Notas iniciais
Hey!!! Nossa, que saudades de vcs!! ^^ Como passaram o Natal? Espero que muitoo bem! Quero agradecer a minha Linda" Isisyuuki" Por sempre me mandar Mps lindos e incentivadores, Não gente, vocês não tem noção de como essa garota é uma fofa! Muito obrigada minha diva! você é top! Ao " Lucas luke" *.- E é claro ao Meu lindo e maravilhoso "Incon" Por Ahhhhhhhh, ter recomendado a fic, amém que alguém lembro de mim, ashuashuas, Muitoo obrigada meu lindo, eu quase que cai da cadeira, amei!!! Muito!! Eu tive que dividir o cap porque além de ter ficado gigantesco, eu queria que vcs me falacem o que acharam do novo personagem, fiquei muito reseosa em relação a ele , então comentem, ok? A parte triste que tanto falei ficou para o próximo. Bom vou deixar de falação. Boa ]leitura!

Subiu batendo os pés até seu quarto depois de ter expulsado o moreno e deitou-se em sua cama soltando longos suspiros. Estava pra lá de irritado com Derek, o maior adorava fazer piadinhas a respeito do seu visual, e ultimamente a sua paciência estava na estaca zero; andava irritado, chorrava por tudo, sem contar os frequentes enjoos, vertigens, falta de sono a noite; excesso ao dia, ele mesmo não estava se suportando. Permaneceu ali por alguns minutos, e sem perceber acabou adormecendo.

Tudo estava completamente branco, a luz era tão forte que mantinha a mão à frente do rosto tentando enxergar algo além dela. Lentamente luz fora perdendo força revelando que agora se encontrava frente a uma enorme escadaria.

Olhou ao redor e tudo parecia extremamente grande e exagerado, aquela propriedade de pedra mais se parecia com um castelo. Sem muito o que fazer subiu cauteloso as escadas que davam aceso a um grande terraço decorado com vários vasos de flores e cadeiras de descanso. Apesar de parecer antigo a decoração era bem moderna.

A vista daquele terraço era esplendorosa, cercado por montanhas aquela paisagem era de tirar o fôlego.

Passado alguns segundos perdido naquela vista, uma barulho vindo de sua direta o despertou. Virou-se e pode ver uma grande labrador; o animal estava com a língua pra fora e balançava o rabo euforicamente. – Stiles não sabia como, mas podia jurar que o animal lhe sorria com os olhos.

O grande labrador veio em sua direção parando bem à sua frente.

– Ei, amigão! – o cão latiu em resposta. Agachou-se diante dele e foi coberto por lambidas em seus rosto. O Afastou sorrindo, agora afagando a cabeça do animal.

De repente labrador saiu em disparada, sumindo por entre uma cortina de folhas que só agora havia notado que estava ali.

Seguiu o cão, afastando a cortina e adentrando-a, ela era muito mais longa do que aparentava. Depois de desviar-se de todas aquelas folhas finalmente chegou ao outro lado e se deparou com um grande jardim de beleza inigualável, tudo ali parecia em completa harmonia.

Mais ao longe pode ver a figura de uma mulher ajoelhada frente a um canteiro de flores. Ela possuía longos cabelos negros e ondulados e pele extremante pálida, trajava uma vestido de renda branco com algumas tiras que caiam sobre seus ombros, estava descalça e vestia uma par de luvas vermelhas. Parecia em completa sintonia com o lugar, aliás tudo parecia minimante perfeito.

Sem muito pensar seguiu o cão. A mulher que e virou o rosto ao perceber o animal, para em seguida fazer-lhe carinho. Só então notou que ela era a mesma mulher que lhe aparecera no dia em que quase perdeu o seu amor.

Ao avistar o garoto a jovem levantou-se do chão retirando as luvas e indo em seu encontro com um enorme sorriso nos lábios o envolvendo em um forte abraço.

Stiles ficou sem reação ao ser abraçado tão repentinamente, contudo ao sentir toda a paz, pureza e conforto que aquela mulher lhe transmitia, foi impossível não corresponde-la.

– Stiles! – desfez o abraço. – Esperei muito por esse momento! Lembra-se de mim, certo?

– Sim! Não sei como, mas... acho que seu nome é Mila, nê? – perguntou cauteloso.

– Isso! – sorriu. – Nossa, Stiles eu to tão feliz que você está aqui!

– Que eu estou sonhando eu já percebi, mas...onde exatamente seria " aqui? "

– Sim, tecnicamente você está sonhado, mas diferente de meros sonhos tudo aqui é bem real!

– hum...Tipo aquele lance espiritual?

– Hahaaa, sim! Mas dessa vez eu tenho um motivo especial! Vem, vou te contar porque te trouxe aqui.

A morena puxou o garoto pela mão o arrastando até um banco que existia próximo dali. Sentou ao seu lado e virou-se para encara-lo, segurando levemente um de suas mãos.

– Querido, você lembra do pedido que fez, do acordo que fizemos, certo?

O garoto assentiu com a cabeça um pouco receoso, temeu que algo estivesse errado e que a vida do moreno estive novamente em risco.

– Por favor não me diga que há algo errado com o acor...

– Calma! – interrompeu – Não precisa se preocupar quanto a isso, nada acontecerá a ele! – pode ver o garoto soltar um suspiro aliviado. – Lembra-se também que lhe disse que uma pessoa entraria na sua vida e, que mesmo contra tudo e todos você teria que defende-la, lutar por ela?

– Sim, eu me lembro!

– Bom...Essa pessoa chegou!

– Chegou? – questiono confuso. – Quem é? Onde ela está? Quando vou encontra-la?

– Calma, eu vou te explicar! – sorriu, mas logo tratou de ficar séria. – Você já deve ter percebido que de algumas semanas pra cá, tanto o seu humor, quanto o seu corpo vem sofrendo mudanças e...

– Sim! – falou antes que a mulher pudesse prosseguir. – Isso faz parte da minha transformação, mas o que isso tem a ver com essa pessoa?

– Você vem tendo enjoos, desejos, tonturas, com certeza também dores abdominais, que certamente classificou como sendo dor de barriga por comer de mais; muito sono, falta dele...

– É, Disso eu já sei, mas até agora eu não entendi o que isso tem a ver com essa pessoa.

– Querido, o que eu estou tentando te dizer é que todos esses sintomas que você está sentindo tem um motivo.

– Sim, eu sei! Já disse que é por causa da minha transformação.

– Não, Stiles, não são sintomas da sua transformação!

– Não?

– Não, querido! Essa pessoa que você terá de lutar e proteger crescer dentro de você, e fruto do seu amor com o Alpha, uma criança, seu filho .

– Hahahaha, tá bom! Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. Não acredito que você quis dizer que eu estivesse... Muito engraçado, Mila! Homens não engravidam.

– Não, Stiles, eu não brincaria com um assunto tão sério. – sua face enrijeceu ao ver a a expressão séria da mulher. – Esqueceu que você não é um homem comum, você é especial.

– Isso que você está dizendo é... É impossível! Eu não posso está...

– Mais está! Creio que o seus amigos já perceberam isso também. Eles só não haviam notado a mudança no seu cheiro por causa da garota que andava em meios a vocês.

– A Alisson?

– Sim! Ela não está grávida, nunca esteve, você sim! E quando ele começar a crescer dentro de você vai impossível negar a sua nova realidade.

– Mas...como?

– Você não precisa entender, Stiles, apenas aceitar, proteger e ama-lo. Lembre-que não tem volta, eu fui bem clara quando impus as regras, então nem pense em reti...

– Não! – interrompeu. – Eu nunca faria isso! Só está tudo muito difícil e assustador, eu sou um homem! E, se aqui isso é normal, saiba que no mundo real eu seria considerado uma aberração.

A mulher percebeu o quando o garoto estava apavorado, então novamente segurou em sua mão.

– Calma, olha, não é tão estranho quanto parece, só...é...novo, nós tememos o desconhecido. Eu não vou mentir pra você e dizer que tudo serão flores, porque não serão. Vai ser difícil! Seu corpo ira sentir as mudanças e não sei se ao certo você vai conseguir levar essa gravidez até o final. Mas como prometido você fará de tudo para que isso aconteça. – disse seriamente. – Mas não se preocupe, você terá a ajuda e apoio necessário! Não morra por antecipação. Vem, vamos! Quero te mostrar uma pessoa. – desfez a expressão seria e puxou animadamente o garoto pela mão.

Antes mesmo que o garoto pudesse perceber, já se encontrava em um lugar completamente diferente de onde estava segundos atrás. Olhou pra trás tentando entender como viera parar ali, contudo só encontrou a continuidade do lugar.

Estava em uma sala ampla, que ao que tudo indicava parecia ser uma creche, orfanato, escola, ou qualquer coisa do gênero, pois estava repleta de crianças de várias idades, brinquedos e algumas babás, apenas duas delas perceberam a presença deles e lhes lançaram olhares e sorrisos amigáveis, o restante se quer pareceu notar que estavam ali.

Viu a mulher seguir até o fundo da sala e sem mais alternativas a acompanhou.

Mila parou em frente a uma pequena mesinha vermelha repleta de papeis e lápis de todas as corres, onde um garotinho de cabelos loiros que de quase de tão claros pareciam brancos, estava com a cabeça baixa a desenhar algo.

– All?

O garoto levantou a face abrindo um largo sorriso ao avistar a mulher.

Stiles ficou completamente maravilhado ao ver o rosto do garoto, ele era simplesmente lindo; Era magrinho, não aparentava ter mais do que seis anos, possuía traços finos e delicados, podendo ser facilmente confundindo com uma garota; os cabelos pareciam ser grandes, pois estavam presos em um rabo de cavalo, apenas a sua franja acompanhada de algumas mechas caiam sobre o seu rosto; seus olhos eram de um puro castanho quase mel, que lembrava muito os seus; vestia uma blusa azul com um casaco de malha fina na cor branca, uma calça corsário creme e um All Star branco com pequenos detalhes em azul. Era realmente uma criança encantadora.

– Mila! – o garoto levantou-se em um pulo indo até a mulher e abraçando-a. – Estava com saudades, achei que não vinha mais.

– Desculpe meu anjo eu estava esperando por uma pessoa, ela queria muito te conhecer, então eu trouxe ela pra te ver. Esse aqui é o Stiles!

A criança correu até o garoto estendendo-lhe a mão.

– Prazer! Eu me chamo Alfonce... Mas pode me chamar de All! – disse sorrindo. – É mesmo verdade que você queria me conhecer?

Stiles logo apertou a mão do garotinho que quase sumiu entre a sua.

– O prazer é meu, All! Sim, a Milla me falou muito sobre você, disse que era um garoto muito legal e esperto.

– Sério? – perguntou olhando para a mulher que assentiu com a cabeça sorrindo. – Então nós podemos ser amigos, né? Eu não tenho nenhum amigo, ficaria feliz se quisesse ser o meu!

– Então que dizer que eu não sou sua amiga? – perguntou Mila fazendo um falsa cara de triste.

– Mila, não fica triste. – foi até ela a abraçando. – É claro que você é minha amiga! Eu te amo muito! Mas é que...eu queria um amigo pra falarmos coisas de homem que as mulheres não podem saber.

– Ahhhh, então tá ok! Se for só pra ter conversas de" homens" que mulheres não podem saber, eu não fico com ciúmes. – beijou-lhe a cabeça.

– É claro que eu quero ser seu amigo, seria um honra! Podíamos fazer muitas coisas bagunças e coisas de " homens" juntos.

Alfonce sorriu de orelha a orelha e foi impossível pra Stiles não sorrir ao ver a alegria do garotinho. O seu sorriso era capaz de iluminar o mais escuro dos corações.

– Então, All o que você acha de darmos um passeio?

– O Stiles também vai, né?

– Sim, o Stiles também vai!

– Ebaaaaa! – dava pequenos pulinhos em comemoração.

– Então vamos meu pequeno saltador.

O garoto correu até a mesinha onde estava sentado e recolheu alguns dos seus lápis, junto um um caderno de tamanho médio e os guardou em uma pequena bolsa lateral de pano. A mulher pegou a mão da criança que por sua vez agarrou a mão de Stiles.

Stiles sentiu algo diferente com aquele contato algo bom.

E de mãos dadas atravessaram a porta de saída do lugar que dava acesso a um enorme jardim repleto de brinquedos. De ferente dos outros lugares aquele jardim mesmo sendo bonito, era o mais próximo ao normal dentre os outros.

All correu animado na frente.

– Mila, Mila, podemos brincar que pega-pega, podemos?

– Claro, meu anjo.

– Stiles, você vem?

– Ele vai sim, meu amor! Mas antes eu preciso ter uma conversa de adulto com ele. – piscou para o garotinho. – Tudo bem? Quando acabarmos aqui podemos dar um mergulho no lago, o que você acha?

– Sim, sim, eu quero! Você também vai não é, Siles?

– Claro! – sorriu para a criança.

– Então tá, eu vou brincar e já, já venho chamar vocês. – dito isso o menor saiu correndo.

Ambos acenavam para o garoto que coria em direção ao escorrega. Sentaram-se em um banco onde era possível vigiar o menor a brincar.

Stiles estava encantado com o garoto, havia sentido por ele um sentimento bom, uma vontade de cuidar, embora se quer soubesse se o menor tinha quem fizesse isso por ele.

– Nossa, eu estou tão feliz! Faz tempo que eu não via o All tão animado. O que você tem, em? Ele te adorou! Eu levei uma semana pra que pudesse confiar e conversar comigo.

– Como assim?

– O All é um garoto muito reservado, apesar de hoje ele está tão alegre. Confesso que nunca o vi assim. – sorriu triste. – Ele apesar de pequeno já passou por maus bocados. É uma criança sofrida e muito carente, eu queria muito poder ajuda-lo.

– O que aconteceu com os pais dele? Pelo que ele teve de passar?

– Eu te trouxe até ele por que os pais do All eram como você e o Derek! Eles se chamavam Christian e Liam; Christian era completamente apaixonado pelo seu marido e quando descobriu que o amor da sua vida esperava um filho seu, isso o tornou o homem mais feliz do mundo, mas isso não durou por muito tempo, pois Liam começou a sofrer com e feitos da gravidez e ir definhando cada vez mais. Christian fez de tudo para que ele retirasse o feto enquanto ainda havia tempo, mas ele se recusou a retirar o seu bebe. Cristian então foi criando ao invés de amor pela criança, ódio, vendo-a sugar a cada dia a vida de seu amado. Quando o All nasceu Liam morreu, e consumido pela dor o seu pai o culpou de toda desgraça sofrida, dizendo que ele era amaldiçoado. Passou a fazer da vida do menino um inferno. Por vezes o deixava com fome, sozinho, quando Alfonce ficou um pouco maior o batia sempre que tinha vontade, o xingava e dizia ao garoto que ela amaldiçoado que havia matado o próprio pai, que só traria destruição a vida de quem se aproximasse dele.

– Tadinho do All. – murmurou lamentando pela dor do garoto. – Mas o que aconteceu pra que ele viesse parar aqui?

– Quando ele completou seus quatro anos, em uma noite em que chovia muito, os trovões soavam tão autos e amedrontadores que mesmo com medo de seu pai decidiu lhe pedir arrego. E chegando em seu quarto o encontrou caído no chão. Apenas no dia seguinte quando a empregada da casa chegou, encontro All abraçado ao homem morto. Mesmo que Christian fosse um monstro e ao invés de amar e protege-lo fosse o único a faze-lo sofrer, All não o odiava. Ele apesar de ruim era a sua única família. E a partir desse dia ele se fechou, acreditou nas palavras que sempre ouvia de seu pai, que era um amaldiçoado, afinal havia matado seus dois pais. Como não existiam parentes nem pessoas que se dispusessem a ficar com o garoto ele acabou vindo parar aqui. Não sei se você notou, mas apenas duas moças e All perceberam o nossa presença, estamos no mundo real, esse orfanato fica a poucas horas de Beacon Hells. As mulheres só nos perceberam porque são guardiãs como eu, e o All por ser sensitivo.

– Nossa, tão pequenino e já sofreu tanto. Me pergunto se o Derek seria capaz de cometer algo assim contra o nosso filho caso algo acontecesse comigo. Ele despertou em mim um sentimento bom mesmo antes de conhecer a sua história, o que desejei quando o vi foi...protegê-lo e dar carinho...eu desejei ama-lo.

– Suspeitei que sentiria isso por ele, afinal de uma forma ou de outra vocês tem algo em comum. Mas o que mais me preocupa e vê-lo aqui sozinho, mesmo que eu sempre venha aqui não é a mesma coisa, as pessoas só o vão achar ainda mas entranho falando com uma "amiga imaginária", o Alfonce precisa de pais, uma família, uma casa.

– Eu o Adotaria se pudesse. Mas eu ainda vou completar dezoito anos ou já completei, não faço ideia de que horas sejam. Ainda estudo, moro com o meu pai, não trabalho. Seria impossível que isso acontecesse legalmente.

– Você estaria mesmo disposto a isso, você é muito novo e ainda está esperando um filho, seria muita responsabilidade.

– Quem disse que ter uma família e uma coisa fácil? Enfrentaria o que fosse preciso por ele, seria sua família. Me dói imagina-lo sozinho no mundo, tão pequeno. Eu perdi a minha mãe e até hoje sofro com a ausência dela, imagine pra ele, ainda tão pequeno se ver assim sozinho no mundo. Eu o ajudaria se pudesse.

– Você pode!

– Posso?

– Sim! Eu mexeria os meu pauzinhos pra fazer o All chegar até você, você só precisaria está casado e o All séria seu!

– Ca-casado? Ai as coisas se complicam um pouco mais, não sei se o Derek aceitaria algo assim.

– Tudo bem não vamos pensar nisso por agora, se você estiver mesmo disposto a ajuda-lo eu farei o possível para que isso aconteça! Agora, vamos brincar se não o All vem nos dar uma bronca pela demora.

Foram até o garoto, e como combinado seguiram até uma pequenina trilha que dava aceso a um pequeno lago de água completamente cristalina, onde em sua lateral corria apresadamente uma pequena cascata.

Stiles se preocupou, como podiam deixar uma criança tão pequena como All vir até aqui sozinha? Já fazia algum tempo que ele havia saído e ninguém tinha se quer dado a falta dele? Talvez livra-se dele fosse o que mais desejassem. Ainda bem que Mila sempre olhava por ele.

Saber que o garoto era tão só e desprotegido o preocupava. Nunca havia desejado adotar ninguém mesmo sabendo que existiam crianças na mesma situação e até pior do que o garotinho, afinal era muito novo, se quer pensava na possibilidade de casar quem dirá adotar uma criança, mas agora era diferente, bastou olhar a primeira vez pra aquele garotinho pra tudo mudar, era como se existisse uma necessidade, como se...ele tivesse de ser seu, não sabia explicar o que estava sentindo pra si mesmo quem dirá pra as pessoas de fora, só tinha certeza que precisava ajuda-lo de alguma maneira, sabia que aquilo era necessário.

Passaram uma boa parte da tarde brincando na água, ambos voltaram a ser crianças na companhia do loirinho. Stiles a cada segundo se apaixonava mais pela por ele, ver o seu sorriso o fazia desejar que ele nunca mais sumisse de seu rosto.

Terminada a fara na água, ambos sentaram-se na grama e comeram algumas fruta, que não me pergunte como Mila havia conseguido. Stiles estava com tanta fome que nem se quer pensou em questionar.

All estava sentado de pernas cruzadas ao lado do garoto enquanto olhava para o céu, o sorriso teimava em deixar os seus lábios, havia passado a melhor tarde da sua vida junto com Mila e seu novo amigo, Já gostava muito dele. All também não sabia o porque mais se sentia seguro e feliz na companhia do maior, era com se o conhecesse desde sempre.

Stiles parecia pensativo, na verdade pensava se deveria tomar um decisão dessas, assim sozinho ainda mais na situação em que se encontra, pensava que iria sutar só de lembrar que estava...gra... Pra ele tudo isso ainda era o maior dos absurdos. Não queria dar esperanças ao garoto e depois não ser capaz de cumpri-las. Mas bastou ver o pequeno sorrir radiante pra si que não teve mais dúvidas tentaria mudar a vida daquela criança, não a permitiria mais sofrer na solidão, não agora sabendo da sua existência, dane-se que seria difícil, dane-se que teria de abrir mão de algumas coisas, era de uma vida que estamos falando, era por um bem muito maior.

– All... – quebrou o silêncio. – Você não se sente sozinho aqui? Não deseja ter uma família? – viu o sorriso do rosto do garotinho se desfazer e agora ele fitava, tristemente o chão. Se sentiu mal por fazer essa pergunta, mas era preciso.

Depois de alguns segundos em silêncio o loirinho começou a falar:

– Eu me sinto sim, mas é melhor, assim eu não causo mais mal a ninguém, eu sou amaldiçoado, Stiles meu pai sempre me dizia e hoje eu sei que ele estava certo, eu destruir tudo que ele tinha e ele sofreu tanto que tirou a própria vida. Quem iria querer alguém como eu? – lágrimas sofridas que carregavam a dor de uma vida inteira de sofrimento e solidão.

All apesar de pequeno havia amadurecido um pouco além do necessário com tudo o que tinha passado.

Stiles queria poder reviver Christian só pra ter o prazer de mata-lo por fazer All acreditar em todas essas barbaridades e faze-lo sofrer tanto.

Não resistiu e puxou o pequeno para um abraço vendo o rosto do garoto a fundar em seu peito e o chorro ganhar mais força.

Mila apenas observava tudo de longe não queria atrapalhar o momento dos dois.

– Não acredite em se quer uma palavra do que seu pai te disse porque é tudo mentira! Você não é amaldiçoado, você é muito especial nunca duvide disso. Você não teve culpa pela morte do seu pai, ele te escolheu porque amava você, porque te considerava mais valioso que sua própria vida. Tenho certeza que ele ficou muito triste ao ver o seu outro pai fazer você acreditar que não foi desejado nem amado. – as palavras do garoto só faziam o pequeno chorar cada vez mais forte, era como se estivesse fechando suas feridas, fazendo acreditar realmente que um dia foi amado. – Qualquer um poderia te amar apenas em olhar nos seus olhos porque...eu te amei! – o garoto parou o chorro por um momento e o encarou com a face ainda molha da com um olhar confuso.

– Me amou?

– Sim! – sorriu. – Eu não sei explicar o que aconteceu comigo, mas...eu

te amei desde que te vi!

– Eu também te amei, Stiles! – disse com a voz de choro deixando algumas lágrimas escaparem.

– Eu quero te fazer um pergunta.

– Pode perguntar o que quiser.

– Você aceitaria ser meu filho?

Ao invés de triste o rostinho do menino pareia esta zangado agora.

– Não brinque assim comigo, Stiles. Não precisa mentir pra mim, eu sou acostumado a ser sozinho não precisa me dizer isso só pra eu me sentir melhor. – disse se levantando e dando as costas para o maior.

– Não, All, eu não estou querendo te enganar. – levantou-se e virou o garoto segurando o seu rosto, o fazendo olhar em seus olhos. – olhar no fundo dos meus olhos, eu quero ser o seu pai! Quero te dar todo amor que te foi negado, quero te proteger e não deixar ninguém mais te fazer sofrer, quero te dar um lar, não é uma das melhores casas, mas dá pro gasto. – sorriu.– Um avô babão. Quero que você seja o meu filho. Você quer, All? Você quer ser o meu filho?

O garoto ficou olhando bem no fundo dos olhos do maior querendo profundamente acreditar em suas palavras. Seu desejo de se amado era tão grande que mesmo com medo de ser enganado acenou um sim com a cabeça e em seguida o abraçou forte.

– Eu quero, Stiles, eu quero ser o seu filho, quero que seja o meu pai! Não quero ser mais sozinho, é tão ruim não ter ninguém.

– Oh, meu anjo que bom que aceitou. Você não está mais sozinho, eu vou está aqui com você.

– Eeeeeeeeeee! – gritou Mila. – que momento mais " cute" !

– Você ouviu, Mila, o Stiles quer ser o meu pai, isso não é um máximo!

– É sim, meu amor, é o maximo! – sorriu.

– Stiles, quando vamos pra casa?

– Eu farei o possível para ser logo!

– Eu queria ir com vocês não queria, ficar aqui sozinho. – fez cara de triste.

– Oh, meu pequenino não fique assim! Eu prometo que venho te buscar o mais rápido possível, ok? Você pode me esperar?

– Tudo bem! Eu te espero!

– Não se preocupe meu amor o Stiles virar busca-lo! – passou a mão

pelos cabelos do pequeno. – agora precisamos ir!

– Mas já?

– Sim! Passamos um tempo maravilhoso junto, não? Então seja paciente que logo, logo você sairá daqui!

– Eu vou tentar! – Tchau, Stiles! – disse abraçando o maior. – Hoje foi o melhor dia da minha vida! Vou contar os dias pra te ver de novo.

– Eu também pequenino! Se cuide! Farei de tudo para busca-lo o mais rápido possível, então não se esqueça de mim, tá?

– Nunquinha! – disse balançando a cabeça.

– Tchau, All! – Ambos disseram.

– Tchau, Mila, Tchau, Stiles!

E assim os dois sumiram da mesma forma que apareceram. Deixando um garotinho extremamente eufórico e esperançoso a pular a caminho de volta ao orfanato.

E da mesma maneira em que foi tomado naquele sonho dele saiu, em um clarão de luz, e agora se pegava em seu quarto completamente estático.

Em um mero sonho acabara de descobrir que esperava um filho e que adotaria outro, tudo parecia surreal de mais. Será que tudo não seria estéria do momento? Desejava os dois; desejava sim ajudar o pobre garoto, mas também desejava que ele nunca tivesse passado pelo que passou, então se tudo tivesse passado de um sonho não seria de todo mal.

Estava um pouco confuso e ansioso. Como contaria isso ao moreno, por onde começaria, como diria que estava esperando um filho seu, se tudo aquilo ainda parecia tão surreal pra si? E como contaria que em um mero sonho acabara de prometer a um garotinho que seria seu pai? Poderia pedir uma coisas dessas ao lupino, que adotasse alguém que não possuísse o seu sangue? Esperava do fundo do coração que não fosse um problema para o moreno, pois o ajudaria, ele querendo ou não. Nesse momento essa era uma das poucas coisas que tinha certeza em sua vida.

Não sabia por onde, nem como começar, mas não guardaria tudo pra si, precisava encontrar o moreno, precisava dividir como ele todas as suas aflições, pois ele nesse momento era o único capaz de acalmar o seu coração que batia aflito e temeroso com todas as novas descobertas.

Levantou-se da cama decidido a procurar o moreno, iria em seu encontro. Estava tão ansioso que nem mesmo pegou seu celular, vestiu rapidamente a primeira camisa de sua gaveta e desceu apreçado as escadas.

Chegando frente ao seu jipe levou a mão ao bouço e congelou ao sentir o que nele continha.

De: Alfonce para o meu mais novo amigo, Stiles. Era um desenho bem infantil, onde estavam ele o garoto e Mila de mãos dadas em frente a uma casa e do lado deles existia um grande cão negro, quase gargalhou como o garoto que mesmo sem saber o fez lembra do moreno.

Soltou um grande sorriso ao ver aquele desenho, era a prova de que ele existia, era aprova de que não era apenas um sonho.

Entrou rapidamente em seu jipe e dirigiu o mais rápido que pode em direção a mansão do maior.

Chegando lá um grande calafrio percorreu todo o seu corpo, o ar parecia mais do que tenso. Desceu cauteloso do carro e com leves passos segui até a mansão, mesmo sabendo que alguma coisas estava era, algo o atraia para dendro.

Chegando frente a porta encaixou a chave e girou a maçaneta quase que lentamente quando a porta foi aberta a mansão inteira estava escura, entrou ainda cauteloso, uma parte de si se perguntava o que diabos ele ainda estava fazendo ali, contudo ainda sim prosseguia pra cada vez mais dentro da mansão.

Seu coração foi a mil ao sentir a maldita sensação que vinha o perseguido em seu sonhos e que havia sentido tempos atrás na escola. Correu em direção a porta, mas antes que pudesse chegar nela sentiu alguém o puxar e seu corpo reclamar de dor ao se chocar com tudo contra a parede. Tentou levantar-se, mas a dor o impedira. Arrastou-se pelos cantos da parede tentando fugir de quem o agredira, todavia foi parado quando uma forte pressão em suas costas esmagava seu peito contar o chão o impedindo de respirar. Poderia tentar defender-se, contudo estava tonto pela pancada na cabeça, e medo e o desespero paralisava-o. Tudo o que mais queria era fugir dali, mas estava completamente em choque, seu corpo não o respondia, até seus gritos eram abafados no fundo de sua garganta.

– Olá, guardião! – Sorriu perverso. – Finalmente nós encontramos.

Continua...

Notas finais
Então...o que acharam do All? Precipitado de mais? Por favor, me falem, em!!! Comentários? Favoritos? Recomends? Ai meu jisus nadinha? Até o próximo!! Kissus