I'll Protect You
2 Capítulo 01 : Simpathy for the Devil
Notas iniciais
O alarme soou ao meu lado, me acordando com um salto. Olhei para o relógio que tinha as horas marcadas em um vermelho reluzente e digitalizado.
— “06:30...Merda.” — Desculpe o vocabulario, garotas tambem tem a boca suja de vez em quando. — “Eu dormi tanto assim?!”
Meus pés encontraram o chão em uma corrida desesperada para o armário, jogando o meu traje noturno no chão. Ontem fiquei estudando para o teste de matemática que terei daqui a alguns meses, mas acabei ficando acordada ate mais tarde, e agora se eu não correr terei que enfrentar a Comissão de Disciplina, Kiku, em suas ligações e e-mails que trocavamos quando eu estava no exterior, dizia que eles eram terríveis: batiam em todos que inflingiam as regras, independente se fosse homem mulher ou crianca, ela ate me mandou fotos deles (fato que ate hoje eu nao sei como ela consegui tirar as fotos sem ser vista) O Presidente se chamava Hibari, ou qualquer coisa do gênero. Ah, já mencionei que ele é um sádico? Simpatico, não acha?
Puxei a minha saia azul-marinho, corri meus dedos para abotoar minha camisa. Uma fita carmesim amarrada em uma curva solta do colarinho, e coloquei meus sapatos que estavam convenientemente perto de mim.
No banheiro eu olhei para a minha aparência com os olhos arregalados. Eu alisei o cabelo castanho para trás até que estivesse em uma forma decente e amarrei-o em um rabo de cavalo alto. Eu dei um último olhar para o meu reflexo, balançando minha cabeça.
Peguei minha bolsa na saída e fui em direção ao sol. A escola era apenas 13 minutos da minha casa, se eu corresse, olho para o meu relógio e era óbvio que não conseguiria a tempo, mesmo assim, eu continuei correndo. Eu provavelmente vou ficar de castigo e levaria um sermao do Professor.
Da metade do caminho eu ouvi o sino da escola. "Droga ..."
Eu aumentei minha velocidade por 30. Deus, talvez isso ajudaria? Não, ingênua? Ingenuo é voce, que acha que tudo esta perdido.
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Às vezes eu me perguntava por que diabos minha sala era a mais distante da entrata. O destino brincando comigo novamente? Provavelmente.
No momento em que eu passava pelos portões já eram os primeiros 20 minutos da primeira aula. Eu não poderia ter evitado. Corredores estavam silenciosos, entretanto era possivel ouvir as vozes autoritárias dos professores por tras das portas. Oh, melhor me preparar para alguns gritos raivosos, logo no meu primeiro dia de volta para a escola. Maravilha.
Apenas um passo a mais e eu estaria lá, apenas um. Mas um duro golpe na cabeca me atingiu. Eu tropecei caindo pra trás, estremecendo e segurando o local.
— O que dia-...— Olhei por cima do ombro, um par de orbes frios me encarando. Ele ficou la, um par de tonfas (isso é permitido na escola?!) segurados por suas mãos. Usava o uniforme masculino do colégio, mas o que realmente me chamou a atenção foi um destaque em vermelho e dourado no braço esquerdo. Lia-se “Disciplina” em dourado.
— Herbivora, a aula já começou. Voce deve ser aquela aluna nova, certo? — Perguntou, com um tom monótono em sua voz.
— Sim... — Esse é Hibari Kyouya, ou “Demonio” como preferir. Eu achei ele muito doce... — Eu estava indo para a aula agora, Hibari.
— Mas está atrasada. — Lembrou, estreitando os olhos. — Deveria ter ficado em casa, herbívora. —Ele me lembrou, estreitando os olhos.
Foi o medo, ou qualquer outra coisa, mas eu não pude desviar o olhar dele. Eu não era capaz, aquele par de olhos era único, o demônio me encarou durante pelo menos dez segundos, inexpressível. Dez segundos que pareceram dez horas. Nunca tinha visto Hibari de perto e ao vivo, não em uma simples foto. Kiku dizia que eu viraria pedra se olhasse muito para o Presidente do Comite Disciplinar, quem sabe eu não vire uma bela estatua daqui mais alguns segundos?
Hibari-san havia batido em uma criança outro dia, pelo oque Kiku me contou...Talvez o apelido realmente combinasse com ele.
Um puxão rígido no meu braço, me fez levantar do chão e o demônio me arrastou pelos corredores da escola. — Quem diabos você pensa que é? — Resmungando, eu tentei manter meus passos apressados.
— Caminhe. — Rugiu, e apertou-me com ainda mais força. Eu não ia ficar surpresa ao ver hematomas no meu local depois disso.
Ele parou na frente da sala 1-A, e com a mão vazia deslizou a porta que bateu forte e estrondosamente contra a parede, o que fez todos na sala saltarem com o barulho repentino.
— Hibari-san! — O professor exclamou, seu giz parou de escrever em meio ao quadro negro. Seus olhos me fitando – O que...Aconteceu aqui? — ele perguntou, nervoso.
Aquele maldito demônio balançou meu corpo para frente, uma de suas mãos me empurrando. Eu colidi com a mesa do professor, fazendo-me debruçar sobre alguns papeis e quase derrubar um copo de isopor cheio de café, que estremeceu com meu impacto. Tentei procurar apoio nas bordas de madeira clara, meu corpo simplesmente não aguentava a dor vinda do meu braço direito. Olhei por cima do ombro, e encontro o moreno, um esboço de sorriso em seus lábios. — Detenção depois da aula, herbívora. —Ele ordenou fechando a porta de correr, mas no meio caminho parou. — Não se atreva a se atrasar novamente, ou eu vou morder-lhe ate a morte. — Ele fechou a porta e todos os olhares cairam sobre mim.
— Saitou-san. — Senti a mão do professor sobre meu ombro. — Tudo bem?
— Sim, estou bem. Desculpe por interromper a aula. — Mentira, eu assenti com a cabeça, alisando o uniforme amassado. — Eu me chamo Saitou Kazehaya, mas podem me chamar pelo primeiro nome, é um prazer conhece-los. — Fiz uma reverencia para a sala.
— Otimo, tome o seu lugar e pegue os livros de matemática.
Eu assenti novamente, e caminhei para minha mesa que ficava proxima da janela, no ultimo lugar da fila. Ignorei os sussurros e olhares curiosos seguintes, me preocupando em procurar Kiku no meio dos alunos. E la estava ela, na segunda fila, terceira mesa
Eu balancei a cabeça novamente e caminhei para o meu lugar. Ignorei os olhares curiosos e sussurros em torno de mim, eu olhei para Kiku com seus olhos azuis que reluziam cargas de preocupação. Puxei minha cadeira, jogando o minha mochila na mesma, em seguida trouxe para fora os livros.
O professor passou a lição, explicando a divisão de longas e complexas equações. Entretanto, eu me flagrei pensando no demônio, ele é mesmo um ser humano? Esse apelido definitivamente combina com ele.
Ainda era possivel sentir meu braço queimando de dor por baixo do uniforme, e eu ainda por cima vou ter que passar por uma detenção inteira junto daquele cara. Maravilha. Por que sera que Hibari é desse jeito?
— Estou condenada. — Resmungando, me debrucei sobre o material espalhado na mesa.
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O sinal do almoco tocou, suspirei aliviada por poder finalmente parar de ser consumida por meus pensamentos, isso é mais satisfatorio do que aparenta ser. Duas mãos bateram na mesa na minha frente, quando eu olhei para a dona das maos, Kiku estava lá com algumas mechas louras cobrindo seu rosto.
— Atrasada no primeiro dia, senhorita Saitou? — Sorriu.
— Ah, olá para você também. — Resmunguei em resposta
Ela apertos minhas bochechas com os dedos, eu pude ver suas unhas pintadas de vermelho segundos antes de urrar de dor. — O que diabos ele fez? Bateu seu rostinho contra uma parede? — Eu me livrei daquelas garras escarlate. — Não aconteceu nada ali, Kiku.
Puxou uma cadeira, antes encostada contra a mesa do aluno que senta na minha frente, e inclinou-se sob seus cotovelos. — “Nada”. — Debochou, imitando a voz da amiga com um tibre fino. — Aquilo não foi “nada”, Hibari parecia muito, muito, puto com você.
— Wow, esta lendo minha mente ou alguma coisa assim? — Riu discretamente e pegou o almoço em sua mochila, estendendo um par de hashi para a loura. — E eu não falo assim, senhorita Fujiyama-Boca-Suja.
Ela deu de ombros, atacando a comida assim que eu abri o bento. Levando ate a boca montes e montes de arroz e peixe. Conheci Kiku em uma situação praticamente igual, embora ela fosse pequena e ainda tivesse alguns modos, a loura sempre esquecia o almoço e desde então eu faço refeição para dois ou três.
— Então, me diga... — Parou de comer, milagrosamente, por algum tempo. — Aqueles boatos são verdade?
Eu parei de mastigar, olhando para a loura surpresa. — Boatos?
Kiku assentiu, engolindo a comida com um som alto. — Sim, milhares! E são muito convincentes também. — Depois de mais uma rodada de arroz em sua boca, ela explicou.
— Um deles diz que Hibari te pegou com o uniforme amassado, então, teve que vesti-la adequadamente. Exatamente nesse sentido que voce esta pensando. — Eu sentir eu queixo cair e um rubor passar por minhas bochechas.
— Outro que vocês dois estavam em uma grande batalha, — Deu ênfase nas ultimas palavras. — e que o vencedor seria declarado na detenção de hoje.
— Sério isso? — Perguntei, esfregando minhas têmporas. — Eu não posso acreditar que eles pensam isso.
— Então, o que aconteceu de verdade?
— Eu cheguei atrasada, e Hibari ficou bravo.
— Eh, muito chato, quero dizer parece que sua versão é uma bela mentira. ~ E, alias, eu gostei muito mais da versão do uniforme...~
Eu chutei ela por baixo da mesa, a loura se encolheu e reclamou da dor, desculpando-se em um murmurio. Me surpreendeu o quanto meus colegas de classe eram criativos.
– 3 ª Pessoa — Telhado –
— Ah, que dia lindo! — Yamamoto suspirou, reclinando-se no cimento e sentindo os raios quentes de Sol por sua pele bronzeada.
Tsuna assentiu, e olhou para algumas nuvens brancas e macias que atravessavam o céu e seu azul profundo.
— Otimo para almoçar! — O prateado comentou alegremente para seu precioso chefe. — Certo, Décimo?
— Mhm... — Assentiu novamente. — Perfeito. — O mais baixo do grupo acrescentou. — Eu não vejo Reborn fazem dias... — Um arrepio percorreu-lhe a espinha. Oh, pobre Vongola, mal sabia que seus dias de paz seriam interrompidos por um pequeno hitman. — O que ele planeja fazer comigo?!
Sem o conhecimento Tsuna e Kazehaya, o assassino em miniatura estava no telhado de outro prédio, sentado confortavelmente em suas telhas azuis.
Leon estava em uma forma de binóculos, possibilitando que Reborn observasse duas meninas conversando. Nem a loura nem a morena pareceram notar que estavam sendo observadas por um par de orbes ônix. O tutor iniciaria seu treinamento assim que possivel, a colegial poderia ser uma boa ajuda para a Familia. Entretanto, antes de ir embora, uma coisa chamou-lhe a atenção: Aqueles olhos castanho-avermelhados, muito familiares para o Arcobaleno.
— Hum, Kazehaya Saitou... — Um sorriso se formou no rosto de Reborn. — Me pergunto se vai estar pronta para isso.
Leon se transformou em uma asa delta, Reborn foi pairando em direção ao grupo de meninos no telhado da escola.
Tsuna não reparou em seu tutor, apenas quando o Arcobaleno chutou-lhe a cabeça.
— O-ow! Reborn!
— Décimo! Tudo bem?
— Haha, garoto, você deve jogar futebol com uma bola!
– Kazehaya P.O.V –
— Nee, você ouviu isso? — Perguntei.
Kiku acenou com o hashi. — Pobravelmenthn uhn paxarow esxtuprido nhrw jhanelaw. — _Ela respondeu com a boca cheia.
— Pode por favor falar de boca vazia, Kiku? — Arqueei uma sobrancelha, a loura podia ser muito grosseira as vezes.
— Provavelmente um pássaro estúpido na janela.
– Terceira Pessoa -
Das escadas que davam para o telhado, Hibari pode ouvir o trio de herbívoros idiotas conversando. Ele marchava calmamente, seguindo suas vozes.
O som que a porta produziu ao ser aberta foi mais do que o suficiente para ganhar a atenção dos três. Observaram por um tempo o Presidente do Comite Disciplinar, olhos frios apertados e a cabeça erguida. — Herbívoros.
— H-hibari-san! — Tsuna exclamou, o medo habitual do carnívoro vindo a tona.
— O que pensam que estão fazendo aqui? As aulas já começaram.
— Por que pensa que pode incomodar o Décimo? — Gokudera levantou-se com um salto, irritado com a aparição súbita de Hibari. Seu chefe rapidamente tentou acalma-lo. — Eu deveria-...!
— Gokudera! — A voz do bom-em-nada alertou seu amigo tarde demais, aquela pequena pausa foi mais do que suficiente para que a Tempestade fosse espancada pelo carnívoro, ouviu-se um silvo baixo de dor.
Cenas ruins correram como um filme na mente do Décimo Vongola, como um trailer para o mais recente e assustador filme de horror. O jovem serial-killer matara o melhor amigo do fraco protagonista? Em breve, num cinema perto de você.
Tsuna aguardava o serial-killer, sangue jorrando para todos os lados e alguns gritos. Com os olhos fechados e apertados, mas isso nunca aconteceu. Hibari disse, ainda com uma expressão calma e fria. —Detenção de três, então.
— Oi! — Gokudera estava prestes a vociferar para o carnívoro, mas os bracos de Yamamoto prenderam-no por tras e Tsuna tampou a boca da Tempestade.
— C-claro Hibari-san!
— Nos vemos depois, então!
— Mrnf! Mhn!
O moreno tentou, fortemente resistir a tentação em morder aqueles três patetas. Como se quisesse lutar como aquilo, aquela cena era simplesmente ridícula. Ele girou em seus calcanhares, e fechou a porta que dava acesso ao telhado com um estrondo. Quando chegou no nível térreo, foi ate uma área verde e com algumas arvores. Um sorriso pintado nos lábios.
Apena quando os três tiveram certeza de que o demônio havia ido embora, libertaram um Gokudera irritado. O prateado virou-se para Yamamoto com a cara verelha de raiva, era possivel imagina-lo com vapor saindo de suas orelhas. — O que foi isso, Maniaco do beiseball?! Eu ira tirar o Decimo da detenção!
— Voce estava indo piorar as coisas, Gokudera... — Seu chefe suspirou.
— Ei, Tsuna.
— Hein?
Yamamoto arranhou seu rosto em questão. — Não deveríamos ir para a aula?_
— Ah! — Exclamou. — É mesmo! Argh, o que mais pode dar errado?
– Kazehaya P.O.V –
Livros são um dispositivo de distração, algo feito para sair da cruel realidade em que vivemos e acompanhar vidar mais interessantes que as nossas. Dessa vez acompanhávamos a fabulosa aventura da duquesa Lady Scarlet e sua pooddle pedigree, não me pergunte o por que estamos lendo “Lady Scarlet” em classe hoje ou o por que de nosso professor pedir algo assim. Eu avaliei o tedioso livro em três estrelas: Uma para os personagens razos e detestáveis, uma para o enredo previsível e três por que eu prefiro que seja um numero impar. Ei! Eu nunca disse que era um bom livro.
Um barulho estrondoso ecoou pela sala de aula, voltando minha atenção para a porta de correr. Ela havia se estatelado contra a parede, sem falar os três meninos que entravam ofegantes para assistir a aula.
Praticamente empilhados um sobre o outro, seus rostos eram inconfundíveis. O mais baixo, era um conhecido moreno de olhos castanhos chamado Sawada Tsunayoshi, ou Bom-em-Nada-Tsuna, seu apelido era mais popular do que ele mesmo. Nada do que fazia era de fato impressionante, ele era ruim nos estudos e nos esportes...Como sei disso? Bem, Kiku praticamente me deu uma ficha completa de cada um, faltando apenas o tipo sanguíneo.
Um pouco mais alto do que o Bom-em-Nada, la estava o estudante de intercambio. Gokudera Hayato. Ele definitivamente destava-se do restante dos outros alunos, por causa dos cabelos prateados, olhos verdes e um perfeito jeito de bad boy. E tinha um largo fa-clube incluindo, oh, infortúnio, Kiku. Mas ela não era simplesmente uma fangirl qualquer, ela de fato amava o italiano. Que era muito amigo de Tsuna.
O mais alto e único sorridente era Yamamoto Takeshi. Um cara que eu conhecia muito bem. Ele era muito mais alto do que eu, mais de um palmo, tinha cabelos curtos e negros e a pele bronzeada. Nos anos em que passei fora, os jogos de beiseball formaram músculos nos lugares certos. Era realmente muito bonito, um sorriso branco perfeitamente alinhado. Como se fosse meticulosamente feito, toda essa generosa combinação deu um saudável ar sedutor ao meu antigo conhecido.
Nos conhecemos no Jardim de Infancia, estávamos na mesma classe e ele sempre foi bom em todos os esportes que tentava, embora beiseball fosse seu favorito. E agora, era o capitão da equipe e muito admirado entre a escola. Se não fosse capitão, ainda sim seria admirado, pelo seu sorriso ou maneira cativante de ser. Eu gosto dele de alguma forma, mesmo sem muito contato nesses anos todos. Eu gosto muito de Yamamoto, mas a reciproca não deve ser verdadeira.
— Que diabos!? — O professor exclamou, saltando de sua mesa e fazendo seus óculos praticamente pularem de seu rosto com o movimento. — Sawada? O que pensa que esta fazendo?!
— Penso que cheguei atrasado. — Murmurou.
O mais velho interligou a ponte de seu nariz com o indicador e o dedo maior. — Serio? É realmente difícil chegar na hora?
— Desculpe! — Os três disseram em uníssono, fazendo seu caminho de volta para seus devidos lugares. Espiei o mais alto pelo canto do olho, vendo um sorriso se formando no rosto dele e me fazendo imediatamente desviar o olhar e sorrir com um calor incomodo nas bochechas. Pelo menos ele me reconheceu.
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Quando eu estava saindo para fora da classe uma voz familiar me chamou, o que me fez ohar sobre meus ombros. — Haya-chan!
— Yamamoto-san? — Olhei para cima com um sorriso confortável.
Ele arqueou uma sobrancelha. — Pra que essa formalidade? Me chame de Taka-kun!
— T-tudo bem...Taka-kun. — Eu senti um pequeno rubor passando por meu rosto. Droga. Eu rapidamente expulsei o vermelho incomodo de minhas bochechas, substituindo-o por um sorriso triste. — Vamos nos falar depois, eu tenho detenção agora...
— Perfeito! Podemos conversar la!
— Você tem detenção?
Yamamoto acenou com a cabeça, apontando para tras com o polegar. — Meus amigos e eu fomos pegos no telhado durante as aulas, então vamos la!
— Seu idiota! — O prateado esbravejou. — Por que esta tão feliz?
— Eh?! Gokudera-kun, acalme-se!
Eu definitivamente não esperava que Gokudera realmente cumprisse a ordem no baixinho moreno. Ele olhou para Tsuna com adoração e estrelas em seus olhos verdes. — Claro, Decimo!
Decimo?! Sawada pertence a realeza ou algo desse gênero?
Eu me separei dos meus pensamentos, e me voltei para Takeshi. — Entao, acho melhor irmos logo...Sabemos muito bem o que Hibari faz com quem chega atrasado.
O mais alto riu. — Mhm. Nee, Haya-chan como foi a viagem para Namimori?
— Foi...Agradavel. — Lembrei-me da turbulenta viagem de avião e das horas passadas no trem para a cidade. — Ainda joga beiseball, certo?
— Sim! Deveria ir a um dos meus jogos um dia, Haya-chan.
Eu assenti e abri um largo sorriso. — Talvez.
— Ora, Haya-chan, não se faça de difícil. — Colocou os bracos em volta dos meus ombros, perigosamente perto. Eu pude sentir seu cheiro adocicado de menta. — Eu vou reservar os melhores lugares!
Eu ri nervosamente, socando seu braço de brincadeira e me afastando. Eu não tenho certeza se ainda gosto dele com a mesma intensidade de anos atrás, e se gostar?! Como eu pude ser capaz de me apaixonar por meu melhor amigo?! Bem, aquele sorriso, sua melodia chamada risada. E a incrível capacidade de ser tao cativante, mas nunca de proposito. Antes, sentávamos juntos nas pequenas cadeiras do Jardim de infância. E eu ficava parecendo um tomate ate a hora do recreio.
— Vamos combinar um dia, então.
Quando finalmente chegamos à porta Yamamoto deslizou-a para nós. Era como qualquer outra sala de aula, cheia de mesas brancas e lisas e na frente estava posicionada a mesa do professor. Quando entramos Hibari foi a primeira coisa que eu vi. Ele sentou-se na cadeira do professor e pigarreou, ordenou.
— Sobre a sala. — Apontou a sua volta e indicou o armário de vassouras. — Limpe-a, herbívoros.
Eu resmunguei e fui ate o armário, acompanhada pelos três rapazes. Decidiram que iriam limpar o local em duplas, e claro, Gokudera imediatamente pediu para Tsuna. — Decimo, por favor, trabalhe comigo! — O prateado sorriu, arrastando o menino mais baixo para o outro lado. Eu girei nos calcanhares, encarando Takeshi com uma sobrancelha levantada.
— Por que ele chama o Tsuna daquilo? — indaguei.
— Oh, Decimo? Apenas faz parte de um jogo que fazemos com um garotinho pequeno, sabe?
— Um jogo? — Olhei por cima do ombro para os dois. — Talvez Gokudera leve isso meio a serio demais.
— Não se preocupe. — Acenou com a mão. — É so para nos divertir.
— Saitou. — Um rugido frio veio de Hibari. — Não converse.
Meus lábios formaram uma linha fina, antes tomados por um sorriso, e concordei com a cabeça. Eu arrastei a vassoura no chão branco, que mal pegaram quaisquer vestígios de sujeira. Agora, olhando mais de perto dele, não havia nenhum para varrer. — Esse piso não esta sujo.
— Saitou, o que foi que eu disse?
Eu olhei para ele e apontei um dedo acusador para o chão — Por que temos que varrer um chão limpo? — Indaguei, um vestígio de raiva na voz.
— Por que eu mandei. — Apoiou os cotovelos na mesa, unindo suas mãos.
Andei em sua direção, em frente a mesa do professor. — Voce deveria-...
Levantando-se da cadeira rapidamente e batendo as mãos estrondosamente na mesa de madeira. Seus olhos se estreitaram e ele inclinou-se. — Cale a boca, Saitou. — Murmurou em um rosnado, cortando-me no meio da frase e inclinando-se para perto, ameaçadoramente perto. Perfeitamente alinhado na minha estatura um tanto baixinha, um pouco mais alta que Tsuna. — Eu não estou de bom-humor hoje, detenção amanha.
— Isso não é justo! — Reclamei, segundos depois de sentir meu rosto esquentar um pouco e me afastar rapidamente do carnívoro.
— Detenção por uma semana, eu suponho?
— Eu acho que apenas mais um dia não vai ser tão ruim assim. — Concordei, abrindo um largo sorriso amarelo e segurando minha língua para evitar me envolver em mais confusões. Eu desviei o olhar para o chão, movendo a vassoura contra ele.
— Exatamente como eu pensei. — Sorriu e se esticou na cadeira, apoiando preguiçosamente os pés na mesa branca.
Oh, mal sabia eu em quantas encrencas e problemas me envolveria futuramente.
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