If I Were A Boy
17 Seventeen
Notas iniciais
Ele vai ser super dedicado a minha raxa magnânima MYRRA!! Obrigada minha flor do deserto, pela lindíssima recomendação, quase caí para trás, sério!! Obrigada mesmo! Esse capítulo é super SEU!
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=sKyK1Mme9Sc - Two Door Cinema Club - Sun.
Capítulo 17 – Seventeen
Pov. Annabeth*
Eu queria me esconder, correr para as colinas e nunca mais voltar para a cidade, viver com os animaizinhos, provavelmente eu seria muito mais feliz, tudo bem, isso é uma mentira e eu estou sendo exagerada, mas é que meus pensamentos estão completamente desconexos e embaralhados. Se agora eu não tiver um extremo cuidado, tudo vai pelos ares. Eu não posso deixar Percy falar do meu parentesco com Alex para Luke. Nico não pode ter me reconhecido. Luke não pode nem sonhar que eu sou Alex e eu tenho que conseguir o que eu quero logo. Além disso, usar esse tempo contra Percy e não deixar, em hipótese alguma ele falar sobre meu beijo com ele, para ninguém. Eu fechei os olhos parando de pintar a parede e bebendo algo. Meu braço já estava doendo e eu estava completamente melecada de tinta e claro, com fome. Olhei para os meninos e chamei Tami para me ajudar a organizar a merenda. Vi Percy acabando de fazer o balcão e achei perfeito colocarmos ali mesmo. Nico estava do outro lado do galpão com Leo e Ethan. Ele não tinha falado comigo até agora, pelo menos sozinho e isso era um alívio tremendo. Peguei a comida no carro e Tami pediu a Luke para pegar os refrigerantes com ela.
– Posso colocar aqui? – Perguntei a Percy. Ele largou o balde de tinta e acenou.
– Quer ajuda? – Concordei. Estendi o pano e Percy começou a colocar as coisas para fora. Tinha de tudo e dizer que Olímpia era exagerada era pouco. Ela tinha colocado comida para o dobro de nós todos, mas tudo bem, os meninos comiam muito mesmo. Eu e Percy organizamos as comidas até Luke e Tami chegarem e ajudarem no refrigerante. Quando acabamos eu gritei.
– Hey meninos! A comida está pronta! – Leo largou suas coisas no mesmo segundo e gritou:
– Eba! – Criança. Nico sorriu de lado e todos vieram na direção. Pegamos banquinhos e improvisamos outros. Peguei minha merenda e sentei do outro lado, não querendo me misturar com eles. O que eu mais queria era que essa hora acabasse e eu fosse para casa de Luke ficar com tia May. Tomei meu refrigerante e vi Luke e Percy olharem para mim. Tami sorriu, mas ela sabia o que eu estava sentindo, então, me deixou. Olhei para Nico que me encarava e ele foi o único que se pôs a vir na minha direção.
Prendi a respiração quando olhei em seus olhos negros. Esperei ele chegar a meu lado, ele se apoiou e se sentou. No primeiro segundo não dissemos nada e só observamos os outros. Mas logo ele quebrou a tensão.
– Pode parecer meio louco, mas... – Engoli em seco e olhei para ele. Ele sorriu e se abaixou até encostar-se à minha orelha. Meu corpo todo estremeceu, mas eu não o afastei. – Eu sei. Você não consegue me enganar. Seus olhos são inesquecíveis e duvido muito que exista uma cópia deles tão verdadeira por aí. – Eu o senti sorrir contra meu pescoço agora e se ajeitou. Luke o olhava e assim como os outros a expressão não era nada boa. Minha mão soava. Nico soltou seu copo no chão e disse:
– Eu quero conversar com você mais tarde, é sério! – Eu podia tentar e foi o que eu fiz.
– Porque eu conversaria com você? Eu ainda nem o conheço, você é um amigo de Luke! – Eu juro que tentei, mas ele estava convicto em sua intuição.
– Dessa vez você não vai me ignorar e mandar Tami atender se eu te ligar, quer ver? – Ele tinha sacado tudo desde que tinha me visto. Coloquei a cabeça entre as mãos, esquecendo meu lanche ao meu lado. Suspirei baixinho tentando uma última vez, mas ele foi mais rápido. Ele pegou seu celular e me ligou, e droga, eu estava com o telefone. Peguei o telefone e ele viu seu nome no identificador de chamada. Ele riu baixinho.
– Eu sabia!
– Nico, pelo amor de Deus...
– Eu quero conversar com você mais tarde, a gente pode se encontrar! Você tem muito a explicar! – Eu olhei ao redor e disse baixinho:
– Tudo bem. Só pelo amor de Deus, guarde esse segredo, juro que não é nada do que você está pensando.
– Eu não estou pensando em nada. Na verdade, estou aliviado demais para não fazer algo além de sorrir. – Eu olhei para ele sem entender quase nada.
– Aliviado? – Ele somente sorriu e se levantou e disse:
– Depois te mando uma mensagem. Hoje à noite vamos sair! – E foi embora. Eu fiquei olhando para ele, com certeza com meu olhar estava angustiado e perdido. Tami correu para meu lado e me segurou.
– Ele sabe, não sabe? – Ela disse e eu assenti enquanto ela pegou minha mão gelada. Eu me levantei e Luke veio na nossa direção. Ele parecia preocupado.
– Aconteceu alguma coisa?
– Não. Só deu uma pequena tonteira em Annabeth agora. Eu vou pegar uma água para ela. Eu acho que é esse cheiro de tinta que pode estar afetando os nervos dela. – Tami respondeu enquanto me arrastava para fora dali. Luke nos seguiu, não parecendo acreditar naquilo tudo e também pudera, eu nunca tinha sentido tontura por causa de tinta. Virei-me para ele assim que saímos.
– É sério, foi só uma pequena tontura. Pode voltar lá para dentro com o pessoal e terminem. Daqui a pouco eu volto com Tami e continuamos Ok? – Ele hesitou mais logo entrou. Tami me levou para o carro e entramos ali. Eu soltei um grito enorme assim que ela travou o carro e conseqüentemente os meninos não escutariam mais nada.
– Annabeth! – Tami tentou me acalmar assim que eu tive meu ataque.
– Oi. Desculpe. – Eu disse ajeitando meu cabelo. Alguns fios do rabo de cabelo pregavam em minha testa que estava cheia de suor.
– Ele descobriu?
– Sim.
– Ele vai falar?
– Não sei. Acho que agora não. Ele quer conversar comigo, quer explicações. – Expliquei.
– Ah, você está tão ferrada! Bem que eu sabia que alguém iria descobrir e estou orgulhosa de estar no meio de agora pelo menos um garoto inteligente dessa faculdade. – Eu iria rir se não tivesse um pouquinho perturbada. Tami riu por mim. Ela mexeu em meus cabelos.
– Relaxe. Ele não vai falar nada, eu tenho certeza. Ele parece legal. – Sorri minimamente.
– Sim. Nico é demais! Estou um pouco perturbada, mas na verdade uma pequena parte de mim está aliviada, por mais que eu não queira admitir. – Tami assentiu.
– Entendo. Mas que tal voltarmos lá para dentro? Luke daqui a pouco estará aqui de novo e a desculpa duas vezes não irá colar. – Eu sorri assentindo enquanto Tami me puxava. Terminei de arrumar a bagunça e logo voltei a pintar o galpão. Os meninos começaram a trocar piadinhas e eu e Tami só fizemos rir. Eu estava um pouco nervosa para me meter no meio. Só fui relaxar quando todo o trabalho já estava quase pronto e tudo estava feito. O resultado estava ficando simplesmente maravilhoso. O galpão estava colorido, Percy tinha montado o galpão de forma perfeita. Leo tinha feito alguns desenhos super legais na parede e Percy acabou o ajudando dizendo que sabia um pouco desenhar. E ficou lindo. Os meninos indicaram desenhos e as cores. Foi super divertido. Colocamos as coisas tudo de volta e Tami e eu fizemos ficar do nosso jeito. Quando acabamos me joguei cansada no sofá, estava exausta.
– Ficou simplesmente maravilhoso! – Luke se jogou em cima de mim e eu gemi quando o peso todo dele veio para mim. Eu bufei enquanto pegava em seus cabelos. Sua cabeça estava perto da minha. Eu podia sentir nossas respirações irregulares.
– Seu gordo.
– Olha quem fala?
– Está me chamando de gorda? – Eu ameacei e percebi que todos estavam nos observando. Sam e Ethan gritaram do outro lado do galpão.
– Você falou a palavra errada querido Luke. Pode deixar que eu carrego seu caixão. Tudo bem? Mesmo que você esteja gordo! – Leo riu junto com Nico. Eu peguei na nuca de Luke e resolvi morde-lo. Ele reclamou e deu um pulo do meu colo quando eu o fiz. Ele fez careta e bico enquanto passava a mão pela área da minha mordida.
– Você me mordeu.
– Que bom que percebeu! – Eu sorri. Ele me olhou e riu.
– Gente estamos indo embora! Agora que já está tudo pronto podemos ir! – Ele estendeu a mão. – Eu tenho que levar essa porquinha para casa. Sabia que você está completamente colorida? – Eu ri sabendo da minha situação. Ele me pegou pela cintura. Percy me olhou e eu o chamei enquanto Luke ia falar com Leo e Nico. Acho que se despedir. Nico me deu uma piscadela e eu sorri de volta, acho que estava um pouco mais aliviada agora. Percy chegou ao meu lado e eu disse:
– Você pode ir para casa. Eu farei o cheque para você mais tarde.
– Que horas eu posso passar? – Eu não sabia que horas eu estaria em casa. Problema.
– Eu te mando uma mensagem. Qualquer coisa eu mando para a faculdade amanhã. Tudo bem?
– Por Alex?
– Talvez. – Eu concordei. Ele assentiu e saiu do galpão. Olhei-o até desaparecer. Percy tinha passado o dia silencioso, e isso me deixou um pouco relaxada. Não que nos meus momentos de besteira eu não pensasse nele, eu pensava e isso era estranho. Luke me chamou a atenção, tirando meus pensamentos de seu foco.
– Hey, vamos? Os meninos já foram! Além disso, minha mãe está louca para te ver, ela disse que faz séculos que você não vai lá! – Eu ri. Tia May era exagerada e adorava me dar biscoitos. Seus maravilhosos biscoitos de chocolate. Eu e Luke nos enchíamos, eles eram de derreter na boca.
– Sim. Vamos. – Eu dei minha mão a ele e me despedi dos meninos da banda. No caminho todo, eu conversei com Luke e botei o assunto em dia.
– Tia Atena está em casa?
– Ela disse que viria esse fim de semana, mas não acho que ela virá! – Eu dei de ombros.
– E sua faculdade? Você ainda não decidiu qual quer? – Por incrível que pareça, essa pergunta era direcionada a mim.
– Esqueceu que a minha começa no mês que vem! Ou você acha que minha mãe me deixaria estar viva? – Ele riu e eu suspirei. – Estou tão ansiosa por fazer meu curso.
– Você será uma arquiteta brilhante, eu tenho certeza! – Eu sorri para ele.
– Obrigada. Eu serei brilhante assim como você será brilhante também com sua música! – Eu disse sorrindo e de uma forma leve jogando em cima dele nossas escolhas. Ele revirou os olhos. – Você já decidiu seu curso? Luke! – Eu o repreendi quando ele não respondeu. Eu ainda não entendia essa indecisão dele em fazer música. Ele era perfeito para isso. Eu que tinha estragado tudo.
– Annabeth, você não entende...
– Você já falou isso!
– E eu sei que você não entenderia se eu falasse a razão real!
– Então há uma razão! – Eu acusei.
– Há! Claro que há!
– Então fale! Eu quero saber! – Eu disse acusatória. E nesse momento o carro parou na frente da casa de Luke. Ele se virou para mim e disse:
– Vamos! Daqui eu posso sentir o cheiro de biscoito de mamãe! – E com isso, ele não falou mais nada. Puxou-me para dentro de casa e fui invadida com aquela sensação de lar que eu adorava na casa de Luke. Eu estava em casa. Sorri para tia May enquanto a abraçava. Tomei um banho, e graças a Deus, tinha roupas minhas ali, sempre tinha e tia May sempre ficava com as minhas que eu levava. Eu sorria quando ela apontava para minha gaveta no guarda-roupa de Luke toda vez e dizia que tinha roupa minha ali. Assisti com Luke alguns programas idiotas até meu celular tocar e eu ver o nome na tela. Nico.
– Alô? – Eu disse indo até a varanda, onde Luke não me escutaria.
– Alex? Na verdade Annabeth não é? Lindo nome. – Eu suspirei e disse:
– Oi Nico.
– Temos que conversar!
– Tudo bem. Onde?
– No Shopping, podemos nos encontrar em meia hora, que tal? – Eu combinei o local exato com ele e desliguei. Voltei para a sala e me joguei novamente no colo de Luke. Ele mexeu em meus cabelos e eu disse:
– Tenho um compromisso. Vou ter que ir embora mais cedo.
– Para mim você iria ficar até tarde. – Ele disse acusatório. Eu olhei para ele e cocei a nuca devagar.
– Eu tenho uns compromissos ainda Luke...
– Nós não nos veremos essa semana, e eu queria passar mais um tempo com você. – Ele tinha um olhar estranho.
– Eu tenho que ir, queria muito ficar, mas não posso.
– Tem alguma coisa que você não está me falando? – Eu na mesma hora neguei.
– Não! Não!
– Você está saindo com alguém? – Ele parecia ofendido.
– Não. Jesus! Claro que não! Você seria o primeiro, a saber, se eu estivesse com alguém, ou saindo... Sabe disso! – Ele relaxou.
– Eu posso te levar então? – Fiquei com medo de Luke me levar ao Shopping, mas concordei. Despedi-me de tia May e entramos no carro. Luke colocou uma música para tocar e eu reconheci de primeira o som de sua voz. Era um EP que eles tinham gravado. Era bem básico, mas a música era sensacional, era indie com rock alternativo e era absolutamente ótimo. Lembro que a primeira vez que escutei me arrepiei toda. Cantei a música toda e logo quando foi para a próximo sorri quando escutei o Cover dos meninos de Sun, do Two Door Cinema Club.
– Eu adoro essa música, na sua voz fica perfeito Luke! – Ele sorriu com meu comentário. Chegamos à frente do Shopping e eu me virei para ele. Ele pegou em minha mão no mesmo segundo.
– Eu senti sua falta essa semana. É a primeira semana que passamos separados.
– Luke, não somos mais crianças. Uma hora isso ia acontecer!
– Eu sei. Só estou dizendo que você faz falta. Que é importante para mim! Já ouviu falar que devemos deixar as pessoas que amamos sempre com palavras carinhosas? Para que no final não possamos nos arrepender? – Sorri, sem conseguir me conter.
– Você está muito romântico!
– Eu sei! – Ele deu risada e me puxou para um abraço. O apertei contra mim.
– Você é muito importante para mim também. Ligue-me essa semana tudo bem?
– Fique bem. – Sai do carro e o vi ir embora. Virei-me e corri assim que o perdi de vista. Eu já estava atrasada e isso me deixava com os nervos à flor da pele. Avistei Nico parado em uma pequena mesa, ele mexia no seu celular e parecia entretido, assim nem percebeu quando eu me sentei a sua frente.
– Nico... – Eu o chamei e ele levantou o olhar, parecendo assustado.
– Annabeth...
– Annie, por favor... – Eu sorri e ele sorriu de volta.
– Que bom que você veio!
– Precisamos conversar! – Eu concordei. Passei a mão pelo cabelo e ajeitei meu rabo de cavalo. – Eu vou te explicar tudo. – Ele assentiu, mas me estendeu o cardápio.
– Pede alguma coisa primeiro! – Assenti e pedi uma coca-cola.
– Quais as razões?
– Eu estou naquela escola por... Uma única razão... Luke.
– Você é a garota que ele brigou, não é? – Ele juntou as peças rapidinho. – A namorada de Percy...
– Ex-namorada. – Corrigi.
– A razão de eles se odiarem, é você. A garota que ele é... – Ergui uma sobrancelha. Ele se calou. – Eu entendi. Mas porque você está lá?
– Eu fiz uma besteira enorme. – Contei para ele do dia no parque. Nico ouviu atentamente enquanto eu falava. Falei sobre meu motivo de realmente estar lá, que era fazer Luke mudar de idéia e me calei. Nico me olhou por diversos segundos e aquilo me deu nos nervos.
– Fala alguma coisa Nico!
– Eu acho que você foi muito idiota. Satisfeita? – E começou a rir me fazendo ficar irritada. Quem era ele para dizer que minha atitude era idiota?
– Ele tem que fazer o que quer Nico, e a culpa disso tudo é minha!
– Na verdade, você é a razão de ele querer fazer música, gostar de música. Mas já se perguntou o que ele realmente quer fazer? – Eu admito, nunca tinha pensado nisso. Luke sempre me falou que seu sonho era a banda.
– Não. Você sabe de alguma coisa? – Ele podia saber, ele era amigo de quarto de Luke.
– Não é de minha conduta falar coisas que só diz respeito a outras pessoas. – Eu fiquei chateada, mas entendi. Nico era leal.
– Você vai falar desse meu problema? Você pode me dedurar e eles me colocam para fora dali em dois minutos! – Eu falei chateada. Mas acho que eu merecia depois dessa. Nico tocou minha mão em um gesto inesperado e sorriu para mim, pegando uma mecha que tinha caído de meu cabelo.
– Claro que não vou falar nada Annie. Mas ainda assim é idiota! – Eu não pude evitar, me joguei nos braços dele. Ele riu junto comigo, beijei sua bochecha.
– Obrigada! Obrigada Nico! Você é demais!
– E seu cúmplice agora!
– Meu cúmplice! Vou ficar feliz agora em ter uma ajuda! – Nico e eu começamos a conversar. Falei quase tudo o que tinha acontecido comigo desde que tinha entrado na faculdade. Contei sobre Percy, sobre Ártemis e ele quase pirou quando eu falei isso.
– Você a beijou? Ela deu em cima de você? – Eu assenti e no final ele só riu.
– Eu sempre soube! – Depois de meia hora conversando e rindo das minhas trapalhadas, eu tive que me levantar para ir embora. Nico caminhou comigo até o ponto de táxi. Percy tinha levado meu carro para casa, e Luke tinha me deixado aqui então, eu não tinha como voltar. Chamei um táxi e dei o endereço de casa. Virei-me para Nico.
– Nos vemos amanhã tudo bem? – Ele sorriu assentindo. – Cuidado com os nomes. – Ele me abraçou e eu entrei no táxi. Eu me joguei a cabeça para trás e relaxei no assento confortável. Eu estava acabada. Eu só queria me jogar na cama e debaixo do chuveiro antes e dormir como um bebê, nada mais poderia estragar esse dia. Que tinha sido legal, mas ao mesmo tempo, terminantemente preocupante. Mas como sempre ou parece, nada que eu queria acontecia. Abri a porta de casa e a primeira pessoa que me deu boas vindas foi ninguém mais ninguém menos, que Atena Chase, que me encarava com uma expressão nada boa.
– Ainda bem que chegou em casa, temos assuntos importantes a tratar. E você está muito, muito encrencada mocinha! – Ela falou me encarando com sua frieza habitual e seus olhos cinza tempestade.
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