Notas iniciais
Demorei mais chequei! Quero agradecer de coração a todos os comentes lindos do cap anterior, muito obrigado gente vcs são incríveis! Resolvi o meu problema, então não vou atrasar mais a fic, postarei semanalmente! Obrigado a quem ainda acompanha a fic apesar de tudo.

O xerife Stilinski havia chegado em casa por volta das três e meia da tarde. Jogou a jaqueta num canto qualquer e subiu as escadas. Ao passar pelo quarto do filho uma grande angustia lhe apertou o peito, mas a manteve bem guardada dentro e si e seguiu rumo ao banheiro de seu o quarto onde fez sua higienização. Em sequência seguiu para sua cama onde tentou dormir. E Depois de alguns minutos o cansaço falou mais alto e ele acabou se rendendo, entretanto seu sono só durou por alguns poucos minutos, minutos esses que foram suficientes para que ele tivesse mais um terrível pesadelo.

O homem acordou num salto, encontrava-se arfante e um grande nó se formava em sua garganta; era o seu choro que por dias vinha tentando conter. Passou a mão pelos cabelos e levantou-se da cama. Com passos duros caminhou em direção ao quarto de seu filho; devagar abriu a porta deparando-se com uma enorme bagunça de papeis e roupas espalhadas por tudo lugar. Ele não havia mexido em absolutamente nada, estava do mesmo jeito que o garoto havia deixado na última vez que esteve ali. Talvez essa fosse uma maneira de manter a esperança de que a qualquer momento ele voltaria, entraria pela porta da frente topando nos moveis e tagarelando sem parar.

Aquele vazio era grande demais para suportar, por isso, evitava pensar na possibilidade de que o garoto não mais voltaria, pois ele era tudo o que lhe restava, se perdesse essa esperança, perderia tudo.

– Stiles, onde você está? – soltou quase que em um sussurro, levando a mão a cabeça.

Depois de alguns breves segundos ele recebeu sua resposta.

– Eu to aqui, pai...

Imediatamente o homem se virou, avistando o garoto de pé perto da porta. Ele parecia não acreditar que era mesmo ele a está ali. Urgentemente foi até ele o abraçando forte. Uma felicidade misturada com um grande alivio o preencheu, seu coração estava em euforia.

– Stiles, meu filho, por onde você esteve? Eu quase morri de tanta preocupação. Me fala quem foi que te manteve preço, o que fizeram com você? Eles te machucaram? – Perguntou o homem vasculhando todo o corpo do garoto em busca de algum ferimento ou hematoma.

– Pai, calma! – Stiles retirou as mãos de seu pai que o examinava e as segurou entre as suas olhando firmemente para os olhos de seu pai. – Ninguém me manteve preso. Não fizeram nada comigo, eu juro! Eu prometo que te conto tudo, mas depois, por favor... – pedia quase que implorando.

– Tudo bem, meu filho! – O xerife voltou a abraça-lo e finalmente agora lágrimas caiam de seus olhos mais eram de alivio, de alegria. – Eu senti muito a sua falta!

– Eu também sentia a sua, pai. Eu te amo!

– Eu também te amo! – beijou sua testa. – Estou pensando seriamente em colocar um chip rastreador em você.

O garoto sorriu. Ambos estavam emocionados e completos outra vez.

O clima foi quebrado quando um grande ronco vindo da barriga do mais novo ecoou pelo quarto.

– Será que o meu filho está com fome?

– Acho que só um pouquinho.

Ambos sorriram.

– Vamos, eu vou preparar tudo o que você gosta! Aproveita que hoje você pode!

– Olha que eu abuso mesmo em!

O xerife passou os braços em volta do pescoço do garoto e juntos seguiram até a sala onde Derek estava esperando. E antes que seu pai pergunta-se alguma coisa, ele logo se explicou.

– Pai, foi o Derek que me trouxe até aqui.

– Tudo bem, filho não precisa se explicar, afinal o Derek agora é da família não? Derek, você também está vendo o que estou vendo, esse encrenqueiro está mesmo de volta?

– Sim, senhor! Ele está mesmo de volta! E o que seria das nossas vidas sem ele em?

– Nem me fale – O xerife que ainda estava agarrado com o filho beijou-lhe a cabeça.

– Vou ficar me achando!

Um silencio ameaçou se formais logo foi quebrado pelo roncar de não apenas uma mais sim duas barrigas.

– Eita! Pelo visto não só eu que to matando lobisomem a grito aqui, né?!

Ambos se olharam e caíram na risada.

– Deixa eu ir logo preparar alguma coisa pra gente comer. – Falou o xerife só agora soltando o filho e indo para à cozinha. Deixando os dois a sós.

O moreno lançou um sorriso pra o menor indo até ele o abraçando, beijando seu pescoço, deixando-se afundar naquele cheiro inebriante. Foi subindo com os beijos até os lábios do menor onde primeiramente deu um leve selinho antes de mergulhar e se perder de vez entre eles.

Quando o beijo sessou ambos respiravam pesado. Talvez com outras pessoas fosse preciso de algo a mais, entretanto com o menor apenas um beijo, um toque era capaz de excita-lo por completo.

Vem cá que quero te dar uma coisa, Puxou o menor pela mão levando-o em direção a saída da casa.

Pov. Stiles

– Espera, pra onde você ta me levando? O meu pai ele-

– Calma, é só até lá fora...

– PAI, ESTAMOS NO JARDIM, QUANDO TERMINAR, DA UM GRITO QUE A GENTE VEM CORRENDO. – Gritou para o seu pai antes de estar completamente fora da casa, sendo arrastado pelo moreno. – Derek, vai com calma. O que deu em você, em?

– Você já vai ver!

Ele me levou até a lateral da casa, que não era um lugar lá muito lindo. Então ele olhou ao redor vendo que na casa ao lado havia um pequeno jardim, não era uns dos mais lindos, mas era de longe melhor que o meu. E como um louco ele saiu me puxando até lá, me fazendo pular uma pequena cerca que separava aquela casa da minha.

– Derek, estamos invadindo, isso da cadeia sabia? Mais que diabos você quer fazer aqui.

– Relaxa o seu pai é o xerife. Vem! Ele me posicionou bem no meio do jardim e me olhou de uma maneira que eu nunca havia visto antes; era um misto de alegria acompanhado de dúvida e receio. Cara, com certeza ele estava nervoso, o que me deixou pra lá de curioso, já que eu só tinha visto ele desse jeito quando ele foi se apresenta para o meu pai. E ao invés dele começar a falar o porquê de ter me arrastado até ali, ele só ficou me olhando com cara de bunda.

– Derek, desembucha de uma vez, quer me matar de curiosidade?

– Não quebra o momento, Stiles. – Disse entre dentes.

– Ta, foi mal. Mas pelo amor de Deus, fala logo! – Já estava ficando impaciente.

– Rum hum. – ele pigarrou. – Eu já tinha planejado isso a algumas semanas, tudo como manda o figurino, tinha escolhido a melhor roupa, reservado uma mesa especial no melhor restaurante e todas essas coisas, pra que tudo fosso perfeito. Estava esperando o momento certo para enfim te fazer esse pedido, mas de uma hora pra outra você foi arrancado de mim, e eu me culpei por ter esperado tanto tempo. Sabe porquê? Porque não existe “O momento certo”, ou “O lugar certo”, Apenas “a pessoa certa”. E estando ao lado dessa pessoa nada mais importa, estando ao lado dessa pessoa, o lugar certo é aqui, e o momento certo é o agora! Stiles eu te amo! O meu amor por você é muito maior do que você possa imaginar, até do que eu mesmo possa imaginar, porque quando eu acho que o meu amor é muito grande, você com seu jeito e suas atitudes me faz te amar ainda mais, e esse amor nunca para de crescer. Você é como uma parte de mim, e sem essa parte eu jamais seria completo. É por isso que eu quero te fazer completamente meu, quero que todo mundo saiba o quando você é importante pra mim. Agora não somos só nós dois. – Tocou a barriga do menor. – Seremos uma família. Sei que não sou grande coisa –o moreno retirou a caixinha do bolso –, mas sou eu quem deseja te fazer a pessoa mais feliz do mundo e te dar tudo o que você merece, por que você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Casa comigo? – abriu a caixinha revelando as alianças.

Não preciso dizer que eu quase cair pra trás, ne? Eu não sabia o que dizer, abria e fechava a boca algumas vezes sem conseguir encontrar palavras.

– ...

– Stiles, essa é a parte que você diz alguma coisa...

– É...

– Já sei, você acha que eu estou sendo precipitado, que é muito cedo pra casar, ne?

– Não, só que...

– Não se preocupe eu vou entender se você quiser esperar, é que eu queria muito me cas-

– Não, Não é nada disso. – interrompeu.

– Não precisa se sentir pressionado, eu vo-

O mais novo segurou o rosto do moreno arrancando-lhe um beijou.

Quando beijo sessou, o menor permaneceu com as mãos sobre a face do lupino e abrindo os olhos percebeu que o moreno ainda se encontrava com os seus fechados e com os lábios levemente empinados, formando um bico, como se ainda estivesse apreciando o sabor do outro.

– Adoro o jeito que você me faz calar a boca. – sorriu, agora já encarando o mais novo, fazendo-o também sorrir. – Pode falar, eu não vou mais te interromper.

– Não é nada disso que você ta pensando. É só, que...você me pegou de surpresa, me disse tantas coisas lindas que eu fiquei sem saber o que dizer. Eu achava que você não queria algo desse tipo, e que se algum dia eu quisesse algo assim com você eu mesmo teria de te propor casamento. Confesso que se fosse a algum tempo atrás eu acharia cedo demais pra um compromisso tão sério assim, mas devido aos últimos acontecimentos eu percebi que não devemos nos apegar ao amanhã e sim ao agora.

– Então... isso é um “sim”?

O mais novo acenou positivamente com a cabeça.

– É claro que quero me casar com você, meu lobão!

– ufa!

O moreno sorria abertamente, enlaçando os braços envolta da cintura do mais novo, beijando-o.

– Mas tem uma condição... – interrompeu o beijo.

– Sabia que tava bom demais pra ser verdade... – O mais novo revirou os olhos. – Manda!

– Eu apenas vou te fazer um “pequeno “, pedido e você não vai poder me negar. Vai ser uma decisão difícil e ira exigir muita responsabilidade tanto minha quanto sua. Só o que eu vou querer de você é o seu apoio, que você fique do meu lado, que me ajude. Pois mesmo sem o seu consentimento eu não vou voltar atrás no que eu prometi fazer.

– Nossa, parece sério. O que é? Agora você consegui me deixar bastante curioso!

– Hoje depois do jantar eu te conto tudo! O que eu preciso agora é que que você diga que você vai me apoiar, diz que sim, vai?! – pediu fazendo cara de pidão.

– Com essa cara de cachorro que caiu da mudança não tem como dizer que não. – Beijou a bochecha do menor. – Não se preocupe bebê, seja lá qual for a decisão que você Precise tomar, eu vou estar sempre aqui pra te apoiar, sempre!

– Obrigado! – falou realmente agradecido. – É por isso eu te amo! Você me faz a pessoa mais feliz do mundo só estando ao meu lado, sendo como você é!

O moreno voltou a beijar beija-lo colando os corpos, subindo a mão por dentro da camisa do menor e afastando os lábios apenas para atacar o pescoço do garoto arrepiando-o por inteiro e lhe arrancando pequenos gemidos.

Começara a caminhar para trás e sem perceberem acabaram por esbarar em um dos vasos de flores fazendo o cair. Após derrubaram o vaso, um senhor baixinho de cabelos grisalhos, surge ao fundo a procura do causador do barulho.

– Quem está ai? – perguntou o senhor caminhando meio manco, estreitando olhos em busca de alguma coisa.

Derek e Stiles se entre olharam e não precisaram de nenhuma palavra pra saber que era hora de dar o fora. Derek até pensou em ajudar o menor a pular novamente a cerca, contudo o garoto fio o primeiro a fazer isso.

....

– Ele quase pegou a gente.

Ambos riam.

O moreno abaixou-se para em seguida deitar sobre o tapete de grama, puxando o menor junto com sigo, fazendo-o ficar sobre si.

Derek estremeceu ao sentir o peso do corpo do mais novo sobre o seu. Encaravam-se cheios de fogo e desejo. Suas bocas imploravam por contato, e foi o que fizeram;

– Stiles, Derek! Venham aqui, preciso da ajuda de vocês. – Pediu John, gritando da porta da varanda.

Ambos parram as caricias. Stiles apoiou a testa no peito do maior lamentando pelo clima ter sido quebrado.

– ESTAMOS INDO, PAI!

Levantaram-se, o garoto se aproximou colando a boca na orelha do moreno que passou a mão pela lateral da sua cintura.

– Não se preocupe, teremos a noite inteira pra tirar o tempo perdido. Eu prometo de recompensar. – sussurrou, dando uma pequena mordida na ponta da orelha do maior.

O menor saiu na frente deixando Derek com um sorriso bobo e travesso no rosto.

...

Scott estava deitado em sua cama, fitando o teto, perdido em pensamentos quanto foi trazido para realidade quando um certo loirinho engatinhou sobre a cama indo até onde estava e caturrando-lhe um beijo doce, para em seguida deita-se ao seu lado com a cabeça apoiada em seu peito. Scott não precisava falar nada, pois Isaac sabia exatamente o que seu amado estava sentindo e compartilhava da dor dele, mas compreendia que para o moreno era muito mais difícil.

– Ta tudo bem? – perguntou preocupado. – Você não saiu do quarto hoje. Achei que você estava melhor, já que saímos ontem e você até sorriu, mas...

– É difícil. Eu não consigo aceitar isso, não consigo acreditar que tudo realmente aconteceu. Pra mim é como se ele apenas tivesse feito mais uma das viagens malucas com o pai dele, e fosse chegar a qualquer momento, falando sem parar e me contando como quase morreu de tedio lá. – Deu um leve sorriso triste. – Ele, era muito importante pra mim, entende? Cada vez que eu lembro de tudo, que eu não estive lá quando ele mais precisou, eu me culpo. É não me sinto bem em sair ou comemorar nada, é como se eu estivesse traindo-o. Eu achei que com o passar dos dias a dor fosse diminui, mas a cada lugar que eu vou que sempre íamos, cada música que escuto e sei que ele amava, a escola, o meu quarto com coisas dele que desde o primário estão aqui, essa cidade e cheia de lembranças, tudo me lembra ele, e a saudade a cada dia só aumenta.

O Loirinho, nada disse, apenas acariciava o peito do outro, dando algumas vezes beijos carinhosos em seu pescoço e bochecha. Talvez não coubesse dizer, apenas escutar e mostra que o compreendia que estava ali com ele.

– Isaac, me desculpa, eu sei que estou sendo um chato, que não estou te dando a atenção que você merece. É que está tudo tão difí... – Sua fala se perdeu quando o choro ameaçou tomar o seu lugar.

– Ei! – O loirinho ergueu a cabeça para encarar o outro, e vendo que algumas lagrimas começavam a deslizar sobre o seu rosto, e docemente beijou seus olhos, segurando o seu rosto. – Não se preocupe, eu entendo pelo o que está passando. Eu estou aqui não só pra os momentos bons e felizes, mas para os difíceis também! Vou ser o seu apoio quando você estiver no chão, pois sei que você também vai ser o meu. – Soltou o rosto do moreno, voltando a se aninha em seu peito. – Eu te amo, e estou aqui pra espera o tempo que for, não se preocupe.

O lupino sorriu levemente, sentindo seu coração aquecido com as palavras do loirinho. Agradecia muito por tê-lo ali, pois não sabia como seria passar por tudo aquilo sozinho.

– Eu também te amo! E estou feliz por esta aqui comigo. – beijou a testa do mais novo.

O momento foi interrompido quando o celular do moreno tocou. Ele esticou o braço alcançando-o em sim da mesa de cabeceira. Não estava no clima para atender, mas ao ver o nome “DereK” piscar na tela de seu Smartphone, não pensou duas vezes em aceitar a ligação.

– Derek? Ta tudo bem?

– Preciso que você e o Isaac venham até a casa do Stiles. E que avise aos outros para virem também. – Disse sério.

– Aconteceu alguma coisa?

– Sim, é importante, então se apresse.

– Tudo bem, nós só vamos nos arrumar e-

– Agora! – Foi cortado.

O moreno desligou o celular, deixando um Scott e Isaac agoniados, se perguntando o que podia ter acontecido.

– Vamos! No caminho eu aviso aos outros!

Saíram em disparada a caminho da casa de Stiles.

*.*.*.*.*.*.-

– O que você tava fazendo? – Perguntou o menor.

– Nada, foi só o Peter perguntando onde eu tinha me metido, acho que ele estava com medo que eu tivesse sumido ou algo parecido. Mas iai, como ta indo o jantar?

– Estamos quase terminando. – Sorriu.

– Tem alguma coisa que eu possa ajudar?

– Claro! Toma aqui. – Jogou um dos tomates para o moreno. – Mãos à obra, lobão.

Derek bem que tentou ajudar, mas só acabou atrapalhando e sendo expulso pelo menor. Estava sentado no sofá quando percebeu que algumas pessoas se aproximaram da casa e antes que elas pudessem tocar a campainha abriu a porta.

– Derek, o que aconteceu? O que é tão importante que não poderia nem esperar eu trocar de roupa? – Perguntou Scott com Isaac atrás de si.

– Derek, com quem você está falan- – Stiles perdeu a fala ao avistar o amigo, percebendo seu espanto.

Scott Ficou alguns segundos sem reação, até que olhou para o Alpha e em seguida para o amigo e novamente para o Alpha, como se quisesse a confirmação do moreno de que era realmente ele ali, que não estava ficando louco. Recebeu do moreno um aceno positivo acompanhado de um leve sorriso. Olhou para Stiles que estava parado metros a sua frente com os olhos cheios de lágrimas, e não esperou por nenhum segundo a mais para ir até ele, o abraçando forte emocionado.

Nesse momento os demais integrantes do pack chegaram a casa do garoto, e nesse momento seu pai saia da cozinha, ambos se emocionaram com a cena, o sentimento de felicidade era multou estavam completos outra vez.

– É bom te ter de volta! Eu senti muito a sua falta! – Disse Scott em prantos.

– Eu também senti sua falta!

– Seu, imbecil! Da próxima vez que morrer de novo eu te mato! – Disse Erica fazendo os amigos se soltaram e sorrirem com a fala da loira que não fazia sentido algum.

A loira deu um forte abraço no garoto e todos, um por um abraçaram o mais novo, cada um dizendo, da sua maneira, como havia sentido falta dele e de como era bom tê-lo novamente ali. O clima de reencontro foi quebrado pelo Xerife que não quis atrapalha o momento deles antes, mas que agora convidavam todos para se juntarem a eles no jantar. E ninguém foi louco de recusar.

Durante o jantar o clima foi divertido e agradável, ambos sorriam com a desinibida Erica e com as tentativas do xerife de ser engraçado. Derek olhos para o mais novo que sorria, e igualmente a ele o pack estava feliz, Estavam completos outra vez, era como se cada um ali fosse uma peça de um quebra cabeça, e se um desses pedaços se perdesse nenhum outro já mais seria capaz de preenche-lo novamente.

Derek aproveitou a deixa, já que todos estavam presentes, para pedir novamente a mão do garoto. O xerife que comia na hora do pedido quase morreu engasgado, Erica ficou com inveja, Lydia não soube o que dizer, cada um teve uma reação diferente, mas todos estavam felizes pelo casal. O Xerife deu seu consentimento e junto com todos os presentes desejou felicidades a nova etapa da vida dos dois.

Estava tudo às mil maravilhas, mas uma hora eles precisaram ir embora, e enfim eles foram, e bem tarde por sinal, o que desanimou Alpha, já que ele ainda teria a conversa com o mais novo, e duvidada que houvesse tempo pra matar “Toda a saudade” de seu amado. Mas não estava verdadeiramente chateado, só saber que o mais novo estava ali era o bastante.

Quando terminou de se despedir de todos, Stiles foi até a cozinha na intenção de ajudar seu pai com toda a bagunça, mas foi dispensado pelo homem. O garoto aproveitou para perguntar ao xerife se havia algum problema do moreno dormi no seu quarto hoje. O homem confirmou que não havia, eles podiam ficar à vontade, afinal eram noivos, não? Mas que se comportassem.

Stiles então se dirigiu até o quarto puxando o lupino pela mão. Pediu que o moreno esperasse enquanto ele tomava uma rápida ducha para que pudessem conversar. Derek ficou à espera do mais novo deitado de lado na cama, olhando para o teto, sem consegui tirar o sorriso do rosto. Também não acreditava que o menor pudesse está realmente esperando um filho seu, tudo estava acontecendo tão rápido que nem teve tempo de falar sobre o assunto, mas aproveitaria a conversa para tocar no assunto.

Minutos depois o mais novo saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e seguiu até a sua cômoda vestindo um samba canção e uma camiseta antiga que já estava um pouco largo, a todo tempo sendo seguido pelos olhos do lupino que não saiam de si.

Quando terminou de se vesti puxou a cadeira do computador e sentou-se de pernas cruzadas de frente para moreno. Alguns segundos passaram e Derek encarava o menor esperando que ele começasse, mas isso não acontecia.

– Então... – tentou.

– É que eu não sei como começar...

– Que tal do começo?

– É que eu não quero que você pense que é uma ideia absurda e, que eu me precipitei tomando essa decisão. Quero que entenda que mesmo sem fazer sentido pra você, dentro de mim eu tenho a certeza que eu preciso fazer isso.

– Eu vou fazer o possível pra te compreende, mas você só vai saber a minha opinião me contando.

O Menor começou contando tudo o que aconteceu, mas para que o moreno não ficasse perdido na história ele resolveu contar tudo desde o princípio, a contar de sua “nova família”, do acordo com Mila e do sonho com Al.

Derek ouvia tudo sem dizer nenhuma palavra ou expressar alguma reação, o que deixava o mais novo ainda mais tenso. Quando terminou de contar um silencio se fez presente no cômodo, deixando o garoto ainda mais incomodado.

– Derek, fala alguma coisa, pelo amor de Deus! – passava a mão pela nuca nervoso. – O que você ta pensando?

Depois de mais alguns breves segundos o moreno quebrou o silencio:

– O que está passando na minha cabeça é que... eu não sei nem o que pensar. Primeiro tem a história do seu “Pai” que é pra lá de absurda, Não estou dizendo que não acredito, porque a essa altura da minha vida não duvido de mais nada. Depois o acordo que você fez pra me salvar... Você não percebe que isso é um risco, que não sabemos como seu corpo vai reagir a essa gravidez, se você vai suporta? Por que você tem que fazer isso comigo? Eu não vou suportar se acontecer alguma coisa com você por minha culpa outra vez, droga Stiles, você tem o que na cabeça? Por que tem sempre que colocar sua vida à frente da minha, ela não vai ter o menor sentido se você não estiver aqui, e todo o seu sacrifício não vai ter adiantado de nada! – Despejou tudo de uma vez e quando o menor ia começar a falar o interrompeu levantando se e caminhando de um lado pro outro do quarto. – E ainda tem esse garoto! Você tem noção de como isso é sério? Adotar uma criança que você nem sabe se de onde veio, que você conheceu num sonho, Serio mesmo? Você tem noção da reponsabilidade que quer assumir, ainda mais estando nesse estado? Você não tem juízo? E se esse garoto for mesmo um amaldiçoado-

– Já chega! – Falou mais alto levantando se da cadeira com os olhos cheios d’água. O moreno só percebeu que o magoara quando encarou a face triste do mais novo o que lhe apertou o peito. – Eu não tenho culpa disso tudo, não tenho culpa de tudo sempre dar errado. Me desculpe se eu te amo tanto que abro mão da minha vida por você, mas se eu sou egoísta você é ainda mais por só pensar em você, no que vai magoar você, tudo também é muito difícil pra mim! Eu não me arrependo das minhas atitudes, por que fiz com meu coração, não me arrependo do acordo que que fiz e muito menos me importo de me dá o máximo de mim aquém eu amo, porque é pra isso que nós estamos aqui, pra ajudar, pra dar o nosso melhor. De que adianta uma vida vazia sem sacrifício, uma vida fútil e superficial se nada disso vamos levar quando morremos? Eu quero me senti útil quero fazer a diferença mesmo que seja pequena. E Nunca mais se atreva a repeti que o AL é um amaldiçoado, você não o conhece, ele é uma criança sofrida que nunca conheceu o que é ser amado e que precisa de alguém, de uma família, e eu serie essa família, você querendo ou não! Eu sei que preciso fazer isso! Você pode me chamar de irresponsável, de louco, do que quiser, mas eu sei sim que vai ser uma grande reponsabilidade, sei perfeitamente do meu estado, mais família é isso, não me importo com o que terei de fazer. Eu sou assim e você já deveria saber disso, mas eu fui idiota em achar que você estaria do meu lado, que me ajudaria com tudo, um Idiota!

Derek estava estático, não tinha não teve noção que o que dizia machucariam tanto o menor. Se arrependia agora ao ver lagrimas mancharem o rosto do mais novo. Em nenhum momento quis dizer que não estava ao lado do mais dele, só estava chateado pela forma dele sempre se colocar em último lugar, da sua mania de querer ajudar a todos. Queria que ele acordasse e visse o tamanho da responsabilidade e dos problemas que ele iriam enfrentar, mas ele deveria saber que o menor não se importaria com as consequências desde que estivesse seguindo seu coração.

Derek caminhou até o menor, o abraçando forte, deixando que ele aninhasse sua cabeça em seu peito, manchando sua camisa com lagrimas, enquanto fazia inúmeros pedidos de desculpa e explicava o por porquê de ter reagido da forma que reagiu. Dizendo que teve medo pelos ricos que ele estava correndo para ter esse filho, e tomar conta de uma criança desconhecida. Afirmando que como prometido estaria ao seu lado para o que der e vier.

Quanto mais novo se acalmou o moreno o pegou colocando-o em seus braços caminhando com ele até sua cama e deitando ao seu lado. O casal trocou alguns beijos e caricias, não eram nada forte e urgente, mais sim doce, calmo e cheio de ternura e compreensão. Stiles virou de costas para o maior sendo abraçado por ele, recebendo leves beijos pelo pescoço.

– Desculpa por não pode te recompensar hoje, estou cansado. – falou sonolento, virando apenas o rosto para encarar o lupino.

– Tudo bem, bebê! Você está aqui nos meus braços, isso pra mim já basta. Teremos todo tempo do mundo para nos amar, outra hora. Não se preocupe, descanse! Eu vou estar aqui com você. – Beijou o mais novo, um beijo leve e demorado.

Stiles se aninhou ainda mais nos braços do lupino, fechando os olhos e lentamente se entregando ao cansaço. Derek demorou um pouco mais pra pegar no sono, Ficou por um bom tempo a velar o sono do seu “bebe grande”, agradecendo por novamente telo em seus braços. Até que também foi abraçado pela escuridão. Ambos dominam com leves sorrisos nos rostos. Tudo parecia estar em paz novamente, e todos do Pack esperavam que essa calmaria vingasse por um longo tempo.

*.*.*.*.-

– Ahhhhhhhh, eu nem acredito que estou mesmo aqui! To tão empolgada.

– Menos, Mila! – Falou Benjamin.

A jovem revirou os olhos achando-o pra lá de careta.

– Vamos mesmo passar a noite aqui?

– Sim! E agradeça por eu ter conseguido um lugar pra você dormi, seu ingrato.


– já estão brigando? – perguntou Hélio, negando com a cabeça.

– Esse mal agradecido. –respondeu Mila. Saindo andando em direção a um dos corredores sem dar satisfação alguma.

– Ei onde você vai sua doida? – Pergunta Ben – E a gente?

– O número do quarto está no papel no seu bolso, dormiremos juntos essa noite, amanhã vamos pra nossa casa temporária. Preciso resolver umas coisinhas, chazinho! – soltou um beijo. O loiro ainda tentou fazer mais uma pergunta, mas a jovem já havia sumido entre os corredores.

“Usarei dos meus métodos! Essa autorização vai sair ainda hoje! “–pensou a morena.

Continua...

Notas finais
Então o que acharam do pedido de casamento, Hum? Próximo cap, limonada! E finalmente a adoção do Al! Concorrência para Derek ( Ciúmes) and More... Kissus, até o próximo!