Notas iniciais
Oi pessoinhas! Como vocês estão? AH Feliz ano novo!! 2014!! EBA!! Aff, mais um ano... Vim trazendo um capítulo novo, e mesmo estando mega atrasada, está aqui... Eu vou confessar para vocês, eu demorei porque estava aproveitando minhas férias, afinal, eu mereço... AHHHH, Vocês viram? Logandra é real!! GENTE EU PIREI!!! Eu não sou muito fã de Shippar esse povo da vida real, mas se eles estão juntos e são perfeitos... O que eu posso fazer né? AHHHH. LOGANDRA IS REAL! Bom, espero que gostem e comentem ;)

Capítulo 29 – Twenty-Nine

Pov. Annabeth*

Eu o encarei, estava curiosa e em expectativa. Eu acho que pelo olhar em seu rosto, ele nunca imaginaria que eu fosse perguntar isso e em palavras tão explicitas. Eu agi por instinto, mas eu gostei de ser direta, sem enrolação, sem dramas desnecessários. Mas eu juro que também não pensei nas conseqüências direito... E se ele falasse que sim? Como eu agiria com relação a isso? Eu estava curiosa, mas tinha medo da resposta. Ele engoliu em seco e afrouxou um pouco seu aperto contra mim. Ergui as sobrancelhas.

– Eu... Eu... – Ele gaguejou e abaixou o olhar, e eu acho que sabia a resposta, era um não. Mas ele levantou seu olhar e disse: — Não posso dizer que amo se não tenho certeza dos meus sentimentos, seria injusto mais comigo do que com você, e eu sei que se sente ainda muito magoada comigo pelo que aconteceu conosco. Mas não posso dizer que meus sentimentos são nulos, pois está diferente da última vez que ficamos. Quando nós namorávamos eu te adorava, era verdade, mas eu estava com você por causa de seu dinheiro..., mas não sou mais aquele garoto tolo... Eu mudei. E você foi um obstáculo que tive que passar para reconhecer que estava errando, por isso digo que não me arrependo, mas que quero seu perdão, ser algo a mais para você... Pois infelizmente não consigo ser apenas seu amigo... Eu sempre vou querer ser muito mais de você Annabeth... – Eu abri minha boca e a fechei. – Acho que pelo menos isso eu posso admitir. – Sorri e por um segundo ele fez a mesma coisa.

– Eu não posso dizer nada para você... Terá que conviver com isso! – Eu sorri e escapei dos seus braços que me encurralavam. Virei-me rapidamente e vi seu rosto de confusão.

– O que foi Romeu? Acharia que eu me jogaria nos teus braços e que eu te beijasse loucamente? Não! – Ergui o dedo e neguei. — Se estiver se apaixonando terá que conviver com isso! – Beijei minha mão e joguei o beijo para ele. Virei e fui andando de volta para onde Thalia e Nico estava. Eu estava tão feliz, que meu coração não se agüentava no peito. Minha boca estava seca, coração acelerado e alguma coisa se remexia dentro de mim. Era verdade, eu queria poder atacá-lo, mas não o fiz, não daria esse gostinho para ele, mesmo que eu o desejasse loucamente. Ele merecia começar a me amar e que eu começasse a desprezá-lo, depois do que ele fez comigo. Senti uma mão quente segurar meu pulso e ele me virou com tudo, me jogando contra seu peito.

– Annabeth... – Ele falou meu nome como um sussurro. Respondi com um sorriso.

– O que foi? – Vi sua hesitação quando falei isso. Ele não falou nada, abriu sua boca diversas vezes e quando eu pensei que ele fosse desistir, ele me apertou e atacou meus lábios. Senti meu corpo tremer diante daquele ato, foi extremamente inesperado, e foi extasiante. Seu beijo, seu toque, seu gosto me aqueceram e me fizeram estremecer e puxá-lo mais contra mim. Toquei seus cabelos e suspirei quando ele mordeu meus lábios e me beijou no queixo, em seguida beijou meu pescoço. Eu não estava raciocinando direito, e por isso me afastei hesitante dele.

– Tenho que ir. Thalia e Nico podem vir me procurar... – E andei quase correndo. Eu poderia ter ficado ou mentindo que estava toda por cima e não tinha sentido nada, mas não adiantava dizer que não, se meu corpo me traia e dizia totalmente que sim quando ele me tocava. Eu estava me apaixonando por ele. Droga. Entrei rápido onde Nico e Thalia estavam e eles se assustaram com isso. Peguei em meus cabelos e levei minha mão até o final deles, era bom ter ele longo. Recompus-me e Thalia ergueu uma sobrancelha, Nico fechou a cara.

– Onde está Percy? O que vocês estavam fazendo?

– Nada demais. Eu só estava enviando as fotos para minha mãe, e Percy estava rodando por aí! Você sabe como ele gostar de burlar as regras. – Dei de ombros.

– Se ele não queria ajudar, porque veio? – Fui até onde eles estavam e toquei em Nico.

– Eu não sei...

– Eu acho que sei... – Thalia disse rindo, lancei um olhar a repreendendo, mas ela só revirou os olhos. Comecei a ajeitar os livros e me calei. Depois de alguns segundos tentei quebrar o silêncio que tinha se instalado. Nico ao meu lado não parecia relaxar.

– Então, o que estavam conversando antes de eu entrar aqui?

– Nico estava me falando sobre ele e sua vida. – Thalia comentou.

– Eu também gostaria de saber mais. – Confessei.

– Não é nada demais. Você sabe de tudo Annabeth e Thalia ficou sabendo agora. Minha vida não é tão interessante, muito menos animada. Só tenho que seguir regras, fazer o que as outras pessoas querem que eu faça e tudo bem. – Suspirei.

– Sei que deve ser difícil não ter livre arbítrio... – Comecei.

– É mais do que difícil Annabeth, você não tem decisão própria, ou controle sobre seus atos. Se sente preso e sem fôlego, é o pior tipo de prisão quando você não está preso. Passei quase minha vida toda assim... Você tem muita sorte... Sei como sua mãe é, mas pelo menos ela aceitou algo que você gosta de fazer. – Movi meus lábios em sinal de concordância. Nico tocou nela e eu sorri escondendo meu rosto entre os cachos. Eles tinham se identificado em um ponto do qual eu nunca iria entender com profundidade. Gostei disso. Mesmo que eu tenha ficado com um pouco de ciúmes de Nico. Nico era fofo, gostoso e... Eu tenho que parar com isso. Passamos diversos minutos conversando até Percy aparecer e começar nos ajudar, não falei nada, só apressei mais o trabalho e tentei não esbarrar com ele enquanto ajeitava as prateleiras. Quando acabamos, meu pé estava dolorido, e eu estava terrivelmente cansada. Queria muito tomar um banho e comer alguma coisa, pois meu estomago roncava. Nico passou os braços por minha cintura e sorriu enquanto me carregava para fora da biblioteca, já se passava das oito da noite. Nico disse que acobertaria nossa fuga e que deixasse com ele, então concordamos, já que de acordo com ele ninguém sentiria nossa falta. Thalia ficou para se despedir de Vitória e Percy nos seguiu. Nico me colocou no banco do carona e se abaixou tirando minhas sapatilhas e tocou meus dedos e começou a massageá-los. Sorri e toquei seu rosto. Ele fazia muito bem uma massagem.

– Obrigada Nico... Uh, você é muito bom. – Seus dedos gelados estavam me fazendo ir ao paraíso.

– Que tal você ficar assim e irmos a uma pizzaria? Eu pago! – Dei risada e concordei.

– Eu toparia comer qualquer besteira agora... Pizza é perfeito! – Levantei a cabeça e olhei para Percy. – Está tudo bem para você? – Ele assentiu e colocou as mãos no bolso de sua calça. Thalia chegou e riu quando viu eu e Nico daquele jeito. Tocou no ombro dele e disse:

– Está bom escravo, sua dama vai te liberar agora... Vamos Annabeth, o libere, temos que ir. – Nico piscou e se levantou, coloquei meus pés para dentro e Thalia entrou no carro. – Vamos comer Pizza, Nico vai pagar. Tem algum lugar em mente?

– Sim. Vamos! – Eu liguei o som e começou a tocar Lily Allen, a música era Hard Out Here, essa que eu viciei e aprendi a letra muito fácil, então logo eu e Thalia estávamos cantando o refrão que nem loucas e riamos do mesmo modo. Chegamos à pizzaria e eu saltei do carro. Nico veio para meu lado e estendeu sua mão. Peguei sorridente. Entramos na pizzaria e olhamos o cardápio. Depois de pedirmos duas pizzas médias e refrigerantes nos encaramos. Nico e eu estávamos de um lado e Thalia e Percy do outro. Tossi de modo fingido e resolvi conversar com Thalia.

– Quando poderei vestir minha roupa?

– Quando sairmos daqui. Pode ser no carro mesmo. – Concordei. As películas eram escuras, então ninguém veria. – Bom, eu queria te perguntar uma coisa...

– O que foi?

– Já que nós quatro já sabemos o que você quer naquela faculdade e seu tempo já está quase acabando, acho que devemos ter uma idéia... – Eu acho que ainda não tinha falado para ela. Meu olhar correu até Percy, automaticamente.

– Thalia eu descobri algumas coisas com relação a Luke... – Contei a ela toda a história e falei o que tinha decidido.

– Então era isso? Hum, explica muitas coisas. – Concordei. Ela passou a mão pelos seus cachos negros e sorriu.

– Se o que você quer mostrar para a mãe dele é isso... Você tem que fazer a banda dele flutuar... E tem que ser agora! Tem que fazê-lo decidir o que quer, e tem que fazer com que a mãe dele veja que o filho dela está bem... – Assenti.

– Mas Thalia... Luke não iria gostar que eu desse um empurrãozinho nisso, quer dizer, ele sempre disse que eles iriam crescer por si mesmos. – Thalia mordeu os lábios, pensativa.

– Certo. Tenho uma idéia, e eu iria te falar antes mesmo que você precisasse disso. – Assenti. — Eu tenho alguns antigos amigos, e eles irão participar de um concurso de bandas no meio do mês que vem. O prêmio é um contrato com uma gravadora. – Sorri e comemorei.

– Os meninos iriam arrasar! Tenho certeza disso!

– Pode até ser... Mas não é nada amador. Eles só irão competir com os melhores... e agora com a desvantagem do pouco tempo e a rotina de Luke, se torna pior pode ser um pouco complicado. – Neguei.

– Nós vamos dar um jeito! Até lá, eu farei com que tia May veja como o filho dela está mudando.

– Mas você ainda será o Alex. Como vai ajudá-lo? – Percy falou. Olhei para ele e engoli em seco. Sim, eu seria.

– Eu vou conseguir... Eu falarei para ele desse campeonato e vocês irão me ajudar a convencê-lo. Entenderam? – Eles concordaram. Percy de mal grado, mas tudo bem. Nossas comidas chegaram e eu ataquei. Estava morrendo de fome. Conversamos e elaboramos o que poderíamos fazer para Luke mudar de idéia. Nico disse que daria mil e uma idéias para que seu pai implantasse projetos na faculdade, e claro, que incluíssem música, achei uma ótima idéia tudo aquilo, estava começando a ficar animada novamente.

Eu troquei de roupa enquanto Nico e Percy ficavam para pagar a conta, somente o que faltou quando eles chegaram foi meu cabelo e Thalia ficou no banco de trás na volta para tirar. Percy foi dirigindo. O caminho foi lento, nenhum de nós estava com pressa, muito menos queríamos voltar. Quando chegamos à faculdade eu já estava pronta. Os meninos saíram do carro e eu fui em seguida. Thalia me parou quando eu ia acompanhar os meninos. Eu fiz sinal para que eles seguissem e encarei Thalia.

– O que foi?

– Eles dois... Estão apaixonados por você. E Luke... – Revirei os olhos.

– Também pelo jeito.

– Sabe o que eu acho... Que você está com doce... O que você fez para ter eles três aos seus pés? – Eu ri e me encostei-me ao carro cansada. Lembrei-me de Percy, das palavras de Nico e dos sentimentos de Luke.

– Eu não estou com doce, eu só sou uma ferrada.

– Annabeth eles são lindos! Os três!

– Eu sei, mas... Luke é meu melhor amigo, eu o amo. Nico é um amigo maravilhoso que eu nunca vou querer perder e Percy... Percy...

– É seu primeiro amor. – Thalia explicou e eu concordei. Comecei a contar o que ele tinha falado para eu na biblioteca e ela ficava impressionada a cada palavra que eu disse que ele tinha falado.

– Não se parece com o Percy que eu conheço. Mas você fez bem... Quer dizer, em dar um fora nele, mesmo que você esteja apaixonada.

– Eu sei. Eu estou me sentindo num labirinto, onde estou perdida completamente.

– Faça o que tem que fazer. Não dê mole para ele, mas se você o quiser de volta, o aceite e claro, se ele merecer. – Dei um abraço em Thalia e rezei em silêncio enquanto entrava na faculdade, eu esperava realmente que tudo desse certo.

A faculdade estava em silêncio enquanto nós três caminhávamos para os corredores. Achei estranho.

– Tem festa da fraternidade hoje? – Perguntei.

– Não. – Nico foi mais rápido em me responder.

– Então onde está todo mundo? – Não resolvemos procurar, afinal, tínhamos passado quase o dia todo fora. Nico foi hesitante para o quarto dele, não queria me deixar sozinha com Percy, e nem eu queria ficar sozinha com ele. Entramos no quarto e eu fui direto para o banheiro, não falei nenhuma palavra. Depois de tomar meu banho vesti uma roupa para dormir e chequei meu telefone enquanto entrava debaixo do edredom. Verifiquei meus e-mails esperando o retorno de minha mãe por causa das fotos, mas se ela tinha visto, era muito ocupada para responder algo. Resolvi ligar para Olímpia.

– Oi, como está tudo aí?

– Está tudo muito bem pequena. E você? – Me enrosquei mais nos lençóis.

– Estou bem. Está tudo indo conforme o planejado... – Isso era completamente o contrário.

– Sua mãe virá esse fim de semana para casa, eu espero que você venha.

– Sim, eu irei. Eu tenho diversas coisas para fazer.

– Tudo bem, se cuide, viu?

– Tudo bem. Obrigada Olímpia, estou com saudades. – Desliguei e descansei o telefone ao meu lado. Ouvi a porta do banheiro se abrir, mas não me mexi.

– Quer dizer que o nome da Jay é Olímpia? – Ergui os olhos e vi que ele me encarava. Concordei. Ele se deitou na sua cama e ficamos nos olhando, eu não consegui desviar o olhar, e muito menos ele. Vi diversos sentimentos ali, mas me contive em perguntar qualquer coisa. Meus olhos ficaram pesados pelo dia agitado e então comecei a piscar e ficar sonolenta e antes que eu caísse no sono o ouvi sussurrar:

– Boa noite Annabeth.

...

Acordei alarmada com gritinhos estranhos e risadas. Levantei-me e cocei os olhos, estava pronta para brigar com Percy, quando vi Ártemis em minha cama, me olhando extremamente preocupada.

– Bom dia Alexizinho... Como você está? – Quase pulei da cama, me afastei bem rápido, mas logo me ajeitei.

– Ártemis... Professora... O que você está fazendo aqui?

– Nico me disse que estava doente então vim te ver hoje! – Olhei para os lados e vi Percy parado na porta, um sorriso instalado em sua face. Ele estava se divertindo com isso.

– Sim, estou bem. Obrigado. Desculpe-me por ontem não ter ido para a detenção. Hoje eu tomarei conta novamente.

– Hoje não terá detenção. – Pisquei confusa.

– Por quê?

– Hoje o diretor vai fazer um anúncio... Será muito importante para nossa faculdade. – Passei a mão por meus cabelos.

– O que será? – Ela se levantou, mas não antes de plantar um beijo no canto de minha boca. Corei na mesma hora. Percy riu fraco.

– Ele irá falar daqui a meia hora. É o tempo de você tomar um banho e ir... Estaremos esperando. Tudo bem? Logo você saberá!

– Oh, tudo bem. – Ela deu tchau e saiu do quarto.

– Tem idéia do que seja?

– Não tenho a mínima idéia.

Meia hora depois eu já estava arrumada e comendo uma barrinha de cereal que Leo tinha pegado na cantina. Estava eu, Nico, Leo, Jason, Luke, Gabe e Percy sentados esperando o comunicado. Nico sabia, mas mesmo assim se permaneceu calado.

– Nico... O que é? – Exigi curiosa. Ele revirou os olhos.

– Relaxa Alex. É uma coisa boa! Na verdade, mais do que boa. – Eu não fazia idéia do que podia ser. – Eu não sabia que meu pai tinha isso em mente até ele me falar do... – Nico foi cortado por um alto e estridente que veio do microfone de Afrodite. Ela sorriu e chamou nossa atenção.

– Desculpem-me por isso queridos. – Ela pegou um papel e sorriu. — O nosso querido diretor Hades tem alguns anúncios hoje. Mas como ele está muito ocupado com os preparativos, eu falarei a vocês. A nossa faculdade vem trabalhando para ampliar o campus e trazer mais dinâmica para vocês. Nossa faculdade é de família e há muito tempo vem sendo restrita a somente garotos, mas como os tempos são outros, decidimos que para criarmos nossos jovens de modo adequado devíamos estabelecer o padrão normal.

– E também para diminuir o nível de garotos bichinhas que nascem aqui por falta de mulher! – Rafael resmungou alto da fileira abaixo da nossa. Isso não passou despercebido nem por mim, nem por Gabriel, que bufou.

– Por isso, nossa faculdade no próximo semestre irá abrir vagas para garotas de todo o mundo. Não é maravilhoso? – Nico sorriu para mim e os meninos mergulharam em vivas. Depois que saímos de lá eu decidi ir para a sala de música. Eles vieram o caminho todo falando sobre meninas e sobre como seria bom ter por ali. Sentei-me no pequeno sofá e vi que alguns deles tinham me acompanhado. Peguei meu celular e comecei a teclar com Thalia.

– Hey Alex! Está tão distraído hoje, o que aconteceu? – Luke me puxou de minha conversa com Thalia, me assustando totalmente. Ergui os olhos e pisquei.

– Oh, desculpa. Eu estava conversando com Julieta. Ela estava me falando de um concurso de bandas que irá haver em duas semanas perto de sua casa. Ela está realmente empolgada.- Nico vendo minha deixa comentou:

– Luke não seria legal competir? Ethan, Sam e Dylan iriam adorar. – Coloquei o celular para baixo e reforcei a idéia.

– Seria incrível Luke. Estaríamos todos lá e torceríamos por você! – Ele andou até meu lado e pude ver seus olhos brilhando em curiosidade, ele se jogou no sofá junto comigo e disse:

– Como é?

– Serão diversas bandas. O publico irá julgar e o prêmio será um contrato com uma gravadora. É bem moderno o sistema, de acordo com que Julieta estava me falando.

– Eu não sei... Isso é complicado para mim.

– Mas porque se ter uma banda e não competir? Não é isso que você gosta de fazer? Além disso, não tem nada haver com a faculdade! – Disse baixinho. Ele me olhou por um segundo e assentiu.

– Tudo bem. Falarei com os meninos. Iremos competir.

– Isso! – Comemorei. – Ajeitaremos o melhor modo para que você treine. Nico, Leo te ajudam durante a semana para melhorar os vocais e no fim de semana você passa com os meninos. – Leo gritou do outro lado da sala.

– Isso será irado! E um pouco injusto...

– Porque Leo?

– Eu quero fazer parte dessa banda também. Não tem espaço para um segundo baterista não? – Ri fraco. Luke sorriu. Eu não sabia muito bem o que falar, então fiquei quieta.

– Não sei... Talvez se falarmos com Sam, ele deixe você ser. Nico manda muito bem na guitarra elétrica, pode muito bem ocupar um lugar na banda. – Nico parecia incrédulo.

– Você está nos incluindo na formação oficial? Sério? – Sorri

– Sim. Estou. – Luke e nós conversamos mais um pouco e depois resolvi ir para meu quarto. A manhã estava tranqüila e não tinha muita coisa para se fazer. Peguei meu celular, os fones e um livro e resolvi ir para a arquibancada. Despistei todos os meninos. Eu precisava era de um tempo sozinha. Fui para o último degrau da arquibancada, me sentei e senti o ar da manhã. Coloquei os fones e fiz bem rápido uma lista de reprodução. Abri meu livro e li no mínimo umas vinte páginas antes de a minha paz acabar. Diversos meninos entraram no campo de futebol, eles correram pelo campo e deslizaram a bola. Reconheci meus amigos assim que pus os olhos neles. E mesmo que eles tenham estragado meu momento de paz, eu não pude ficar infeliz, aquela visão deles sem camisa era mais do que pobre coração podia agüentar. Luke foi o primeiro a me ver.

– Hey Alex! Você não quer jogar conosco? – Vi Percy andando na minha direção. Arregalei os olhos.

– Não Luke! Obrigado! Estou bem aqui! – Gritei tentando fazer com que minha voz não saísse fina.

– Ah, Vamos lá cara! Vai ser legal! – Vi Rafael e os meninos olharem nossa pequena discussão.

– Vamos Alex! Você faz parte da fraternidade, tem que jogar no nosso time! – Eu suspirei. Eu não podia jogar, eu não sabia.

– Eu não quero!

– Desça logo! – Percy chegou do meu lado e disse:

– Rafael está falando sério e todos os meninos estão olhando para você... Você terá que jogar! – Respirei fundo e sussurrei.

– Eu não sei jogar...

– Não precisa fazer muita coisa, só fique de canto, que eu te cubro. Okay? – Concordei hesitante e deixei o livro ali, logo eu pegaria. Desci as escadas e Nico me olhou de esguelha.

– Tem certeza que irá fazer isso?

– Vai ser legal Alex! Vamos Dude! – Luke me pegou pelos ombros.

– Ele é do nosso time Castellan! – Rafael gritou e Luke assentiu. Eu andei até para o outro lado. Percy ao meu lado. Não demorou muito e o jogo começou, eu não sabia jogar e não queria jogar, mas não fiquei parada, tentei correr por aonde a bola ia, para não dizer que eu não acompanhava as jogadas. Percy sempre cobria minhas jogadas e ele era realmente bom. Luke era atacante e a maioria das vezes eles dois lutavam pela bola. Então, um garoto do outro time avançou com a bola e veio com tudo na minha direção, eu era o zagueiro, então se ele quisesse fazer o gol teria que passar por mim. Percy estava longe demais para deixar que a bola não passasse, e eu estava perto demais para não fazer nada. Tive que correr e tentar fazer alguma coisa, esse foi meu maior erro, o garoto veio com tudo e nós nos chocamos. Eu pensava que ele iria desviar e ele pensou a mesma coisa, cai com tudo no chão e senti uma dor avassaladora na cabeça, logo em seguida, apaguei.

...

Acordei devagar, com a cabeça doendo e latejando, meu corpo estava totalmente dolorido e olhos grandes e azuis me analisavam. Afastei-me protetoramente. Ultimamente eu fazia muito isso. Minha cabeça doeu e eu gemi de dor.

– Ah, você finalmente acordou! – Olhei para cima e suspirei ao ver um loiro lindo a me olhar. Ele ajeitou seu cabelo e me olhou curioso.

– Onde estou?

– Na enfermaria. – Ele ajeitou seu jaleco e se abaixou para ficar na minha altura. – E em uma faculdade para garotos! Então, eu queria saber... O que uma menina está fazendo aqui? Ainda mais disfarçada de garoto?

Notas finais
Eu acho que essa é a linha final para a Annabeth, sinceramente... Mas agora, eu realmente arregacei as mangas e comecei a trabalhar. Ainda mais com as meninas entrando na faculdade, isso definitivamente ficará animado. O que acharam? Contem-me tudo amores ;) Beijos, até o próximo