Notas iniciais
Oi gente!! Como vocês estão? Eu estou bem hoje, na verdade... AH!! Hoje eu estou pirando!! Meu amigo ontem me deu o cd Don't Forget original da Demi, o primeiro, tecnicamente e eu estou escutando. Eu babei no encarte, cantei que nem uma desgovernada as músicas e... Ah!! Eu sou Lovatic... então, imaginem né? Hahaha.
Então, o capítulo novo está aqui e me desculpem qualquer coisa, hoje eu estou voltando para a escola. Ah, Wi-fi de Hogwarts é péssimo... hahaha, e tem surpresa no final, tenho certeza de que muitas pessoinhas irão gostar.
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=T-sxSd1uwoU - Britney Spears - I Wanna Go.

Capítulo 16 – Sixteen



Pov. Annabeth*



Naquela noite me despedi dos meninos rapidamente, eles olharam para mim e Tami me perguntou o que tinha acontecido, já que eu estava pálida e antes eu estava realmente animada. Dei uma desculpa qualquer e disse que já ia para casa, não estava me sentindo bem, ela assentiu e não quis me pressionar, mas eu sabia que ela suspeitava de algo e das reais razões. Eu não disse nada, não queria pensar sobre isso. Uma culpa grande se acumulava no peito e isso me deixava mal. Eu tinha feito algo errado e Luke... Ele não podia ficar tão chateado se soubesse não é? Ele era meu amigo, não meu namorado, carcerário ou qualquer coisa do tipo. Foi um momento de fraqueza e só. Mas eu sabia que era mentira, ele ficaria mais do que chateado, e isso me dava medo, e por isso era errado. Luke já tinha ficado com raiva de mim pelo simples fato de ver Percy ao meu lado, imagine se soubesse que eu o tinha beijado e pior, gostado. Imagine se ele soubesse que eu desejava Percy e que apesar de ainda odiar ele por tudo que me tinha feito, eu ansiava por ele. Eu estava quase pirando. Coloquei minha cabeça entre minhas mãos enquanto fazíamos o caminho de volta e suspirei.

– Não se preocupe, eu não vou falar absolutamente nada sobre você com ele. – Percy disse baixo. Eu levantei minha cabeça e olhei meu reflexo pelo retrovisor. Meus olhos estavam vermelhos, minha maquiagem borrada, mas eu não estava chorando, não ainda. Se eu chorasse seria humilhante. Passei a mão por cima dos meus olhos e disse:

– Tudo bem. Mas se você falar qualquer coisa... Eu juro que irei fazer da sua vida um inferno.

– Duvido que você consiga aumentar o inferno em que vivo. – Ele falou sarcástico. Peguei em meus dedos gelados e olhei pela janela.

– Não duvide de mim. – Passamos alguns minutos em silêncio e Percy parou o carro. Ele se virou para mim e antes que eu pudesse pular para fora do carro disse:

– Você está mais determinada pelo que quer e isso é bom.

– Aprendi a lutar pelas coisas que valem a pena na minha vida e não ser mais completamente boba. Agradeço a você pelo papel que prestou a mim. Agora eu não sou enganada mais. – Eu abri a porta e corri para dentro de casa. Senti ele me acompanhar até atravessar a porta. Fechei e me lembrei de algo. Abri a porta novamente e ele ainda estava ali.

– Você tem que vir amanhã. Cedo, entendeu? – Ele acenou e fechou o carro. Fechei a porta. Olímpia caminhou na minha direção assim que eu fechei a porta.

– Você veio cedo! – Constatou.

– Você não estava me esperando certo?

– Não. Só que ainda está cedo. – Concordei. – Quer algo para comer? Eu fiz pudim e creme de maracujá mais cedo. Argus provou e disse que está uma delicia. – Eu pensei no creme de Olímpia e não resisti. Acho que seria uma boa agora, uma coisa doce. Conversar também e Olímpia era a melhor pessoa para isso. Ela era uma mãe para mim. Sentamos juntas e ela nos serviu. O creme estava maravilhoso como o esperado.

– Amanhã quero que você prepare uma merenda super reforçada. Os meninos e eu trabalharemos no galpão e uma merenda ia muito bem. Você prepara?

– É claro menina. O que você quer?

– Faça o que quiser. Só peça a Argus para levar tudo bem? Compre sucos, ou refrigerante mesmo. – Ela piscou e eu sorri colocando mais um pouco de creme na boca.

– Você parece um pouco triste, aconteceu algo? – Olímpia sempre sabia ou sentia esse tipo de coisa. Suspirei, sabendo que esconder não iria acontecer. Contei tudo, ela como boa ouvinte que era, não falou nada enquanto eu não terminei, no final suspirei, enterrei a mão em meus cabelos e os puxei em sinal para que ela soubesse que eu estava quase pirando. Ela riu fraca, e colocou a mão em meu pescoço. Ela começou a massagear. Eu fechei os olhos. As mãos de Olímpia eram mágicas.

– Você precisa relaxar pequena. Pense em algo feliz, uma lembrança. Esqueça seus problemas. Agora. – Ela sempre fazia isso quando sabia que eu estava triste, ou preocupada demais. Eu fechei meus olhos e fiz o que ela pediu. De repente eu estava no quintal de casa. Onde eu ficava a maior parte do tempo na minha infância. Ele era enorme e Argus tinha acabado de ser contratado. Eu levava uma caixa cheia de bonecas, livros e tampinhas que eu colecionava para o quintal, para brincar. Argus sorriu para mim quando eu passei por ele.

– Você tem uma casinha no quintal? – Eu neguei. Ele andou até mim.

– Eu sempre monto uma improvisada. – Eu comentei ainda meio envergonhada. Eu não falava muito com as pessoas. Na verdade, elas não falavam comigo. Eu sempre era meio comunicativa demais e Nerd. Sempre falava às coisas que aprendia e as pessoas gostavam que guardasse isso para nós mesmo. Mas que graça tinha em aprender as coisas e não amostrar para os outros?

– Aqui tem uma árvore? Eu poderia fazer uma para você! Eu fiz uma para meus sobrinhos e eles adoraram. Além disso, você não precisaria ficar movendo essa caixa todo o dia. – Ele disse pegando a caixa de meus braços. Eu passei a tarde toda sentada na grama, observando ele arrumar a casa na árvore. Ele a deixou perfeita, eu disse como queria e ele fez exatamente do mesmo modo. Rimos e passamos a tarde toda conversando. Olímpia trouxe merenda e fez seu papel, essa é uma das lembranças mais felizes que eu tive com eles dois ao meu lado. Abri os olhos e ri feliz.

– Funcionou. Como sempre. – Olímpia parou de massagear meu pescoço e eu levantei. A abracei e ela disse:

– Vá dormir. Tome um banho e amanhã pense nisso. Tenho certeza que você vai pensar da melhor maneira possível. E olhe... Luke merece saber logo, antes que saiba pela pessoa errada. – Eu sabia que ela falaria algo do tipo. Corri escadas acima. Tomei um banho e me enrolei na toalha. Os meus cabelos pingavam enquanto eu andava pelo quarto. Abri a janela e olhei para o céu. O vento veio rápido e frio, tocando meu corpo e eriçando os pelos de meu braço. Sentei-me ali e observei as estrelas e constelações. Eu gostava de ficar de bobeira assim. Senti meu celular vibrar. Abri-o devagar. Quem mandaria uma mensagem há essa hora? Sorri ao nome. Luke.

“Não consegui dormir. Você está bem? Sinto-me extremamente preocupado e todos os pensamentos estão relacionados a você! Se ver essa mensagem, pelo menos retorne dizendo que está tudo bem.” – Sorri e digitei rapidamente uma de volta. Meu estomago se revirou. Suspirei; droga de culpa.

“Estou bem sim. Estou no meu quarto. Eu quis vir mais cedo da festa, não fazia muito sentido ficar lá sem ter você. Os meninos me deixaram meio que sozinha. Você sabe como é!” – Ele respondeu segundos depois.

“Ah, fico mais aliviado agora. Nada aconteceu certo? Sei que você queria ir nessa festa. E sim, sei como os meninos são.”

“Não aconteceu nada, eu prometo. Eu só senti mesmo sua falta.”

“Eu também senti sua falta... Amanhã nos vemos então?”

“Sim. Eu acordarei cedo e levarei tudo o que precisamos! Pode contar comigo!”

“Tudo bem então, Annie. Beijos.”

“Beijos Luke. Boa noite, xoxo.”

“Boa noite”. – O celular deslizou para baixo de minhas pernas e eu suspirei ficando só mais alguns segundos ali.



...



Acordei pela manhã com alguém batendo na minha cara com o travesseiro e pulando em cima de mim. Eu abri os olhos, eu ainda estava meio grogue. Passei a mão pelos olhos e logo em seguida pelo meu cabelo, que com certeza estava um ninho de rato. Vi Tami com um sorriso esticado no rosto e logo soube o que tinha acontecido.

– E aí? Como foi com Dylan? Ele tem pegada? – Ela deu risada me puxando e me abraçando no colchão. Ela bateu com o travesseiro na minha cara e eu bati nela de volta. Começamos a brigar. Eu pulei em cima dela, só que ela era bem rápida e me jogou pro outro lado, dei risada.

– Ele tem, e como... – Eu ri quando Tami declarou. Suspirei cansada a cutucando.

– Oh. Quem diria! – Tami fez careta e rimos depois juntas.

– Ele é um amor. Fofo e ao mesmo tempo selvagem. O beijo dele é sensacional! – Eu revirei os olhos e disse:

– Que horas tem? Já está preparada para irmos para o galpão?

– Você dormiu demais sua dorminhoca. Principalmente para alguém que veio cedo da festa.

– E você era para estar vomitando até as tripas agora e não, me acordando! – Eu rebati e ela revirou os olhos.

– Eu não bebo e você sabe disso!

– Não! Não sei de nada!

– Ah, sabe sim! O que aconteceu ontem? Sério! Confessa! Sem rodeios, ontem eu não perguntei por causa dos meninos, mas hoje eu quero saber. – Ela perguntou enquanto eu me levantava da cama. Fui para o banheiro e comecei a fazer minha higiene matinal.

– Annabeth! Conta! – Ri de frente ao espelho. Meu cabelo estava horrível, como o previsto.

– Eu beijei Percy! Foi isso! – Eu disse baixo colocando a escova na boca. Tami arregalou os olhos e não sossegou enquanto eu não contei o resto. Arrumei-me enquanto contava o resto e todos os detalhes.

– Claro você tem razão em saber que irá magoar Luke. Mas acho que Olímpia tem razão. Contar antes que ele saiba pela pessoa errada, seria ótimo. – Tami pensou por alguns segundos. – Você acha que Luke pode sentir algo por você?

– O que? Claro que não! Somos amigos, tipo, desde sempre, se tivesse acontecido, eu saberia! – Eu disse revirando os olhos, isso seria um absurdo. Luke gostando de mim? A pessoa doida aqui era eu.

– Será mesmo Annie?- Puxei Tami.

– Não quero falar sobre isso. Tudo bem? Luke nunca sentiria mais que amizade por mim. Temos uma relação diferente, mas é devido ao fato de termos crescido juntos, lado a lado, mas só isso. – Desci as escadas e a primeira pessoa que vi foi Percy e em seguida Luke. Eles se encaravam, cada um do lado de um sofá. Ops, o que estava acontecendo aqui? Será que Percy iria falar alguma coisa. Ah, meu estomago!

– Ah, esqueci de avisar que Percy já tinha chegado e Luke tinha vindo comigo! – Tami deu de ombros e eu quase a estrangulei. Pelo amor de Deus, eles dois não podiam ficar sozinhos. Desci as escadas em toda velocidade. Eu estava vestindo uma calça boyfriend, uma jaqueta jeans, e uma regata simples branca. Meu cabelo estava amarrado em um coque e eu usava meus tênis. Pulei em Luke. Ele abriu um sorriso assim que me viu.

– Hey! Eu decidi vir para cá. Os meninos carregaram as tintas e levaram para lá. Vamos pegar o resto das coisas agora.

– Do estúdio?

– Sim. – Olhei para Percy e ele pegou as chaves em cima da mesinha. Tami andou até a gente e Luke pegou na minha mão. – Vamos. – Nós três no mesmo carro. Oh, meu Deus! Entramos eu e Luke atrás e Tami decidiu ir à frente com Percy.

– Olímpia colocou a merenda em cestas no porta-malas. – Percy anunciou enquanto ligava o carro.

– Tudo bem. Obrigada. – Eu respondi. Olhei para Luke e sorri.

– Você conseguiu dormir depois de ontem? Eu estava bem. – Ele me abraçou.

– Sim. Depois que conversei com você, eu dormi bem rápido. Eu estava escutando música, então... – Ele tinha essa fraqueza. Começava a escutar música e se tranqüilizava totalmente, então, esquecia de tudo e todos.

– Eu também não demorei. Eu estava pensando em... – Quase pulei do acento quando o telefone tocou. Olhei na tela e meu coração deu uma batida a menos ao ler o nome. Escondi de Luke o mais rápido possível. Era Nico. Cancelei a ligação.

– Quem era?

– Não era ninguém! – Eu sorri colocando o celular mais fundo na bolsa. Para que tocasse e ninguém escutasse. Só que não aconteceu assim. Meu celular era alto demais e a bolsa pequena demais para abafar qualquer ruído. Então segundos depois tocou novamente. Luke ergueu uma sobrancelha.

– Atende! – Eu não posso! Eu olhei para a tela e virei o telefone. – Eu atendo para você se não quiser. – Luke disse estendendo a mão. Tami me olhava e eu estava suando. Ela pareceu entender.

– É para mim Luke. Vamos Annie, me dê aqui o telefone. Eu atendo. Não tem mais como eu não ignorar. – Eu não sabia o que ela ia fazer, mas mesmo assim passei o telefone para ela. Ela atendeu e eu escutei atentamente. Queria muito falar com Nico, saber como ele está, mas ele tinha que ligar exatamente naquela hora? Onde eu não podia correr para nenhum lugar? Eu devia ter desligado enquanto tinha tempo. Exasperei-me.

– Oi... Sim, ela mesma. – Ela deu uma risada. – O prazer é meu! Sim, ele está ocupado. Tivemos uma noite longa. – Oh, meu Deus. O que a Tami estava fazendo? Olhei para Luke, será que ele estava estranhando assim como eu? Ele parecia estar prestando atenção. Oh, não! – Pode deixar. Com certeza eu falo isso. Ah, claro. Podemos sim! Beijos. – Tami sorriu me passando o telefone e eu arregalei os olhos, exasperada. – Já está feito!

– Precisamos conversar. – Somente disse isso depois que peguei o telefone. Ela sorriu e revirou os olhos. Ligou o rádio e estava tocando Paramore, logo ela nem ligou para mim. Cantamos juntas When It Rains até chegarmos ao galpão. Sorri vendo o local e os meninos gritando de um lado para o outro. Paramos e eu pulei do carro. Pedi que Percy levantasse a mala traseira e que Tami colocasse o Pen-drive de Luke no som. Britney Spears começou a tocar e os meninos começaram a rir. Vi Dylan atravessar o galpão até onde estávamos e pegar Tami para beijar ela enquanto cantava um trechinho de I’m a Slave 4 U. Eu e Luke rimos. Virei-me para Percy e ele estava parado de lado.

– Você! Pode começar a trabalhar. Vamos pintar o galpão e organizar tudo! Os meninos vão dizer o que você tem que fazer... Não é Dylan? – Eu me virei para ele e fiz careta. – Quando ele parar de meter a língua na boca da minha amiga. – Eles se separaram envergonhados. – Achem um quarto! – Eu puxei Luke e ouvi Dylan se desculpar. Sorri. Bobão.

Passamos meia hora pegando as coisas e organizando do lado de fora. Bateria, guitarras, absolutamente tudo. Depois pegamos jornais e forramos do lado de dentro. O galpão era enorme, um amplo espaço aberto. Eu e os meninos o adoramos quando o vimos pela primeira vez. Não era exatamente dentro da cidade, o que dizia que os meninos poderiam tocar até horas altas da noite e ninguém se incomodaria. Mas também não ficava tão longe. Dez minutos e eles já estavam na minha casa. Peguei o pincel para começar a pintar a parede. Percy estava do outro lado. Os meninos o fizeram montar o balcão. Onde estava programado para que nossas reuniões acontecessem.

Comecei a cantarolar I Wanna Go e ouvi o telefone de Luke tocar. Ele atendeu animado.

– Já estão atrasados caras! Onde vocês estão? Sério? Espera, já estamos indo! – Luke me puxou e um frio percorreu meu corpo.

– O que foi? – Perguntei. Soltei o pincel.

– Quero que conheça meus amigos da faculdade. Eles disseram que viriam aqui e nos ajudariam. Uma ajudinha sempre é bem-vinda, não é? – Me desesperei. Nico? Leo? Aqui? Luke sorriu.

– Vamos lá! Eles já estão aqui fora! – Deixei Luke me puxar para fora do galpão. Se prepare para a morte Annabeth, se prepare para morte. Você está tão enrolada que ninguém mais te salva, sério. Eu queria me enterrar. O que Nico iria pensar? Ele com certeza iria me reconhecer. Os olhos. Andei para fora como alguém que anda para a morte. Vi Nico primeiro e Leo ao seu lado. Luke acenou e chegamos mais perto. Eles não olharam para mim de primeira, o que foi um alívio. Cumprimentaram Luke e aí sim, olharam para mim. Luke pegou na minha cintura e disse me apontando:

– Essa é Annabeth. Uma grande amiga. – Nico foi o primeiro a se manifestar. Seu olhar me percorreu por inteira e eu senti em cada local a intensidade do seu olhar. Então seus olhos pararam nos meus. Eu vi o reconhecimento com a pintada de dúvida. Amaldiçoei mentalmente. Ele tinha descoberto; se não, ele descobriria com certeza. Ele estendeu a mão e sorriu. Seus olhos negros não me deixando por um segundo. Toquei em sua mão.

– É um prazer conhecer você Annabeth. Ouvi falarem muito de você! – Ele se virou para Luke e disse completando: — Os olhos dela são mesmo parecidos com o de Alex. É incrível não é? – E riu no final olhando novamente para mim. Droga!



Notas finais
Annabeth está super ferrada, enrolada e... todos os adjetivos possíveis! Hahaha. É muito homem meu Deus! Eu preciso colocar mulher nessa história... pois eu piro. Fico em dúvida... Annie e Luke, Nico ou Percy? Hahaha. Vocês já devem ter percebido isso. Então, deixem comentários? Ok? Até o próximo! Beijos