Ignites me
2 Centelha II.
Notas iniciais

Sakura sabia que estava ferrada, mas não sabia o quanto.
Encontrar com Hidan foi até fácil, mas ela não achou que seria tão decepcionante.
Ele havia ficado primeiramente assustado em vê-la, depois que ela explicou a situação, ele pareceu aliviado, e tentou desvia-la do que ela queria saber.
Mas ela conseguiu fazê-lo confessar.
Acontece que, ele havia feito uma aposta com alguns amigos, de que a faria fazer uma tatuagem com as iniciais dele.
Ele a fez beber bastante, e a levou até um estúdio de tatuagem, mas Sakura havia percebido a armadilha, e saiu de lá chorando.
Ela conseguiu ligar os fatos, o estúdio era o que Sasuke trabalhava, por isso ela esbarrou com ele, os dois beberam mais ainda, e por isso, ela acabou fazendo ainda pior do que Hidan a levaria a fazer.
Isso até fez sentido, ela ficou zangada por ele a ter enganado, e embora nunca fizesse isso estando sóbria, bêbada, deveria ter pensando apenas que isso seria uma boa vingança.
Genial.
No entanto, algo ainda a intrigava, como ela poderia ter percebido que ele queria aquilo, ou que era uma aposta?
Hidan parecia ter julgado apenas que ela havia sido esperta, afinal ele realmente gostava de apostar besteiras com os amigos. Mas Sakura nunca ligaria esses dois pontos...
Isso porque ela nunca achou que ele a considerasse tão pouco. Não era que estava apaixonada pelo o cara, ou esperasse o mesmo.
Mas ela achou que eles fossem amigos.
Sabendo que não, ela findou esse contato de uma vez por todas e foi embora.
Ela sentiu-se tola, e um profundo desgosto de si mesma caiu sobre ela. Sentiu como se nunca sequer fosse capaz de ser gostada nem que um pouquinho. Parecia que as pessoas sempre a veriam como algo descartável e de pouco valor.
Sem valor pra ter uma família, uma casa própria, até mesmo amigos.
Sakura foi para a república sem qualquer ânimo de voltar a aula, caiu na cama e acordou pelo meio da tarde. Encarou a janela e viu uma chuva torrencial cair.
Viu o telefone vibrar sobre a mesinha e o puxou. Percebeu que eram mensagens de Sasuke, e suspirou profundamente, eles haviam se falado mais cedo, e marcado de se encontrar depois da aula.
Agora ela não tinha qualquer vontade de sair, ou sequer de estar viva, e ela achava que era ruim somente quando estava de TPM.
Sakura enviou uma mensagem para Ino, avisando que caso perguntassem era pra dizer que estava doente, duvidava que a loira o faria, mas não tinha outra pessoa para ligar. Puxou a coberta novamente e voltou a dormir.
Acordou com mais chuva, parecia que não teria fim, como seu estado de espirito atual. No entanto o som grosseiro dos pingos contra a janela veio seguido de batidas na porta.
Sakura se sentou esfregando o rosto sentindo-o meio inchado e pesado. Levantou ajeitando a blusa moletom, abriu a porta indagando-se porque logo hoje Ino tinha de ter esquecido a chave, e talvez o telefone.
— Já vai – soltou, bastante irritada, escancarou a porta e recuou quando se deparou com aquela parede tomando a porta.
Sasuke a encarou tão surpreso quanto ela, estava completamente encharcado, segurava uma sacola, e a jaqueta que usava deixava uma verdadeira goteira encher o piso.
— Sa-Sasuke?
— Você está bem?
— O-oi?
Ele entrou fechando a porta e ela recuou, acuada com sua altura, o viu passar as mãos pelos cabelos.
— Você sumiu, eu perguntei por aí e disseram que estava doente, fiquei preocupado, já que não atendia o telefone.
Sakura se viu o encarando longamente, então sentiu todo o rosto queimar de vergonha e assombro. Ela havia mentido, afinal, mas estava também chocada de ele ter aparecido assim.
— Eu-eu-eu...
— Você está vermelha, melhor se deitar – Sasuke pediu, tocando seu rosto, suas mãos agora estavam geladas, mas ainda eram tremendamente suaves.
— Não, eu estou bem, juro...
— Tem certeza? Parece meio quente.
— Na verdade, eu não estou doente – ela suspirou — Eu menti, eu só não queria ir pra aula mais, eu estava... Cansada. – Seguiu até a beliche, sentando-se na beira da cama de baixo — Estou cansada de tudo.
Sasuke continuou observando-a, e ela não poderia reclamar se ele fosse embora, ela estava a pior companhia possível agora.
Ele pousou a sacola sobre a cômoda, e tirou o casaco, revelando a camiseta preta e úmida grudada no tórax, ele pendurou a jaqueta numa das cadeiras, então se aproximou e se abaixou a frente dela.
— Hn, entendo...
Ela duvidava, mas acabou rindo.
— Tá, não entendo, a não ser que você me conte. – ele admitiu, pegando suas mãos e observando os dedos entre os próprios. Ela era branca, mas ele conseguia ser ainda mais.
Sakura observou suas tatuagens um pouco novamente.
— Não se preocupe com isso, e você está encharcado, é você que vai ficar doente pegando tanto frio.
— Hn, eu posso te forçar a falar, sabe?
— Agora você quer ser ameaçador? – riu, ele ainda era assustador, mas ela já tinha aprendido quão legal ele era, até mesmo doce.
Sasuke repuxou a boca numa expressão meio emburrada, as bochechas se avermelharam suavemente.
— Não tem jeito? Você realmente está bem, eu trouxe alguns remédios...
— O quê? Jura?
— E um lanche...
— Nossa, que gentil, eu-eu nem sei como agradecer.
— Bem, você não estar realmente doente é até uma recompensa – ela se encolheu, envergonhada.
— Não se eu te enganei e você puder ficar doente de verdade.
— Raramente acontece, você não quer falar sobre o que houve? Eu poderia considerar como recompensa.
Ela suspirou, mesmo que, ele estivesse ligado à situação de alguma forma. Não sentia que precisava se sentir mais para baixo ao confessar que a usariam pra uma aposta ridícula.
— Agora não...- ele pareceu desgostoso com isso, mas aceitou.
— Tudo bem.
— Você precisa se secar. – Sakura se levantou indo até o armário e apanhando uma toalha, o indicou o banheiro. — Vai lá.
— Hn – ele seguiu para lá, ela verificou o que havia vindo na sacola, e viu que havia mesmo remédios, e um daqueles sanduiches naturais. Não sabia se ria abobada com aquilo, ou se permanecia chocada.
Ela resolveu comê-lo logo, e deixou a parte que não deu conta sobre o criado, suspirou e se deitou novamente, puxando a coberta.
Sasuke saiu, enxugando a cabeça o melhor que podia, mas ela sabia que ele precisava trocar de roupas logo. No entanto, não poderia ser lá.
Ele se sentou na beira do colchão e deixou a toalha de lado.
— Agora quer contar? – Sakura piscou, surpresa, e em seguida, soltou uma fraca risada.
— Você é sempre tão paciente assim mesmo?
Ele deu de ombros, pouco se importando. Sakura se sentou com as pernas flexionadas.
— Eu só acho que estou... Naqueles dias ruins, sabe?
— TPM?
— Não! Argh, é emocional mesmo...
Ele balançou a cabeça suavemente medindo a resposta, então trouxe-a para perto do ombro dela.
— Se me contasse, se sentiria melhor... – Sakura riu de verdade desta vez. Ele realmente não era de desistir e sequer disfarçava isso direito.
— Eu vou contar, quando não estiver querendo me jogar da janela mais, certo?
— Ótimo, por que seria uma queda bem sem graça, estamos no segundo andar.
— Oi?! Sem graça?
— É, não machuca taaanto, agora uma do terceiro sim.
— Você já caiu do terceiro andar de um prédio? – ela indagou, incrédula.
— Talvez...
— Não tem talvez!
— Se você me contar o que houve, eu digo como foi.
— Ai não, você é horrível, não acredito que está jogando assim, hahaha.
— Hn, você fica bonita sem os óculos.
Ela suspirou, o encarando, mesmo sabendo que não enxergaria direito, sua visão era uma droga. Mas levantou a mão e tocou a orelha dele, onde sabia que estavam os brincos.
— Sempre dizem isso, mas não é tão atraente quando se pode rolar um par de escadas sem eles...
Ele meneou a cabeça rapidamente, até mesmo assustado.
— Não! Eu não quis dizer dessa forma, você é linda de todo jeito, gosto dos óculos.
— Ah, tudo bem...- ela deslizou os dedos para sua sobrancelha e sentiu o ferro do piercing. — Isso não doeu?
— Estaria mentindo se dissesse que não, mas não foi tão ruim.
— Hum...
— Gostaria de tentar?
— Eu? Ah, não, morro de medo dessas coisas...
— Hum, e tatuagens? – ela não pode evitar fazer uma careta.
— Não ria! Aquilo amanheceu... ardendo e eu nem sabia o que era, fiquei em pânico.
— Claro, desculpe... Espere, doeu muito?
— Hnn?
— Caramba, eu nem pensei nisso – Sasuke bradou, empurrando-a na direção da cama, ela ficou de bruços e tentou se levantar, mas ele segurou suas costas contra a cama, e puxou seu suave short para mais baixo.
— Hey! O que está fazendo?!
— Vendo se você não teve qualquer inflamação.
— Hã?
— Você poderia ter tido alguma reação alérgica à tinta, afinal, nunca fez antes, merda, eu devia ter pensado nisso antes. – ele xingou.
— Mas você também estava bêbado.
— Então eu deveria quebrar o Jiraya porque ele que deveria ter certeza, filho da mãe!
— Estava ardendo naquele dia, mas agora nem tanto...
— Hn... Olhando assim... Parece realmente bem, sua pele não feriu nem ficou sensível demais...
— Sei...
— Você tem uma pele incrível, a tatuagem ficou perfeita – percebendo a voz dele ficar mais rouca e arrastada, ela tentou se levantar novamente, sem muito sucesso.
— É... você... Pode me soltar agora.
— Que traseiro espetacular.
— Sasuke?!
Ele a soltou suavemente, e ela se sentou, ajeitando a roupa. Não o enxergava direito, mas ele sendo tão branco, não foi difícil perceber um borrão avermelhando tomar o lugar onde ficava seu rosto.
— Perdão...
Sakura apenas se debruçou e pegou o óculo sobre a mesa, assim que os pôs se sentiu melhor.
— Tudo bem... — Ele ainda estava rubro e acanhado, mas ainda a encarou profundamente, seus olhos negros ressaltados em profunda admiração.
— Você é realmente linda.
Ela apenas se encolheu um pouco no lugar, não sabendo bem onde focar a vista.
— Obrigada... Você também... é muito bonito...
Ele se aproximou novamente, empurrando a cabeça para ombro dela.
— O quanto? – indagou, com bom humor e ela riu.
— Muito bonito, mas não vou inflar seu ego mais que isso.
— Hn...
Em algum momento a cabeça dele se aproximou da sua, e os rostos também, Sasuke entrecerrou os olhos ao esfregar os lábios nos dela. Ela inspirou nervosa, e ele captou seu lábio assim.
Tocou a língua dela timidamente, antes de avançar para dentro de sua boca. Em instantes seus braços a puxaram com força para o corpo duro e ela envolveu seu pescoço, tonta com a potência sexual que ele exalava, suas costas foram ao colchão, e ele não perdeu tempo em se por entre suas pernas.
— Sasuke...- lamuriou quando ele afundou eu seu pescoço, seus dedos longos apertando suas cochas. — Sasuke...
— Só o meu nome, apenas o meu nome – ele ronronou, sua mão infiltrando no short mais uma vez, e apertando a carne de suas nádegas, um dedo longo apertou bem no vão entre elas, sobre sua intimidade e ela estremeceu. — Hmmmm, eu vou te ter gozando agora.
— Sasuke.
— Bem forte. – sua mão espalmou para as costas dela, apenas o bastante para levantar sua camisa e passar para frente, descendo pela barriga, seu outro braço a rodeou e levantou a camisa até os seios, empurrando o frágil sutiã para cima e liberando um dos seios. Pressionando um dos mamilos entre os dedos, ele afundou a mão para dentro de sua calcinha. Ela era grande, cobria todo seu sexo, agora estava quente, e a fez perder ainda mais ar na boca dele.
Sasuke abriu os dedos, entre eles afastando suas delicadas defesas e desvendando seu interior, um dedo roçou o clitóris e ela estremeceu contra ele.
— Cacete...- ele xingou, contra seu ouvido, e seu dedo maior empurrou para dentro dela, fazendo os dois tomarem uma respirada violenta. Sasuke grunhiu em seu ouvido e ela de volta quando ele entrou e saiu ao mesmo tempo provocando seu clitóris e mamilo.
O infortúnio parecia triplicado, ele parecia estar em todo seu corpo, até mesmo suas longas pernas dentro dos jeans esfregando contra as dela, pareciam um atrito sensual.
Seus beijos queimaram um caminho por sua mandíbula, ela afundou a mão na nuca dele quando aumentou a velocidade.
— Você está toda molhada, está vermelha e mal respira, essa é a melhor a visão do mundo.
Sakura apertou as cochas, prendendo a mão dele, e o fazendo trabalhar ainda mais, espasmos brutais atingiram seu corpo fazendo-a abrir e fechar as pernas, praticamente gritando, mas sem ar para isso, sem controle de como reagir ao prazer escaldante.
Sasuke ofegou, indo ainda mais rápido, e ela pensaria que essa velocidade a machucaria, mas ele deslizava tão bem e então rápido dentro dela, estava tão encharcada que se mortificava. Ele enrolou sua língua na dele, para logo em seguida troca-la para cutucar seu mamilo, duro e sensível.
— Seus mamilos são lindos...- ele ciciou, saboreando-os — Seus peitos são pequenos, macios e firmes, cabem na minha boca... – para confirmar isso, ele abocanhou um e chupou duro. As costas de Sakura arquearam e ela pensou que poderiam até quebrar. Mas não era como se fosse sentir, sua espinha estava anestesiada, além de seu centro, apenas seu colo era capaz de sentir.
E só sentia ele.
E se as outras partes sentissem, só sentiriam ele.
— Meu... Céus...
— Goza pra mim, neném, goza. – ele pediu, doce mas voraz. Ela não tinha chance.
Sakura se balançou contra seus dedos, moendo-os enquanto gemia para o quarto inteiro. Seus olhos reviravam e ela estremeceu contra os lábios dele. Tudo pareceu se apagar de sua mente.
Aos poucos sentiu a própria respiração de novo, as próprias pernas trêmulas, e a palma de Sasuke esfregando-a carinhosamente. Ele beijou seu seio afavelmente, e então subiu para o queixo, sua mão saiu do short dela e segurou sua cintura. Sentiu os dedos dele úmidos contra a pele, e talvez estivesse mortificada se não estivesse provavelmente sorrindo como uma idiota.
Sasuke a puxou sentando-a no colchão, e envolveu os braços em torno dela, abraçando-a e beijando.
Ela se perguntou quando fora abraçada por tanto tempo, quando fora beijada, quando fora acalentada assim. Ele era grande quente e terno, como um urso.
Ele beijou sua testa e riu anasaladamente.
— Espero não ter pego muita pesado com você, desculpe, não deu pra segurar.
Ela só queria pedir que ele fizesse de novo, mas havia recuperado alguma sensatez e sabia que aquilo estava indo rápido demais. Ela não era de ter esse tipo de intimidade de cara. E sentia que Sasuke entedia isso, e por isso pedia desculpas, afinal, fora ela que ganhara um orgasmo espetacular.
Sabia que tinham garotos bons na coisa, e Hidan não falhara nem uma vez. Mas Sasuke parecia em outro nível. Não acreditava que alguém poderia toca-la quase tão melhor que ela mesma.
No entanto, sentia que se ele a tocasse ou beijasse de novo, toda sua auto preservação ruiria e ela iria querer aquilo tanto quanto ele.
Ela realmente queria que ele a tocasse agora.
— Eu estou bem... Muito bem na verdade...
Sasuke riu um pouco, acanhado com o elogio óbvio. Ela ergueu a cabeça e o beijou, ele girou com seu corpo colado ao dela, os lábios grudados. Ele apertou seu seio e também seu bumbum com vontade. Ela ousou tocar seu tronco, e ficou ainda mais sem ar.
Como previra, ela o queria agora.
Então o sentiu se afastar, apoiando o joelho na cama e pé no chão.
— O que está fazendo...? – gemeu entre seus lábios
— Indo... – ele gemeu de volta.
Separar suas bocas era como separar imãs.
— Indo...? Ui. – choramingou quando ele apertou os dois lados de seu traseiro. Ele subiu as mãos e desceu sua blusa, voltando a cobrir-lhe os seios. Suas bocas finalmente se afastaram e ela o encarou, sem entender.
Ele respirava com força, seu rosto ruborizado, mas sua expressão queimando de desejo. Seus olhos pareciam ainda mais vivos e negros.
— Eu tenho que ir, a chuva já passou e tenho um trabalho no estúdio daqui uma meia hora.
— Não, não tem não – ela soltou, arquejando.
— Tenho sim... – Sakura se apoiou nos joelhos, o puxando para perto pela camisa, suas bocas grudaram novamente.
— A chuva não passou...
— Passou sim...
— Mas... Agora?
— Agora.
Sasuke se afastou novamente, e a encarou, havia agora um sorriso muito malicioso e vitorioso em seus lábios vermelhos. Os óculos dela estavam embaçados e meio tortos e ajeita-los serviu para ajuda-la a se situar.
Ela estava mesmo implorando pra ele ficar? Pra terminarem?
E porque ele começou se não poderia ir até o fim?
Notou que a chuvarada havia realmente passado e suspirou.
— Entendo...
— Sério, eu quero mesmo ficar e...
— E-eu entendo, é o seu trabalho.
— Sim... Mas começo a achar que dinheiro não é tão importante assim...- ele comentou, os olhos ardentes fixos nela toda. Foi inevitável não se sentir queimando.
— I-imagina... Dinheiro é preciso sim, sei como é.
Ela tinha um bico num pub perto da faculdade, mas não era nada seguro ou fixo. Tanto é que foi dispensada depois que a filha do dono chegou e passou a ajudar, afinal, seria uma economia e a mesma mão de obra. Mas o dono garantiu que ela logo iria embora, afinal, só estava de visita e pelo o que ouviu falar dela, não se agradava muito de servir mesas. Sakura esperava ser chamada logo, o dinheiro era bem vindo.
Sasuke se afastou da cama e ela sentiu frio, sentiu que todo o calor que havia ao redor vinha dele, e ele se afastar foi como se o calor que ele lhe causara também esvaísse.
Ela percebeu que estava mesmo prestes a ter sexo casual com um cara que mal conheceu.
Uau.
Ele pegou a jaqueta agora menos encharcada e vestiu.
— Eu tenho que ir, te ligo logo.
— Claro... Desculpe ter te... hum, enganado.
Ele riu um pouco, seguindo até a porta e a fitou com aquele sorriso puxado e arrancador de calcinha. Pelo menos a dela.
— Eu não poderia me importar menos, agora. – declarou, e ela inteira avermelhou. Sasuke riu mais, e acenou.
— Nos vemos logo, neném.
Então ele foi embora, com uma promessa que com certeza cumpriria. E ainda deixando-lhe um apelido, que a aqueceu de tantas formas que nem soube por onde começar.
Ela nunca tivera apelidos também, não carinhosos.
Nada que a fizesse se sentir querida.
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