Notas iniciais
Oi pessoinhas! Depois de dois meses olha quem ressurge das cinzas? Yep! Eu mesma! Eu não sei o que deu em mim para escrever o capítulo... Principalmente hoje, e em um semana tão atarefada, sabe, somente fluiu... Acho que foi com uma ajudinha dos meus Oppas do Suju também, mas... Whatever... Aqui está o capítulo, e espero sinceramente que gostem ;) PS: Eu me esqueci completamente da minha querida leitora fiel Milena que recomendou a história. Me desculpe. Eu agradeço muito e peço que perdoe essa autora desmiolada. Esse capítulo é para você, com carinho Any ;)

Capítulo 31 – Thirty — One

Pov. Annabeth*

Pedi que Luke me acompanhasse até meu quarto. Subimos as escadas em silêncio; senti os olhares das meninas em minhas costas, mas não me importei; naquele momento uma sensação muito pior se lançava dentro de mim, pois quando Luke dizia que queria conversar, era coisa séria que viria por aí. Entrei e fechei a porta. Fui até minha cama e ele me acompanhou. Respirei fundo olhando para seus olhos amendoados e sorri.

– Estava com saudade de você, essa semana foi realmente... Vazia. – Luke pegou em minha mão e me puxou para um abraço apertado. Retribui mesmo confusa. Eu estava preocupada, mas esperei que ele continuasse.

– Eu também senti sua falta. – Declarei. – Estou curiosa para saber o que você deseja me falar! Fale!

Luke me soltou e se afastou um pouco, mas manteve sua mão grudada a minha. Ele a beijou delicadamente e começou a acariciar. Milhões de coisas se passaram na minha cabeça e parecia que eu já sabia o que podia acontecer naquele momento. Meu coração parou e voltou a bater numa velocidade lenta, me deixando transtornada.

– Eu não sei se tenho coragem de falar isso olhando nos seus olhos Annabeth, mas eu sinto que já deixei tempo demais passar, quando já devia ter falado isso quando meus sentimentos estavam claros o suficiente para mim, me sinto covarde e estúpido por não ter falado antes, mas não posso adiar... – Ele levantou os olhos, e antes de abrir a boca novamente apertou com força minha mão. – Eu estou apaixonado por você... – Minha boca secou instantaneamente. – Eu sempre fui apaixonado, desde pequeno.

– Você era meu melhor amigo. – Comecei, mas ele me interrompeu.

– Eu nunca pude evitar o sentimento, só que fui lerdo demais para ter coragem de te revelar... Pareço idiota, eu sei. Sabe... Tipo, aqueles caras de inúmeros filmes melosos que a gente sempre assiste, e que ele se revela para a melhor amiga depois de anos...

– Luke isso aqui é a vida real. – Disse simplista.

– Annabeth não importa se não é real ou se é! O importante é que eu sei o que se passa dentro de mim e eu não posso simplesmente fazer esse sentimento morrer ou recuar mais ainda. Eu quero te proteger de qualquer idiota, quero poder te beijar, abraçar... Quero assistir junto com você filmes idiotas e melosos e quero estar sempre ao seu lado e não somente como um amigo. Por isso eu estou aqui falando tudo isso para você e... – Me levantei e comecei a andar pelo quarto, fiz um gesto para que ele parasse e ele se calou imediatamente. Pensei por alguns minutos e vi que ele me acompanhava com seus olhos. Ele estava esperando uma reação, mas o que eu poderia fazer? Eu já esperava isso, mas não tinha pensando no que eu faria se realmente acontecesse. Isso estava deixando os meus nervos à flor da pele. Luke era minha casa, meu berço, onde eu estaria segura para sempre não é? Mas só de olhar para ele, só de pensar no que eu poderia dizer para corresponder aqueles sentimentos, nada entrava em minha cabeça, quer dizer, somente uma coisa... Percy entrava como um intruso em meus pensamentos e fazia tudo ficar embaralhado. Não era certo pensar nele em uma situação como essa não é? Com certeza não!

Bati em minha face e suspirei andando até Luke novamente. Peguei em suas mãos e apertei entre as minhas, abaixei meu olhar e disse baixinho:

– Eu percebi a pouco tempo que esses eram seus sentimentos sobre mim...

– E...?

– Luke... Eu não sei, sinto-me confusa! Você sempre foi como um irmão para mim! – Fui sincera.

– Só quero que me enxergue como homem... Um homem que pode te amar e não como um irmão mais velho! – Olhei para ele. Ele levou minhas mãos até seus lábios e em seguida acariciou minha face. Não o afastei. Ele se inclinou para mim e encarou meus lábios. Suspirei sentindo o cheiro dele. Eu podia fazer isso. Era Luke ali e ele nunca me machucaria, além disso, seria bom me testar. Senti-me péssima por esse pensamento, assim que ele passou por minha mente, mas eu tinha que jogar com as cartas que eu tinha, se o destino proporcionou isso para mim, o que custa se meter de cabeça?

Mas talvez eu devesse pensar mais, quantas coisas impensadas eu já fiz e por não medir devidamente as conseqüências, acabei me machucando, como por exemplo, Percy. Afastei-me de Luke no momento em que pensei isso. Levantei e fui até a janela, a abri imediatamente e me inclinei para fora. Olhei para baixo e encontrei olhos verdes olhando para mim. O encarei e fiquei sem pensar por alguns segundos. Quebrei o contato primeiro e olhei para dentro.

– Só quero um tempo para pensar. Está acontecendo muitas coisas comigo nesse momento e seria errado dizer algo agora para você sem pensar e levar tudo em consideração. – Ele caminhou até onde eu estava e me abraçou por trás, colocando seu queixo na curvatura do meu pescoço. Aqueci-me com seu carinho.

– Tudo bem. – Ele concordou deixando um breve selar ali e me largando. Sorri.

– Quer descer e assistir filme comigo e as meninas?

– Ah, eu conheço aquela morena sentada na sala. Julieta... Namorada do Alex! – Arregalei os olhos. Eu tinha me esquecido completamente de Thalia.

– Oh sim. De onde você a conhece? Eu sempre quis conhecer o namorado dela, mas ela até hoje nunca me apresentou... – Luke sorriu enquanto descíamos as escadas. Torci para Thalia não estar na sala.

– Ele já a levou algumas vezes na faculdade, a vi de relance também. Annie você tem que conhecer o Alex, ele parece tanto com você! Os olhos, quer dizer! Eu acho incrível a semelhança! – Sorri nervosa.

– Hey, mas eu sou uma menina!

– Claro! Você nunca se vestiria de menino, é... Mas como se vocês fossem gêmeos separados na maternidade. – Ele riu e eu senti meu estomago se revirar. Se ele soubesse o quanto está certo em suas especulações. Quando cheguei à sala eu apresentei Luke para Piper.

– Essa é Piper! Ela é prima de Nico, nós nos conhecemos por aí!

– Você é aquela menina que estava com Jason... – Piper corou com o comentário, me sentei ao lado dela e Luke ao meu.

– Sim. – Olhei para a tela e tentei me concentrar, mas Luke não queria assistir, estava querendo conversar.

– Onde Alex está? Você é namorada dele?

– Sim. Ele está em casa. – Olhei para eles, era impossível manter os olhos na tela. – Ele teve que ir ver a mãe... Nós só vamos nos ver mais tarde.

– Seria legal que saíssemos todos juntos... Que tal? – Engoli em seco e gesticulei para Thalia. Ela não podia deixar isso acontecer. Como eu iria me livrar dessa? Eu provavelmente iria também. Então, ou eu teria que furar como Annabeth ou como Alex.

– Infelizmente eu terei que declinar. – Thalia deu risada. – Hoje eu quero meu loirinho só para mim. – Luke sorriu e assentiu, suspirei aliviada.

– Aproveite seu Romeu Julieta... – Falei rindo. Thalia revirou os olhos. Luke não perguntou muitas coisas depois disso e logo, prestamos atenção no fim do capítulo. Eu me encostei-me a ele e matei a saudade dele, e eu nem tinha reparado isso.

Quando acabou, as meninas disseram que iriam embora e depois me ligariam, se no caso fossemos sair ou algo assim, concordei e as levei para fora. Thalia foi a última a sair e só saiu quando me lançou um ultimato.

– Depois irá me contar exatamente tudo, entendeu?

– Tudo bem. Prometo. – Eu me virei e corri até Luke, me colocando no colo dele. Lembrei-me que eu não sabia de nada sobre os planos da banda, então resolvi perguntar.

– Como foi à semana na faculdade?

– Foi... Boa. – Ele mexeu os ombros em sinal de descaso. Eu fiquei um pouco confusa. A semana tinha sido tudo, menos coisa para se fazer descaso. Esperei que ele continuasse, mas ele não o fez.

– Só isso?

– É... – Ele riu. Ele não iria me falar da banda? Do concurso? Fiquei confusa. – O que você queria que eu falasse?

– Nada. – Comentei. Ouvi a porta se abrir e me levantei para ver quem era. Percy entrou pela porta e Luke suspirou.

– O que ele ainda está fazendo aqui? – Sussurrou.

– Ele trabalha para mim. Esqueceu?

– Não dá para esquecer vendo ele aqui, não é?

– Quando você vai para faculdade? – Dei de ombros.

– Mês que vem... Mas estava pensando seriamente em mudar minha faculdade. – Luke arregalou os olhos.

– Está pensando em mudar de curso? – Eu me assustei com a voz de Percy, para mim ele tinha passado para a cozinha depois que tirei os olhos dele, mas ele ainda se encontrava parado próximo a porta.

– Não! – Limpei a garganta — Só que não quero mudar de cidade. – Eu estava pensando seriamente em ficar na faculdade dos meninos. A minha vida como Alex estava com os dias contados então seria a maneira perfeita de entrar na jogada sem que ninguém percebesse, ou quase ninguém.

– E sua mãe? Vai apoiar isso? – Luke me chamou a atenção. – Pelo que você me falou dela, ela estava realmente orgulhosa de você por causa da sua atual faculdade. – Suspirei. Minha mãe. Eu tinha me esquecido completamente. Como eu faria isso? Ela dificilmente me apoiaria na mudança de faculdade.

– Eu vou pensar em algo. Minha mãe não manda na minha vida completamente. – Luke apertou minhas bochechas e se levantou.

– Você já vai? Para mim íamos sair... Comer uma Pizza... Ir para algum lugar... – Disse confusa. Claro, eu estava jogando uma verde. Eu sabia que ele tinha marcado de ir ensaiar com os meninos. Ele sorriu.

– Sim. Mamãe está esperando que eu faça algumas coisas para ela hoje... Nós nos vemos amanhã? – Acenei em concordância. Luke atravessou a sala e parou de frente a Percy, o analisou por alguns segundos e logo saiu. Joguei-me no sofá e fechei os olhos.

– Acredito que esteja pensando se está fazendo tudo certo, não é? – Abri os olhos e vi que Percy estava mais perto de mim. Concordei.

– Sim.

– Algo mudou entre vocês dois... É estranho...

– Como assim? – Perguntei rápido.

– Só sei lá... Parece! – Ele disse e então me analisou, acho que meus sentimentos não expressavam nada, mas ele arregalou os olhos e depois sorriu um sorriso estranho. – Ele se declarou para você? – Não pude evitar engasgar. Como ele tinha adivinhado? Eu nem estava pensando nisso!

– Não! – Ele riu, como se minha resposta só confirmasse.

– Sim, ele o fez. – Joguei as mãos para o ar.

– Você por acaso virou adivinho? Ou só é irritante ao extremo?

– Acho que os dois. – Ele riu e se sentou ao meu lado.

– Quem te deu essa intimidade toda? – Ele somente balançou a cabeça.

– Já tivemos mais intimidade do que nos sentar lado a lado e... Você sabe disso. – Acho que corei com o comentário dele. Minhas mãos soaram e eu as apertei devagar, para conter o calafrio que subia pelo meu corpo.

– Pare com isso Percy. Por favor. – Ficamos em silêncio por alguns minutos e só quebramos o silêncio, pois meu telefone tocou. Nem ao menos olhei quem era somente atendi.

– Alô?

– Annabeth?

– Nico! Onde você está?

– Eu só queria saber se você vem para o ensaio? – Eu sinceramente não tinha nada para fazer, mas também não queria ficar com os meninos agora. Nico, Luke... Não! Então, resolvi não ir.

– Não. – Pude ouvir a decepção na voz de Nico depois da minha resposta, mas eu não queria ir somente para agradá-lo. – Eu não estou a fim de ir. Provavelmente minha mãe chegará mais tarde, eu também tenho alguns papéis da faculdade para ajeitar, então, desculpe Nico.

– Tudo bem. Até depois! – E desliguei. Suspirei e olhei para Percy.

– Acho que não vou precisar de você hoje, se você quiser ir embora simplesmente fique a vontade.

– Você não vai fazer mesmo nada?

– Você não escutou o que eu falei que ia fazer? – Percy riu passando a mão pelo seu cabelo.

– Eu te conheço... Você está com preguiça e confusa. – Ele sorriu esticando a mão e tocando meu cabelo. Recuei, mas ele pareceu avançar no mesmo momento. – Você não vai fazer nada... – Ele dizia isso como se fosse dono do mundo. Garoto convencido.

– É isso mesmo! Eu não vou fazer nada, o que isso tem haver com você?

– Eu quero te convidar para sair e comer alguma coisa... O que acha? Depois podíamos ir lá em casa; tenho certeza que mamãe adoraria te ver. – Eu sorri automaticamente. Pensei em dizer não, na verdade, foi a minha primeira reação, mas eu queria ir. Queria muito. – Eu prometo não tentar nada. Uma saída amigável? Hum? – Gargalhei com essas palavras de Percy.

– Não vai tentar nada? Nadinha? – Ele negou com a cabeça.

– Nadinha. – Mordi os lábios e concordei.

– Tudo bem. Eu só vou subir, vestir uma roupa melhor e descer Okay? Espero no carro. – Ele assentiu e caminhou para fora de casa. Subi as escadas desesperadamente, vesti a primeira e melhor roupa que achei, peguei a bolsa, fiz uma maquiagem simples e desci. Ajeitei meu cabelo antes de passar pela porta e sai. Entrei dentro do carro e Percy colocou o carro em movimento sem dizer uma palavra. Peguei o CD do Foster The People e deixei tocando.

– Você não vai falar nada mesmo? – Perguntei depois de um tempo. Olhei para o rosto de Percy, ele mordia seu lábio inferior e sorria me deixando por um segundo tentada a me curvar sobre ele e morde-lo, mas me contive.

– Você disse para eu não tentar nada e prometi não fazê-lo. – Ele parou no sinal e se virou para mim. — Acredite, se eu falar alguma coisa agora não irá sair nada realmente puro e que não te faça pensar que não quero nada.

– O que seria? – Ele olhou para baixo, me analisando com seu olhar.

– Que você está linda, e que eu estou com uma louca vontade de te atacar nesse exato momento. – Eu não falei simplesmente nada e ele sorriu antes de se virar e voltar a colocar o carro em movimento. Sentia-me tentada a atender seus pedidos e conceder meus desejos. Eu poderia esquecer tudo que aconteceu, mas existem marcas que não se apagam, e mesmo que a gente não queria jogar sal, a gente sempre vê nelas um motivo para não tentar de novo... Mas se não fizéssemos, como poderíamos viver? A felicidade é uma incerteza na vida. Vivemos para sermos felizes, arriscar, apostar, jogar e perder... Se eu poderia fazer isso eu não sabia, queria certezas... E não sabia exatamente como eu poderia ter elas de Percy. Alguém podia mudar tanto tão rapidamente? Errar uma vez era suficiente para uma pessoa aprender?

– Annabeth? – Ele me chamou e disse: — Chegamos. – Ele saiu do carro e eu sai em seguida. Ele trancou o carro e eu observei a pizzaria. Era simples, mas ao mesmo tempo aconchegante. Ele veio para meu lado e indicou que entrássemos colocando suas mãos em minha costa. Meu corpo se arrepiou com o toque, mas fingi que não aconteceu. Sentamos e eu peguei o cardápio.

– O que vai pedir? – A garçonete perguntou quando veio a nossa mesa. Eu e Percy fizemos o pedido e eu pedi uma extra para levar, pois queria levar para Sally e Tyson. O irmão de Percy.

– Já decidiu se vai continuar na faculdade? – Eu perguntei a Percy.

– Sim. Tenho um objetivo e quero segui-lo. Eu sei o que quero agora... Não sou mais tolo. – Ele disse me olhando intensamente. Acho que essa noite seria longa. Realmente longa. – E você?

– Você sabe o que eu sempre quis, e sabe da minha situação... Além disso, meus dias estão contados na faculdade. Luke está indo para o caminho certo agora e acho que não posso fazer muito mais. – Dei de ombros. Ele concordou e abaixou a cabeça. Nossa comida chegou minutos depois. Percy e eu conversamos sobre diversas coisas, gostos antigos e em comum que tínhamos. Ri muito com suas piadinhas sem graça e fiz o mesmo.

Quando acabamos já estava tarde e eu resolvemos ir logo. No caminho não vi necessidade de conversamos então passei o caminho até a casa dele cantando. Ele não reclamou, somente ria das minhas tentativas de fazer agudos e da minha mudança de voz quando o tom era outro. Quando chegamos a casa dele, eu desci bem rápido, estava ansiosa por essa hora, queria ver Sally, tinha realmente saudades dela. Percy abriu a porta de casa e anunciou para sua mãe que tinha chego. A casa era simples e não tinha absolutamente nada de extravagante, somente o essencial. Uma TV e um sofá marrom, alguns quadros na parede branca lustrosa e alguns carrinhos na estante. Sally apareceu e a primeira coisa que fez foi me puxar para um abraço. Sorri aceitando seu carinho. Era bom vê-la depois de tanto tempo.

– Ainda nem acredito que está aqui! É tão bom ver você Annabeth! – Eu ri e levantei a sacola para ela.

– Eu também fico feliz em vê-la. Ah, trouxe Pizza. Achei que você e Tyson gostariam de comer. Bem, que eu deveria ter trago alguma coisa de Olímpia, tenho certeza que vocês iriam amar.

– Oh querida, não precisava.

– Não é nada demais Sally. – Sally sorriu, olhou para Percy e para mim e murmurou:

– Não tenho vergonha de admitir como é bom ver vocês dois juntos. Eu sempre quis que ficassem juntos... – Percy pegou em seu ombro.

– Mãe...

– Vá tomar um banho. E depois volte, e quando vier chame seu irmão, ele está brincando no quarto. Ficarei com Annabeth. – Sally nem deu tempo para ele responder, somente me puxou para a cozinha. Fiquei realmente tímida quando ficamos sozinhas, eu não sabia exatamente o que falar.

– Desculpe por isso... Eu só... – Ela deu de ombros e sorriu. Sorri de volta, era impossível não fazê-lo.

– Tudo bem Sally. – Ela colocou a pizza no microondas e se sentou na minha frente.

– Ele mudou muito desde que vocês acabaram. Pode não acreditar por ser eu a pessoa que está falando isso, mas eu vi o progresso do meu filho, e sei como ele pensa mesmo que ele não expresse seus sentimentos claramente.

– Sally eu...

– Não precisa dizer nada. Eu não espero isso Annabeth... – Ela colocou suas mãos sobre as minhas e eu assenti. Sally sorriu gentilmente e começamos a conversar sobre o seu livro. Agradeci por ela ter mandado para mim e falei como estava empolgada com o rumo da história. Conversamos por alguns minutos até Percy aparecer com Tyson e se sentar ao meu lado. O resto da noite analisei as ações de Percy, não fiquei surpresa, já sabia como ele era, mas algumas coisas tinham mudado e eu gostei disso. Quando estava na hora de ir para casa ele se ofereceu para me levar, mesmo que eu quisesse pegar um táxi.

– Já está tarde, acha que eu te deixaria ir sozinha? Além disso, eu estou com o seu carro! – Ele riu quando entramos. Revirei os olhos.

– Obrigada Percy. A noite foi realmente agradável. Eu...

– Gostou?

– Sim. – Concordei. – Gostei muito.

– Minha mãe não falou muito sobre nós quando eu fui tomar banho não é? Não quero que pense que eu pedir para ela fazer isso, ela é somente... – O interrompi. Peguei em seu ombro e disse:

– Relaxe. Ela não falou nada demais e eu que eu não esteja percebendo...

– Isso é bom?

– Sim... – Disse suspirando enquanto encarava aqueles olhos verdes.

– Eu posso quebrar minha promessa? Eu não vou agüentar mesmo que você diga que não... –Me inclinei.

– Não precisa, eu também quero. – Disse me aproximando. Percy passou os braços ao redor de minha cintura e me puxou desajeitadamente para mais perto.

– Annabeth... Eu... Eu... Realmente quero você de volta. – Ele disse enquanto me dava um selinho. Seu gosto, seu cheiro, seu toque, suas palavras... Tudo só me fazia ficar entorpecida com aquele sentimento já existente. Eu ofeguei devagar o puxando mais para mim e o beijei sedenta por mais, assim dando brecha para ele aprofundar nosso beijo. Nossas bocas se encaixaram e nossas línguas encontraram um ritmo agradável, nos fazendo suspirar e não querer nos soltar.

– O que devo fazer? – Ele disse enquanto buscávamos ar. Ele acariciou minha bochecha e eu disse:

– Só agüente mais um pouco. Você está quase lá!

Notas finais
Seria muita cara de pau minha pedir comentários aqui, não é? Hahahaha. Bom, mas espero que tenham gostado. Talvez o capítulo não esteja em um ritmo bom, pois faz realmente muito tempo que eu não escrevia e muito menos nessa história, então diversos fatos esquecidos e essas coisas... Então, qualquer coisa, me perdoem... Beijos... Bye!