If I Die Young
2 Momento Nostalgia
Notas iniciais
Beijos o
Damon mantinha seus braços ao redor de Elena, tentando conforta-la. Por mais que ele não soubesse o que estava acontecendo com ela, ele ainda se lembrava da sua promessa de 18 anos atrás, de protegê-la não importa do que fosse. Elena se aconchegava a Damon cada vez mais, e sempre que Damon tentava se afastar, ela o impedia, o trazendo para mais perto novamente. Damon sabia que algo havia acontecido, Elena o abraçava como se o mundo estivesse desmoronando ao seu redor, e ele havia percebido, quase de imediato.
_ Lena, você está se sentindo bem? – Damon a afastou o mínimo possível, somente para olha-la em seus olhos castanhos – O que aconteceu? Elena por favor, eu não gosto de te ver assim, me fala... Foi alguma coisa que o médico disse? Quem era o médico?
_ Não foi nada Damon, não se preocupe... – Elena deu um sorriso forçado tentando acalmar a Damon – Ele não disse nada, é só que... Eu encontrei Klaus quando sai do consultório, e ele me disse algo que me chocou, mas não há nada pra se preocupar, eu juro...
_ Klaus? — Damon olhou confuso para Elena, ela sabia que ele trabalhava em sua mente para achar alguma concordância em tudo que ela estava dizendo, e se ela disse que foi Klaus quem a chamou até ali, Damon provavelmente iria ligar os pontinhos, e sabe a verdade sobre ela. – E o que ele disse pra você ficar desse jeito?
‘ Que eu vou morrer em duas semanas... ’ – Que uma amiga minha de faculdade, a Megan, se matou... – Elena guardou a verdadeira resposta para si, para logo depois mentir para Damon. Não era bem uma mentira, Megan realmente havia se matado há algumas atrás, ela mentira sobre o que Klaus havia dito.
_ Ah sim... – Damon juntou as suas sobrancelhas e a olhou nos olhos profundamente – Só isso?
Elena apenas assentiu com um movimento de cabeça, se ela dissesse uma só silaba, seria capaz de desfalecer ali mesmo. Ela não gostava de mentir para Damon, ainda mais quando ele a conhecia tão bem, provavelmente estaria desconfiando de tudo que ela estava falando, porém ela continuou com a sua historia. Ele a olhava como se esperasse por algo mais, e isso estava começando a incomodar Elena.
_ Damon, me tira daqui... – Elena disse chorosa – Você sabe o quanto eu odeio hospitais...
_ Sim, sim... – Damon soltou do abraço de Elena, deixando apenas um de seus braços ao redor da cintura de Elena, enquanto a guiava para a saída do hospital – Quer que eu te leve pra casa? Você parece cansada...
_ Não, eu não estou cansada... – Ela não estava cansada, então pensou que deveria ser algo em consequência da doença, o que era estranho, pois há poucos minutos atrás, quando ela entrou nesse lugar ela se sentia mais viva do que nunca – Vamos para algum bar por aqui, eu preciso beber...
***
_ Você se lembra de quando participamos daquela corrida dos pelados?
Elena sorria ao deixar as memórias de um tempo não tão antigo voltar em sua mente, enquanto o quinto copo de whisky descia pela sua garganta. A viagem até Fell’s Church, um pub que ficava praticamente ao lado do prédio onde moravam, foi regada a nostalgia. Elena cada vez ia mais fundo em suas lembranças, buscando cada detalhe que parecesse ser relevante, e quanto mais a bebida fazia efeito em seu organismo mais ela se empenhava a continuar com seu momento nostalgia.
_ Como não me lembrar... – Damon disse com um sorriso malicioso nos lábios, escondido pelo copo enquanto ele solvia um pouco de sua bebida – Eu ficar nu naquele campus era uma coisa, agora, a puritana do curso de comunicação social ficar nua na frente de milhares de pessoas, isso sim foi uma surpresa...
_ Puritana? Eu? – Elena tombou a cabeça pra trás, gargalhando como nunca havia feito antes – O fato de eu não ter sido pega pelada andando pelo campus naquela época, não quer dizer que eu era puritana... Sem chance...
_ Como assim Elena? – Damon perguntou confuso.
_ Digamos que você foi um dos poucos do curso de medicina que eu não tive o prazer de pegar... – Elena disse simplesmente, com um dar de ombros e um sorriso safado no rosto, fazendo Damon se engasgar com a própria bebida.– Qual a surpresa Damonzinho?
_ Nenhuma, só não contava que minha melhor amiga fosse uma vadia de mão cheia! – Elena voltou a rir enquanto observava Damon limpar a bebida que ele havia cuspido em si mesmo – E por que eu fui o único a não participar dessa orgia?
_ Sei lá, acho que você estava ocupado fazendo suas próprias orgias... – Elena deu de ombros enquanto bebia o liquido âmbar – Se você quer saber, eu tinha uma pequena queda por você, na faculdade...
_ Tinha?
_ Sim, eu tinha, no passado! – Elena disse logo o cortando, ela sabia que Damon iria ficar lhe enchendo o saco sobre isso – Foi assim que você começou a namorar com aquela bruxa, como era o nome dela mesmo? Katherine?
_ Katherine Pierce...– Damon levantou seu copo de whisky em um brinde. — Ótimo sexo...
_ Pois é, a maioria dos alunos do campus concordaria com você! Homens e mulheres, alunos e professores! – Elena levantou seu copo assim como Damon havia feito – Se eu era vadia, aquela lá era profissional do sexo!
_ Nem me diga... – Eles deram um gole em suas bebidas ao mesmo tempo, e Damon gesticulou para que ela continuasse a falar.
_ Quando meu pai morreu, e você ficou todo o tempo comigo acalentando meu pranto, um sentimento estranho começou a surgir aqui dentro, e sempre que você se aproximava, meu coração disparava dentro do meu peito... – Elena confessou de cabeça baixa, fitando o seu copo vazio – Mas você só me via como sua melhor amiga, e aquilo me doía como fogo em brasa em meu peito...
_ Elena, eu não sabia... – ele tentou falar alguma coisa, mas Elena o impediu de prosseguir.
_ Não esquenta Damon, isso foi há muito tempo... – Elena voltou a encher seu copo com a garrafa de whisky que estava em cima da mesa e virou o liquido de uma vez – Eu via você todos os dias, agarrado naquela vadia, e mesmo assim eu sorria... Nossa, pode se dizer que foi doloroso sorrir nessas condições... Meu pai havia morrido, estava longe de casa, e o garoto que eu ‘gostava’ estava com outra. Você não tem ideia de quantas noites eu passei em claro chorando por isso...
Damon simplesmente não sabia o que falar. Elena nunca havia dito uma palavra sobre isso, e por mais que tivesse acontecido há anos atrás ele se sentia um pouco culpado por não ter percebido na época. Na verdade, Damon nunca se imaginou sendo visto desse jeito por Elena. Eles viveram anos juntos, partilharam tantas coisas, e passaram por muitas outras, mas Elena nunca deu nenhuma dica de que estava gostando dele, nem nada do tipo.
Eles viviam escutando seus pais dizendo que um dia eles de casariam, pois nunca haviam visto duas pessoas tão grudadas uma na outra como eles eram. Mas eles nunca levaram isso a serio. Quando Elena veio até ele, com seus 13 e ele com 15 anos, chateada por Matt Donavan tê-la rejeitado e dizendo que nenhum garoto ia querê-la, Damon a beijou. Mas eles eram amigos, e ele a amava o bastante para provar a ela que garotos idiotas como Matt Donavan não mereciam garotas como ela, e que um dia alguem iria querê-la, pois era perfeita.
_ E quando foi que você superou essa sua paixonite por mim? – Damon perguntou, tentando assumir seu tom debochado de costume.
_ Você sabe que, algum tempo depois da morte do meu pai, minha mãe foi embora para a Espanha, morar com a minha avó...
_ Sim, e você foi passar as férias de verão na Espanha com a sua mãe... – Damon disse se lembrando dos dois meses mais angustiantes de sua vida. – Você disse que ficaria apenas 3 semanas e acabou ficando oito...
_ Isso por que, eu estava decidida a não voltar... – Elena disse confessando com lagrimas marejando seus olhos – Eu me despedi de você naquele dia em que você me deixou no aeroporto, sem planos para voltar... Eu estava decidida a transferir minha matricula da faculdade para alguma na Espanha, até dei entrada nos papéis, meu plano era ficar na Espanha com minha mãe...
_ Você o que? – Damon perguntou, batendo o copo na mesa, exaltado – Como? Como você foi capaz de me olhar nos olhos aquele dia e dizer que voltaria logo? Por que você fez isso comigo?
_ Se eu te dissesse que não tinha intenção de voltar você não me deixaria ir...
_ É claro que não! – Damon gritou alterado, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam ao redor – Eu jamais deixaria você ir pra longe de mim Elena!
_ Viu? Eu tinha razão em não ter lhe contado, eu sabia que você ia fazer um escândalo se soubesse! – Elena bateu as mãos sobre a mesa, também alterada – Damon, eu posso até ser idiota, mas não sou masoquista! Eu não ia ficar vendo você se agarrando com aquela piranha na minha frente todos os dias, e ter que ficar sorrindo como se nada estivesse acontecendo, como se meu coração não estivesse sendo dilacerado a cada palavra libidinosa que você falava no ouvido de Katherine... O que você queria que eu fizesse?
_ Talvez se você tivesse me falado, hoje não estaríamos tendo essa discussão! — Damon respondeu sendo sarcástico.
_ Eu não queria estragar uma amizade de anos por uma paixãozinha besta Damon... – Elena voltou a virar o liquido que lhe dava coragem para dizer todas essas coisas para Damon – Caramba, você acha que foi fácil te deixar pra trás naquele aeroporto?
_E como você acha que era ansiar todos os dias pela sua volta? – Damon sussurrou magoado, Elena podia jurar havia visto lagrimas subirem aos olhos azuis intensos dele – Você passou dias sem me ligar, e quando eu te ligava, você não atendia, e quando finalmente atendeu foi pra dizer que teria que ficar mais algum tempo com sua mãe... Agora eu sei que você só estava querendo fugir de mim...
_ Damon, do que isso importa agora? – Elena perguntou elevando seu tom de voz – Isso já faz tanto tempo, e eu voltei, não voltei?
_ Pois é, voltou. Mas de inicio, não deveria nem ter partido! Não sem me contar o que esta me contando agora...
Damon solveu o liquido que restava em seu copo em um único gole, se pós de pé, e sem ao menos dirigir uma palavra de despedida para Elena, ele se foi. Elena observou todos os seus movimentos até que ele desaparecesse porta afora. Lagrimas involuntárias escaparam de seus olhos, banhando seu rosto. Naquele momento, ela percebeu a serie de grandes e estúpidos erros que ela havia cometido. Primeiro, cometeu o erro de não ter dito a Damon seus reias sentimentos naquela época, e depois continuou errando quando foi embora para Espanha com a intenção de deixar Damon e seus sentimentos conturbados pra trás...
Elena sabia que tinha sido um erro deixa-lo na época, uma parte de seu coração e de sua alma gritavam e imploravam para que ela não embarcasse naquele avião, mas mesmo assim ela foi. Ela sufocou todos os gritos e pedidos de suplica de seu corpo e passou esses dois meses na Espanha em estado vegetativo. Ela não saia para nenhum lugar, não chegou nem a visitar os lugares que tanto sonhou em visitar na Espanha. Tudo que Elena foi capaz de fazer nesses dois meses foi ficar em casa, ajudando sua mãe e sua avó com as tarefas de casa, quando não estava dormindo e tendo sonhos com Damon, estava vendo as fotos antigas deles dois no álbum de fotos que sempre levava consigo. Sim, depois de dois meses ela voltou, mas não por ter superado sua paixão pelo seu melhor amigo, e sim por não aguentar ficar mais um dia sequer longe dele e de seus abraços, de seu perfume e de seu calor. Elena voltou ainda apaixonada por Damon, e no decorrer do tempo, depois de muitos sorrisos falsos, essa paixão foi entrando em dormência, e mesmo ver Damon agarrado a outra não lhe incomodava mais. Ela preferia tê-lo por perto, mesmo tendo que ver ele aos amassos com alguma garota sem cérebro, do que passar mais um dia sem ele.
Mas ele não havia esperado para escutar a conclusão dessa parte de sua vida. Damon havia ido embora, e Elena não tinha forças para ir atrás dele, e fitar seu rosto magoado, machucaria seu coração, que já estava demasiado em dor. Elena não podia sequer pensar em como seria quando ela lhe dissesse que estava morrendo... Seu peito se apertava e o ar lhe faltava só de pensar na possibilidade de ter que fitar os olhos azuis intensos e profundos de Damon, tristes. Ela o amava demais, e vê-lo chateado por sua culpa era demais para ela aguentar.
Elena se levantou, pegou sua bolsa e a garrafa de whisky pela metade e foi se sentar em uma mesa que ficava em um canto afastado e sombrio, ideal para que ela pudesse desabar em sua dor. De dentro de sua bolsa ela tirou seu celular e seus fones de ouvido, os colocando no ouvido, enquanto procurava algo capaz de fazê-la desaparecer por alguns instantes, porém acabou clicando no álbum de fotografias, e antes que pudesse perceber, ela estava chorando enquanto fitava suas fotos com Damon, e bebia o liquido âmbar direto da garrafa. ‘Eu posso até morrer, mas não importa pra onde eu vou, eu sei que vou sentir falta desse idiota’. Elena pensou enquanto via sua vida passar diante de seus olhos.
***
Damon estava deitado em sua cama. Ele não dormia, apenas pensava em tudo o que Elena falou naquela noite, e tentava descobrir o porquê daquilo tudo. Ela trazia coisas que aconteceram há anos atrás, lembrando até das roupas que eles usavam, como se quisesse viver novamente tudo de novo. Ele não queria deixa-la sozinha, ela parecia triste e Damon queria apoia-la, mas quando ela confessou que havia tido uma queda por ele e que alem disso tinha ido embora por culpa dele. Aquilo foi demais para Damon absorver, ele tinha que sair daquele lugar antes que seu lado sensível transbordasse pelos seus olhos em forma de lagrimas.
Elena, apaixonada por mim... Ele pensou na possibilidade de um futuro alternativo. Se ela o tivesse dito na época seus sentimentos por ele, provavelmente Damon a tomaria nos braços e a beijaria como no dia em que ele a beijou pela primeira vez, terno e carinhosamente. Damon guardava dentro de si, muito bem escondido, um sentimento muito maior do que amor fraterno, e ele era todo destinado para Elena. Porém, ele não havia tido a coragem para lhe dizer, com medo de não ser correspondido e em consequência perder a amizade de Elena.
Durante dois malditos meses ele ficou repassando em sua mente aquela cena do aeroporto. Dizendo para si mesmo que devia tê-la dado um beijo de despedida, ou ao menos ter dito a ela que esperaria ansioso pelo seu retorno. Mas não, ele apenas a abraçou, disse ‘boa viagem’ e a deixou partir. Dois malditos meses se remoendo em sua cama, e depois que ele se ver superado dessa agonia, depois de anos, Elena diz que o amava.
_ Se não fosse trágico, seria cômico. – Damon disse para si mesmo enquanto ria com escárnio de si mesmo.
Ele se levantou indo em direção a cozinha para beber alguma coisa, porém um barulho vindo do corredor chamou a atenção. Damon foi em direção a sua porta, para fitar através do olho mágico o que estava acontecendo. Ele se deparou com a imagem de sua vizinha de porta, Elena, sentada encostada na parede, com uma garrafa vazia em uma das mãos, a fazendo de microfone, enquanto cantava, com os fones enfiados nos ouvidos, uma musica quase indecifrável na sua voz alterada pela bebida. Imediatamente Damon destrancou sua porta e foi em direção a Elena.
_ If i dye young, bury me in satin, lay me down in a bed of rose... – Elena cantava alto, e provavelmente logo acordaria a todos os vizinhos com a sua cantoria. – Sink me in the river at dawn, send me away with the words of a Love song...
_ Elena, o que deu em você? – Damon perguntou preocupado com o estado de Elena, se abaixou a sua altura e a pegou no colo.
_ Damon, eu não queria ter que deixar... – Elena desatinou a chorar encostada no peito nu de Damon – Não queria, me perdoa Damon...
_ Shiiii, está tudo bem Elena, já passou...
Damon a levou para dentro de seu apartamento, fechando a porta com o pé já que suas mãos estavam ocupadas. Ele a colocou sentada em seu sofá, enquanto ele ia até a cozinha pegar um pacote de balas vermelhas que ele havia comprado, eram suas preferidas e as de Elena também. Ele se sentou na beirada da mesa de centro, de frente para Elena. Abriu o saco de balinhas e ofereceu para Elena, mas ela não prestou atenção no que ele dizia, continuava a repetir em meios a lagrimas que não tinha a intenção de deixa-lo só.
_ Elena, você tem que ingerir açúcar, por favor, Elena... – Damon pegou uma balinha e enfiou na boca de Elena, mas ela cuspiu – Elena, não me faça ter que fazer glicose na sua veia!
_ Não Damon, você sabe que eu não gosto de agulhas... – Ela o olhou, espantada por um segundo, mas depois voltou a chorar.
_ Então come pelo menos duas dessas, e eu prometo não fazer nada na sua veia... – Elena olhou com os olhos inchados, ele ofereceu o saco de balinhas e dessa vez ela aceitou, pegou duas e colocou em sua boca – Boa garota...
Elena apoiou sua cabeça no braço do sofá enquanto saboreava suas balinhas favoritas, mas elas tinhas um gosto estranho quando misturadas com o gosto do whisky. Damon colocou o saco de balinhas de lado, junto com a garrafa de whisky que ele tirou de sua mão, e voltou a fitar Elena preocupado. Tinha algo que ela não o estava dizendo, e era isso que tinha causado todo aquele momento nostalgia e agora essa bebedeira.
_ Elena, o que esta acontecendo? – Damon perguntou, sabendo que quando Elena bebe ela vira um poço de verdade.
_ Eu... – Elena pareceu pensar um pouco antes de responder – eu que fiquei impressionada com a morte repentina de Megan...
_ Tem certeza? – Damon perguntou desconfiado, tinha algo por trás de tudo aquilo.
_ Sim, eu tenho... – Elena disse sonolenta – Agora me deixe dormir...
E ali ela dormiu, com a cabeça encostada no braço do sofá, com seu rosto inchado de tanto chorar, e com uma baba vermelha descendo pela sua boca, graças as balinhas que ela não tinha terminado de chupar. Damon soltou uma risada nasalada, a pegou em seu colo novamente e a levou para seu quarto, a deitando na cama. Tirou o casaco creme que ela usava e os fones que estavam pendurados em seu pescoço junto com seu celular, os colocando em uma cadeira no canto do quarto junto com a bolsa que ela jogou no chão da sala quando entrou. Damon foi até a cozinha pegou um pano e o umedeceu, e voltou para o quarto, sentou-se na beirada da cama ao seu lado e se pós a limpar o rosto de Elena.
Damon analisava os traços fortes e delicados de Elena enquanto passava o pano molhado com suavidade em seu rosto. Ele riu mais uma vez, se lembrando de mais cedo, onde Elena jogou na sua cara todas as vezes que ela havia cuidado dele depois de uma noite de bebedeira. Olha só, ele estava fazendo o mesmo por ela agora. Fez uma nota mental para adicionar esse fato a lista de coisas que ele já fez por ela. Ele se levantou para poder pegar uma coberta para Elena, mas ela o segurou pelo braço de repente.
_ Não me deixa sozinha, Damon... – Ela disse chorosa – Eu estou com medo...
_ Eu não vou te deixar sozinha, Elena... – Ele deitou do outro lado da cama a abraçando e aconchegando bem próximo ao seu corpo – Nunca vou te deixar...
_ Promete? – Elena perguntou antes de cair em um sono profundo sem ao menos ouvir a resposta de Damon, mas mesmo assim ele disse.
_ Eu prometo, Lena.
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=7NJqUN9TClM esse é o link do clip da musica que a Elena canta, e esse... http://www.vagalume.com.br/the-band-perry/if-i-die-young.html, é o da letra, vale a pena da uma conferida!
Nos vemos no proximo capitulo! ;D
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