I'll Always Be By Your Side
16 Revelação
Notas iniciais
Estava pra lá de nervoso, suando frio como se estivesse preste para ir à forca. Tocou cauteloso a campainha e ficou um pouco mais tranquilo por ter sido o garoto a abrir a porta.
Quando Stiles deu de cara com o moreno abriu um largo sorriso o puxando pela mão até a sala onde seu pai o esperava.
O xerife ficou de pé para cumprimenta-lo. O moreno estava o mais sem jeito possível dante daquela situação.
– Bom, Derek esse aqui é o meu pai. Pai esse aqui é o Derek Hale. Eu sei que vocês já o conhecia, mas não como o meu namorado. De qualquer maneira já estão apresentados.
– Seja bem vindo Sr Hale – John estendeu a mão para o moreno, que prontamente a apertou tentado parecer o mais tranquilo possível.
– Obrigado, Xerife Stilinski– apertou a mão do homem tentando não afrouxar no aperto pelo nervosismo.
– Você aperta forte em garoto. – Disse massageando a mão. – Quase quebrou minha mão, espero que essa não tenha sido a sua intenção. – brincou.
– Não senhor não era essa a mina intenção.
O Xerife sorriu.
– Não precisa ficar tão sério meu rapaz eu sou feio, mas não mordo.
– Hahahaha – Stiles sorriu forçado. – Bom, agora que vocês já estão apresentados eu vou na cozinha terminar de arrumas as coisa para jantar. – sentiu o aperto em sua mão se intensificar, um sinal do moreno para que ficasse, respondeu dando um aperto em sua bunda e caminhado para cozinha. – Não se matem. – disse por fim.
"Stiles sua peste, você me paga!" Pesava o moreno.
– Então, Derek... Posso chama-lo assim? Já que nós seremos família, acho que não nos cabe ser tão formais, certo?
– Sem problema!
– Eu sei que é um pouco estranho eu ter que fazer essa pergunta, mas... quais são as suas intenções com o meu filho? – perguntou sem jeito coçando a nuca.
– As melhores possíveis, senhor! Desejo passar o resto da minha vida com o seu filho, e vou fazer de tudo para que ele seja muito feliz.
– É bom mesmo! Se não eu mando cortar isso ai que você tem entre as pernas.
O moreno engoliu seco.
– Agora vamos deixar as ameaças de lado, vem aqui. – chamou, o puxando em um abraço. O moreno ficou sem reação, mas logo tratou de retribuir, não queria parecer grosso.
( Derek Hale se preocupando em não parecer grosso? Para o mundo que eu quero descer!)
– Podemos? – perguntou John apontando para a garrafa de vinho que o moreno tinha em mãos.
– Oh, claro! – entregou ao homem.
– Com licença, vou abrir e buscar as taças, já volto. Fique à vontade!
O moreno assentiu vendo o homem deixa a sala. Sentou no sofá afundando a cabeça em seu encosto soltando um longo suspiro tentando aliviar um pouco da tenção. Nunca havia ficado tão nervoso com um simples jantar. Tentava parecer tranquilo, mas na verdade estava pra lá de desconfortável com a situação.
Percebeu que o xerife caminhava de volta à sala, então levantou de uma só vez ficando em pé novamente.
– Não precisa se incomodar, como eu disse pode ficar a vontade. – entregou-lhe a taça com vinho. – Então, me fale mais sobre você.
– Creio que não sou tão interessante.
– Vamos garoto, não se acanhe.
– Bom eu...
...
Alguns minutos haviam se passado até Stiles finalmente voltar à sala, e grande foi a sua surpresa ao ver Derek e seu pai rindo e conversando como amigos. O garoto observava sem crer que realmente estava vendo aquilo
– "Wow" E eu achando que vocês estariam se matando.
– Não está feliz por nós termos nos dados bem?
– É claro que estou! Só é bem estranho... E bota estranho nisso! – Ambos riram. – Agora que os mocinhos já começaram a trocar figuras, acho que já podemos comer, né?! Vamos logo que eu já estou verde de fome. Quase decidir em ficar por lá mesmo é comer tudo sozinho.
Ambos se entre olharam e trataram de seguir o garoto.
O xerife e o Alpha conversaram o jantar inteiro sobre assuntos banais, já Stiles enquanto os olhava conversar devorava tudo o que via pela frente.
– Stiles, vai com calma a comida não vai fugir do seu prato.
– Se eu for mais de vagar eu paro, n precisa se preocupar John. – falou com a boca cheia. – Derek você não vai comer o seu bife não é mesmo? Não precisa se forçar, eu como por você! – pegou a carne do moreno colocando em seu prato antes que ele pudesse responder.
Terminado o jantar Stiles e o lupino seguiram para a sala enquanto John terminava de dar um geral na cozinha. Eles bem que tentaram ajudar, mas o Xerife recusou.
O garoto jogou-se no sofá colocando a mão na barriga que estava pra lá de cheia.
– O que deu em você? Uma hora não quer comer nada, na outra vira uma draga descontrolada.
– Eu só estava com fome. Mas mudando de assuntou já comprou meu presente?
– Que presente?
O garoto lhe lançou um olhar fulminante que no mesmo estante clareou até as mais profundas lembranças.
– Ahhh, mas foi você mesmo que disse que não queria nada.
– Mas você disse que me daria e agora eu quero!
– Eu já comprei sim, mas nem me pergunte o que é, pois é surpresa. – disse antes que o garoto pudesse perguntar, vendo-o afundar-se frustrado no sofá. – Agora vem aqui! – puxou o menor para perto de si, beijando o seu pescoço, passando a mão pelo corpo do menor e beijando sua boca. Antes que pudesse ir mais além o menor o afastou com os lábios completamente vermelhos.
– Derek, você enlouqueceu? O meu pai tá aqui do lado.
– Eu sei! E nesse momento ele está frustrado, acho que com a nossa situação, lavando a louça mais precisamente encostado na pia. E seria muito mais excitante se eu não pudesse prever quando ele vai aparecer. – agora vem aqui. – voltou a agarrar o menor.
– N-não, Derek para! Eu...
O moreno vira quando o menor fizera uma cara enjoada levantando-se e quando se preparou pra perguntar se o mesmo estava bem, o garoto saiu correndo em disparada sumindo pelo corredor, e é claro que ele o seguiu.
Avistou o garoto ajoelhado frente o vaso sanitário 'colocando os bofes pra fora' , já não restava mais nada do jantar em seu estomago, e junto com isso lhe abateu imediatamente um calafrio acompanhado de uma fraqueza. Tentou levantar-se mais acabou caindo sentando. Não entendia como em segundos estava normal e agora essa vertigem o tomava.
O moreno quando viu o garoto tentar levantar e não conseguir, ajoelhou-se frente a ele segurando seu rosto.
– Bebê, o que você tá sentindo?
– Tá tudo girando tão rápido. Me ajuda a ir até a pia, quero tirar esse gosto da minha boca.
O moreno o ajudou, e o garoto fez sua higiene como pode.
– Você não acha melhor ir para um hospital?
– Não, não precisa exagerar, só me ajuda a chegar no meu quarto.
Prontamente o moreno o colocou no colo – atitude desnecessária na visão do garoto –, mas não reclamou enquanto a isso, apenas afundou em seu pescoço.
Os mimos do lupino já o estavam deixando pra lá de manhoso.
– O que ele tem? – perguntou John ao ver o moreno subir com o garoto nos braços.
– Eu não sei, nós estávamos na sala quando ele não se sentiu bem.
– Eu tô bem!
Disse com um tom que indicava justamente o contrário.
– Leve-o lá para o quarto que eu vou preparar um chá para mal estar, talvez a comida não tenha lhe caído bem, já que ele comeu feito um louco.
O moreno apenas assentiu com a cabeça e seguiu até o quarto do mais novo o colocando em sua cama e sentando-se ao seu lado em uma cadeira.
– Deita aqui comigo, tá frio. – pediu manhoso.
Como sempre atendia os pedidos do garoto, sentou-se em se na beira da cama do garoto encostando-se em sua cabeceira e quando pensou que só ficaria ao seu lado o garoto entrou no meio de suas pernas acomodando se em seu peito.
– Assim é melhor!
– Eu também acho, mas não podemos fica assim, seu pai a qualquer momento vai subir.
– Ele não vai se importar, por favor fica aqui comigo.
O moreno não conseguiria dizer não, ainda mais com um pedido dengoso desses. Permaneceu da maneira que estava, fazendo carinho em suas costas e afagos em seus cabelos.
Foi nesse momento em que o Xerife chegou no quarto. Parou um segundo para observar a cena, achou por deveras entranho seu filho na cama com o outro homem daquela maneira. Mas por mais estranho que fosse, isso lhe incomodou muito menos do que pensou. Sem mais delongas adentrou o quarto.
– Aqui está – entregou a xícara ao moreno.
– Senhor eu...
– Não se preocupe rapaz, eu não me incomodo com isso, desde que não estejam se agarrando, afinal vocês são namorados não? Ainda vou levar um tempo par me acostumar com isso – pensou alto. – Bom, eu acabei de receber um chamado e vou ter que ir pra delegacia. Stiles não acha melhor passarmos no hospital? Essa não é a primeira vez que passa mal essa semana, talvez seja alguma coisa.
– Não, Pai. É só um mal estar, já vai passar. Derek vai ficar aqui comigo caso eu precise de alguma coisa, pode ir trabalhar tranquilo.
– Não se incomoda mesmo em ficar? – perguntou John ao lupino.
– Não senhor, sem problemas.
– Obrigado, então. Comportem-se, vou tentar está aqui para o café da manhã, você ainda estará aqui certo? – perguntou encarando o moreno.
– Sim.
– Então, tchau garotos!
– Tchau, pai!
Depois de tomar o chá que seu pai havia feito, Stiles retirou a camisa e pediu para que o moreno fizesse o mesmo, dizendo que assim o aqueceria melhor.
– Você é tão quente. – disse abraçado ao corpo do moreno.
– Você também não está muito atrás de mim. – fitava o teto, seu corpo estremeceu quando sentiu a boca do menor que se encontrava mais quente que o normal a beijar o seu peito, descendo cada vez mais.
– Será que nem doente você sossega esse facho?
– Pelo contrário, parece que o meu desejo só aumentou.
Sorriu para o moreno enquanto desabotoava sua calça e descendo o zíper lentamente para em seguida arrancar-lhe a calça.
Deslizou com a ponta da língua pelo membro firme do moreno que ainda estava sobre seu abdômen. Em seguida o segurou firmemente, e com a ponta da língua deslizou dos testículos até a ponta de seu pênis, fazendo movimentos circulares com a mesma. E sem mais demoras o abocanhou, sugando e saboreando-o como se fosse um dos mais deliciosos sorvetes.
O moreno contorcia-se sobre a cama deixando escapar gemidos roucos de sua garganta.
Com a febre, a boca do garoto se encontrava mais quente que o normal fazendo com que a sensação de está naquela cavidade fosse ainda mais prazerosa.
– Shhh, que boquinha deliciosa você tem, bebê!
O moreno enlouquecia cada vez mais com o sobe e desce da boca do menor em seu membro.
Quando Stiles sentiu que o moreno estava prestes a chegar ao seu limite, tirou a boca de seu membro e continuou o trabalho com a mão em um sobe e desce bastante acelerado. Não demorou muito para que o moreno despeja-se em sua mão.
– Isso foi delicioso.
O garoto sorriu maroto. Levantou-se da cama e pegou um pano, limpou sua mão e o abdômen do moreno. Quando virou-se para colocar o pano sobre a cômoda sentiu ser puxado pelo moreno.
Agora já sentado na beira da cama, o moreno trouxe o menor para sentar em seu colo e sentiu quando o garoto enlaçou as pernas sobre seu corpo, apoiando-se em seus ombros.
O beijou loucamente, descendo os beijos para o seu pescoço e em seguida abocanhou o seu peito, sugando-o com vontade e com a mão alisando e apertando o outro mamilo que não estava sendo agraciado com a sua boca, deixando o corpo do garoto completamente arrepiado, enquanto o mesmo se derretia com os chupões e toques do moreno.
Os beijos e caricias iam ficando cada vez mais intensos
O menor empurrou o moreno contra a cama fazendo o deitar e consequentemente o ficando por cima de seu abdômen.
– Posso saber o que o senhor pretende fazer ai em cima?
– Estou com saudades de dar uma montada. – sorriu maroto.
– Tem certeza que não precisa d...
O menor colou os lábios o impedindo de continuar.
– Só o que eu preciso é de você dentro de mim!
Isso foi o bastante para deixar o moreno ainda mais excitado.
O garoto empinou-se enquanto o lupino posicionava o seu membro em sua entrada.
Desceu lentamente, mordendo forte o lábio até está completamente sentado. Sentia-se tão cheio. Adorava a sensação de ter o moreno completamente dentro de si.
Foi puxado pela nuca pelo maior que o capitou em um beijo voraz, dando por fim um leve mordida em seus lábios.
Voltando a ficar ereto sobre o moreno começou a sua cavalgada com movimentos lentos que foram aumentando gradativamente assim os gemidos de ambos.
– Oh, inferno. Isso é tão bom! – disse o menor movimentando-se e em seguida dando o melhor beijo que podia dar no Alpha.
– Hum, isso sim é um beijo quente!
Mesmo não parecendo o garoto ainda tinha febre, e isso só servia pra aumentar ainda mais o prazer. Os beijos do garoto que já eram quentes se tornaram ainda mais saborosos. Sentiam seus corpos em completa combustão, e só o que desejavam era ser consumidos lentamente por esse fogo.
Em fração de segundos o moreno agarrou a cintura do menor, trocando as posição, ficando agora ajoelhado entre as penas do mesmo, enquanto investia duramente contra corpo do garoto.
O garoto gemia, afundando a cabeça entre os lençóis da cama sentindo o moreno massagear o seu membro com movimentos de sobe e desce.
– Shnn – o moreno soltava gemidos roucos ao entrar e sair daquela cavidade que ficava mais quente com o atrito sofrido, sentindo-se esmagado pelo falo do menor.
Passado mais alguns minutos sentindo todo aquele prazer ambos não mais conseguiram se conter, Stiles deixou se derramar nas mãos do moreno enquanto sentia-se ser invadido em seu interior por um jato quente.
O moreno saiu lentamente de dentro dele deixando seu corpo cair ao lado do menor, em seguida o puxou, trazendo contra o seu peito. Ambos ainda estavam ofegantes ainda anestesiados com todo aquele prazer experimentado.
O moreno passou a mão pela testa do mais novo beijando-a. Vendo que o mesmo se encontrava com a respiração pesada, indicado que dormira completamente exausto.
Deu um sorriso de lado encostando a boca na orelha do mais novo.
– Você foi incrível, bebê. – sussurrou.
E mesmo que inconscientemente vira um leve sorriso cansado escapar dos lábios do menor.
Levantou da cama pegando o menor nos braços e seguindo até a banheira, e tomando banho junto com ele. Vestiu-lhe apenas uma samba canção, e vestiu a cueca que usava anteriormente e deitou-se com ele na cama, acolhendo-o em seu peito, num abraço forte, quase que possessivo.
Sentia-se feliz. Não imaginou que se entregaria novamente, ainda mais de uma forma tão intensa. Até se assustava com a forma como dependia daquele garoto em seus braços. Amava cada pedacinho dele e seria capaz de qualquer coisa por aquele magrelo que em tão pouco tempo havia se tornado o centro de todo o seu ser.
*.*.*.*.-
– Ahhhhh, não, você não fez isso! – disse com a expressão de surpresa.
E para provar que o que acabara de fazer não foi um acidente e sim de proposito o moreno fizera de novo, acabara de jogar mais uma vez farinha no rosto do loirinho.
– Scott, você me paga! – disse sério, mas logo um sorriso tomou sua face enquanto corria com uma panela e uma colher pau em mãos onde jogava parte do preparo dos waffles no moreno.
Scott apenas gargalhava enquanto corria rodeando o grande balcão central da cozinha da mansão dos Hales tentando esquivar-se.
Mas pra sua infelicidade o louro deixou a panela cair, e quando a mesma tocou o chão lançou uma boa parte da mistura no rosto do moreno que ficou completamente melecado.
Isaac se segurava para não rir da expressão séria do outro, e da sua cara completamente ensopada, mas não conseguiu se conter, acabou deixando uma gargalhada ecoar de sua garganta. Sua surpresa foi ver o moreno vir em sua direção.
– Ah, não, não, Scott! – corria sorrindo, mas logo foi pego pelo moreno que fez questão de meleca-lo por inteiro.
Ambos riam abraçados, olhando em volta para a bagunça que haviam aprontado na cozinha do Alpha.
Por um breve momento seus olhares se encontraram retirando o sorriso dos seus lábios e acrescentando um olhar de fogo e desejo, que só eram capazes de sentir um com o outro. Era como se além deles, seus lobos se desejassem intensamente.
Beijaram-se vorazmente. Scott acabou por tropeçar em uma das tantas coisas que haviam espalhadas pelo chão e acabou caindo levando o loirinho com sigo, e isso só serviu pra deixar tudo ainda mas quente.
Os beijos as caricias começaram a se intensificar dando sinal de onde tudo aquilo iria parar.
Scott passou a língua pelo pescoço do loiro deslizando até o canto da sua boca para em seguida abocanha-la em um beijo intenso.
Ambos retiraram as camisas. Isaac beijava o pescoço do moreno enquanto o mesmo descia com as mãos por suas costas. Tudo estava tão quente, e ambos se encontravam tão excitados e envolvidos que nem mesmo perceberam a chegada de uma outra pessoa a cozinha.
– Mas que diabos aconteceu aqui?
Isaac e Scott se afastaram com impulso pelo susto levado.
– Derek, eu... – Isaac foi cortado antes que pudesse prosseguir.
– Oh céus, vocês quase treparam na minha cozinha! Aqui tem quarto sabiam?!
– Derek, nós...– Tentou Scott.
– Eu não quero saber o que aconteceu aqui, muito menos o que iria acontecer, só quero que vocês limpem isso seja lá o que for isso que estar espalhado na sua cara – apontou pra Scott.– e no chão, for. Agora! Fui claro?
– Derek, nós não... – Tentaram.
– Fui claro?
– Sim! – Foi dito em uníssono.
O moreno saiu da cozinha tentando segurar-se para não rir, "Garotos!", pensou. E isso só fez lembrar da noite intensa que tive com o seu "Bebê" fazendo um sorriso meio bobo brotar de seus lábios, mas dessa vez não o reprimiu. Talvez devesse ser a hora de acreditar que realmente poderia ser feliz de novo, sem privações.
......
Nesse exato momento o Alpha encontrava-se sendo Escorraçado da casa do menor a "chutes e pontapés" por ter feito apenas uma brincadeira boba sobre o estilo do garoto. Logo hoje dia em que o menor finalmente completaria seus dezoito anos, deparou-se com um garoto de humor completamente insuportável.
Os integrantes do pack assim como Derek estavam de cabelos em pé com as mudanças drásticas de humor do menor.
Essa ultima semana o garoto havia estado impossível, passava a noite inteira acordado, tagarelando no ouvido do Alpha, que por sua vez se viu louco ao ser privado do sono. Seu humor já não era dos melhores e sem dormir acabava ficando estressado, e por consequência descontando no pack, que por sua vez também ficavam estressados no treino e assim por diante.
Não dormia a noite para ficar o dia cochilando pelos cantos, atrasando-se para aula, dormindo até em pé, para a noite repetir tudo outra vez. Comia feito uma draga em um dia; no outro nem se quer queria ver comida. Por vezes o moreno fora o procurar à noite e foi rejeitado, para em outras noites ser acordado com um Stiles completamente fogoso. O que gostava de comer antes, agora lhe causava repulsa; e o que antes lhe causava repulsa agora lhe agradava. O moreno já estava enlouquecendo, sem conseguir entender o que diabos estava acontecendo.
O garoto também estava tendo constantes pesadelos, eram sempre o mesmo que tivera em noites anteriores onde o moreno era morto em sua frente sem nada poder fazer. O garoto desejava saber o porquê desse sonho se repetir todas as noites, o que tudo aquilo queria dizer. Estava verdadeiramente cansado de tê-lo, e por vezes evitava dormir, pois mesmo que ele soubesse que tudo era um sonho, que já o havia tido antes, a agonia e o medo eram sempre o mesmo de quando o tivera pela primeira vez.
Estranhamente Alisson se mantinha muito próxima a Stiles, aparecia sempre na casa do garoto e por vezes também na mansão, causando um clima pra lá de desconfortável por parte do loiro e por parte de Stiles, que se sentia mal por causar um clima ruim. Mas por outro lado não conseguia afastar a morena, afinal de contas, má ou não, a garota sempre fora sua amiga e na verdade não havia feito nada que o atingisse diretamente para que a tratasse de maneira rude.
A noite de hoje prometia, afinal logo mais Stiles completaria seus dezoito anos, e Derek havia preparado uma surpresa onde entregaria o presente que tinha comprado, ao garoto. Na verdade ele já havia comprado a algum tempo, só estava esperando o momento certo de entregar a pessoa certa, e julgava que Stiles fosse essa pessoa e que estava mais do que na hora de faze-lo completamente seu.
*.*.*.*.-
– Já está tudo pronto!
– Espero que vocês façam direito, afinal essa uma tarefa mais do que fácil. E já que foi a única que vocês se despuseram a cumprir espero que não falhem.
– Eu não poderia fazer nada, porque certamente o Ethan me impediria, ele está cego por esse garoto, e apesar de ele ter dito que me trocaria sem pensar duas vezes por esse garoto, coisa que eu já mais faria, ele ainda continua sendo minha única família.
– Mas eu realmente não preciso mais da ajuda de vocês, já ordenei que os outros retornassem a base. O que eu ainda tenho a fazer aqui será rápido e fácil, logo mais encontrarei vocês lá. Vocês só vão precisar me fazer esse favorzinho e estarão dispensados. Só espero que o Ethan colabore.
– Não se preocupe ele vai ajudar! Então... é melhor eu ir andando.
Horas mais tarde...
– Pronto está aqui!
– Bom trabalho, Ethan! Achei que depois que caiu de amores por esse garoto não colaboraria com o plano, mas vejo que não mudou tanto como eu pensava. – disse o moreno com um sorrisinho no rosto.
– Essa foi a única coisa que farei, Erick! De agora em diante, para esse plano pode esquecer que eu existo. – entregou-lhe um celular.
– Fazer a parte difícil ninguém quer, mas com certeza iram querer desfrutar dos benefícios disso, não? – não houve resposta, pois mesmo sabendo que era errado, sabiam que o moreno estava certo. – Tudo bem, eu não preciso da sua ajuda. Mas então foi fácil de pega-lo?
– Moleza! O otário nem se quer percebeu quando nós pegamos o seu celular. Eu fiz questão esbarar nele e enquanto o distraia o Ethan pegou o celular, depois fomos embora. Ele ficou lá com a cara de que não fazia ideia do que havia acontecido.
– Agora é esperar e agir, é hoje o grande dia!
*.*.*.*.-
Depois de ser chutado pelo menor, Derek resolveu que o melhor era voltar pra casa descansar um pouco para recuperar a paciência e assim tentar passar uma noite agradável ao lado do menor.
Scott havia dormido na mansão dos Hales com o loirinho, mas não haviam feito nada, apenas dormiram juntos, e até agora o moreno se pergunta como conseguiu se segurar.
Após limpar a bagunça que aprontaram no café da manhã voltou pra casa, passaria na casa do amigo apenas à noite, onde junto com os pack prepararia uma pequena festa surpresa para o garoto para quando ele retornasse do jantar que o moreno havia planejado para os dois.
Scott decidiu passar na casa da Argent, sua mãe havia guardado uma pequena pulseira de ouro de quando era bebê e queria entrega-la a garota e aproveitar para perguntar se tudo estava bem, porque mesmo que esse filho não tivesse sido planejado, nunca passou por sua cabeça em rejeitar esse filho, que no fim das contas não tinha culpa de nada. O amaria e seria o melhor pai que pudesse ser.
Chegando na casa da Argent constatou que haviam apenas duas pessoas na casa , mais precisamente no quarto da garota e afirmou ser a morena e Lydia, tentou a porta da frente e por sua sorte ou destino incrivelmente a mesma estava destrancada, então como o pai da morena não se encontrava em casa , Resolveu entrar. Subiu devagar as escadas e parou aproximando-se lentamente do quarto ao ouvir sobre o que elas falavam:
– Eu não suporto o Isaac! Sério, seria maravilhoso se ele sumisse sem deixar vestígios. Ainda me pergunto o que o Scott viu nele.
– Ah, Alisson, até que ele é um gatinho! Você só tem cisma com ele porque ele está com o Scott.
– O Scott é meu! E só de vê-lo junto com aquele loiro aguado, me sobe um raiva. Eu ainda vou conseguir o Scott de volta, afinal eu estou esperando um filho dele, não estou?
– Humhum! Está gravida do mesmo jeito que transou loucamente com o ele na minha festa – disse a loira sorrindo.
Alisson jogou uma almofada na amiga e ambas riram.
– Ah, mais ele não precisa saber que naquela noite ele estava tão grogue da droga que eu pus na bebida dele que acabou dormindo, e não rolou nada além de uns amaços..
– Como é que é?
O sorriso instantaneamente morreu nos lábios da garota.
– Scott? – a morena não sabia o que dizer, não sabia o que fazer, não acreditava que Scott tinha escutado toda a conversa.
– Então quer dizer que você me enganou todo o tempo? Que nós na verdade nunca se quer transamos e você não está gravida? – Scott parecia estar anestesiado, ao contrario de como deveria estar, perguntou calmamente. E um pequeno sorriso começara a brotar de seus lábios.
– Espera, Scott eu posso explicar, eu juro que fiz isso por que eu te amo, porque eu não queria te perder. – tentou se aproximar do moreno, mas esse deu um passo para trás quando tentou. – Scott, me escuta, você tem que me entender, por favor, eu nunca quis te enganar. Scott... – parou com os apelos ao perceber que o moreno ria abertamente. – Mas por que diabos você tá rindo? Você deveria está no mínimo com raiva de mim.
– Eu, raiva de você? – perguntou calmamente. – Não, Alisson! Para que eu tivesse raiva de você eu precisaria sentir alguma coisa por você, e eu não sinto absolutamente nada. Você mesma acabou com qualquer sentimento que eu sentia por você, pra mim hoje você não passa de uma estranha, alguém com quem eu topei na rua, porque a Alisson que um dia eu conheci na verdade nunca existiu. – disse vendo a garota atônita sem expressar nenhuma reação, apenas parada sem saber o que dizer. – Eu estou sorrindo porque eu estou feliz! Nossa parece que um tonelada saiu de cima dos meus ombros. A palavra certa pra isso é aliviado! Aliviado por nunca ter traído o Isaac da maneira que pensei, aliviado por você não está gravida, não pela criança, mas por sabe que não precisarei manter mais nenhum contato com você, aliviado por finalmente esta livre! Obrigada Alisson! Obrigada por me fazer enxergar o que realmente é importante. Você bem que tentou, mas você nem ninguém vão conseguir me separar dele, sabe por quê? Por que eu o amo como nunca te amei e como jamais amarei alguém. Tenham um maravilhoso dia!
Dito isso o moreno saiu sorridente pela porta deixando uma Alisson completamente chocada no quarto.
Saiu saltitante pelas ruas, não sentia raiva por ter sido enganado, só um grande alivio, queria encontrar o loirinho, abraça-lo e lhe contar tudo, mesmo que não mudasse o fato de tê-lo traído, a noticia mudaria o que viria a seguir.
Só então percebeu que havia algo errado, Se a Alisson não estava, então a quem pertencia o cheiro que eles sentiam? Em sua cabeça começou a ligar os fatos, levou um tempo para crer no que tudo indicava, afinal parecia o maior dos absurdos, mais diante dos acontecimentos não tinha como negar.
Levou a sua mão ao bolso a procura de seu celular, mas não o encontrou, vasculhou tudo outra vez e sem sucesso pensou que poderia tê-lo esquecido em casa. Resolveu procurar o moreno a pé mesmo, tinha que encontrá-lo a qualquer custo, precisava contar o que acabara de descobrir.
*.*.*.*.-
Derek acordou por volta das quatro da tarde – espantou-se com o quanto havia dormido – tinha passado a tarde dormindo, logo hoje, no aniversário do garoto, esperava que o menor não estivesse uma fera consigo. Andava realmente cansado, pois havia acumulado várias noites mal dormidas.
Tomou um banho rápido, arrumou-se normalmente. Colocou a roupa que usaria no jantar em seu carro e o presente do menor em seu bolso e rumou-se a casa do mesmo.
No caminho recebeu um torpedo de Mccall pedindo para que fosse ao seu encontro no endereço "x" que se trava de um assunto de extrema importância. Achou estranho, não queria ir e deixar o menor sozinho horas do aniversário do garoto, ainda mais sabendo o quanto era perigoso, mesmo que não tivesse nenhum vestígio de estranhos todo cuidado era pouco, todavia o garoto nunca diria ser importante se realmente não fosse, e só por isso foi ao seu encontro.
Quando estava na metade do caminho viu Maccal correndo na direção oposta, parou o carro para falar com o mesmo.
– Derek, nossa, ainda bem que te encontrei, precisava falar com você!
– Sou todo ouvidos!
– Não vai me convidar pra entrar?
– Não, fala daí, eu vou escutar do mesmo jeito.
– Então tá! Bom, eu acabei de descobrir que a Alisson me drogou na noite da festa pra que eu dormisse com ela, mais eu só dormir, não rolou nada além de uns beijos, cara eu tô tão aliviado!
– E o que isso tem haver comigo?
– Você escutou o que eu disse? A Alisson não está gravida!
– E?
– Não, não, você ainda não entendeu, eu disse que a Alisson não está gravida.
– Eu entendi da primeira vez, mas até agora eu não entendi que droga eu tenho a ver com isso... – parou de repente. – Espera...então de quem era o cheiro que a nós sentíamos? – perguntou recebendo um olhar de "não é meio obvio?" – Não!
– Sim!
– Mas, como? Isso é meio que...impossível!?
– Te confesso que levei um tempinho pra crer, ainda custo, mais estava tudo tão na cara que não percebemos.
– Por isso que ele andava estranho esses dias, com um humor insuportável, parecendo que estava com a solitária na barriga...
– Isso mesmo! Nós só não ligamos os fatos porque achávamos que era a Alisson que estava gravida, por isso que associamos o cheiro a ela.
O moreno iluminou-se com a possibilidade.
– Inacreditável agora tudo faz sentido, como pude ser tão omisso para que era tão obvio. Agora sei o porquê de a sua mensagem dizer que era urgente.
– Que mensagem?
– A que você me enviou minutos atrás.
– Eu não te mandei mensagem nenhuma! Pra falar a verdade eu não faço ideia por onde anda meu celular.
– Então me explica o que é isso?
Mostrou a mensagem que recebera do garoto.
– Derek, eu não sei quem te mandou isso, mas com certeza não fui eu!
– Mas porque alguém me mandaria até aqui? A menos que...
– Stiles! – Ambos disseram.
No mesmo instante o moreno pisou no acelerador saindo cantando pneu nem se quer esperou por Scott. Esperava que ainda pudesse chegar a tempo, que nada tivesse acontecido. Dirigia o mais rápido que podia em direção a casa do menor.
Levou muito tempo para finalmente encontra alguém e em pouco tempo, Stiles lhe devolvera tudo que duvidou um dia de novo a sentir, lhe fez sentir vivo novamente. E descobrir que o menor carregava um filho seu quase o fez explodir de felicidade, mas agora encontrava-se preocupado demais. Se culpava por não ter percebido nada, mas como poderia, sequer sabia que o garoto pudesse engravidar, e tinha certeza que nem o próprio garoto sabia disso.
Chegando frente à casa do garoto pode constatar que o mesmo já não encontrava-se em casa, o que só amentou a sua preocupação. Ligou centenas de vezes para o garoto, contudo todas as sua ligações caiam na caixa postal. Vasculhou aos arredores dos quarteirões próximo da casa do mesmo e nada. Estava a posto de surtar quando lembrou que o celular do menor continha GPS – amaldiçoou-se por não ter pensado antes. –, rastreado o número, a localização indicava a mansão. Dirigiu imediatamente para lá, contudo para sua infelicidade havia acontecido um acidente na estrada que levava à sua casa, o que o ocasionou em um transito gigantesco – que por sinal era muito estranho, pós aquela faixa era de pouco movimentada parecia tudo muito proposital. –, socou o volante com fúria e saiu do carro, adentrando na floresta.
O garoto havia nascido às dezessete horas e quarenta e seis minutos e já passava das dezoito, pedia mentalmente para que nada tivesse acontecido, ao contrário nunca se perdoaria.
Chegando a mansão, via que o jipe do menor encontrava-se estacionado lá, e sem pensar em nada entrou com tudo.
Seu alivio foi grande ao ver o garoto em pé frente à escada, mas logo novamente a preocupação o tomou ao observar a expressão do mais novo, parecia em desesperado, completamente apavorado, embora que silencioso, como se fosse impedido de gritar.
Só pode notar que havia mais alguém ali, quando sentiu-se ser atacado por trás. Sua surpresa foi ainda maior ao encarar a face de quem lhe agredira.
– Erick?
Viu um sorriso doentio surgir de seus lábios do homem.
– Olá, priminho. Sentiu minha falta?
Continua...
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