Notas iniciais
Entao, mas um capitulo pra voces! Espero que gostem, perdoem os erros ortograficos!
Beijos, e até as notas finais!

Elena... Uma voz distorcida a chamava ao longe, chamando atenção de seus ouvidos. Ela abriu os olhos abruptamente, e estranhou o lugar onde se encontrava. Um jardim enorme, com plantas e flores exoticamente bonitas. O cheiro de natureza invadia seu nariz, e o mesmo a acalmava e relaxava seus músculos. Elena achou que poderia até cair, mas se deu conta de que estava sentada em um banco de madeira, localizado de frente ao jardim mais perfeito que ela havia visto.

Elena querida... Novamente a voz a havia chamado, só que dessa vez em um tom carinhoso, aconchegante e conhecido, que fez Elena se recordar dos tempos de criança onde seu pai lia as historias em quadrinhos para que ela dormisse. Papai? Pai é você? Ela pode escutar sua voz ecoar pelo jardim porém nenhuma palavra havia saído de sua boca. Uma silhueta surgia em meio ao jardim, ao mesmo tempo em que o cheiro de chuva de verão invadiu suas narinas. Sim, aquele só poderia ser seu pai...

– Não tenha medo minha querida, apenas viva...– a voz de seu pai ecoou alto e claro em sua mente. – viva minha pequena criança...

_ Como pai? Eu vou... Morrer.

A voz de Elena soou embargada pelo jardim, ela abaixou sua cabeça, deixando as suas lágrimas caírem por seu rosto. Algo quente tocou seu queixo e a fez erguer novamente sua cabeça. A imagem de seu pai estava embaçada pelas lagrimas em seus olhos, mas seu corpo reconhecia suas carinhas confortantes.

_ Pai, eu estou com tanto medo... – Elena se agarrou a cintura de seu pai, e se pós a chorar enquanto ele acariciava seus cabelos – Não me deixe pai, eu tenho medo...

_ Eu nunca te deixei minha pequena Lena – Ele disse enquanto se agachava para ficar da altura dos olhos castanhos e marejados de Elena – Eu sempre estive com você, e sempre vou estar... Não tenha medo, apenas viva...

Antes que ela pudesse negar e retrucar aos conselhos de seu pai, ele desapareceu de sua frente, assim como o jardim ao seu redor. Um barulho irritante soava cada vez mais alto, incomodando seus ouvidos, e mas ao longe ela podia escutar a ultima frase de seu pai ser dita e repetida diversas vezes enquanto tudo parecia rodar diante de si, como se ela estivesse no olho do furacão.

*-*-*

Elena se pós sentada na cama em um movimento rápido e repentino. Seu coração batia acelerado dentro de seu peito enquanto sua respiração era escassa e ofegante. O barulho irritante, que a tirou de seu jardim e da presença de seu pai, ainda estava presente, e logo ela reconheceu como sendo o toque de seu celular. Arrastou-se pela cama e se esticou até alcançar a sua bolsa que estava em uma cadeira junto com seu casaco. Ela vasculhou avidamente pelo buraco negro de sua bolsa até encontrar seu aparelho. Bufou irritada quando percebeu que o numero era do escritório de Mason Lockwood. Respirou fundos alguns instantes tentando normalizar a sua respiração e se acalmar antes de atender, ela sabia o quão irritante seu chefe poderia ser, e ela não estava de bom humor.

_ Elena Gilbert falando... – Ela disse ao atender seu celular.

_ Senhorita Gilbert, preciso que venha até o jornal hoje... – Mason disse autoritário e aparentemente irritado.

_ Mas senhor Lockwood, é sábado, e eu não trabalho aos finais de semana... É algo tão urgente assim, que não possa esperar até segunda-feira?

_ Se não fosse urgente eu não estaria te ligando ao sábado... – Mason disse de maneira seca e cínica e Elena rolava seus olhos com desdém – Até as dez.

Mason desligou o telefone na cara de Elena, a fazendo grunhir de irritação, porém ao fazê-lo ela pode sentir sua cabeça latejar fortemente. Então as memórias da noite anterior, embaçada pela bebida, adentraram subitamente em sua mente. Ela olhou ao seu redor, se dando conta de que aquele não era seu quarto, e aquela macia e confortável cama não lhe pertencia, e se perguntou por que seu vestido estava sujo de alguma coisa vermelha. Elena chegou seu relógio de pulso, e quase caiu da cama quando viu que eram 09h50min da manha. Elena se levantou abruptadamente, pegando suas coisas e deixando o quarto velozmente.

_ Finalmente você acordou... – Damon disse assim que Elena passou correndo pela sala – Elena aonde você vai?

_ Mason ligou, reunião as 10h, são 09h52min, atrasada... – Elena resumiu basicamente a historia enquanto abria a porta do apartamento, antes de sair completamente pela porta ela virou-se pra Damon – Beijos... Nos vemos mais tarde...

*-*-*

Elena andava apressada sob seus saltos altos vermelhos. Depois de pegar o metro e ser assediada por um cara enorme e estranho enquanto esperava impacientemente para chegar ao seu destino, ela finalmente adentrava no prédio onde trabalhava. Já eram 10h36min quando ela conseguiu pegar o elevador, e estava muito atrasada, porém não poderia sair de casa sem ao menos tomar um banho e vestir uma roupa limpa que não fedesse a whisky barato e a balinha de morango.

Ela respirou fundo, normalizando sua respiração que estava ofegante pela corrida, antes de bater na porta de seu chefe. Após duas batidas, ela escutou um audível ‘entra’, e assim o fez. Mason estava sentado em sua cadeira de couro preta, ele fitava a paisagem de Nova York atentamente com os cotovelos apoiados na cadeira e o queixo apoiado nos polegares de suas mãos entrelaçadas e os indicadores estavam em seus lábios. Ele estava se achando um magnata e aquilo fez os olhos de Elena rolar nas orbitas sarcasticamente.

_ Sente-se senhorita Gilbert.

Mason ordenou. Ele está mesmo se achando um magnata, pensou Elena, enquanto prendia os lábios entre os dentes para não gargalhar da performance, digna de um Oscar, de seu chefe. Ele se levantou e se pos na frente de Elena, sentando na beirada de sua mesa. Ele fitava Elena de cima a baixo com seu olhar superior e que parecia devora-la. Elena teve que disfarçar e engolir o vomito que subiu pela sua garganta.

_ Posso saber o motivo dessa reunião, senhor Lockwood? – Elena disse já ficando com raiva do olhar de Mason sobre si.

_A matéria que me enviou ontem por e-mail... – Mason pegou algumas folhas que estavam grampeadas sobre a mesa e entregou a ela – Muito boa por sinal... Só precisava de alguns ajustes, porém está perfeita.

_ Obrigada, mas não entendo eu mesma revisei diversas vezes... – Elena disse confusa para si enquanto lia e aquela não parecia ser a matéria que ela passou meses investigando, formulando, escrevendo, e editando. – Sinto muito senhor, mas deve ter cometido um equivoco essa não é minha matéria...

_ Sim, é a sua matéria... – Mason disse com um sorriso cínico nos lábios – Porém com algumas modificações...

_ Algumas modificações? – Elena o fitou intrigada – Nada que esta escrito nesse papel foi escrito por mim... Você fez apenas uma avaliação superficial sobre os fatos, como se eles realmente não existissem, como se não houvesse nenhuma prova de que esse homem foi acusado de assassinato injustamente e que os responsáveis são...

_ Não Elena... – Ele disse duro e grossamente a interrompendo – Esse é o problema de todas as suas matérias, elas não tem provas, você se diz jornalista investigativa, porém seus artigos não tem nenhum fundamento...

_ O que?

Elena manteve seu olhar frio e sua expressão interrogativa, enquanto por dentro queria pular em seu pescoço e enforca-lo por tê-la insultado desse jeito, porém se o fizesse seria demitida, e aquela era sua renda, sua vida. Se fosse demitida ela não teria como viver... Viver? Eu estou condenada a morte e ainda estou medindo as minhas palavras com ele idiota? Não, eu não preciso mais aguentar os desafores desse imbecil.

_ Isso que você ouviu Elena, eu sinto, mas vou ter que rebaixar você de cargo... Você precisa pegar mais experiência... Se eu publicasse a sua matéria do jeito que estava, acabaríamos tendo problemas...

_ Quer saber de uma coisa? O único problema aqui é você! – Elena levantou exaltada, enquanto apontava o dedo para Mason que a fitava confuso pela sua reação – O motivo de você não querer publicar minha materia original é por que esta envolvida gente muito poderosa, e você não quer o seu na reta quando essa bomba estoura... Eu tenho provas, sim eu tenho, pois eu investiguei durante incontáveis dias pra fazer essa porra de matéria ficar perfeita, e isso aqui... – Ela disse enquanto lhe mostrava as folhas que ele a havia entregado inicialmente – É a prova de que você não deveria ocupar o cargo que está, pois um jornalista que se deixa reprimir por uns idiotas de terno e carteiras cheias de dinheiro, não merece ser chamado de jornalista... Nós lutamos tanto pelo direito da liberdade de expressão, e quando finalmente conseguimos pessoas medrosas, que nem você, distorcem a verdade e entrega falsa informação para as pessoas...

_ Senhorita Gilbert, você esta alterada, mas eu não vou suportar que me insulte desse jeito!

_ E o que você acha que acabou de fazer? Isso aqui, essas folhas cheias de verdades distorcidas é um insulto pra qualquer um, você me insultou dizendo que minhas matérias são sem fundamentos... Essa matéria que você fez é que não tem fundamento, você não tem fundamentos... – Elena gritava enquanto rasgava as folhas de papel e jogava na cara de Mason – Você é um bastardo medroso que vive com o rabo entre as pernas, você não merece esses troféus e prêmios que recebeu, nem o prestigio de ninguém...

_ Agora chega! – Mason se pós de frente para Elena enquanto a olhava tão mortalmente quanto ela pra ele – Mas uma palavra e esta demitida!

_ Foda-se! – Elena disse entre dentes antes de cuspir na cara de Mason – Esse é o prestigio que você merece...

Elena recolheu a sua bolsa e saiu porta a fora deixando Mason Lockwood perplexo e seu orgulho ferido. Ela respirou aliviada enquanto ia até seu escritório, colocava todas as suas coisas em uma caixa de papelão eu havia por ali e foi embora daquele jornal, pra nunca mais voltar. Ela não tinha tempo pra perder com as picuinhas de um chefe que vivia com o rabo entre as pernas. Ela amava seu trabalho, e já suportou muita coisa pra continuar em seu cargo. Se sua vida não estivesse com o tempo contado, ela certamente deixaria mais essa passar com sua cabeça baixa enquanto acatava as ordens de seu chefe.

Foi nesse momento de reflexão que Elena percebeu o tanto de coisas ela havia deixado passa diante de si. Ela viveu inteiramente para seu trabalho, e já deixou de visitar sua mãe na Espanha por que Mason sempre lhe dava o trabalho pesado. Quantos desaforos ela engoliu secamente para não ter que perder o emprego de seus sonhos... Quantas oportunidades perdidas, viagens não feitas, romances não começados, livros não lidos, e convites recusados. Parando alguns instantes enquanto esperava pelo metro para ir pra casa, Elena se deu conta de que nunca chegou a viver de verdade, pelo menos não depois de vim morar em Nova York, e principalmente depois que arrumou esse emprego. Enquanto estava sentada no banco do metro, Elena se fez uma promessa. Ela viveria, e colocaria em dia tudo que ela havia perdido por estar ocupada demais, e tudo isso em duas semanas.

*-*-*

_ Essa matéria esta perfeita! Merecia a primeira pagina do New York Times... Não acredito que aquele idiota fez isso com você... – Damon tinha o laptop de Elena sobre suas pernas enquanto terminava de ler a matéria original de Elena – minha vontade é de dar uma surra nele por não publicar isso e uma em você por não ter feito nada...

_ Eu meio que fiz... – Elena encolheu seus ombros enquanto Damon a olhava de lado – O que foi?

_ Você... Você fez alguma coisa? – Elena deu de ombros embaraçada – O que você fez? Se demitiu?

_ Ele me demitiu... – Elena se levantou e foi até a cozinha americana do apartamento de Damon, pegou uma taça e se serviu de um vinho que tinha dentro de uma pequena adega em sua geladeira.

_ Ele o que? – Damon disse com sua voz exaltada – Elena? O que você fez?

_ Ele não disse com todas as palavras, mas depois que eu resumidamente disse que ele era um bastardo que vivia com o rabo entre as pernas com medo que os figurões comessem a bunda dele por publicar a verdade... – Elena solveu um pouco o vinho enquanto dava de ombros diante de um Damon confuso e incrédulo – Ahh, eu também disse “foda-se”, e que ele não merecia todo o prestigio que ele tinha e...

_ E... E o que Elena? – Damon a olhava sem acreditar em nenhuma palavra que ela dizia – O que mais você disso?

_ Eu não disse... Eu meio que cuspi na cara dele... – Elena deu de ombros enquanto bebia mais um gole de seu vinho.

Damon ficou catatônico, com os olhos azuis vagos e perdidos em algum lugar. Ele saiu de seu transe, colocou o laptop sobre a mesa de centro e foi até Elena. Pegou a taça de vinho que estava na mão de Elena e virou o liquido roxo de uma vez. Elena olhava perplexa Damon pega-la pela mão, e a leva-la até o sofá, e a fazendo sentar. Ele se sentou ao seu lado, colocando sua mão na testa de Elena enquanto a outra lhe media o pulso.

_ Damon o que diabos você esta fazendo? – Elena perguntou confusa.

_ Estou vendo se tem alguma coisa de errado com você... – Ele pegou o rosto de Elena entre as mãos e olhou no fundo de seus olhos castanhos – Pra você fazer o que fez, você só pode estar doente...

Elena bufou irritada, se livrando das mãos de Damon que lhe prendiam o rosto. Seus olhos se enchiam de lagrimas, diante das palavras dele. Ele falava brincando, como sempre brinca quando ela dizia ou fazia algo que era totalmente fora do comum pra ela, só que dessa vez ela estava mesmo doente, e uma hora ele teria que saber.

_ Damon, eu tenho algo pra te contar... – Elena colocou as pernas no sofá, e abraçou seus joelhos, como se eles lhe protegessem de alguma forma. – Eu... Eu estou...

_ O que foi Elena? – Damon se virou de frente para Elena, para escutar o que ela tinha a lhe dizer – Você esta o que?

_ Eu estou... – Não, ela ainda não estava preparada pra isso – Eu estou cansada, ou melhor, estava cansada de ter que trabalhar sob as ordens daquele imbecil do Mason, eu me privei de maravilhosos anos, que eu poderia estar ai viajando e conhecendo o mundo... Eu perdi muito tempo... Entao eu decidi fazer uma viagem...

_ Viajar? Pra onde Elena?

_Eu ainda não sei... – Elena sorriu ansiando por conhecer os lugares que ela sempre quis visitar. – Vou escolher listar lugares que eu mais quero conhecer, eu não tenho muito tempo então tenho que aproveitar o máximo...

_ Você não tem muito tempo? Como assim? – Damon perguntou confuso com as palavras de Elena – Pelo o que me disse você foi demitida, o que quer dizer que você tem todo tempo do mundo...

_ Eu não tenho muito tempo por que... – Elena vasculhou seu cérebro por uma desculpa – Por que... eu não posso ficar sem trabalhar, quem vai pagar as contas? Eu vou tirar duas semanas para uma viagem e depois eu volto a ativa...

_ São só duas semanas ne? – a voz de Damon era baixa e magoada – Você não vai fazer igual ao que você na faculdade? Você não pretendente ficar lá pra sempre não é? Você vai voltar pra mim não vai?

_ Não Damon, eu não vou voltar pra você...

Elena mordeu o lábio inferior, esperando pela reação de Damon. Ele se levantou, bufando pesada e audivelmente. Ele parecia furioso enquanto passava a mãos pelos cabelos negros. Ele sentou, e levantou novamente, aparentemente nervoso.

_ Você não vai nessa viagem! – Ele meneava a cabeça enquanto andava de um lado para o outro – Você tinha razão, eu jamais permitiria que você me deixasse...

_ Eu não vou te deixar Damon...

_ Como não? – Ele de sentou na beirada da mesinha de centro de frente para Elena – Você mesma disse que não voltaria pra mim...

_ Eu disse isso, por que eu não quero que você fique... – Ele juntou as sobrancelhas em total confusão – Eu quero que você me acompanhe nessa viagem. Não seria a mesma coisa sem você lá comigo... Então eu te convoco, ou melhor, intimo você a ser meu companheiro de aventuras durante duas semanas...

Notas finais
O que acharam? Deixe seu review com sua opinião, ficarei feliz em lê e respondê-lo! Recomendem, favoritem... sintam se a vontade! :DD
Beijos e até o proximo!