Notas iniciais
Oie pessoinhas! ;) Vou logo dizendo que nunca escrevi um capítulo são tem graça em toda minha vida... Chega estou espantada comigo mesma, mas eu já estava o adiando tanto que eu resolvi posta-lo assim. Bom, apesar de tudo, espero que vocês gostem.

Capítulo 30 – Thirty

Pov. Annabeth*

Minha garganta secou e meu coração disparou. Oh meu Deus! Agora eu tenho certeza que eu seria deletada, não era possível que tudo iria acabar agora, quando eu já estava somente a alguns passos de conseguir o que eu queria, e que estava tudo dando certo, em termos, pois tem o Percy e o Nico, mas... Tá. Estava tudo dando certo com Luke. Luke é o ponto principal nessa história. Então, vamos ao primeiro ponto. Negação.

– O que você está falando Doutor? Por acaso está me chamando de bichinha? – Ele sorriu sarcástico.

– E por acaso você está me chamando de burro? Eu não estudei diversos anos em uma faculdade, e me formei para não saber diferenciar uma garota de um garoto. – Suspirei. – Agora você vai me responder exatamente à verdade. – Contei em uma velocidade enorme tudo, eu até me espantei comigo mesma. No final eu não conseguia nem engolir nada que doía. Joguei a cabeça para trás e suspirei derrotada. Sentia-me acabada.

– Por favor, você pode não falar para ninguém? – Ele sacudiu a cabeça.

– Sinto muito Ale... Annabeth. – Ele se corrigiu. – Você terá que sofrer as conseqüências por isso. Não posso ficar de boca fechada agora. Isso comprometeria minha imagem nesse colégio quando descobrissem. O que com sua sorte aconteceria muito mais rápido do que você desejaria.

– Eu sei... Minha sorte está acabando comigo. – Tentei me levantar. Coloquei as pernas para fora da cama. – Quer ir para a diretoria agora? Podemos acabar logo com isso. Estou tremendamente cansada. E se até o final do dia eu estiver em um vestido, na minha cama, tranqüila, ou máximo que poderei ficar, estarei bem. – Eu acho que ele pareceu sentir pena de mim, mas eu estava sendo sincera. Realmente sincera.

– Olhe... Eu vou te dar alguns dias para que resolva isso tudo bem? Mas em hipótese alguma alguém mais pode saber disso! Entendeu? – Quase pulei de felicidade, mas minha cabeça rodou e o doutor me segurou. E Opa, o que foi aquilo me segurando? Parei.

– Sério? Quantos dias? Obrigada! Obrigada! Obrigada! – Ele sorriu assentindo.

– Até o final da semana que vem.

– É só o que preciso. O senhor não sabe como me deixou feliz agora.

– Tudo bem. – Ele pegou sua prancheta e foi para sua mesa do outro lado da sala. Sentou-se e disse:

– Seus amigos estão aí... Quer que eu mande entrar? Você ainda vai ficar aqui pelo resto do dia em observação. – Eu quase gritei.

– Porque tenho que ficar aqui?

– Pare de reclamar e só me obedeça garota!

– Qual seu nome?

– Apolo. – Oh meus deuses, ele parecia um deus, e tinha nome de um deus grego. – Sou irmão de Ártemis e Hades.

– Acho que seu pai e sua mãe tinham fetiches para dar os nomes de seus filhos os de deuses gregos certo? – Apolo riu e se levantou. Abriu a porta e falou com alguém lá fora. Um segundo depois Percy, Nico e Gabriel entraram no recinto. Ajeitei-me. Pelo menos os três sabiam de meu segredo.

– Como você está? – Gabe foi o primeiro a se manifestar. Sorri enquanto o tranqüilizava.

– Estou bem. Nada demais. – Olhei para Apolo. – Somente algumas pedras no percurso, mas tudo está bem. – Não queria falar para os meninos que tinha sido descoberta. Acho que era bom manter isso somente para mim. Percy não falou nada, nem Nico. Eles ficaram ali por alguns minutos e depois Apolo os expulsou dizendo que eu precisava descansar. E depois de algum tempo no tédio, resolvi dormir, era a única coisa que eu tinha para fazer. Quando eu acordei mais tarde, Apolo disse que eu poderia ir para meu quarto. Já estava tarde da noite, mas com um remédio que ele me deu, eu iria dormir muito bem. Ele me levou até meu quarto e assim que entrei, suspirei de alivio. Encostei-me na porta.

– Você foi liberada? – Pulei de susto com a voz de Percy. Ele tinha uma toalha em seus cabelos e uma expressão tranqüila e feliz no rosto.

– Sim... Quer dizer, é! – Falei.

– Tome um banho e troque de roupa, acho que será melhor para você dormir. – Concordei. Ele pegou uma toalha e estendeu para mim. Andei para frente e peguei delicadamente de sua mão. Olhei para seus olhos e agradeci.

– Obrigada.

– De nada. Fico feliz que esteja aqui. – Ele moveu seus lábios e eu acompanhei o movimento. Corri para o banheiro depois de me livrar da tentação chamada Percy e tratei de tomar meu banho. Foca Annabeth. Foca. Ri enquanto me enxugava por causa desse pensamento. Ele já estava enrolado na sua cama quando eu entrei no quarto. Tinha um copo de água do lado do meu potinho de remédio. Foi impossível não deixar de sorrir. Tomei e me deitei na cama. Ele se inclinou para apagar a luz e antes que o fizesse eu disse:

– Está fazendo isso para se redimir?

– Está dando certo? Pois esse é objetivo! – Eu me enrosquei mais na colcha e ele riu desligando a luz. Olhei para ele por alguns minutos na escuridão mesmo e adormeci.

...

De manhã, Percy não estava mais no quarto quando acordei. Tomei meu banho e sai, Gabe e Nico estavam a minha espera. Juro que fiquei esperando que ele aparecesse, mas ele não o fez. Quando me sentei entre Luke e Leo no café da manhã, essa vontade já tinha passado. Principalmente quando Luke começou falar animadamente sobre o concurso de bandas e ensaios.

– Eu posso ajudar com o figurino da banda. – Me ofereci quando eles começaram a citar o problema que eles teriam em escolher uma roupa legal. Nico concordou. Eu já tinha imaginado alguns estilos para todos eles.

Meu celular começou a tocar e eu o peguei rapidamente. Olhei no visor, nenhum número que eu conhecesse ou tivesse na agenda.

– Olá?

– Venha aqui para a arquibancada, tenha uma surpresa para você! – E desligou. Eu senti minhas bochechas corarem e pior, todo mundo estava olhando para mim. Era Percy, aquela voz era inconfundível.

– Quem era? – Jason perguntou. Desde que eu o tinha ajudado com Piper ele tinha melhorado comigo. Quer dizer, me tratado com um pouco mais paciência. Não que eu o aprovasse para a minha Piper, mas tudo bem, se é ele que ela gosta. Ele nem sabe do que eu sou capaz se ele a machucar de novo. Ele pode ficar estéril para sempre.

– Não era nada. Eu só preciso fazer uma coisa antes que a aula começo. – Nico se levantou, mas eu toquei seu braço. – Te vejo lá! – E corri com um pedaço de um pãozinho e o suco na mão. Eu estava morrendo de fome. Quando eu cheguei à arquibancada eu estava pingando. Era bom que ele tivesse mesmo uma boa surpresa. Eu nem sei o que me deu para eu vir correndo, mas tudo bem. Subi as escadas devagar e vi Percy acenar para mim. Fiz careta, para que ele não pensasse que eu estava muito feliz com isso, mas a verdade é que eu estava.

Eu fui até Percy e sentei em sua frente. Esperei até que ele falasse algo, mas ele ficou só me observando, até que eu me irritei e esbravejei:

– Então, qual o motivo de me chamar até aqui? Você disse que teria uma surpresa para mim, estou esperando... – Ele sorriu e pegou algo atrás dele. Era um pacote marrom. Eu ergui as sobrancelhas. Ele não estava em condições de me dar nenhuma presença.

– Eu falei de você para minha mãe e hoje ela veio aqui na faculdade mais cedo e disse que queria que você ficasse com isso. – Sorri pensando em Sally.

– Como sua mãe está? Tenho saudades dela. Nunca mais conversamos. – Percy assentiu e estendeu mais um pouco o presente. Eu peguei nervosa.

– Espero que ela não tenha gastado muito dinheiro nisso, Ok? Falando nisso, como vocês estão se virando? – Ergui os olhos enquanto abria. – Se eu puder te ajudar, eu iria agradecer. Sei que sua mãe...

– Annabeth pare de falar. Olha, não quero seu dinheiro! Nunca mais! – Eu fiquei um pouco com raiva por sua recusa de minha ajuda, mas ao mesmo tempo feliz, ele não queria o meu dinheiro, isso significava muita coisa. Abri o pacote depois de concordar com ele e fiquei surpresa ao ver um manuscrito.

– O que é isso?

– Minha mãe sabe que você adora ler, então... Ela começou a escrever há algum tempo atrás, e queria que você fosse a primeira pessoa a ler e dar sua opinião sobre seu trabalho. – Eu quase gritei. Sally sempre teve vontade de escrever um livro, mas eu não sabia que ela já tinha trabalhos.

– Não acredito! – Minha mão estava tremendo de verdade. Eu olhei as primeiras páginas e senti um sentimento de euforia se espalhar por mim. Aquilo era simplesmente fantástico. – Eu amei, amei, amei! Eu tenho que agradecer a ela pessoalmente! – Sorri colocando de volta no saco, depois eu lerei com todo o prazer e carinho.

– Quando eu poderei ver ela?

– Quando você tiver um tempo... – Percy disse e eu pulei em pescoço.

– Obrigada Percy. – Nós nos separamos e ele olhou seu relógio.

– Temos que ir para a aula. – Ele se levantou e estendeu a mão, suspirei e eu a peguei. Ele me ajudou a levantar e descemos as escadas rindo. Como não tínhamos a mesma aula nos separamos no corredor, mas não sem eu ver Nico me esperando na porta da sala e a me olhar. Ele se mexeu desconfortável e eu suspirei enquanto via Percy passar por ele, e ir para a aula dele. Andei até ele. Ele abriu a boca e fechou diversas vezes, mas nada saiu. Então comecei.

– Olhe pelo amor de...

– O que você estava fazendo com ele?

– Nico, você não pode...

– Eu não posso o quer? Ter ciúmes de você? Eu revelei meus sentimentos e estou aqui, quero você...

– Mas eu te expliquei o que eu sentia, eu deixei bem claro que eu te queria somente como meu amigo. Que não queria te machucar, e você concordou que sabia onde estava se metendo, que não falaria nada se eu não quisesse o mesmo. – Eu falei irritada, não pude evitar. Ele não tinha o direito de agir daquele modo. E, além disso, eu não queria que ele tivesse se apaixonado por mim.

– Annabeth, você não pode me culpar por tentar... Por tentar ter você! – Eu tapei sua boca.

– Cale a boca, o que pensa que está fazendo? – Disse enquanto o arrastava para longe das salas. Eu não queria nem ao menos imaginar se alguém tivesse escutado. Mas eu já devia ter saído ali há tempos, a culpa tecnicamente também é minha. Chegamos à escada e eu suspirei o soltando.

– Por favor, me desculpe. – Suspirei enquanto mexia minhas mãos tentando dizer que não importava.

– Não tem problemas. Só por favor... – Ele me encostou à parede e eu perdi o ar por alguns segundos.

– Nico...

– Você não gosta nenhum pouco de mim para mudar de idéia? Ele não é bom para você, nós dois sabemos disso. – Fiquei confusa.

– Quem?

– Percy... Eu vi o modo que olhou para ele, e que ele olha para você! – Eu olhava de que modo para Percy?

– Eu não sei do que está falando. Odeio Percy! Mesmo que ele sinta algo por mim, o máximo que vou fazer por ele é ser amiga dele, nada mais. – Nico me soltou.

– Tudo bem. Eu não tenho nenhum direito sobre tudo isso. – Eu o agarrei antes que ele fosse embora.

– Hey, eu gosto de você, mas como amigo, então, que tal dar chances a pessoas novas? Tenho certeza que eu fui só uma brisa. O furacão ainda está por vir. – Pisquei para ele. – Eu vou te apresentar há diversas pessoas no final de semana. – Ele assentiu, mas não me senti firme depois daquilo. As aulas se passaram lentamente, minha mente não conseguia parar e nem se concentrar em uma coisa só. No final, fiquei com o caderno aberto enquanto desenhava coisas aleatórias, aquilo me relaxou. Quando deu à hora do almoço eu não quis comer, eu fui para meu quarto, peguei o manuscrito de Sally e fechei a porta do banheiro depois de entrar. Ficaria ali até dar a hora de ir para a detenção, e acho que era o único lugar onde eu poderia ter privacidade. Comecei a ler e coloquei os fones. Deixei todas as ligações bloqueadas e coloquei o volume da música no máximo. Folheie diversas páginas e acho que até cochilei de cansaço antes de ouvir um estrondo e Luke estar dentro do banheiro junto com Percy. Olhei o relógio, eu já estava atrasada para a detenção. Eu tinha dormido por volta de uma cinco horas, eu acho. Tirei os fones e deixei Amy Lee cantar My Heart Is Broken.

– O que aconteceu?

– O que aconteceu? Depois de horas chamando por você aqui do outro lado e você fala o que aconteceu? – Luke disse colocando a vista suas rugas de preocupação. Sorri.

– Desculpa, eu realmente perdi a noção do tempo. – Me desculpei. Luke me ajudou a levantar. Espera qualquer pessoa menos ele ali.

– Vamos! Você tem um último dia de detenção para nos dar, Dude. – Pedi que eles fossem à frente e me ajeitei antes de ir. Quando entrei na sala, não houve zoada, nem perguntas demais, somente Leo ergueu um livro e disse:

– Devemos continuar? – Assenti meio confusa por aquele comportamento deles, mas nada falei. Fui para o meio da sala e me sentei entre Luke e Jason. Longe de Nico e Percy. Eu estava tão ansiosa para que o dia acabasse logo. Amanhã era sábado, eu iria para casa, tentaria me livrar dos meninos, o que seria impossível, mas seria a Annabeth, e só isso, já era um alivio. Luke trocou de lugar com Leo depois de meia hora. Quando o tempo deles já tinha acabado, eu peguei a lista que tinha em cima da mesa e declarei.

– Parece que vocês todos já estão liberados da detenção. Só não Percy... Ainda faltam alguns dias para ele. – Imaginei somente nós dois ali e nenhuma coisa boa me vieram à cabeça.

– Tudo bem. – Eles saíram e só restou Percy. Ele parou na mesa e eu não levantei os olhos, não precisava olhar para saber que era ele.

– Vamos continuar lendo? Isso aqui ta virando quase clube da leitura, invés de detenção. – Sorri.

– Vocês passaram a gostar.

– Isso não é mentira para ninguém. – Ele concordou. – Você vai para o ensaio? Creio que deve estar ansiosa para amanhã.

– Sim, estou. Finalmente estou conseguindo o que eu queria. – Confessei e peguei os livros da mesa. Caminhei para voltar ao quarto e Percy me acompanhou. Ficamos em silêncio e eu atravessei a porta do quarto. Coloquei os livros sobre a cama e dei meia volta.

– Você vem para o ensaio? – Percy negou.

– Não. Tenho coisas para fazer, e uma mala para arrumar. Sabe... Amanhã. – Concordei e deixei o quarto. Fui para a sala de música e os meninos tinham começado a treinar. Eles estavam escolhendo algumas músicas. Perguntei se o repertório da banda de Luke não iria entrar, afinal, eles tinham músicas novas e próprias.

– Na verdade, irão entrar sim, mas eu estou compondo uma música e quero-a pronta primeiro, para podermos ensaiar, por enquanto vamos só treinar as sincronias de nós como um grupo. – Leo assentiu, assim como o Nico. Luke me deu um microfone.

– Porque eu tenho que segurar isso? Eu não irei cantar!

– Precisamos de uma segunda voz para essa música, e a sua será boa. Só cante e não se acanhe. – Nico sorriu para mim, assim como Leo e eu perguntei qual seria a música. Ele acenou para os meninos, e eu me perguntei como eu saberia cantar a música, se eu nem sabia qual era. Então, Luke começou a cantar e Demons soou, suspirei e sorri. Era música do Imagine Dragons e eu amava aquela banda. Luke começou a tocar e eu soube exatamente o que fazer. Nico me ajudou e a música, a sincronia, as vozes combinadas, ficaram simplesmente perfeitas.

Eu aplaudi Luke quando acabou.

– Ficou perfeito meninos, tenho certeza que vocês vão arrasar! – Eles tocaram mais algumas músicas, mas me pus no meu cantinho e deixei-os embalarem a noite. Voltei para meu quarto sozinha, o que eu achei estranho. Nico não se ofereceu para me levar na porta, nem nada. Mas acho que ele estava me dando espaço e me permiti não ficar paranóica por causa disso. Eu o respeitava muito por isso. Quando cheguei ao quarto às luzes estavam ligadas e vi Percy deitado lendo o manuscrito da mãe dele.

– Hey! Acabou o ensaio? – Ele disse sem levantar os olhos do papel.

– Sim. – Meus pés me levaram sem querer para a cama dele, me sentei ao lado dele e ele se surpreendeu a me olhar ali.

– Você já tinha lido isso? – Ele negou e voltou o olhar para o livro.

– É incrível! Não sabia que minha mãe tinha tanto talento...

– Sua mãe realmente é incrível! – Mexi em meu cabelo, uma mania de quando eu tinha cabelo e estava nervosa. – Você vai trabalhar para mim esse fim de semana? Nós poderíamos sair para ver sua mãe também se você fosse...

– Quando é a viagem com os meninos? Para mim seria nessa semana!

– Na verdade, eu não sei se vamos fazer. Faz tempo que não falamos dela. Não sei se os planos mudaram. Eu vou falar com eles amanhã.

– Tudo bem.

– Mas então, você vai? Você só precisa fazer seu papel, como sempre. – Percy largou o livro e se virou para mim.

– Porque está insistindo?

– Quero te ajudar. Ajudar sua mãe. – Falei automaticamente.

– Eu acho que isso não começou desse jeito. Você queria se vingar, então em seguida para me ajudar, mas e agora?

– Já disse Percy! Sua mãe e seu irmão, assim como você precisam disso. Além disso... – Peguei o livro e fui para minha cama, a proximidade não estava me ajudando. – Eu vou levar isso para algumas editoras, tenho certeza que muitas irão se interessar. – Ele sorriu.

– Faria isso por ela?

Dei de ombros.

– Porque não? – Ele só sorriu e fez uma careta engraçada em seguida.

– Eu vou para sua casa esse fim de semana. — Desligou a sua luz e se deitou. Fiquei lendo até adormecer. Dormi mergulhada no romance de Sally, e foi simplesmente maravilhoso. Eu amava dormir pensando em livros e sonhar com eles.

...

Acordei cedo e vi que Percy ainda estava dormindo. Levantei-me e peguei o telefone, selecionei uma música do Simple Plan e deixei tocar enquanto ia para o banheiro. Eu estava de bom humor e nada poderia fazer mudar isso. Arrumei-me e logo alguém estava batendo na porta. Deixei Percy entrar e vi que a mala dele já estava arrumada. Arrumei com pressa a minha e logo estávamos os dois indo para fora da faculdade. Os meninos estavam no estacionamento, então decidi rever o assunto viagem.

– E então? – Perguntei depois de explicar a história. Leo foi o primeiro a falar.

– Acho melhor deixarmos para o final de semana que vem. Nesse precisaremos ensaiar, pois logo o concurso vai estar aí!

– Tudo bem. – Concordei e marcamos de ligar um para os outros. Eu vi um carro se aproximando e logo vi que era o de Argus. Olímpia com certeza tinha se lembrado que eu saia hoje e o tinha mandado. Despedi-me de todos, e parei em Nico.

– Você vai lá em casa esse fim de semana? – Nico assentiu e beijou minha testa, em um gesto terno. Por sorte, pois poderia parecer esquisito, os meninos não estavam prestando atenção.

– Tchau. – Corri para o carro e entrei jogando minha mala. Argus sorriu para mim.

– Hey menina, como está? – Conversamos enquanto voltávamos e o atualizei de tudo. Ele me incentivou ainda mais dizendo que tinha certeza que tudo daria certo para mim e eu sorri. Quando chegamos a casa ele disse que Olímpia tinha preparado um café da manhã para mim. Agradeci quando ele se ofereceu para levar minha mala para dentro e corri para a cozinha. Surpreendi-me ao ver Thalia, Piper e Tami ali. Pulei nelas e começamos a falar que nem loucas.

– Como você está aqui? – Perguntei a Piper. Ela sorriu.

– Tenho meus contatos. – Sorri, com certeza tinha sido Nico.

– Tudo bem! Vamos parar meninas! Mas agora temos que ajeitar seu cabelo Annabeth, e colocar roupas normais em você! – Eu concordei e subimos as escadas em uma velocidade espantosa. Ficamos conversando enquanto o som estava nas alturas. Eu me sentia tão bem que poderia explodir, falei dos acontecimentos da semana para Tami e Piper e elas pareciam ficar empolgadas, ao invés de tentar me ajudar.

– Vai dar tudo certo, então, relaxe. – Tami me tranqüilizou enquanto mexia no meu cabelo.

– Eu também acho. – Piper confirmou. Revirei os olhos e me virei para Thalia. Comecei a falar de Nico e disse a ela meus pensamentos com relação a eles dois. Piper bateu as palmas.

– Hey, quer dizer, que você quer junta-los?

– Sim. Seu primo sofre muito por minha causa e sabe, eu estou confusa demais para querer algo com ele. Eu o amo demais, mas como amigo... Você entende não? – Ela não falou nada, mas passou os braços por Thalia; Thalia a expeliu, como era o esperado, mas Piper não deixou de sorrir.

– Vou te ajudar com ele. E como você não falou que Annabeth é louca ou algo do tipo, quer dizer que você tem alguns sentimentos por Nico. – Thalia corou levemente, o que eu achei fofo, mas ela se levantou e começou a sair do quarto, enquanto falava palavrões a plenos pulmões. Tami riu e eu e Piper a acompanhamos. Esperei até ficar pronta e descemos as escadas. Thalia estava assistindo Guerra dos tronos na TV, quando sentamos ao seu lado. Íamos assistir e tínhamos até pedido para Olímpia fazer pipoca, mas a campainha tocou e depois de ver Olímpia ir atender e ver Luke entrar, minhas esperanças todas escorreram pelo ralo.

– Oi... – Ele disse quando eu me afastei das meninas, que estavam vidradas na televisão. Ou talvez estivessem somente com as antenas ligadas em nós, mas com os olhos na televisão. – Precisamos conversar. – E sem querer, um frio percorreu meu corpo.

Notas finais
E aí! O que acharam? Bom, até o próximo meus amores. Ah, eu quero saber porque poucas pessoas estão comentando quando o número de leitores é enorme. Sério, se a fanfic não estiver boa comentem... Ou algo assim... Eu posso parar, e sem drama, paro mesmo. Não tem porque continuar se a história está ruim, não é verdade? Beijos, até. XOXO