I'll Protect You

23 Capitulo 22: Vongola Rings


O tilindar do sino anunciou a presença da dupla quando entraram. Um café cheio de clientes, uma atmosfera alegre e sofisticada com uma musica calma, sendo tocada por um cara de gorro, sentado em um banquinho alto com um violão na mao em um palco nos fundos.

Ficara surpresa ao ser levada para aquele lugar. Ren parecia conhecer Namimori melhor do que Kazehaya, ele parecia estar feliz, mesmo assim caminhava em passos rápidos. Parecia que estava sendo atraído pelo cheiro de café recém feito e da comida que serviam.

Ele sorriu ao ver uma mesa ao lado de uma das janelas arredondadas. Deu um suspiro profundo e conduziu a futura guardiã pelo lugar lotado.

— Já esteve aqui antes? — Pergunta ao se sentar do lado da janela, que tinha vista para uma varanda branca com mais mesas e o mesmo ambiente alegre.

— Eu conheci uma pessoa muito importante aqui... — Disse ele, olhando ao redor. — Nada mudou.

Sem sequer olhar o cardápio que estava acima da toalha de cor amarelada, ele chamou o garçom. E pediu dois expressos, com baunilha e sem espuma.

— É pra já, senhor. — O garçom assentiu com a cabeça, colocando o bloco de notas de volta no bolso do avental.

Kazehaya olha para o estranho, ainda estava hipnotizado pela loja.

— Então, você é da Vongola?

— Sim, mas não sou famoso como Reborn-san. — Ren riu. — Fico feliz que ele tenha treinado você. Ele realmente é o melhor hitman que eu já vi.

Respondeu com um sorriso. — Para um bebê, ele é muito admirado.

O pedido chegou poucos instantes depois, duas xícaras descansando em pires. Agradece o garçom. O homem prova o café, deixando que um suspiro feliz deixasse sua boca.

Kazehaya toma um gole cauteloso da bebida. Era uma mistura muito boa, o sotaque de cafeína com um toque refrescante da baunilha. Também deu um suspiro feliz.

— Eu disse que era bom. — Disse em um tom presunçoso. — Você nunca vai ser capaz de beber em outro lugar de novo.

Assentiu, muito ocupada enquanto saboreava o calor do café.

— Mas, Saitou, não te trouxe aqui para aproveitar a tarde. — Seu tom tornou-se serio de repente.

Instantaneamente, ela coloca a xícara de volta no pires. Encarou-o, sabia que a conversa seria mais informativa do que agradável.

— O que esses caras querem? Quem eram eles?

— Aqueles homens eram todos subordinados da Sorrentino, aliada do time assassino independente da Vongola. A Varia.

— Eles eram da Vongola? — Quase gritou. Ren cobriu sua boca antes que pudesse cuspir o café.

— Sh.. — ordenou. — Melhor não falar sobre esse tipo de coisa assim, em publico. Vou explicar tudo, mas fique quieta. Okay?

Assentiu, tomando outro gole.

— Como eu ia dizendo, tal time se denomina Varia. Eles eram muito leais à nos, executavam qualquer missão. Mas, recentemente se revoltaram, tornando os últimos tempos bem difíceis. Recentemente, o maior susto que demos foi o boato que os Anéis Vongola foram roubados.

— Então era isso que ele... — Murmura, lembrando das ordens do estranho. — Mas, o que isso tem a ver com a gente?

— Aparentemente, um colega meu deve ter pego os anéis secretamente e vindo aqui para entrega-los ao Vongola Decimo.

— Tsuna?

Ren ergueu-lhe uma sobrancelha, brincando com a corrente pendurada no pescoço, Kazehaya murmura um pequeno “Desculpe”.

— Bem, eles deveriam chegar aqui sem nenhum problema...Mas um membro da Varia o perseguiu. Relatórios recentes dizem que estamos todos atrás da mesma coisa, os anéis.

Não trocaram uma palavra nos momentos seguintes, a musica suave ainda tocava e as pessoas ao redor ainda riam.

"Um bando de gente tentando nos matar por causa de anéis...Que loucura."

O estranho encarou-a, com seus orbes idênticos aos dela, como se lesse seus pensamentos. — Esses anéis são muito valiosos, Kazehaya. Mais do que diamantes ou ouro. Eles são a herança mais preciosa que já passou pelas mãos da Vongola. E a história se repete de geração em geração, muito sangue será derramado por eles.

— E os outros?

— Provavelmente estejam lutando contra um dos assassinos da Varia ,Squalo, agora. Por que a pergunta?

— Um a-assassino? — Engole em seco, levantando-se de sua cadeira.

— Kazehaya?

— Eu preciso ver como eles estão, Ren. Não estão prontos para derrotar alguém assim. — Avançou em direção à porta, ignorando o estranho da chupeta perseguindo-a.

Indo para um beco que daria no centro da cidade, seu coração gritava de preocupação.

— E você, Kazehaya? Pronta para enfrentar Squalo?

Olhou-o por cima dos ombros, não percebeu, mas seus olhos estavam tão preocupados quanto ela. — O quê?

Ren tomou a oportunidade e se aproximou. — Esta pronta para matar? Ser treinada para isso? — Falou em um tom obscuro. — Pensa nisso. Tem certeza de que você pode tirar uma vida?

Um incêndio tomou conta dela, estreita os olhos. — Eu vou fazer o que for preciso para ajudar meus amigos...E encontrar aquele maldito.

Ela penetrou ainda mais fundo no beco, olhando por cima do ombro era possível ver um olhar magoado no rosto do estranho. Não fora atras dela como Kazehaya previu. Gostaria de poder voltar, mas continuou.

Amigo ou inimigo, não importa...Ele estava tratando-a como uma criancinha, pensando que fosse fraca e incapaz, odiava ele por isso.

–-

Havia algo de diferente na cidade. Algo fora dos típicos vendedores ambulantes e ruas movimentadas. Nenhum sinal do grupo.

Milhares de pessoas enchiam as ruas. Conversando despreocupadas e rindo. Lembrou-se de Ren, ele sabia de coisas que Kazehaya nunca imaginou que existissem, como se nada daquilo que visse agora fosse real. Mas, por que simples anéis eram tao importantes?

Apertou o passo, pressionando a multidão que ia contra ela. Perguntou-se oque o estranho deveria estar fazendo agora, provavelmente assistindo-a ou realizando outra missão.

Ao passar por um estande de roupas, viu algo que conhecia melhor do que ninguém. Uniforme azul-marinho desaparecendo em uma esquina, no meio da multidão.

Seguiu o uniforme, tentando chamar seu nome. Mas alguma coisa distraia a Chuva.

Muitos na multidão olharam para a garota estranha indo contra o fluxo de gente. Murmurando xingamentos raivosos, ate que os barulhos diminuíram quando foi em direção a ele.

No momento em que entrou no beco sem saída, seus orbes se arregalaram. O sol fez uma das paredes sujas ter uma sombra espessa que cobria quase todo o lugar. Latas e caixotes de lixo alinhados, exalando um cheiro horrível.

Viu um par de pernas estendidas preguiçosamente. O moreno estava caído contra a parede, com a cabeça pendurada em desonra. O único sinal de vida que dera foi quando começou a passar os dedos na lamina da espada ao lado. Apressadamente, correu para o par de pernas em um segundo. Se agachando e cutucando seu tornozelo.

— Takeshi? — chamou. — Takeshi Yamamoto...Tu-...

— O que você quer? — Um rosnado surpreendente saiu dos lábios do jovem. Nunca vira o amigo falar daquele jeito.

Aproxima-se mais, tentando dar uma olhada em seu rosto. Mas a sombra que o cobria não permitiu. — Takeshi, olhe pra mim. — Sem resposta, franze a testa e torna a pegar seu queixo.

Arranhões espalhados por todo o rosto bronzeado de Yamamoto. Sujeira dos sapatos ate o uniforme amassado. O mais importante eram seus olhos enfurecidos, encarando-a. Era o mesmo Takeshi de ontem?

Um olhar confuso atravessou seu rosto. — ...Você brigou com quem?

Os orbes dele encararam o chão. Sente seu corpo tremer ainda mais, virando a cabeça rapidamente. — Eu não quero falar sobre isso.

— Take-...

— Kazehaya, me deixa em paz! — O corpo da menina congelou. Não acreditava que aquilo era Yamamoto, O Mr. Sorrisos, a pessoa mais alegre que já conhecera em sua vida.

Percebendo que ele apertada seus braços, um olhar triste e envergonhado atravessa seu rosto, afrouxando suas mãos. —Eu...Sinto muito em fazer você me ver assim. — O tempo parecia parar enquanto ele arrastava as palavras, seu coração batia dolorosamente. — Nunca me senti tão inútil... — Soca a lateral de seu punho na parede ao lado, murmurando um frustrado “Droga.”

Antes que ela pudesse pensar, puxa-o para um abraco apertado, descansando o queixo em seu ombro. Tentando acalmar o amigo.

— Não sei o que aconteceu com você. Mas é normal para uma pessoa ter esses sentimentos, fraqueza, raiva...So não me deixe ouvir dizerem que é inútil. Por que eu mataria a pessoa que o fez se sentir assim. — Afastou-se. — Pode se sentir fraco agora, Takeshi, mas amanha você vai rir de si mesmo e enfrentar-lo melhor do que ninguém. Por que vai ter ajuda de todo mundo, incluindo eu.

Seu discurso semi eficaz fez ele assentir e abrir um sorriso. Se oferece para acompanha-lo ate sua casa, mas ele recusa educadamente, dizendo que precisava ficar sozinho e pensar um pouco. Deveria estar demonstrando mais preocupação do que o normal, já que Yamamoto tentou tranquiliza-la.

— Eu vou ficar bem Haya-chan, obrigado. Não vou cortar os pulsos ou coisa parecida. — Estendeu a mão e bagunçou os cabelos dela. Seu sorriso novamente estampado no rosto.

Foi andando ate desaparecer em uma curva, enviando uma ou duas vezes um sorrisinho por cima do ombro.

Metade da futura guardiã acenava. Metade realmente estava nervosa. E um quarto completamente confuso.

Naquela noite, Kazehaya Saitou sentia-se inquieta. Já tinha lavado a roupa, limpado a casa inteira e assumindo qualquer tipo de tarefa que não deixasse sua mente ser facilmente desocupada. Mesmo encontrando-se inúmeras vezes com um livro de química e papel e lápis prontos para tomar notas em cima de sua escrivaninha. A morena estava inquieta por apenas um motivo: Yamamoto. A luta com o assassino da Varia que Ren dissera, sentiu-se uma idiota por não relacionar tudo antes, se o sorridente Takeshi estava daquele jeito. Não queria nem pensar no que acontecera com os outros.

Deixou o lápis cair de seus dedos, e esfregou os olhos, sentindo as olheiras logo abaixo. Mirou o relógio da cabeceira e resmungou quando viu 01:40 brilhando. Sabendo que ainda tinha de terminar alguns deveres de casa e uma pesquisa para quinta-feira, sucumbiu a um velho truque. Foi ate o armário de remédios, e pegou um xarope da prateleira. Inclinando o liquido violeta sobre os lábios. Preparou-se mentalmente para o gosto amargo que invadiu-a, agora descendo lentamente em sua garganta. Sabe-se que, em um mundo cheio de gênios, não se pode inventar um remédio com gosto agradável. Guardou-o novamente na prateleira, já sentindo seus olhos pesados, o xarope já estava surtindo seu efeito colateral.

Escorregou para as cobertas e aconchegou-se, inalando o perfume de lavanda dos lençóis. O aroma ajudou-a a colocar sua mente perturbada a vontade, e lentamente, seus pensamentos desapareceram em um sono pesado, induzido.

A menina já tinha se esgotado, induzindo seu próprio sono a pelo menos duas horas atrás e respirações suaves subindo e descendo em seu peito era a única coisa que se ouvia. Mesmo com um vulto deslizando pela janela aberta como se fosse uma brisa de verão. A sombra caminhou lentamente, seus passos não ecoaram de seus sapatos de couro, ate que subitamente surgiu a silhueta masculina ao lado da cama. Ele era alto, cobrindo a luz do luar que invadia o quarto, não queria ser um problema para ela. Kazehaya já teria muitos problemas, futuramente. Com sua mão enluvada, inclinou-se um pouco e deixou a cabeça da morena a alguns milímetros longe do travesseiro, usando a outra mão para deslizar uma corrente de prata em seu pescoço. O pingente pendurado era um item muito desejado. Kazehaya não reagiu, o xrope fez com que ela fosse alheia ao que se passava durante um sono tranquilo.

Tomou um meio passo de distancia, observou-a carinhosamente com seu coração pesado. Apesar do plano original ser apenas dar-lhe o colar, suas mãos enluvadas se encontraram-se com o cobertor azul claro e levantou-o de volta para a menina descabelada, antes em sua cintura, ate a parte inferior de seu queixo e afastando sua franja dispersa para longe de seu rosto, brincando um pouco com seus cabelos castanhos. Ele sabia que isso era errado, que provavelmente Iemitsu daria uma bronca nele depois, e que não podia ajuda-la. O homem sentiu que era seu dever protege-la. Girou em seus calcanhares.

“Como tutor...Claro...” Martelou em sua mente, e afastou-se de volta para a janela. Olhou uma ultima vez por cima do ombro para a menina adormecida. Sorrindo, e pulou para fora, desapareceu no breu noturno de Namimori.

–Manha seguinte-

“O que diabos...?”

Kazehaya estava muito confusa, assim como seus pensamentos enquanto fitava o pingente em forma de gancho em volta de seu pescoço. Tinha acordado a pelo menos dez minutos, e não tinha reparado o peso extra em seu novo colar ate ir lavar o rosto no banheiro. O pingente refletido no espelho junto dela mesma, descabelada. Sabia que seus olhos não estavam falhando. Trouxe o pingente para perto de seus orbes, examinando-o. Era o anel, corrente ou seja la o que for, mais estranho que já vira na vida. Duas conchas e meia delineadas acima de oque foi um dia um floco de neve com seis pontas, mas o anel em forma de gancho exibia apenas três.

“Eu nunca tive nada assim...” Seus pensamentos foram cortados pelo toque de celular, ecoando do quarto. Fazendo uma viagem em passos apressados, atendeu a chamada.

— Sim?

— Bom dia, Saitou-san, é Dino. Tenho certeza de que esta confusa agora, não? — A voz doce do italiano soou do outro lado da linha.

— Eu sabia que você tinha algo a ver com isso. — Comentou calmamente, ainda olhando para o anel. Suspirando.

Ele riu um pouco. — Claro, pare por aquele prédio perto da escola antes de ir para a aula, ok? Vamos explicar tudo.

— Dino-kun. — Sua voz brincou um pouco, ainda perdida. — Já ouvi varias coisas sobre alguns anéis, e pelo visto, eles não trazem boas noticias...

— ... — Sua hesitação foi curta, a voz doce do Chefe dos Cavallone tornou-se seria. — Saitou-san, desde quando qualquer coisa relacionada a máfia traz boas noticias? — A chamada terminou.

Kazehaya rapidamente se trocou e tomou o café-da-manha, e correu para a porta. Certificando-se de que a corrente estava em volta de seu pescoço. Correu rapidamente para a escola, parando antes no prédio que ficava a pelo menos uma quadra dali. Ao chegar em seu destino, percebeu que fora a ultima a chegar, vendo os três rapazes que conhecia muito bem, formando um circulo e segurando anéis similares ao dela em suas mãos.

— Kazehaya-chan, você também?! — Perguntou Tsuna, a morena respondeu com aceno de cabeça e tirando o anel que ate agora se aninhava sob sua camisa. O Decimo Chefe da Vongola empalideceu e quase chorou. — Esses anéis são perigosos! — Puxou seu próprio cabelo espetado. — Mas, por que logo vocês três?

— Por que eles também foram escolhidos. — Disse Reborn, surgindo subitamente atrás do grupo junto de Dino.

— Há um total de oito anéis Vongola. E eles tem o proposito de oito pessoas da Familia os terem. — Reborn afirmou. — E os outros seis anéis foram entregues a pessoas que tem o dever de proteger o próximo chefe da Vongola Famiglia, Sawada Tsunayoshi.

Finalmente percebendo o proposito do acessório de prata em suas mãos. Tsuna começou a negar seu papel mais uma vez. — Por que temos que arrastar tanta gente para uma situação perigosa?!

— Estou extremamente feliz! — Gokudera exclamou, olhando para o Decimo com seus orbes verdes brilhando.

— Eh?

Reborn balançou a cabeça presunçoso, tudo parecia estar conspirando ao favor do pequeno tutor. — O anel de Gokudera é o da Tempestade. — Virou-se para o outro rapaz. — De Yamamoto é o anel da Chuva. — E, finalmente, virou-se para a única menina do grupo. — Kazehaya tem o anel da Neve.

— Ah, eles são diferentes... — Gokudera olhou de trás para frente os anéis.

— Eh? Tem certeza.

Kazehaya assentiu e apontou para as três pontas de seu anel. — Sim, olhe.

— Por que tempestade, neve e chuva? Não parece um boletim meteorológico.

— A primeira geração da Vongola, eram muito distintos entre si. E suas características são representadas nos anéis. — Reborn explicou. — Dizia-se que o primeiro chefe era como o céu, que envolve e da cor a tudo. E seus seguidores, que se tornaram seus guardiões, ganharam anéis que retratam as estacoes do tempo que dão cor ao céu.

— A torrente de água que lava tudo, o anel da Chuva. O vento que flui violentamente, o anel da Tempestade. A nuvem errante que não pode ser alcançada e segue seu próprio caminho, o anel da Nuvem. O belo cobertor a deriva que cai com a pureza imaculada, o anel da Neve. A ilusão que não pode ser aprisionada, o anel da Nevoa. O Sol que ilumina o glorioso céu, o anel do Sol. — Concluiu, antes que pudesse dar mais explicações Tsuna choramingou. — O relâmpago que-...

— Não, não! Para! — Tsuna interrompeu e agarrou a corrente, suor arrastando-se em sua testa. — Olha, eu não posso usar isso! — Olhou, procurando algum apoio. — Certo? Certo?

Yamamoto foi o primeiro a concordar. — Sinto muito, mas eu jogo beisebol por isso, não posso usar anéis. — Ele estava pronto para entregar o acessório.

— Isso! É um grande problema usar esses anéis! Aquele cara de cabelos compridos de ontem vai vir atrás da gente! — Yamamoto subitamente parou, com uma expressão seria no rosto.

— Ele vai voltar...?

— Sim, perigoso, não? Dentro de dez dias!

— Dez dias, certo? — Kazehaya entendeu oque o amigo pretendia, preocupada, descansou a mão em seu antebraço.

— Taka-kun... — O rapaz ignorou o toque dela, e abriu um sorriso, voltado para o anel. — Esse anel é meu, não é? Eu acho que posso ficar com ele.

— Takeshi. — Se virou para Kazehaya com seu típico sorriso, e determinação transbordando de seus olhos castanhos.

— Eu não sou do tipo que gosta de perder. — Encarou o moreno por alguns segundos, sorrindo de volta para o amigo e assentindo. Como se esperasse a permissão da amiga, Yamamoto lançou-se para fora do prédio logo depois, apesar dos apelos de Tsuna. Em seguida, Gokudera.

— Em dez dias, eu vou mudar e ser digno de usar esse anel!

Kazehaya passou por um Tsuna assustado, também ficaria com o anel. — Kazehaya-chan, você não esta falando serio?! — Olhou por cima do ombro, sorrindo. — Desculpe, Tsuna, mas eu não posso ficar aqui. — Deu-lhe um sorriso. — Vejo vocês em dez dias!

— E-espera! Kazehaya! — Seus apelos foram perdidos no ar, enquanto ela corria para a cidade. Dane-se o trabalho pela metade, dane-se o carnívoro que provavelmente iria morde-la mais tarde. Tinha que renascer em dez dias. Enquanto corria, algo a preencheu, sabia que desta vez ajudaria seus amigos. E para isso, tinha que apelar para um estranho conhecido. Que sorriu para ela ao vê-la dobrando a esquina, na porta de um café.

Ele destacava-se no meio dos demais, com seu sobretudo branco. Caminhou lentamente em direção a ela, sorrindo.

— Por que demorou tanto?



Notas finais
Bom, ja que insistem tanto eu explico sobre o anel da Neve: A chama da Neve faz sua primeira e unica aparição no game "KHR! DS Fate of Hearth III - Yuki no Shugosha Raishuu!" (que titulo enorme, hein, tia Amano) e seu usuário chama-se Gelaro, chefe da Bertesca Famiglia e Guardião Vongola da Neve. Essa chama eh, na verdade, chamas do Céu camufladas. Enfim, eu não tive a oportunidade de jogar o game e conhecer mais do Gelaro e da Bertesca Famiglia, espero que tenham gostado do cap! Ate semana que vem!