda. Tsuna entrou em pânico, a expressão calma de Yamamoto transformou-se em pura determinação, enquanto um prateado irritado exclamava alguns palavrões em italiano, mesmo Kazehaya tinha um olhar frio no rosto também.

Ele respondeu com a mesma quantidade de fogo, com o punho cerrado.

— Qual de vocês tem o anel da chuva?

— Eu. — Respondeu o jogador de beisebol.

Os olhos do espadachim se estreitaram, um sorriso cresceu em seus lábios, ao apontar a espada para seu oponente.

— Três segundos. Eu vou fatia-lo em três segundos.

Yamamoto pareceu afetado pela ameaça e apertou seu punho em volta da espada, suas juntas empalidecendo.

— Fora do caminho, lixo. — Interrompeu uma voz profunda.

Quando o dono da voz ficou a frente, teve certeza de que ele era, de longe, o mais assustador. Seus olhos vermelhos encararam o grupo, era possível ver raiva ali. Uma coleção de cicatrizes escuras marcando seu lado esquerdo do rosto e sua testa, combinando com uma profunda carranca. Quando a Guardiã da Neve foi pega pelo seu olhar, sentiu seu corpo gelar.

— Eu nunca achei que o veria novamente. — Reborn proferiu normalmente, sem o menor medo ao dizer seu nome. — Xanxus.

— Morra, Sawada Tsunayoshi. — Ameaçou com sua voz rouca. Ele trouxe sua mão para cima, que começou a brilhar em um amarelo alaranjado.

Prepararam-se para um impacto doloroso, mas ele nunca veio, uma picareta na frente do líder o distraiu.

— Espere, Xanxus. — Disse a voz familiar de Iemitsu, Ren se colocou em pé em outra plataforma de terra ao lado deles.

Tsuna arregalou os olhos.

— P-pai?

— O que? — Não pode deixar de exclamar e comparar os dois, nenhuma semelhança.

— O que você esta fazendo aqui, Arcobaleno?! — Squalo esbravejou e apontou sua espada para Ren, sua chupeta e a de Reborn brilhavam.

O estrangeiro tinha um tom obscuro, raramente visto.

— Xanxus, seu subordinado realmente vai apontar sua espada a um consultor externo?

Reborn explicou ao grupo de jovens, confusos, que um consultor externo era um responsável na tomada de decisões cruciais na Vongola. E que eles ajudaram a escolher os candidatos para proprietários dos anéis.

Squalo gritou para o homem de macacão, que permaneceu calmo e negou.

— Eu não fugi, estava esperando uma resposta do Nono. Eu tenho tido problemas com sua conduta e aprovação. Enviei uma carta a ele. — Mostrou um papel enrolado. — E esta é sua resposta.

Basil entregou a carta ao Decimo, mas, como não sabia ler italiano, Ren deu uma breve tradução. O Nono reconheceu que Tsuna seria o candidato perfeito para ser seu sucessor, entretanto, considerou seu próprio filho Xanxus. Então a Varia metade dos anéis e a outra metade para Tsuna, representada por diferentes escolhas entre o consultor externo e o chefe. Então, duas mulheres extremamente parecidas se apresentaram como Cervello, e julgariam as lutas.

— Candidato Sawada Tsunayoshi, e o outro também canditado Xanxus. Para decidir quem fica com os anéis que vocês tanto precisam para ser o sucessor, vamos começar uma batalha entre a família de Tsuna e Varia!

Kazehaya indagou a seu tutor.

— O que significa isso?

— Uma batalha de um-a-um entre quem possui o mesmo anel. — Informou. — Mas, depois disso, ainda não sabemos o que fazer.

— Não podemos reconhecer sua objeção. — Uma das Cervello disse, após ser questionada, ambas julgariam as rodadas, não deixariam que um bando de estranhos determinasse o destino da Vongola.

— A localização será a Escola Namimori, tarde da noite. —Ambas disseram, a morena se contorceu um pouco ao pensar que iriam participar de lutas de vida ou morte no amado gramado de Hibari. — Estaremos esperando as 11 horas de amanha a noite, adeus.

Com um último olhar, a Varia se virou e saiu junto das Cervello. Deixando-a pensativa sobre toda a informação revelada. O suficiente para que sua cabeça latejasse um pouco, tentou massagear suas próprias têmporas numa tentativa de diminui-la. Uma mão forte aterrissou em seu ombro.

— Kazehaya, eu tenho que ir.

Não respondeu a afirmação do Arcobaleno. Sua garganta doía, seus olhos começaram a lacrimejar ao observar os olhares assustados de seus amigos. Pensava nas difíceis lutas contra aquelas pessoas, uma delas sendo sua própria ceifeira. Sem o apoio de Ren, não saberia o que fazer, então mergulhou-se em um silencio. O estrangeiro deslizou os bracos envolta de sua aluna.

— Vai ficar tudo bem, você vai ser forte sem mim. — Afastou-se e deu um sorriso tranquilizador. O anjo da guarda da menina foi embora com Iemitsu, contra o sol poente.


— “Forte? Então por que de repente eu me sinto tão indefesa?”

Aquela tarde transformou-se lentamente em uma noite fria, e aquela noite transformou-se em mais três. Todas as noites, uma batalha sangrenta contra a Varia. Até agora perdendo significamente, Riohey lutara duro e derrotou o portador do anel do Sol, Lussuria, o homem de moicano e voz provocante. Mas, depois disso, perderam no round do Trovão pois o adversário de Lambo era muito mais forte para seu eu de cinco anos, e, ao mesmo tempo perderam o anel do Céu pois Tsuna salvou a vida da “vaca estupida”. Apesar de que fosse realmente a decisão certa, estavam em uma grande desvantagem.

— Gokudera! — A colegial encontrou-se arfando em meio a terceira noite, vendo o portador do anel da Tempestade desaparecendo em uma nuvem densa de fumaça, logo depois de uma intensa explosão. Empurrou-se para o campo de batalha, mas Yamamoto impediu-a, segurando seus braços, até que o corpo do prateado finalmente saísse.

O homem-bomba caiu quando chegaram perto, exalando vapor da fumaça preso em suas roupas, com o rosto para baixo sobre o concreto. Sua voz ainda mais rouca do que o normal, derrotada, desculpou-se por deixar a luta. Viveria para estar com a família, mas, perdeu o anel. Tsuna parecia prestes a chorar, ou melhor, todos estavam felizes em ver que o suicida tinha saído vivo.

Entretanto, uma voz gritou do final do corredor:

— Voi! — berrou Squalo, aquele sorriso estampado em seu rosto. — Que final ridículo! Por que simplesmente não entregam os anéis!?

— E seus candidatos da nuvem e da névoa ainda nem apareceram. — Lembrou o pequeno encapuzado.

As duas Cervello pousaram no campo, interrompendo-os.

— Desculpe, mas nos vamos anunciar a próxima batalha. — Kazehaya fitou as duas mulheres ansiosamente. — Amanhã a noite, a rodad-...

— Capitão Levi! — Exclamou um subordinado em pânico. — Alguém se infiltrou nos terrenos da escola! Os guardas estão caindo um após o outro…

— O que?! — Disse Levi, incrédulo.

Os olhos da colegial brilharam sobre Reborn, que respondeu a sua pergunta silenciosa com um sorriso presunçoso.

— Todos os guardiões estão aqui.

— E-ele realmente voltou do treino? — Não pode deixar que uma pontada de emoção invadisse sua pergunta, o hitman assentiu. Mas, ao fitar o terreno agredido tudo o que viu foram janelas quebradas, salas de aula destruídas e manchas de sangue nas paredes. Suspirou e esfregou a testa.

“Ele vai enlouquecer...”

O Varia, furioso, deu ordens ao subordinado para que não deixasse o intruso sair vivo. Embora assim que ele saiu, veio voando de volta para o corredor pelo impacto de um golpe. Sem mais delongas, o demônio andou calmamente pelo corredor, mas, era possivel ver um brilho incomodo em seus olhos.

— Invadindo a escola, bem como a destruição da propriedade... — Ergueu o par de tonfas, desta vez para todos e com a intenção de matar. — São todos culpados, eu vou morde-los ate a morte.

Apesar de a maioria estar com medo, Kazehaya andou calmamente até o adolescente. Encarando a morte de frente. Seus amados olhos cinzentos se suavizaram antes de estreitarem-se novamente e grunhiu.

— Saitou.

— Kyouya. — Cumprimentou de volta. — Por favor, não precisa machucar ninguém agora, e depois vai pod-...— Levi usou uma de suas enormes mãos para agarra-la e jogar a garota contra parede, segundos depois o Varia estava a sua frente no chão, Hibari de pé sobre ele.

— Devo começar por você?

— Ele é bom. — Basil disse em reverencia e indagou a Reborn. — Quem é?

— O Guardião da Nuvem, presidente da Comissão de Disciplina, Hibari Kyouya.

— Nuvem? Isso significa que ele é o adversário de Gola Mosca. — Kazehaya encarou a criatura que soltava fumaça ao lado do príncipe e de Mammon. — Ele é realmente muito bom.

— Você se impressiona muito fácil, Mammon. — A mulher ruiva ao lado zombou e levantou um punho cerrado. — Eu poderia mata-lo em segundos.

O demônio sorriu e olhou ameaçadoramente a mulher.

— Então, você quer ser a próxima?

— Por favor, parem. — Uma das Cervello interveio. — Não será permitido uma luta sem ser entre os portadores do mesmo anel. — Virou-se para a morena. — E se você sequer pensar em machuca-la antes de amanhã a noite, eu vou contar isso como sabotagem, e perdera seu anel para a Varia.

Arregalou seus olhos, fitando sua oponente.

— A luta de amanha serÁ...Eu e...Ela?

— Sim. — Confirmou a mascarada. — A batalha de amanhà sera entre os Guardiões da Neve: Saitou Kazehaya e Isabella.

Tornou a fita-la atenciosamente, tudo na ruiva era intimidante. Isa era uma mulher magra, mas, tinha seios avantajados. Usava uma jaqueta de couro, como todos os outros membros da Varia. Aberto, exibia um espartilho branco com detalhes negros abracando seu peito, mostrando uma quantidade considerável de pele pálida. Usava uma calça igualmente preta e botas longas de salto. Seus olhos verdes eram ferozes assim como tudo na ruiva, e sua alma parecia tÃo escura quanto o couro preto.

— Por que eu sempre fico com os mais fracos? — Isa rolou os olhos.

Seus lábios traçaram uma carranca, resistindo a vontade de ataca-la ali mesmo.

— Não fale isso como se me conhecesse.

— Gente fraca como você é sempre igual, todos se fazem de heróis antes de morrerem.

Seus olhares vorazes eram iguais, embora que, segundos depois quando o demônio abaixou suas armas e fitou sua companhia deveria ter visto um pouco de medo e preocupação em Kazehaya. Pois foi levemente atingida na cabeça quando girou em seus calcanhares para ir embora.

— Aquele herbívoro não vale a carniça, por isso não teme sua mordida.

Como sempre, um espetáculo impar de carinho.

–--

O dia passou rápido, como se a morena ainda estivesse correndo contra o tempo para treinar. Reborn aconselhou que descansasse e conservasse sua energia, mas, não conseguia submergir em qualquer sono ate que limpasse seus pensamentos. Sentou-se na grama do quintal, concentrada em acalmar seu coração, o que sentiu como se fossem minutos foram horas.

A noite estava um tanto fria. Estava finalmente pensando com clareza, mas, a meditação não limpou todas as suas preocupações. Suspirou, repassando todas as coisas que Ren ensinara.

O Arcobaleno ensinou milhões de movimentos apenas lutando com ela, e todos eram necessários para sair viva e ganhar a batalha, mas, precisava de algo que a fizesse estar sempre um passo a frente da Varia. Suas armas não faziam todo o trabalho por ela.

Vendo o quão inútil era ficar sentada pensando sobre a luta, cada vez mais próxima, fitou sua arma como se ela fosse lhe responder, e agarrou-a, apoiando-se em suas pernas particularmente dormentes.

“Hora de trabalhar.”