If I Die Young

21 It's Ok, This is love!


Notas iniciais
Gente, me desculpa pela demora, eu nao queria ter demorado tanto, mas finalmente estou aqui... Explico nas notas finais, sei que estão ansiosas pelo capitulo! Bom, perdoem minha demora, e meus erros... Vim correndo postar, algo pode ter me escapado! Enjoy...

Damon sorvia distraidamente o liquido âmbar de seu copo, enquanto fitava algo através do espelho a sua frente, que ornamentava as bebidas do bar do aeroporto Salvatore, onde ainda se encontra desde que Elena havia resolvido seguir viagem com irmão mais novo de Damon. A maneira dura e fria com que Elena o havia tratado na noite passada, e a petulância com que ela havia falado com ele naquela manha se misturavam de um jeito nada agradável em sua cabeça, o deixando angustiado e confuso.

Elena era a criatura mais ingênua e gentil que Damon já havia posto os olhos, porém, por mais que convivesse com ela todos os dias, ele mesmo não havia previsto a mudança drástica que Elena sofreria nos últimos dias. Ela ainda era ingênua e gentil, no entanto, era difícil enxergar isso por trás do muro que ela havia criado entre eles, e o motivo de Elena está tão distante ultimamente era o que estava deixando Damon imensamente frustrado e aborrecido.

A mandíbula de Damon se fechou com força, e suas narinas dilataram enquanto sua respiração se tornava mais pesada. Ele engolia a seco todas as palavras e lembranças de Elena, que teimavam em ficar sendo reprisadas em sua mente, enquanto tentava não se deixar aborrecido por isso, mas era impossível. Naquele momento, nem o whisky mais forte do estoque estava sendo capaz de dissipar aquele sentimento que insistia em se instalar no peito de Damon. Na noite passada, Elena havia rejeitado a ele e aos seus sentimentos, e logo pela manha havia feito questão de terminar com o resto da racionalidade que restava a Damon.

Já se vão 10 anos de rancor Damon, não acha que está na hora de deixar tudo àquilo pra trás... Damon sorveu todo o conteúdo de seu copo, para logo depois bater o mesmo com força no balcão de madeira maciça do bar onde estava. Ele não podia evitar, sempre que as palavras de Elena invadiam suas lembranças, seu âmago se tornava lava fumegante escorrendo por suas entranhas, o enfurecendo cada vez mais. Sim, dez anos já haviam se passado desde a última vez que falará e virá seu irmão, mas Damon teve seus motivos, e Elena os conhece muito bem.

Elena sabia o quanto seu juízo fora danificado quando ele descobriu a traição de seu próprio irmão e de Rebekah. Mesmo com Damon já estudando na universidade e ela ainda em seu ultimo ano do colegial, Elena sabia o quão difícil foi conviver tendo conhecimento disso, e quão perturbado isso o fazia. E quando ela foi estudar em Whitmore, ela presenciou suas bebedeiras, que ele tinha apenas como mais uma alternativa falha de se manter longe das lembranças. Ela cuidou dele, ela o viu sofrer, viu a dor que aquilo tudo o causou na época, e ainda assim o trouxe até lá. Mas ele deveria ter previsto isso, Elena sempre arrumava um pretexto para trazer a existência de Stefan a tona, mesmo sabendo que ele se irritaria e acabariam discutindo. Eles estavam na Itália, pretexto melhor não haveria.

Damon sorriu sarcasticamente para o copo vazio em sua mão, enquanto se recordava das inúmeras brigas entre Elena e ele, somente por que ela teimar em tomar partido de Stefan e Rebekah, e os defender. Ela sempre o fez, mesmo quando, diante dos olhos de Damon, tudo se mostrava ser totalmente o contrario do que Elena dizia, ela ainda assim mantinha sua voz firme e os defendia. Mas quando Elena tocava no assunto, Damon sempre dava um jeito de interrompê-la ou ignora-la, porém quando isso não era possível, Damon simplesmente a deixava e ia atrás de esquecer.

Era doloroso demais, sôfrego demais, e recordar tudo aquilo era sinônimo de que ele voltaria a sentir aquela dor abrasadora lhe cortar o peito novamente. Se descobrir tão vulnerável o deixava furioso, e quanto mais Elena os defendia, mais Damon ficava possesso, e acabava por descontar nas garrafas de bebida das festas de irmandade pelo campus, e no dia seguinte ele acordava ao lado de alguma garota qualquer, a qual ele sequer sabia o nome. Foi assim durante um período considerável, mas depois de algum tempo, as memórias que antes se viam gravadas em sua mente com ferro em brasa, foram se esvaindo, e Damon não fazia esforço nenhum para lembrar.

Muito tempo havia se passado desde que Damon abrirá mão voluntariamente dessa lembrança em troca de sua racionalidade e não sofrimento. Já fazia um bom tempo que vivia dessa maneira, e mesmo sentindo que um pedaço seu se definhava a cada dia um pouco mais, Damon estava simplesmente agradecido por não precisar conviver com a dor que roubou os melhores anos dele. Porém, ali, sentado em um bar qualquer no aeroporto, e pensando superficialmente em parte de todos esses anos dolorosos, nada lhe surgiu, ou assolou seu peito. Confuso, Damon cogitou: E se não houver mais dor? Nervosamente, Damon gesticulou para o barman atrás do balcão para que enchesse seu copo novamente, e depois de sorver boa parte do liquido amadeirado, ele lentamente ia se permitindo recordar de coisas que ele vinha evitando durante anos.

Iria fazer quase dois anos que Damon conhecia e vinha se encontrando com Rebekah, mas só depois de algum tempo, ele se viu preparado para assumir seu relacionamento e apresenta-la a sua família. Aparentemente tudo fluía bem, sua família havia aprovado a loira, e Elena, mesmo um pouco assustada pela novidade, parecia também gostar de Rebekah, e a recíproca aparentava ser verdadeira. Porém, algumas semanas depois de ser apresentada aos Salvatore e aos Gilbert, Rebekah começou a agir de forma estranha. Evitava visita-lo, e quando o fazia, sempre parecia incomodada em permanecer ali, ela também passou a tratar Elena com arrogância, e sempre questionava o motivo de Damon sempre a querer por perto.

De repente, o que fluía bem, estava se vendo fadado ao fracasso, e por mais que Damon tenha ficado triste quando Rebekah um dia, sem mais nem menos, disse que não conseguia mais lidar com aquilo, e que seria melhor que eles terminassem, ele concordou, já que boa parte do tempo que passavam juntos se transformava em discussões fúteis e desnecessárias. Algumas semanas se passaram, sem que Damon sequer tivesse noticias de Rebekah, e mesmo estudando na mesma escola, eles nunca havia se esbarrado pelos corredores depois do termino. O baile de formatura estava chegando, e como estava sem acompanhante, Damon resolveu convidar Elena. Ele ainda se recordava como havia sido difícil para ele convencê-la a acompanha-lo:

_ Vamos lá Elena... — Damon fazia seu caminho de volta para sua casa depois de um dia cansativo de aula, com Elena ao seu lado. Ele havia acabado de ganhar uma expressão nada agradável e um belo ‘acho melhor não’ quando a convidou para o baile. – Por que não?

_ Você não entenderia... – Elena bufou nervosamente ao seu lado, enquanto meneava a cabeça para o caminho a sua frente com um bico emburrado nos lábios rosados.

_ Por favor! – Damon a segurou pelo braço, o suficiente para fazê-la parar de andar e o fitar. – Eu não quero ir sozinho...

_ É só você não ir... – Elena deu de ombros, como se aquilo fosse a coisa mais obvia do mundo. Ela sorriu, entusiasmada de repente – Nós poderíamos ficar em casa, e fazer uma sessão ‘filme de terror’, o que acha?

_ Seria legal, mas nós também poderíamos ir para o baile...

Damon tentou persuadi-la, mas em resposta, Elena fechou sua expressão e voltou a caminhar. Damon bufou, porém, sem ainda se dar por vencido, a alcançou, e a puxando pelo braço, a forçou a parar e a fita-lo novamente. Vendo que não teria nenhuma alternativa, Damon resolveu apelar para a chantagem emocional. Com a cabeça um pouco inclinada, e a fitando com os olhos azuis pidões acompanhados de um bico entristecido nos lábios, voltou a falar:

_ Você é minha amiga não é?

_ Damon... – Elena tentou retrucar, mas ele a interrompeu, a forçando a responder sua pergunta. – Sim, eu sou sua amiga, sua melhor amiga...

_ Então, é sua obrigação não me deixar ir desacompanhado ao baile de formatura, eu faria a mesma coisa por você... – Elena novamente tentou resmungar, mas Damon a impediu, e cruzando os braços com um sorriso confiante nos lábios, sugeriu. – Me dê um bom motivo para não irmos ao baile, e eu aceito a ideia da sessão filme de terror...

De inicio, Elena o olhou com os olhos um pouco assustados pela proposta, mas depois, com a confusão dominando seus olhos castanhos, ponderou. Por fim, Elena soltou um bufo exausto, e sem olhar nos olhos de Damon, concordou com um aceno de cabeça. Damon não reparou na época o quão suspeita a atitude de Elena parecia, mas agora, repensando com cuidado em tudo, Damon só podia deduzir uma coisa:

_ Ela sabia... – Damon murmurou para si com um sorriso sórdido enquanto sorvia mais um gole de whisky.

Agora estava claro. Elena tinha conhecimento que Rebekah e Stefan tinham algum envolvimento e que provavelmente apareceriam no baile de formatura juntos. Isso explicava o porquê Elena havia tentado convencê-lo a não ir, e por que Rebekah passou tratar Elena com tanta ignorância. Aparentemente Elena sabia mais do que dizia. Assim como há dez anos, a suspeita de que Rebekah e seu irmão o havia traído embaixo de seu próprio nariz durante sabe se lá quanto tempo, passou novamente a sua mente. No entanto, junto com ela veio uma curiosidade inquietante de saber se suas suspeitas eram ou não reais.

Rapidamente, Damon tirou alguns euros da carteira e os depositou sobre o balcão dinheiro suficiente para pagar os copos de whisky que havia bebido, pegou sua bagagem e saiu a passos apressados em meio a multidão em direção a saída do aeroporto. Sortudamente, havia um taxi chegando assim que Damon passou pelas portas de saída, e imediatamente Damon se enfiou no banco de trás, e em um italiano um pouco enferrujado, porém ainda assim impecável, disse o mesmo endereço que vinha usando durante quase cinco anos para enviar presentes para seu sobrinho. O motorista rechonchudo e com um bigode avantajado que lhe cobria os lábios, acenou positivamente com a cabeça, e apressadamente colocou o utilitário branco na estrada.

Damon meneava sua cabeça para o nada, não acreditando no que estava fazendo. Dez anos sem ver seu irmão, e de repente ele bate em sua porta. Poderia se estranho, mas ele precisava de algumas respostas, caso contrário, seria capaz de enlouquecer com sua própria curiosidade. Tentando se manter distraído, ele mantinha seu olhar na paisagem do lado de fora pela janela do carro, mas inconscientemente Damon, já imergido superficialmente em suas lembranças, estava sendo mergulhando, cada vez mais fundo em meio delas. De repente, foi como viver novamente o mesmo momento de dez anos atrás, o qual ele vinha fugindo desde então. Dessa vez, Damon não fugiu, ele se deixou ser imerso e levado pelas ondas.

Com seu carro estacionado na frente da casa dos Gilbert, Damon esperava por Elena, recostado na lateral de seu carro. Trajado em seu traje formal, composto por um terno preto, uma gravata borboleta também preta e uma blusa branca, Damon se via cada vez mais ansioso pela chegada Elena, com um corsage de uma rosa feita em seda, adornada com duas pulseiras de perolas em suas mãos. Damon não sabia se combinaria ou não com o vestido que ela havia escolhido, mas sabia que era singelo e perfeito, assim como Elena. Depois de alguns minutos esperando, eis que surge Elena, em um vestido rosa escuro longo e sem alças, com os cabelos caindo sobre os ombros em perfeitos cachos. O rosto de Damon se iluminou quando ele colocou os olhos sobre a espetacular criatura que descia as escadas da varanda dos Gilbert, e aparentemente vinha ao seu encontro com um sorriso tímido nos lábios pintados de um rosa nude.

_ O que achou? – Elena olhou para si mesma, avaliando-se por alguns instantes para depois voltar seu olhar para Damon, com o cenho franzido – Exagerei não foi? Eu disse pra minha mãe que isso era demais...

_ Está perfeito... – Damon interrompeu Elena em meio ao seu surto psicótico. – Mas que perfeito, deslumbrante...

Damon disse mansamente, com um sorriso afável nos lábios, enquanto andava em direção à garota a sua frente e lhe segurava a mão, a fim de deslizar o corsage pelos dedos de Elena. Os olhos da garota fitavam admirados ao arranjo que Damon havia colocado em seu pulso, trazendo um sorriso satisfeito aos de Damon. Elena ergueu seu olhar, encontrando o de Damon no meio do caminho, o fazendo se perder em meio aqueles orbes castanhos, que eram quentes, acolhedores e transbordavam contentamento. Mas depois de alguns segundos, que mais pareceram eras, Elena desviou seu olhar e retirou sua mão sobre a de Damon. Seu rosto se tornou pálido, e sua expressão havia mudado de puro contentamento para pura agonia. Damon abriu sua boca para perguntar, mas antes que as palavras pudessem se fazer audíveis, Elena murmurou um ‘vamos’ e saiu em direção ao carro, deixando Damon e sua perplexidade para trás. Mesmo confuso Damon relevou a estranha atitude de Elena e seguiu seu caminho até seu carro, onde Elena já esperava, para seguir em direção ao seu destino.

Nenhuma palavra foi dita durante o caminho até o Mystic Fall High School, e nenhuma foi dita durante a entrada no ginásio onde aconteceria o baile de formatura, nem após os primeiros trinta minutos em que estavam lá. Damon permanecia sentado em uma das muitas mesas no local, com Elena ao seu lado. Ela tentava agir normalmente, mas até quando levava seu copo até os lábios para sorver o ponche nele, Elena parecia incomodada. E a todo instante seus olhos passeavam pelo espaço do ginásio de maneira ansiosa, como se esperasse por algo, e pela ruga entre as sobrancelhas que ela tinha, não parecia ser algo bom.

Save me, dos Hanson, começou a tocar pelos alto-falantes do lugar em uma versão mais lenta do que a original, e mesmo estando visivelmente apreensiva, a postura de Elena relaxou e um sorriso nostálgico surgiu em seus lábios, que logo tratou de esconder. Mas Elena não o fazia muito bem, e Damon já havia percebido, e com um sorriso adoravelmente perturbador no rosto, inclinou sua mão em direção a Elena, esperando que a mesma a pegasse. E assim ela fez, e rapidamente Damon a arrastou para a pista de dança localizada no centro do ginásio. Damon se posicionou de fronte a Elena, a uns 30 centímetros de distancia, e a fez passar os braços pelo seu pescoço enquanto ele passava os seus pela cintura de Elena, a puxando para mais perto.

_ Isso é realmente necessário? – Elena sorria brincalhona, mas ainda assim Damon percebia um tremor em sua voz.

_ É uma musica lenta, temos que dançar de acordo... – Damon disse convincente o bastante para fazer Elena concordar com um dar de ombros, enquanto eles se movimentavam lentamente de um lado para o outro seguindo o ritmo da música. – Por quê? A proximidade te incomoda?

_ Seu idiota... – Elena revirou os olhos, com um sorriso irônico em seus lábios, fazendo Damon soltar uma risada rouca em resposta.

_ Não precisa ofender... – Damon sorria abertamente enquanto fazia Elena rodopiar em um passo de dança para depois trazê-la para perto novamente. Ele a segurava pela cintura com seus rostos mantendo-a próxima de si, com seus rostos a poucos centímetros de distância. – Você está realmente linda...

_ Você não consegue deixar esse seu jeito conquistador barato nem por alguns minutos não é...

O tom usado por Elena beirava a ironia com um toque traquinas que só o sorriso brincalhão em seus lábios poderia oferecer, mas o mesmo desapareceu de seu rosto quando seus olhos captaram a seriedade que dominava a expressão de Damon. As mãos de Damon, ainda na cintura de Elena, se firmaram ali, enquanto seu olhar, que antes queimava sobre os dela, agora descia em direção aos lábios de Elena. Atraentemente macios à vista, aquele par de lábios parecia sussurrar provocativamente o nome de Damon, assim como na noite em que lhe dera seu primeiro beijo.

Com uma curiosidade abrupta, Damon soltou uma de suas mãos da cintura de Elena, e em uma lentidão exacerbada a levou até o rosto da morena, encaixando-a perfeitamente na lateral do pescoço de Elena, enquanto seu polegar comprovava suas suposições e superava suas expectativas de quão macios eram aqueles lábios. Além de aveludados, os lábios de Elena eram quentes, o fazendo com que Damon se inclinasse devagar para frente, a fim de quebrar a pequena distancia que havia entre eles. A mão que Damon permanecia no pescoço de Elena, a mantinha no lugar, sem dar chances para que ela escapasse, mas ela não parecia querer que isso acontecesse, pois a medida que Damon se aproximava, os lábios de Elena se entreabriam. Macios e quentes, prontos para recepcionar aos dele.

Damon já podia sentir o hálito fresco e doce de Elena invadir seu âmago, mais alguns milímetros e ele poderia se deleitar na textura e no calor que ainda estavam marcados em sua mente. Mas antes que ele pudesse selar seus lábios aos de Elena, ela se afastou, o que fez com que Damon saísse do frenesi que a mente dele havia entrado, o fazendo emergir na realidade em que estavam. A sua frente, Elena respirava com dificuldade pelos lábios entreabertos e um rubor perfeito dominava seu rosto, e Damon não parecia está tão diferente.

_ Elena... – Damon deu um passo pra frente, a fim de checar se Elena estava bem, mas ela se afastou, o deixando sem reação. — Desculpa, eu só...

_ Não... – Elena mantinha seu olhar longe de Damon, enquanto respirava profundamente com as duas mãos nas maças do rosto, tentando amenizar a queimação no local – Quero dizer, não precisa se desculpar, eu só... Preciso tomar um ar!

Elena começou a andar com certo desespero entre a multidão de alunos presente naquele salão, com Damon em seu encalço. No entanto, da mesma maneira abrupta que começara a sair do local, Elena estacou no lugar, olhando assustada para o que via a sua frente. Damon, que estava logo atrás de Elena, não precisou de nada mais que um passo para lado para ver o que Elena observava tão apreensiva. Seu irmão, e Rebekah, se beijando, assim como Damon e Elena estariam se não fosse pela interrupção da própria Elena.

_ Scusi, signor... – A voz do taxista soou pelo carro, trazendo Damon de seus devaneios – Já chegamos, senhor...

_ Ah, me desculpe... – Damon olhou a paisagem ao redor, reconhecendo o nome da rua em uma placa como sendo a do endereço a qual ele enviava eventualmente correspondências para Enzo. Damon pegou sua carteira e tirou uma nota alta da mesma, e entregou ao taxista – Fique com o troco...

_ Grazie...

Damon escutou o taxista dizer enquanto descia do carro juntamente com sua bagagem. Assim como o táxi refez seu caminho, Damon fazia o seu pela estreita e singela rua de pedras, rodeada por pequenas casas adornadas pela vegetação e pelo sol ainda centralizado no céu, que iluminava e aquecia a todos naquele meio de tarde. Damon caminhava em meio a tudo aquilo, mas nada era capaz de prender sua atenção por completo, já que seus pensamentos teimavam em seu manter nas suas lembranças recobradas a pouco, e quanto mais Damon pensava, mais confuso e imerso em meio aos seus devaneios.

Ele finalmente havia se permitido recordar as memórias que o perturbaram e instigaram o seu sofrimento e angústia durante muito tempo. E durante todo esse tempo, ele vinha as reprimindo por medo de que todo aquele sofrer e agonia pudessem o alcançar novamente. Mas quão grande foi a confusão e surpresa de Damon ao perceber, que boa parte daquelas lembranças havia sido esquecida, aparentemente, há muito tempo, já que o motivo de ter brigado e se afastado de seu irmão não parecia está distante o bastante para que Damon não fosse capaz de lembra-lo em detalhes. No entanto, outra parte, daquela mesma noite, se fazia gravada com intensidade em sua mente, e revive-la, fez com que o coração se aquecesse em seu peito. E mesmo depois dos dias passados, e esquecendo tudo o que fizera se separar de Elena, a única coisa que ele queria era encontra-la, e trazê-la de novo para seu lado.

Damon apressou seu passo, quase correndo pela rua, a fim de chegar o mais rápido a casa de Stefan. Elena provavelmente estaria por lá, caso contrário, ele iria até ela, mesmo que tivesse que procurar por toda Europa, ou mundo, ele a encontraria. Damon parou por alguns segundos, analisando por alguns segundos a vizinhança. Havia algumas casas, mas algumas não tinham numero que as identificassem, algumas apenas tinham nomes graciosos e lustrosos escrito em placas de madeira na entrada das casas. Ao lado, havia várias tentas armadas uma do lado da outra, com uma variedade enorme de frutas, verduras, e carnes, dentre outras coisas.

Damon voltou a olhar o endereço, que ele havia anotado no bloco de notas no celular, e voltou a seguir seu caminho. Alguns metros adiante, Damon já podia vê uma casa de pedras com 0210 em números dourados e bem desenhados. Ele apressou o passo mais uma vez, indo em direção a provável casa de seu irmão, o qual não via a quase dez anos, mas antes que pudesse chegar de fato até lá, Damon ouviu uma risada conhecida, e que não ouvia a muitos anos, que o fez estacar no lugar e procurasse ao seu redor.

Não muito longe de onde Damon estava, havia uma mulher de cabelos loiros platinados, usando um vestido longo de algum tecido leve desconhecido por Damon, conversando com um dos feirantes em um italiano perfeito e um sorriso grande no rosto. Mesmo o vestido sendo bem solto, ainda deixava a em evidencia a barriga que aparentava já está nos últimos meses de gestação. Não demorou muito para que Damon identificar a dona da risada como sendo Rebekah. Damon deu o primeiro passo, a fim de ir à direção em que Rebekah estava, mas novamente algo o fez travar. Assim que Damon se pós a andar, outra mulher surgiu ao lado de Rebekah, com uma bolsa grande de plástico em um dos braços.

_ Elena...

Damon sussurrou para si, reconhecendo Elena na morena de cabelos presos em um rabo de cavalo mal feito e um sorriso amarelo no rosto, enquanto aguardava Rebekah terminar de conversar com o dono da tenda onde estavam. Era Elena, bem ali na sua frente, ele poderia simplesmente dar mais alguns passos, coloca-la em seu ombro e leva-la junto consigo, mas algo na expressão de Elena o impedia de cumprir com seu desejo. Elena mantinha um sorriso no rosto, mas ele não chegava até seus olhos. Seus orbes castanhos desmentiam seus lábios e denunciavam sua angústia assim como na noite passada, quando ela disse que não o amava e não estaria com ele pra sempre.

Assim como uma faca afiada, as palavras de Elena adentraram pelos ouvidos de Damon e se enterraram no peito de Damon, o ferindo por dentro. Naquela noite, ele não queria especular sobre os motivos de Elena ter dito o que disse, pois já estava frustrado o bastante por saber que seus sentimentos não eram correspondidos, mas ali, fitando aqueles olhos castanhos tristes se escondendo por detrás de um sorriso falso, era perceptível que ela escondia algo para si. Mas por mais que Damon quisesse correr até Elena e força-la a dizer o por que de tudo aquilo, ele não poderia. Era visível que o que ela guardava também a estava perturbando, e que ela precisava de tempo para lidar com o que quer que fosse. E não seria ele a lhe negar isso. Damon não se importava em esperar por ela, desde que um dia ela volta-se pra ele, assim como não se importava em não ser amado por Elena assim como ele a amava, pois tinha certeza que mesmo assim, tê-la ao seu lado era o bastante, já que a ausência de Elena era capaz de leva-lo a loucura.

_ Tudo bem, Lena... – Damon murmurou para si com um sorriso sofrego em seus lábios, enquanto observava Elena seguir seu caminho com Rebekah em seu encalço – Se é isso que você quer tudo bem, mas eu venho te buscar, seja onde você estiver, não importa o tempo que leve...

Notas finais
Bom, como eu disse lá em cima, eu nao queria demorar a postar, mas eu estava, e ainda estou, muito gripada, e minhas condiçoes nao são as melhores, o que me impediram de pensar, e de ficar na frente do pc escrevendo... Espero que entendam... Deixem seus reviews com o que acharam do capitulo, e o que esperam para o proximo, ou para o final, sei la... Aqui me vou! Beijooooos