I'll Always Be By Your Side
19 I'm still here
Notas iniciais
Na floresta, que agora já se encontrava completamente escura, três indivíduos observavam sorrateiramente. Pensavam em como deveriam agir, já que seus planos haviam ido por água abaixo. Olhavam fixamente para a mansão esperando o momento certo de agir.
Já do lado de dentro da mansão a tristeza tomava conta do lugar, todos os presentes ali estavam em completo choque, apenas alguns soluços quebravam o silencio.
Scott e Isaac foram os primeiros a chegar, e ao abrir a porta a cena que MCcall presenciou foi a pior de sua vida. tudo estava destruído, sangue, muito sangue, um corpo com um objeto cravado no meu da testa, mais sangue e Derek a agarrar possessivamente o corpo sem vida do seu amigo.
Gelou! Sentiu o chão abrir sob o seus pés, o desespero era grande de mais. Como tudo aquilo havia acontecido? Em minutos estava com o moreno e agora isso? E porque não esteve lá? Tinha que ter estado lá! Não suportava a ideia de ter falhado na hora em que seu amigo mais precisou de sua ajuda.
" Não, não ele não pode estar morto... Isso só pode ser um pesadelo!". – Pensava passando a mão sobre a cabeça em desespero. " Isso não podia ter acontecido...Foi tudo tão de repente! Ele não merecia...não ele.
Scott agarrou-se ao loirinho que já soluçava e ambos compartilharam o mesmo desespero.
E o mesmo aconteceu com todos que vieram a mansão depois de ter escutado o uivo do Alpha.
Todos estavam em choque, era realmente difícil de acreditar que tudo aquilo tinha de fato acontecido. Precisariam de um bom tempo pra perceber que o garoto estabano e falante de sempre já mais voltaria.
É engraçado, Engraçado como a morte está sempre presente na nossa vida, ao alcance dos olhos. Estar na tv, nos jornais, na internet, nos livros, nas revistas, está no nosso cotidiano, mas é só quando ela atinge alguém próximo a nós, alguém que amamos, ou até mesmo alguém que era importante para alguém que amamos, é que a tememos de verdade. É ai que paramos e revermos tudo o que realmente é importante, o que vale apena se importar. É quando acordamos e nos damos conta de que como num apagar de luzes tudo se vai. É ai que nós agarramos a quem nós é mais próximo e tememos um dia passar pelo mesmo. A morte nos trás medo, vazio, mas também nos alerta de que precisamos mudar, fazer acontecer, ajudar, da tudo de si sem espera em troca, fazer o que tiver vontade e dar valor a quem nós quer bem. Porque qualquer dia, sem aviso nenhum, ela vem e bate a nossa porta.
.........
Depois de um bom tempo Peter finalmente conseguiu retirar o corpo do garoto dos braços do Alpha – Ele estava completamente arrasado. – E lentamente o levou até o porão colocando-o em uma mesa antiga e o cobrindo com um pano também já esquecido por lá.
Peter pensava no que fazer, sabia que nessa hora o sobrinho não conseguiria pensar em nada, mas ele precisava achar um jeito de fazer com que alguém achasse o corpo do garoto, Afinal ele não poderia ficar ali pra sempre.
......
Derek Estava completamente paralisado, se quer se movia, não expressava nada. Não dizem que quando a dor e tão grande, mais tão grande nós paramos de senti-la? Talvez tenha sido isso que tenha acontecido a ele. Talvez estivesse dormente e não conseguisse sentir nada ou pensar em nada, só queria que aquela angustia lhe sufocasse de uma vez e não tivesse mais que existir.
*.*.*.*.*.* .-
Em um segundo os três estranhos estavam na floreta observando a movimentação da mansão no outro estavam dentro dela, mas precisamente no porão.
Ambos retiraram os capuzes revelando seus rosto. O primeiro a se aproximar de Stiles foi uma mulher, Ela possuía cabelo longos levemente ondulados, olhos claros, pele clara e uma beleza inigualável, não aparentava ter mais que vinte e dois anos, corpo magro e pequeno.
Ela retirou o pano do menor, descobrindo somente até seus ombros e levou a mão em seu rosto pálido deslisando seus dedos carinhosamente por ele.
– Pobre Stiles... – beijou sua testa.
Os outros dois apenas observavam calados; o da direita era o mais velho dentre eles, aparentava ter seus cinquenta anos, mas não era feio, pelo contrario, era muito bonito, seu rosto possuía traços marcantes e bem masculinos. Seus cabelos eram castanhos não muito curtos, seus olhos eram da mesma cor, tinha barba e bigode por fazer, um corpo grande e forte, certamente não media menos que um metro e noventa; Já o da esquerda era mais baixo que ele, talvez um e oitenta, seu rosto era menos carregado e sério que o do homem ao seu lado, era loiro, um loiro mais escuro. Também era forte, mas não muito, pele clara olho azuis, aparentava ter uns vinte e seis anos e com todos ali o rapaz era simplesmente lindo.
– Pai nós precisamos ajuda-los. – falou a morena.
– Eu sei filha...Nós iremos! – respondeu o mais velho.
A morena sorriu.
– Mas não podemos fazer isso aqui, e temos que agir antes que mais pessoas saibam de sua morte. – quem falou agora fora o loiro.
– Eu sei! Temos que tira-lo o quanto antes daqui!
.... ....
Depois de decidirem o que fazer para que o mais novo fosse encontrado e combinar o que todo falariam para não se contra-dizerem, Peter foi em direção ao porão para levar o corpo do mais novo ao local combinado.
..... ....
– Tem alguém vindo! – avisou o loiro.
– Nós temos que sair daqui antes que nós percebam. – Disse a morena.
– Mas assim, do nada? – Questionou o jovem.
– Vamos! – Ouviu os passos ficarem mais perto. – Agora!
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Peter chegou ao porão e desceu desanimadamente as escadas e quando chegou ao final dela se espantou com o que viu, ou melhor com o que não viu.
O lugar onde o corpo do mais novo estava agora encontrava-se vazio, só o que restava era o lençol que antes o cobria.
Voltou às pressas até a sala avisando aos demais sore o ocorrido aos. Todos ficaram surpresos, pois não havia como alguém sair ou entrar de lá sem antes passar por eles. Mesmo assim o procuraram em todos os lugares possíveis, mais a conclusão mais cabível e sensata – mas que de sensata não tinha nada. –, era de que ele havia simplesmente sumido. E isso só os angustiou ainda mais, principalmente ao moreno.
E agora o que fariam? Como dizer ao xerife que o garoto havia simplesmente sumido? Se dessem que ele estava morto, seriam suspeitos do crime, já que ninguém além deles sabiam disso e corpo do garoto já mais seria encontrado. Tinham que simplesmente fingir que não sabiam de nada e seguir como se nada tivesse acontecido, era duro, mas era a única solução.
Para Derek nada disso importava, nada, nada mais importava. Não aquentava mais todas aquelas pessoas ali, queria sentir a sua dor sozinho. Grosseiramente mandou que todos se retirassem.
Quando não havia mais ninguém e o silêncio começou a se tornar insuportável de ouvir e finalmente um barulho o quebrou. O seu chorro, chorrava abertamente e foi cada vez mais ganhando força, ficando cada vez mais alto e sofrido. Naquela noite, Derek Hale, o Alpha, era apenas mais um que enfrentava a morte ainda em vida.
..... ....
E assim os dias foram seguindo, a ferida ainda estava aberta, o vazio que ambos sentiam era absurdo, mas nenhuma dor era maior que a de um lobo em especial...
Derek passava os seus dias isolado na mansão, não permitia que ninguém se aproximasse. Os integrantes do pack, também sentiam por ele, pois sabiam o quanto o mais novo era importante para o Alpha.
Vagava pela mansão feito um zumbi, a dor e o vazio o estava consumindo lenta e tortuosamente. Só de lembrar que nunca mais o veria, nunca mais sentiria seu cheiro... seus toques. Que nunca mais ouviria seus dramas e exageros, nunca mais veria seu sorriso ou beijaria sua boca, nunca mais o teria com sigo. Nunca mais, Nunca mais. Nunca mais era tempo de mais.
*.*.*.*.*.-
Na pequena mesinha vermelha onde um garotinhos de cabelos loiros sempre costuma ficar, agora além de tantas outras, carregava consigo uma nova tristeza, a de ser abandonado novamente.
– Então, Alfonce, quando é que seu pai imaginário vai vir te buscar? – Zumbou a loira ela era uma das mulheres do orfanato.
– Só nós sonhos dele! – Acrescentou a morena. – O garoto sonha tanto que alguém algum dia vai mesmo adota-lo que até sonha com um pai imaginário. – Ambas riam.
– Eu não o imaginei, ele é real!E ele vai vir me busca! – disse Al com a voz meio tremula.
– Ah, é mesmo? – perguntou a morena num tom de deboche.
– É!
– Então porque ele não apareceu ainda? – A mulher viu o olhar perdido do garotinho ao peguntar o porque dele ainda não te-lo vindo busca-lo, e mesmo que não acreditasse nessa história de pai, – Pois ninguém de novo havia vistado o orfanato – resolveu fingir que acreditava só pra poder atormentar o loirinho.
Os olhos de Al foram inundados por uma grosa camada de lágrimas que ameaçavam cair a qualquer momento.
– Porque... – segurou o chorro. – Deve ter acontecido alguma coisa, ele deve está com problemas, ele prometeu que viria me buscar assim que pudesse.– disse em um tom de chorro.
– Vai ver ele apenas se tocou que era a maior burrice te adotar. – Disse a loira só por puro prazer. Elas adoravam infernizar o garotinho sempre que podiam.
Al tinha o dom de desperta, aflorar o melhor ou o pior das pessoas, a parte que fosse mais forte ( bem ou mal) criava força quando perto do menor, por isso sofreu tanto nas mãos de seu pai quando ainda era vivo.
– É verdade garoto! A essa hora ele já deve ter adotado outra pessoa menos estranha que você, ou seja qualquer criança. Ele nem deve mais lembrar que você existe. – Falou a morena. – Sorte a dele que se livrou de uma amaldiçoado como você. – Ambas riram.
– É mentira! – Al gritou assustando as mulheres. – Vocês não sabem de nada! Eu sei que ele vai vir me buscar, ele pediu pra eu esperar, e eu vou! Sei que se ele pudesse ele estaria aqui! Eu prefiro acreditar nele do que em vocês!
Dito isso o menor deixou a sala ouvindo como plano de fundo as risadas altas de ambas dentro do orfanato. Correu sem parar indo até a cachoeira onde tinha passado a melhor tarde de sua vida junto ao seu " futuro pai" e sentou-se sobe uma árvore agarrando fortemente os joelhos e escondendo sua cabecinha no meio deles, soluçando.
"ele vai vir! Ele disse que viria, não disse?" Acalmava a si mesmo em pensamentos.
Al Nunca tinha acreditado que Stiles realmente tivesse desistido de si, mas sempre que ouvia tantas coisas ruins a seu respeito, começava a se questionar se realmente o garoto não havia se tocado que ele era um amaldiçoado e tivesse desistido de adota-lo. Esperava do fundo do coração que ele não tivesse mentido, que mantivesse sua palavra e o tirasse dali.
– Stiles por favor não desiste de mim...
*.*.*.*.*.-
– Derek, para de me olhar enquanto eu tó dormindo, isso me deixa encabulado. – murmurou com a voz lenta e rouca por ter acado de despertar.
O moreno sorriu dando-lhe um rápido beijo.
– Sabia que você é lindo?!
– Não sou nada!
– Pra mim é a pessoa mais linda do mundo! Sabia que...eu adoro os seus olhos que sempre me dizem tudo mesmo quando você não diz nada?! Adoro sua pele branca...sua boca...seu sorriso. Adoro quando você morde os lábios assim, desse jeito. – apontou para o garoto que se encontrava a morder levemente o lábio inferior. – Seu jeito exagerado e teimoso, a maneira como você consegue me enrolar a fazer o que você quer. Adoro sua bondade de está sempre tentando ajudar todo mundo. Adoro seu cheiro, sua companhia, seu corpo, do modo como você é apenas meu, eu...simplesmente amo tudo em você!
– Wow! Declaração de amor logo pela manhã? O que você tá querendo de mim? Oh, God, fiquei até com medo agora.
– Bobo! – o agarrou dando-lhe um beijo.– E você, o que gosta em mim?
– Hum, deixa eu pensar...
– Stiles...
O menor sorriu.
– Eu gosto do seu jeito mandão, que não manda nada. Do som da sua voz, que sempre me acalma, da segurança que eu sinto quando você me abraça. Gosto do seu olhar fulminante quando fica bravo, dos seus olhos vermelhos quando fazemos amor, e é claro que do seu instrumento de trabalho. – O moreno deu uma gargalhada.– Do seu sorriso. Gosto da forma como me toca...da sua atenção, da forma como só você me faz sentir e do seu apoio. Gosto dos seus defeitos e das suas qualidades, que superam todo o resto. Gosto da maneira como me completa. Eu...eu amo meu, lobão!
– Ah, fala sério! Por que sempre que eu me declaro pra você, você tem que me supera?
O moreno sorriu fechando os olhos e quando voltou a abri-los já se encontrava em seu quarto, meio que inconscientemente levou a mão ao lado direto da cama, encontrando como resposta o vazio que lhe apertou o peito. A parte que antes era sempre quente e totalmente bagunçada se encontrava, fria e intacta.

Levantou–se passando a mão pelos cabelos e com passos pesados e cautelosos foi até sua comoda onde a roupa que usou no dia em que ele se foi, ainda estava manchada de sangue que agora já se encontrava completamente seco e parou a sua frente ficando alguns segundos a observa-la, parecia que estava criando coragem para algo. E lentamente levou sua mão até o bolso de sua calça pegando o presente que havia escolhido para o mais novo, contudo não teve a chance de entrega-lo, talvez tenha esperado tempo de mais agora era tarde. Lentamente soltou o aperto revelando um caixinha vermelha, e tristemente a abriu deixando a mostra um aliança de ouro que havia encomendado especialmente para o menor. Retirou o anel da caixinha girando lentamente, lendo o que em seu interior continha:
"I'll Always Be By Your Side"
Não mais conseguiu se conter, apertou objeto contra seu peito deixando seu corpo deslisar pela parede até chegar ao chão, onde permitiu que toda a dor, culpa e desespero deslizassem pelo seu rosto dolorosamente. Daria tudo para vê–lo de novo para te-lo outra vez em seus braços.
– Derek... – Foi pronunciado quase que num sussurro.
Continua...
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