Notas iniciais
Oi, eu sei estou atrasada, algumas horas, mas eu estou aqui! Direi o motivo nas notas finais... Bom, como de costume, perdoem meus erros e espero que gostem do capitulo! Até as notas finais...

_ Ok, não esquece o que você prometeu...

_ Não vou... – A voz de Elena soou por seus ouvidos de maneira doce uma ultima vez antes que a ligação fosse encerrada e nada mais fosse escutado.

_ Eu te amo...

Suas palavras ecoaram sem destino pela rua deserta, porém bem iluminada, onde Damon se encontrava. Ele sequer sabia onde estava, e sinceramente não se importava. Damon estava mais ocupado em tentar discernir qual parte daquilo tudo era real, e o qual era fruto de seu coração desesperado e de sua mente alcoolizada. Ele não recordava se Elena o havia ligado ou se ele havia ligado para Elena, mas se lembra de ter pegado seu celular diversas vezes para fazê-lo enquanto estava no bar aonde bebeu praticamente à tarde e o inicio da noite todo.

Damon não conseguia se lembrar, ou não sabia se era real, mas sinceramente, seja lá qual for o veredicto, ele não se importava. Estava muito feliz por finalmente poder escutar a voz de Elena depois de todo esse tempo, mesmo que fosse somente sua imaginação. De inicio, uma semana não parecia ser nada, mas sem Elena ao seu lado, cada dia, cada minuto, e segundo se tornava torturante demais para ser suportado. Durante algumas horas Damon conseguiu resistir, mas no segundo dia sem noticias de Elena, Damon começou a ficar desolado. No entanto, ele estava decidido a dar à Elena o tempo que ela precisasse para voltar para ele, e ele a esperaria contente. Porém, os dias se arrastavam com dificuldade, e para a alegria, ou miséria de Damon, o álcool passou a lhe oferecer um torpor temporário, que o impedia de pensar claramente em tudo a sua volta, e esquecer por alguns instantes a vontade louca que sentia de ir atrás de Elena na Espanha e fazê-la ir embora com ele para casa.

Sim, Damon tinha pleno conhecimento do paradeiro de Elena, ele a havia seguido até a estação ferroviária no dia seguinte a sua chegada à Itália. É claro que Damon gostaria de tê-la seguido até a Espanha, mas ele sabia que se estivesse a menos que um quilômetro de Elena, ele poderia esquecer-se da promessa que havia feito a si mesmo, e levaria Elena consigo. Tentando evitar seus impulsos, Damon resolveu ficar em Florença, a muitos metros de distância, hospedado no pensionato da Senhora Flores e longe da estação ferroviária, para que pudesse resistir até o dia em que Elena decidisse voltar para ele. Mas Damon havia finalmente falado com Elena, e se recordava da promessa que ela havia feito a ele, o que significava que os dias de sua agonia estavam por um fim. Logo Elena estaria ao seu lado de novo, e toda aquela angustia poderia ser esquecida.

Damon caminhava cambaleando pela rua, com um sorriso bobo nos lábios, que havia surgido involuntariamente em seu rosto. As ruas, as casas, as pessoas, antes todas tristes e solitárias demais, agora pareciam ter se iluminado instantaneamente, tudo parecia exalar felicidade, até uma musica alegre, que Damon sequer sabia qual era e de onde estava vindo, soava pelo ambiente, o fazendo balançar os ombros e a cabeça de acordo com o ritmo. Sem perceber que estava estranhamente dançando no meio da rua, Damon seguia por seu caminho sem rumo, apenas sentindo aquele repentino jubilo e tranquilidade que o acometia, e deixando que ela tomasse conta de todo seu ser.

_ Damon?

Damon estacou no lugar assim que ouviu alguém o chamar. Com a mente ainda um pouco alta e confusa, Damon olhou ao seu redor, procurando o autor de seu chamado, mas não encontrou ninguém próximo a ele, o que o fez ficar temeroso, já que a rua parecia mais deserta do que antes. Ele ia deixar pra lá, e seguir seu caminho, mas a voz, agora um pouco mais próxima, o chamou novamente. Mesmo estando perplexo e um pouco assustado, Damon resolveu responder:

_ Sim?

_ O que você está fazendo aqui Damon? – A voz soou novamente, e Damon continuava sem ver seu dono. Damon olhou para o céu estrelado sobre ele, e ponderou, se o dono daquela voz grossa não era o cara lá de cima – Você não vai responder?

_ É você mesmo? – Damon perguntou confusamente impressionado, ainda olhando para os céus.

_ Sim, sou eu... – A voz respondeu, fazendo Damon abrir sua boca em um perfeito ‘o’.

_ Nossa, é um prazer falar com o Senhor... – Damon disse maravilhado enquanto levantava seus polegares erguidos para os céus.

Como obra de um destino, um raio clareou os céus, e um trovão estrondoso foi escutado logo em seguida, o que Damon tomou como reprovação pela informalidade, então ele rapidamente escondeu seus polegares sob os braços. Depois de pensar alguns segundos, Damon se ajoelhou e colocou as mãos juntas com as palmas viradas uma para outra, como se estivesse orando.

_ Assim está melhor? – Damon perguntou olhando para cima novamente.

_ Papai, acho que o zio Damon está ubriaco... – outra voz, um pouco menos grossa e mais infantil , soou em um sussurro confuso.

_ Também acho, filho... – a voz anterior, respondeu ao sussurro infantil em meio a uma risada contida – Damon, nós estamos aqui atrás...

Damon se virou e viu logo atrás de si seu irmão e um pequeno garoto ao seu lado, que mais parecia uma copia de Stefan quando criança. Rapidamente ele se levantou e sacudiu a poeira que se acumulou em sua calça jeans escura e voltou-se para seu irmão. Damon estreitou seus olhos, tentando reconhecer seu irmão de dez anos atrás com sua visão um pouco alterada pela bebida, naquele rapaz forte e maduro a sua frente.

_ Damon está tudo bem? – Stefan perguntou enquanto olhava preocupado para Damon, que ainda o fitava de maneira estranha.

_ O que você está fazendo aqui? – Damon por fim perguntou confuso.

_ Eu moro aqui...

Stefan apontou para a casa ao lado de Damon, o fazendo virar para constatar tal fato. Ele viu na pilastra de pedra que servia como coluna para o portão de ferro maciço, o numero da casa e identificou como sendo o mesmo que ele enviou correspondências durante cinco anos. Damon se voltou para seu irmão e para seu sobrinho novamente e com um sorriso amarelo nos lábios cambaleou em direção a eles, parando a menos de um metro de ambos. Stefan fitava Damon a sua frente com cenho franzido em confusão, que só fez aumentar quando Damon esticou seus braços e o puxou bruscamente para um abraço fraternal com 10 anos de atraso.

_ Dam... Damon? – Stefan estava surpreso demais com a reação de Damon para simplesmente retribuir seu abraço.

_ Brother! – disse Damon efusivo demais graças ao seu estado, enquanto abraçava seu irmão. Da mesma forma abrupta que inicio o abraço, Damon o terminou, se voltando para seu sobrinho, e o erguendo com facilidade e o esmagando em um abraço de urso – Enzo! Como é bom finalmente te conhecer...

Enzo mantinha um sorriso largo no rosto enquanto tentava abraçar o tio com a maior intensidade que seus pequenos braços lhe permitiam. Stefan ficou de fora, apenas observando a cena a sua frente com perplexidade e admiração. Em todos aqueles dez anos, Stefan jamais imaginaria uma reação tão positiva da parte de Damon, e nem imaginou se sentir tão realizado em ver seu irmão e seu filho tão próximo, mas ele havia percebido o cheio de álcool emanar de seu irmão, o que fez pensar que toda aquela euforia poderia ser passageira.

_ O que você está fazendo aqui, Damon? – Stefan perguntou enquanto via Damon colocar Enzo novamente no chão, sem tirar nenhum segundo o sorriso enorme que carregava consigo, e voltou a fitar o olhar serio e pensativo de seu irmão.

_ Eu não sei... – Damon deu de ombros, sorridente, enquanto bagunçava os cabelos de seu sobrinho que ria contente com o carinho – Eu estava andando por ai, procurando o pensionato da Senhora Flores, mas a Lena me ligou...

_ A Elena te ligou? Quando? – A expressão de Stefan se tornou lívida e o espanto lhe subiu aos olhos.

_ Ah... Eu não sei, agorinha... – Damon coçou a cabeça, confuso, sua mente estava meio bagunçada pela bebida, e seu estômago e cabeça finalmente se queixavam de todas as doses que ele havia tomado – Será que posso usar o banheiro da sua casa? Não estou me sentindo muito bem...

Stefan queria perguntar mais sobre a conversa que Damon teve com Elena, mas o rosto de Damon estava gradualmente se tornando pálido e as gotículas de suor surgiam em sua testa. Sem protelar, Stefan segurou a mão de Enzo, e foi em direção a sua casa, com Damon ao seu encalço. Assim que entraram, Damon perguntou onde ficava o banheiro, em resposta Stefan gesticulou a primeira porta do corredor próximo a ele. Stefan disse para Enzo ir até Rebekah e pedir para que preparasse um café bem forte, pois tinham visitas, e rapidamente o pequenino seguiu seu caminho em busca de sua mãe.

_ Eu nunca mais bebo na minha vida... – Damon disse ao sair pelo corredor alguns minutos depois, ao mesmo tempo em que Rebekah surgia pela porta da cozinha. – Ah, oi Bekah... Que barrigão!

_ Oi? – Rebekah olhou confusa para Stefan, que estava sentado em uma das poltronas da sala, questionando o que seus próprios olhos diziam ver – Damon? O que faz aqui?

_ Eu sei lá, minha cabeça está doendo demais pra lembrar... – Damon se sentou no sofá e jogou a cabeça pra trás, respirando fundo. – Eu acho que estava vindo falar com vocês, pedir desculpa por todos esses anos, mas Elena me ligou no meio do caminho e eu perdi o rumo...

_ Oh, eu vou pegar algum remédio pra você... – Rebekah depositou a bandeja com as xícaras de café sobre a mesa de centro e voltou para cozinha.

_ O que ela disse? – Stefan perguntou tentando amenizar sua preocupação.

_ Ela disse que tinha algo pra me contar, mas que pelo meu estado não adiantaria em nada falar... – Rebekah surgiu na sala novamente e entregou alguns comprimidos para Damon com um copo grande de água, e o mesmo aceitou de bom grado. – Obrigado. Eu realmente estava muito bêbado na hora em que ela me ligou, provavelmente não me lembraria de nada...

_ E o que mais ela disse? – Stefan perguntou enquanto entregava uma xícara de café para Damon.

_ Ela prometeu me ligar pela manhã... – Damon bebeu um gole do café, e depois colocou a xícara sobre a mesa novamente, se levantando de supetão – Eu preciso ir, tenho que ir pra pensão... Senão aparecer por lá, é bem provável que a Senhora Flores não me deixe entrar amanha... Oh mulher difícil!

_ Ok, eu te levo então...

Stefan propôs ficando de pé logo em seguida, Damon não protestou. E depois de se despedir de Enzo, de Rebekah, e de Nina, ainda na barriga da sua cunhada, Damon seguiu Stefan até o carro estacionado no quintal da frente e assim seguiram a curta viagem até a pensão da Senhora Flores, com Damon falando o caminho erroneamente diversas vezes e Stefan as seguindo com precisão, e indo para em lugares desconhecidos para ambos. Depois de alguns minutos, Stefan finalmente estacionou na frente do pensionato Fiore.

_ Obrigado por me trazer até aqui, Stefan... – Damon disse sincero aparentando estar menos ébrio do que antes — E obrigado por não desistir de mim durante todos esses anos. Eu sinto muito por ter demorado tanto pra finalmente vir até vocês... Sinto muito mesmo!

_ Damon, não esquenta... – Stefan parecia está muito mais tranquilo sobre a veracidade do arrependimento de Damon. Ele voltou seu olhar preocupado para Damon ao seu lado, com a preocupação e a seriedade dominando seus olhos verdes – Quanto a Elena...

_ Ela vai ligar pela manhã, ela prometeu...

_ Eu sei que vai. Quero te pedir um favor... – Stefan se inclinou e esticou seu braço até o porta luvas, tirando de lá um envelope. Ele voltou ao seu lugar, e depois de examinar alguns segundos o envelope em suas mãos, Stefan o entregou – Assim que a encontrar, dê isso a ela...

_ Ok, eu entrego... – Damon pegou o envelope o guardou no bolso de sua jaqueta e se preparou para sair – Eu vou indo... Prometo não demorar mais dez anos para vim te visitar...

_ Acredito em você... – Stefan sorria abertamente enquanto assentia positivamente com um gesto de cabeça – Se cuida Damon...

_ Tchau irmão...

Stefan viu Damon sair de seu carro e seguir seu caminho até a porta do pensionato. Assim que ele o viu adentrar pela porta, Stefan pegou seu celular e discou o número de Elena. Alguns toques depois, uma voz eletrônica soou pelo alto-falante de seu celular, indicando que deixasse uma mensagem no correio de voz. Com um sorriso sincero nos lábios, e seus olhos demonstrando a felicidade que lhe invadira, após o sinal, Stefan começou a falar:

_ Elena, sou eu Stefan... Eu encontrei com Damon hoje, e nós conversamos um pouco. Pois é, conversamos! – Stefan disse com um sorriso amarelo nos lábios enquanto via no pensionato a frente uma luz se acender, sinal de que Damon havia chegado bem ao quarto. – Bom, só liguei pra te dizer, obrigado. Boa noite.

***

O sol se erguia a leste em Florença, adentrando pelas brechas entre as cortinas e batendo no rosto de Damon, deitado no chão de duro de madeira. A luz era forte, e o calor já havia se tornado um incômodo, o que fez com que Damon abrisse os olhos e encarasse a ressaca que o esperava. Sua cabeça latejava, e seu estômago se mexia inquietantemente em seu abdômen, deixando a duvida se era de fome ou somente estava enjoado pela bebedeira do dia anterior. Com um pouco de dificuldades, Damon se apoiou na cama ao seu lado, e se ergueu e se sentou em sua beirada, deixando algo da jaqueta de couro que usava cair no chão.

Damon se abaixou dificultosamente, sentindo cada parte de seu corpo se tornar relutante em executar um movimento simples, mas ainda assim ele conseguiu pegar o que havia caído, um envelope branco, um pouco amassado. Damon examinou o envelope, encontrando rapidamente seu nome na parte de trás do mesmo, e mesmo que manchado Damon ainda reconhecia aquela letra como a de Elena. Sem protelar, Damon abriu o envelope, e de lá de dentro retirou algumas folhas, todas preenchidas com a letra de Elena, e ainda que confuso Damon se pós a ler.

Não foi necessário muito tempo para que Damon absorvesse e compreendesse todo o exacerbado significado expresso naquelas palavras, fazendo seu coração se acelerar dentro de sua caixa torácica, seus pulmões se comprimirem em busca de oxigênio e as lagrimas se acumularem em abundância em seus olhos. Ele não conseguia acreditar no que lia, e por isso se punha a ler novamente, mas não importava quantas vezes relesse as palavras escritas ali não mudariam, muito menos o seu significado.

Damon fuçou seus bolsos em busca de seu celular, e ao encontra-lo checou a data no mostrador sobre o plano de fundo, mas ao fitar seu aparelho, algumas memórias da noite anterior o acometeram, principalmente a parte da noite onde havia conversado com Elena e a promessa da mesma. Não havia nenhuma chamada de Elena, e segundo a data na carta em suas mãos e a data em seu celular, Damon já podia está muito atrasado.

Rapidamente, Damon pegou sua mala, a qual ele não havia desfeito e depois de pagar sua estadia no pensionato diretamente para a Senhora Flores, Damon saiu daquele lugar, já ligando para um táxi. Assim que encerrou a chamada, Damon começou a digitar o número de Elena, mas antes que pudesse, seu celular começou a vibrar em sua mão. Foi grande foi seu alivio que inundou seu peito ao ver a foto e o nome de Elena dominar a tela.

_ Oh meu Deus, Elena! Ainda bem que você ligou, eu já... – Damon atendeu ao seu celular, soltando a respiração, sem nem ao menos perceber que a prendia.

_ Damon, sou eu Miranda... – A voz da mãe de Elena soou pelos ouvidos de Damon o interrompendo, ao menos tempo em que sentia o medo congelar suas veias gradativamente.

_ Miranda, o que aconteceu? – Damon perguntou apreensivo, já temendo a resposta.

– Damon, querido, a Elena... – Miranda disse em meio a soluços e lágrimas – Você precisa vim até aqui... Rápido!

Notas finais
E ai? Mereço algum review, recomendação, uma carinha feliz? :D Espero que vocês tenham gostado, e não estejam querendo me matar nesse exato momento, até por que se me matarem, nao terão final de IIDY... Pois é, IIDY está chegando em seus momentos finais! O_O Bom, o motivo de eu nao ter postado na terça ou quarta assim como prometi, é por que eu passei a noite de quarta no hospital, e eu ainda nao havia conseguido finalizar o capitulo, pois a dor que eu estava sentindo me impedia! Mas assim que passou eu consegui completar! E aqui estamos! :D Well, eu acho que se nao houver nenhum imprevisto dessa vez consigo postar até sábado o proximo cap... senão domingo! E pelos meus calculos o proximo é o penultimo capitulo! OMG! Hoje tem TVD! Estou empolgada! LOL ________________________________________ Eu queria aproveitar esse espaço e compartilhar com vocês algo muito legal, que uma amiga minha começou esses dias e eu simplesmente amei a ideia. Esse é o primeiro video que ela posta, eu sinceramente espero que tenha muitos outros, e basicamente são conselhos e sugestões para você, que quer começar sua fic e nao sabe como, ou pra você que já escreve e acha que uma ajudinha nunca é demais. https://www.youtube.com/watch?v=FvyEcGjWczU. Copiem e colem a URL ai, eu acho que vale muito a pena, mas eu sou suspeita pra falar... Eu adoro as historias da Sophia então... Bom, eu vou ficando por aqui! Beijoooos e até o proximo! :****