I'll Always Be By Your Side

20 Eu sempre vou estar do seu lado.


Notas iniciais
Hey!^^ Primeiramente quero agradecer a todos que comentaram no capítulo passado, fiquei muito feliz em vê tantas caras novas, cada review foi responsável por me dar vontade de continuar. Estou trabalhando dobrado e pra terminar de " ajudar " fiquei sem Pc, Sim eu escrevi esse cap pelo celular, veja a minha situação... Mas por vocês está finalmente aqui! Novamente peço desculpa pela demora... Espero que ainda tenha sobrado alguém por aqui ^^ Boa leitura *.- E pra não perde o costume: perdoem os erros, sim?!

Pov Stiles–on

– Derek... – surrei ao vê-lo daquela maneira, isso doía profundamente em mim, mas é claro que ele não me ouviu.

Vi ele se ajoelhar com um olhar devastado, já mais queria ter que conhecer esse seu olhar, era como flechas acertando duramente o meu peito. Pois eu sabia que a culpa de tudo aquilo era minha.

Levanta daí agora, Derek! Vai viver, sair, o pack precisa de você. Não vai adiantar ficar assim, já se passaram dias. Reage! – gritei com ele.

– Stiles...porquê você me deixou? Porque foi embora? – Murmurou ele.

Droga, Derek! eu nunca fui embora eu estou aqui, sempre estive!

Mesmo ele não me escutando eu respondia todas as suas perguntas.

– Porque...Porque não escolheu a mim?

Eu não podia! Você sabe, e ainda não posso...

– Porque é tudo tão injusto?

A vida infelizmente é assim!

– Por quê?

Por quê...

– Eu preciso de você!

Eu estou aqui, eu vou volta pra você meu amor, aguenta, me espera...

– Volta...

Oh, meu lobão me perdoa por tudo isso...

Caminhei até ele, como eu queria abraça-lo, desejava que ele pudesse me vê, não queria mais vê-lo sofre... Talvez ela tivesse razão quando disse que seria bem mais difícil de suporta se eu pudesse vê-los...

E com dor no coração toquei em seu ombro, queria tanto poder lhe consolar, mostra que eu estava ali.

Mas nunca ia imaginar que ele pudesse me sentir naquele toque. Ele olhou pra trás como se procurasse por algo.

– Stiles? – perguntou ele num misto de dúvida, susto e euforia.

Eu realmente fiquei assustado e recuei. Será que eu havia feito algo de errado? Como ele pode me sentir? Eu já tinha tentado isso tantas outras vezes, porque só agora?

– Stiles!

Me desculpa...

– Stiles...

Mas eu não estava mais ali. Voltei, voltei pra onde eu nunca deveria ter saído, talvez mesmo que seja difícil eu deva esperar aqui!

Fui ao encontro de Mila, precisava que ela me acalmasse, estava a ponto de enlouquecer com aquela situação.

– MIla? Mila! MILA!

– O que foi, meu anjo?

– Ah, Mila... – A abracei forte. – Eu preciso voltar, você tem que levar de volta, por favor!

– Ei! Calma...– ela me afastou segurando o meu rosto e olhando nos meu olhos. – O que foi que aconteceu?

– Eu não posso mais suportar vê-lo assim, dói de mais...

– Ohh, Stiles eu te disse que seria difícil se você pudesse vê-los. Vem cá, vem! – Ela me puxou até a cama e se sentou no meio dela, me levando a apoiar a cabeça sobre o seu abdômen. Eu me agarrei à sua cintura molhando sua camisa com uma enxurrada de lágrimas enquanto ela acariciava docemente os meus cabelos. Ela era tão calma, me passava tanta tranquilidade e paz que nesses dias que passamos juntos, ela já havia se tornado pra mim, um Porto Seguro onde eu podia descansar a minha cabeça, tinha se tornado uma amiga, uma irmã!

Depois de alguns minutos ali eu quebrei o silêncio.

– Eu toquei ele, e ele me sentiu, Mimi – apelido pra Mila, vocês não podem falar nada, porque ela gostou – Eu já tinha tentado outras vezes, porque só agora eu consegui? Não foi bom como eu achei que seria! Me senti mal. Talvez tenha deixado ele ainda mais confuso e triste.

– Sim! Com certeza o deixou confuso. Isso deve ter acontecido porque vocês estavam em sintonia e sua vontade de consola-lo era tão grande que ele acabou te sentindo. Foi isso.

– Eu queria tanto pode abraça-lo!

– Você vai meu anjo, e está mais perto do que você imagina! – ela me disse, e eu esperava mesmo que esse " mais perto do que você imagina" estivesse próximo de chegar.

Pov Stiles–off

Dias antes...

Seu corpo estava entranho, não sabia explicar bem como se sentia, mas era algo novo, uma sensação de leveza, imensidão, como um grande vazio, todavia não era um vazio ruim de quando nos perdemos alguém, era um vazio bom de como se sua alma tivesse sido zerada.

Foi lentamente abrindo os olhos, sentindo aquela paz preenche-lo. Primeiramente avistou um teto – bastante alto por sinal –, com alguns desenhos que de tão minimalistas com certeza haviam sido feitos a mão. Com calma retirou o lençol que lhe cobria sentando-se sobre a cama, percebendo que a mesma era gigantesca igualmente ao quarto, que pelo que ele havia calculado com certeza daria para um família inteira morar nele. Percebeu também que vestia roupas diferentes, estava com uma blusa branca de malha fria e uma calça de moletom da mesma cor.

Desceu da cama sentindo o piso quente, diferente do esperado, sob os seu seus pés e se dirigiu até a porta. Tudo ali parecia novo, mas também estranhamente familiar, realmente aconchegante.

Ao abrir a porta se deparou com um longo corredor, o silencio reinava naquele lugar, e já começava a se perguntar se havia mas alguém ali, além dele.

Em passos cautelosos caminhou pelo corredor; mais a frente pode ouvir sons de pessoas conversando acompanhados também de algumas risadas. Caminhou na direção das vozes, que ele constatou vir do Jardim. E por trás de uma grande porta de vidro maravilho-se com a beleza do lugar; Era um Jardim bem planejado, haviam flores espalhadas por parte, e todas elas eram igualmente brancas; Havia bancos e no meio do jardim sentados em grandes cadeiras de descanso com um pequena mesa de centro repleta fé frutas e sucos, – estavam dois homens; um era jovem e o outro aparentava ser bem mais velho, talvez fossem pai e filho.

Tentando não fazer barulho abriu a porta e andou devagar até a ponta da escadaria da varanda, vendo que havia uma mulher – um pouco mais ao lado dos dois homens – , a brincar com um grande labrador, e diferente e deles, ela sim era bem familiar.

Pov Stiles–on

Mila? Mas pensando bem até que é meio previsível vela aqui. Ela que sempre esteve nos meus sonhos, nada mais normal que está também na minha... Por falar nisso onde eu entrou? Que lugar é esse? Céu, inferno, o caminho para algum deles?

Em segundos uma grande angústia me tomou quando lembrei das pessoas que eu havia deixado para trás.

Mas eu eu tinha escolhido assim não? O melhor era aceitar e seguir em frente, certo? ... Ahhh, a quem estou querendo enganar? Eu não vou conseguir, preciso vê-los nem que seja de longe, saber como estão. Preciso descobrir onde estou, pra onde vou...Ahhh, meu Deus, eu vou surta!

Meu coração batia ansioso por respostas.

Sem me importar em ser visto corri até Mila, esperava que ela me dissesse algo que acalmasse meu coração.

Mila abriu um largo sorriso ao me vê se aproximando.

– Stiles! Que bom que acordou! – mas ela logo desfez o sorriso quando perceber minha aflição. – O que foi, meu anjo?

– Mila, onde eu estou? Como estão os outros? Eu vou enlouquecer de preocupação.

– Ei, calma! – Ela tentou me consolar me puxando para um abraço.

Naquele momento eu não sabia que ela era tão ligada a mim como sei que é agora.

– Vem, vamos conversar queremos te contar algumas coisas. – Ela disse segurando minha mão e me arrastando até onde os dois homens que estavam sentados. Seus semblantes que antes eram alegres e despreocupados se encontravam agora, sérios.

Paramos bem em frente a eles que imediatamente se puseram de pé. Ao olhar nos olhos do mais velho pude vê que eles pareciam brilhar – sabe quando a gente não vê uma pessoa a muito, muito tempo e de repente ela está ali na sua frente? Pois é, era bem desse jeito! – desvie logo o olhar não aguentando encara-lo por muito tempo, e voltei minha atenção para Mila.

– Stiles, esses são Benjamim –, O loiro, o mais jovem deles estendeu a mão e eu prontamente a apertei. – E Hélio. – Estendi a mão e o mais velho a apertou, e depois de alguns longos segundos segurando a minha mão ele do nada me puxou para um abraço, e é claro que eu achei pra lá de estranho, mas ele me abraçou com tanta vontade que seria grosseiro da minha parte se não retribuísse. Quando a parte constrangedora acabou Mila nós convidou a sentar; Eu e ela sentamos na mesma cadeira, que era grande o suficiente para nos acomodar confortavelmente.

Mila me olhava com um leve sorrisinho de entusiasmo, que eu não fazia ideia do porquê. Foi ela quem deu um jeito de quebrar o clima estranho que estava rolando, e eu dei graças aos céus por isso.

– Nós temos muita coisa pra te contar, ta preparado? – perguntou-me.

– Acho que sim...

– Então vamos lá! – disse ela.
Mais antes de tudo quero que saiba que há um jeito pra que você volte. – Meu coração quase saiu pela boca ao ouvir isso. – Mas falaremos por partes, já, já chegaremos a essa.

Mila começou me contando – junto com os outros dois – Tudo nos mínimos detalhes; contaram que eles estavam olhando por mim já a um bom tempo, antes mesmo dos meus poderes se manifestarem e eu descobrir tudo aquilo.

Me revelaram também que eu já havia visto, acidentalmente, o Ben( Benjamin) quando ele precisou quebrar seu disfarce pra me ajudar na floresta, no dia em que fui atacado por Vitor. E que bom que ele me ajudou porque eu não sei o que aconteceria comigo se ele não tivesse aparecido aquela hora.

Bom, voltando... Disseram que estavam ali pra me ajudar, porque segundo eles eu precisaria quando me torna-se um guardião completo.

Também tive a confirmação de que eu realmente havia morrido – não que eu já soubesse disso. – Que onde estou agora, está longe de ser céu ou inferno, estava mais pra uma espécie de sala de espera.

Quando terminaram de me explicar, eu ainda tinha uma dúvida " vá...algumas ", mas uma em especial que eu queria muito saber.

– Eu agradeço por terem me ajudado durante todo esse tempo, mas eu queria entender o por que de estarem fazendo isso. Mila, quando eu te encontrei pela primeira vez, onde nós fizemos o acordo, você me disse que estava ali a pedido de alguém que me queria muito bem, isso tem a ver com essa pessoa? – perguntei e ela fez que sim com a cabeça. – E quem é ela?

Houve um breve silêncio, até que alguém finalmente se manifestou.

– Eu sou essa pessoa!

Fiquei surpreso ao ouvir a voz do Hélio.

– Você? Mas... porquê? Quem é você?

– Eu sou... Eu sou o seu pai!

– Meu O QUE?

– Seu pai, Stiles! Seu verdadeiro pai!

– C-como assim meu verdadeiro pai? Meu verdadeiro pai se chama John Stilinski!

Sério eu estava chocado, como aquele homem podia ser meu pai?

– Ele é seu pai, afinal foi ele quem te criou e não eu, mas eu sou o seu verdadeiro pai!

Isso só podia ser o maior dos absurdos, porque aquele homem insistia em dizer que era o meu pai?

– Mas como você pode ser o meu pai? – Perguntei e o ouvir soltar um longo suspiro, e foi aí que ele começou a me contar...

– Há muito tempo atrás... quando era jovem-

– Ôôôô, e bota tempo nisso – interrompeu Mila e recebeu um olhar empreendedor do mais velho, e eu não deixei de dar um leve sorriso com a cena.

– Bom, voltando... Há muito, muito tempo atrás quando eu era jovem – falou olhando pra Mila como se dissesse" satisfeita?" mas logo voltou a olhar pra mim – Eu me apaixonei por uma mulher, mas aos olhos de todos o nosso amor era proibido, era algo absurdo de se acontecer. Mas mesmo sabendo dos riscos, contra tudo e todos nós nos amamos. E desse nosso amor nasceu uma linda criança, a coisa mais preciosa que um dia nós possuímos, mas seria considerada amaldiçoada pelos outros, fruto de uma união impossível. E assim que eles descobriram o nascimento dessa criança resolveram me punir, dar um basta em toda a minha "insanidade", segundo eles, tudo havia ido longe de mais.Eles decidiram matar a minha mulher, e lançaram uma maldição sobre nosso filho; Ele seria obrigado a reencarnar eternamente, ser servo de algum povo enquanto vivo de algum, ele já mais teria o descanso eterno, já mais poderia tomar suas próprias decisões, o livre arbítrio ele já mais conheceria. Fui também forcado para o bem dele a me afastar, ele já mais poderia saber da minha existência. Mas mesmo assim eu nunca o deixei sozinho todos esses longos anos, a cada reencarnação eu sempre estive por perto, protegendo-o mesmo que ele não me visse eu estava sempre lá.

– Você está querendo me dizer que é… o meu pai de seculos atrás?

– Sim! – murmurou pesadamente.

– Mas como isso te faz o meu pai agora? Como ainda posso ser seu filho?

– Stiles, a sua vinda não é algo simples, você não pode simplesmente nascer de qualquer pessoa, há alguém certo pra você. E essa pessoa era sua mãe. Só ela poderia gerar você, caso contrário teríamos que esperar por más alguns longos anos até que outra pudesse fazer o mesmo. Mas ainda bem que ela aceitou!

– Aceitou? Como assim aceitou? – quando mais ele se aprofundava no assunto mais pedido eu ficava.

– Tudo aconteceu em uma noite qualquer, eu sempre a observava, sempre estava por perto à espera do momento certo, e esse dia ele havia chegado! Em uma noite dessa em que eu a observa percebi que ela estava mais séria que o normal, seu pai não estava em casa, então ela foi até a varanda e começou a chorrar, tinha andado bastante triste nas últimas semanas porque havia descoberto que não poderia ter filhos e seu pai queria muito que isso acontece, estava animado com para se tornar pai, havia pedido para que ela parasse de tomar seus anticoncepcionais e sempre tentavam, mas ela nunca engravidava. Ela também deseja muito ter um filho e por isso a estava acabando com ela. E tantas tentativas mal sucedidas estava deixando ambos frustrados. Foi então que eles resolveram fazer exames pra saber o que havia de errado, e justamente nesse ela descobriu ser estéril. Isso a arrasou por dentro, ela teve medo que seu pai não quisesse mas ficar com ela por conta disso, e foi nessa noite em que eu falei com ela pela primeira vez; eu esperei que ela adormecesse, entrei em seu sonho e lhe propus que engravidasse de um filho meu, disse que biologicamente ele seria dela e do seu marido, mas espiritualmente seria meu. Ainda sim ela ficou receosa, perguntou-me o porque de eu esta oferecendo isso a ela e qual seria o preço que ela teria de pagar tal coisa. Expliquei que tudo o que eu queria em troca era que ela cuidasse bem de você, lhe desse amor e lhe tornasse uma pessoa de bem. Disse também que ela não precisaria me dar a resposta de imediato, que eu esperaria uma semana para que ela decidisse. Ela passou os dias pensando no sonho, e se achando louca por isso, afinal tinha sido apenas um "sonho", mas como prometido depois de uma semana eu voltei a visita-la, e ela ficou surpresa por descobrir que tudo era realmente verdade, e sem delongas ela me disse que aceitaria. E foi assim que você nasceu...

Apesar de tudo o que eu tinha acabado de ouvir o que mais importou pra mim foi saber que minha mãe não tinha traído o meu pai. Foi um grande alívio saber que John pra todos os efeitos era o meu pai.

– Eu sei, Stiles que pra você o seu pai é o John, afinal foi ele quem te criou e esteve com você em todos os momentos desde os mas banais até os mais importantes em sua vida, mas eu quero que saiba que...- eu sempre estive com você, sempre! Eu te amo e por muito, muito tempo eu esperei por esse momento, pra está aqui com você, poder te abraçar e dizer que você é "meu" filho. Você me entende?

Nossa depois de ouvir tudo aquilo eu mal sabia o que sentir ou o que pensar.

– Eu te entendo….Você deve ter sofrido por não ter sido impedido de falar a verdade, de que seu filho te conhecesse, quer dizer que eu que eu te conhecesse, isso ainda é muito estranho pra mim. Éé só...só muita informação de uma vez,. me dar...me dar um tempo pra eu digerir tudo isso, ta bem?

– Eu vou respeitar o seu tempo, meu filho! – confirmou o homem meio triste.

Eu percebi que ele ficou meio pra baixo, mas o que eu podia fazer? O abraçar e chamá-lo de papai? Era muita informação pra eu assimilar de uma vez só, precisava de tempo pra me acostumar com a ideia, mas sinceramente aquela não era a minha prioridade no momento, então tratarei de mudar de assunto e aproveitar pra quebrar aquele clima pra lá de desconfortável.

– Mas, Mila enquanto a mim? Você disse que tinha um jeito pra que eu voltasse, qual seria?

– Sim, e isso só e possível graças ao nosso acordo. Você não o cumpriu, ou foi impedido de cumprir....então nós que temos o acordo, possuímos o poder de interferir na sua vida, ou morte que é o seu caso, para que você possa cumpri-lo. Podemos te levar de volta, e mais, você não terá mais ter que se preocupar em ser um guardião ou servir a alguém, pois isso já aconteceu e ambos morreram. Nessa nova vida você esta livre pra ser o que quiser.

Não precisa nem dizer que eu me animei com a noticia né?

– Mas tem um porem!

Pronto, lá vem…

– Calma não é nada de mais, e só que, para que você possa gerar esse filho você não pode voltar como humano, pois o seu corpo não suportaria nem teria a estrutura necessária para a formação de uma criança. Por isso vamos manter uma magia sobre você até que o bebe nasça, seu corpo vai ser como o de uma mulher por dentro, ele vai se adaptar a gravidez e vai dar tudo o que o bebe precisa. E quando tudo acabar ele voltará ao normal naturalmente.

– Isso é incrível!

– É sim! Vai um pouco difícil, mas nós estremos lá pra te ajudar!

– Sério? Como?

– Voltaremos com você como humanos…

– Mas isso é possível? – realmente me animei com a notícia.

– Sim, nós podemos usar nossas formas humanas quando preciso. E nós, não te deixaríamos sozinho, é e claro que é uma boa desculpa pra nos aproximarmos e eu conhecer melhor o meu irmãozinho. – Sim, ela apertou minhas bochechas, me senti como um pirralho de dez anos, mas eu estava feliz, estava ansioso com tudo, ansioso pra voltar a revê-los.

– Isso séria muito bom! E quando posso voltar? – Pergunto ansioso.

– Infelizmente não é tão simples assim...seu corpo precisa de tempo pra pode te receber novamente, você não pode simplesmente voltar dos mortos de um segundo para o outro, precisamos de tempo.

– De quanto tempo você está falando?

– Algumas semanas….

– SEMANAS?

– Sim!

– Mais vai demorar muito...– reclamo.

– Pior seria se não pudesse mais voltar, não? – diz meu “pai”

Me calo pois sei que é verdade, pior seria se eu nunca mais pudesse voltar, tenho que agradecer por ter a chance de concertar tudo.

– Não tem nenhum jeito, nem que seja só pra que eu os veja?

– Ha, sim! – Falou Mila.– Mas eu acho melhor que você não use, vai ser mais difícil se você vê-los, você não vai poder fazer nada.

– Mesmo assim eu quero! Eu Preciso!– supliquei.

– Tudo bem! – ela se aproximou de mim e colocou um colar de cordão com um pequeno pingente; era feito de cristal na cor branca, não tinha uma forma exata pois não era lapidado, parecia que foi retirado de qualquer lugar ou achado no chão e desse mesmo jeito foi feito um colar. – Isso vai te levar a quem você quiser, é só pensar em alguém. – Sorriu fraco pra mim. – mas depois você pode usa-lo porque agora você vai ter que tirar o atraso! Ai nossa eu tenho tanta coisa pra pergunta. – Ela saiu me puxando pelo braço e falando sem parar deixando os outros pra trás sem da sequer uma explicação. Ai, Coitados dos meus ouvidos.

*.*.*.*.*.-

– Não acredito que você me fez continuar nesse escola, Aiden. Depois de tudo o que aconteceu pensei que você fosse o primeiro a querer sair daqui!

– E porque eu faria isso? Eu até que gostei da cidade! – Ethan lhe lançou um olhar de " Quem você acha que engana?" – Ta, pode ser que eu nem tenha gostado da cidade, mas o fato é que, nós não temos nada em mente, sem contar que estamos sem um pack, e não seria uma boa ideia sair por ai sem rumo. E tem um a pessoa aqui que me atrai muito! – O moreno falou um pouco mais alto a ultima parte, pois nessa hora Lydia passava e como não perdia tempo acabou por segui-la.

Ethan revirou os olhos voltando ao seu caminho só não contava que a sua frente tinha um certo alguém e por conta disso acabaram esbarando, fazendo a pessoa cair com tudo no chão enquanto Ethan permanecia imóvel.

Com receio que tivesse machucado o tal garoto, abaixou-se repentinamente e foi nesse momento em que o garoto levantou o rosto fazendo com que seus olhos e bocas ficassem em uma irresistível sintonia, e ambos se perderam, até que o soar do sino – avisando que já estava na hora da aula –, quebrou o momento.

Rapidamente se levantaram. Ethan ajudava o rapaz a recolher algumas folhas que haviam caído do único caderno que o mesmo carregava.

– Nossa, me desculpa eu...

– Relaxa, afinal foi eu quem bateu em você, não? Eu vou indo, ta na minha hora.

– Espera! – Segurou firme o braço do moreno fazendo com que seus olhares novamente se encontrassem. E dessa vez não resistiu a não beija-lo, e se surpreendeu por ser correspondido, sua língua passeava muito bem na boca do outro que era igualmente atrevido. O beijo só parou por que o rapaz não quentou mais e precisou de um pouco de folego.

– Eu preciso, ir! – Disse saindo.– Oh, aproposito, eu adorei o beijo! – sorriu travesso.

– Ei, espera!– o rapaz olhou pra trás, entretanto não parou de andar. – Como é o seu nome?

– Danny! – Disse um pouco mais alto por já esta um pouco afastado, dando um leve sorriso sem dentes e em seguida sumindo entre a multidão de alunos.

– Estou vendo que ficar por aqui não vai ser tão entediante como eu pensava. – Sorriu sinuoso e também tratou de seguir seu caminho.


*.*.*.*.*.*.*.-

– Xereife... Xerife? Xerife! – chamava o policial.

–Sim...– O homem pareceu despertar de algum tipo de transe. – Me desculpe, Jeff eu estava...

– Xerife, não acha melhor ir pra casa e descansar? O senhor não dorme à dias, nem se alimenta direito.

– Eu não sinto fome e muito menos consigo dormir, não sem saber onde o meu filho está, eu não vou conseguir descansar até traze-lo de volta.

Lembrar que seu único filho – Tudo o que havia restado –, não estava ali consigo, que poderia estar passando por situações, difíceis, lhe causava um enorme angústia.

– Senhor, olha o estado em que está. Com todo respeito, o senhor está um trapo. E, se continuar assim não vai conseguir trabalhar direito. Pra dar o seu melhor o senhor precisa está cem por cento. Eu sei que é difícil, ainda mas se tratando do seu filho, mas quando o encontrarmos ele vai precisar da sua ajuda e como vai conseguir ajudá-lo estando nesse estado?

Só a possibilidade de que algo de mais grave pudesse ter acontecido o desesperava, tomava o controle de si. Stiles havia sumido à dias e quanto mais esses dias se passavam mais as chances de encontra-lo com vida iam se esvaindo. Mas o xerife não deixava que o medo toma-se a sua esperança, pois era essa esperança que ainda o mantinha de pé.

– Você está certo, Jeff! Eu...eu vou pra casa, vou tentar descansar, tenho que está cem por cento porque eu não me perdoaria se achasse que não dei tudo de mim para encontra-lo. Mas Por favor qualquer coisa, a qualquer hora, me ligue! Cuide de tudo por aqui, amanhã bem cedo estou de volta.

– Cuidaremos de tudo, Xerife! Não se preocupe. E, se tivemos qualquer noticia sobre o caso, o avisaremos!

– Tudo bem... – Levantou -se de sua mesa pegando apenas sua jaqueta. – Então...Boa noite, sargento!

– Boa noite, xerife!

Quem não conhecia o xerife Stilinski podia até jurar que ele estava sendo forte, mas quem o conhecia de longa data, sabia o quando ele estava devastado, tentando a todo custo agarrar-se a essa esperança que até ele mesmo começava a perder.

*.*.*.*.*.-


Derek corria em meio a floresta, tentando não pensar nem que seja por pelo menos por alguns minutos, tentava afastar as lembranças, contudo a cada passo mais e mais surgiam sem controle. Estava a ponto de perde a cabeça, a ponto de cometer alguma loucura.

O moreno se movia tão rápido que as árvores já não passavam de meros borrões. E foi enquanto corria que em um determina ponto farejou um cheiro, cheiro esse que ele conhecia muito bem! Seu coração se encheu de esperança, mesmo que sua mente lhe dissesse que era que era algo impossível, seu coração dessa vez mantinha o controle sobre si. Quanto mais ele se aproxima mais forte o cheiro ficava e mais rápido ele corria.
Mas chegando no foco do cheiro não encontrou nada além de árvores. Ajoelhou- se no chão abaixando a cabeça respirando pesadamente, já começando a sentir o peso do vazio que habitava seu em coração.

A adrenalina era tanta que ele se quer percebeu que quem ele mais desejava encontrar estava bem acima da sua cabeça, em um pequeno morro.

Foi quando levantou a cabeça mirando pra o alto que pode ver, não tão claramente a silhueta de um pessoa em pé, já que a luz do por do sol que atravessa o corpo não permitia que o enxergasse com clareza. Mas ele não precisava enxergar-lo por completo, reconheceria aquela pessoa sobre qualquer circunstância.

Seu coração cavalgava apressadamente em seu peito, ameaçando sair pela boca.

Teve medo de que aquilo fosse apenas uma visão e, que se tentasse se aproximar até ela acabasse desaparecendo. Poderia fica ali só admirando-o. Mas ao mesmo tempo desejava toca-lo, ouvir sua voz.

Num misto de medo e esperança levantou-se do chão e com receio o chamou:

– Stiles...- sua voz saiu um pouco trêmula.

E pra sua surpresa e alegria a figura em pé virou a face para encara-lo e ao reconhecê–lo expressou um leve sorriso.

Derek sentiu que poderia infartar ali, na aquele momento. Era ele? Era Stiles? Mas como? Ahhh, mas quem quer saber como...

Correu até onde ele estava escalando em segundos o pequeno morrinho, parando bem a sua frente, o encarando como se não acreditasse no que via. E temeroso atravesse a toca-lo pousando sua mão sobre os ombros do menor, certificando–se que ele era mesmo real.

– Stiles? É você mesmo?

– Sim, Derek, sou eu! – murmurou em meio à lágrimas.

O Moreno não esperou mais o abraçou forte, tentando em um único abraço matar toda a saudade que sentiu durante todos esses dias. Não queria solta-lo, só queria mante–lo ali, em seus braços que era onde ele deveria ficar e de onde ele nunca deveria ter saído. E se isso fosse mais um de seus sonhos, desejava nunca mais acordar.

–D-Derek, por mais que eu esteja amando o abraço eu ainda preciso respirar. – esforçou–se a dizer já que estava sendo esmagado pelo lupino.

Derek imediatamente o soltou lhe fitando preocupado.

– Você ta bem? Eu te machuquei? Desculpa é que eu...
Foi expedido de
Continuar quando os lábios do mais novo tocaram nos seus, fazendo seu olhos se fecharem instantaneamente em deleite.

Ah, como sentiu falta daquele daquela boca macia de lábios doces, que parecia ter sido feita especialmente para a sua. daquele beijo que o estremecia por inteiro, e que só o menor era capaz de lhe Proporcionar.

Quando o beijo – depois de minutos –, finalmente cessou. O moreno segurou o rosto do mais novo, olhando bem no fundo da quelas orbes castanhas em que ele adorava se perder. Ambos olhares estavam trêmulos, mas imensamente alegres, a alegria era tanta que mal cabiam em seus peitos.

– Como eu senti sua falta! – disse emocionado.

– Eu também senti muito a sua falta, lobão! – sorriu abertamente.

Stiles engraçou os braços pela cintura do moreno afundado o rosto em seu pescoço.

– Oh, meu bebê grande! Nem acredito que você está mesmo aqui.

E ambos sorriam em prantos.

– Derek, me perdoa, eu...

– Shii, não tem que me pedi desculpas de nada, a culpa não foi sua. Vamos deixar isso no passado, o que importa é que você está aqui comigo! E eu nunca mais vou permitir que você saia outra vez.

– Eu te amo!

– Eu te amo mais. – beijou a testa do mais novo em seguida apoiando levemente o seu queixo em sua cabeça. – nunca mais saia de perto de mim!

– Eu sempre vou está ao seu lado.

E continuaram assim abraçados sendo iluminados pelo por do sol. Ambos coração estavam em euforia, aquecidos outra vez. E mesmo que a vida lhe pusessem obstáculos, provações, tudo ficaria bem enquanto estivessem um ao lado do outro!

Fim!
*
*
*
*
*
*
* Pegadinha do malandro Yeah, ieiê.

Continua...

Notas finais
Então? Tem algo a me dizer? Obrigado por tudo! Espero a companhia de vcs logo mais^^ KIssus