Identity Crisis

29 C28. Let everything out


Notas iniciais
Yo! Gente, postei o capítulo 27 e 28 hoje, então se você veio direto aqui, volte para o anterior tá? Rsrsrs Uma boa leitura a todos!

Sieghart esperava um sermão longo e cansativo da diretora depois daquela confusão toda, então ele não ficou nada além de chocado quando a mulher se resignou num suspiro, encostando-se à janela, permitindo-se um minuto de silêncio. Karina não disse uma palavra durante um tempo, deixando o moreno cada vez mais apreensivo.

“Não é do feitio dessa mulher agir assim. Tem alguma coisa errada.” Pensou ele, notando o modo cansado de Karina respirar.

Hoje estava sendo um dia especialmente estranho para todos, o presidente concluía. Ele ainda sentia o estresse de ter se revelado para Lupus logo depois do que fez com o Dio no vestiário. Naquelas poucas horas ele não teve tempo de pensar direito no que tinha feito, mas agora, nesse silêncio, nessa pós-adrenalina, a memória estava voltando com força total. Memória do corpo de Dio. Memória dos dois se entrelaçando e atravessando uma barreira nunca imaginada.

No entanto, seus pensamentos eróticos foram cortados finalmente pela voz da mulher.

— Ercnard.

Ela nunca o chamava assim.

— Há algumas semanas recebi pessoalmente a carta do pai da Srta. Onette querendo matriculá-la na Academia Real. E como você não deve estar sabendo, está havendo muita movimentação nos negócios das famílias seja por bem ou mal. Sub-famílias, agregados, empresas e terceirizados estão falindo e outros ascendendo muito rapidamente.

Sieghart franziu o cenho, não gostando de onde a conversa estava indo. Ele podia facilmente relacionar Jin com esse cenário desde que os Kaien eram de um ramo mais baixo. Só que sempre houve alguns pontos sem explicação naquela história. A família Kaien era uma protegida especial dos Sieghart e associados. Nunca houve necessidade de envolver eles em negócios com altas empresas. Eles não tinham fundos suficientes para isso. Além disso, Kaien era um nome tradicional, porém, funcionava de forma mais representativa do que efetiva, como um troféu que você deixaria em uma estante. Então como eles estavam envolvidos numa dívida tão absurda? E por que os conselheiros não os impediram? Porque sim, havia pessoas responsáveis para impedir merdas do tipo acontecerem.

E agora, com essa suposta movimentação na alta sociedade acontecendo, alguém estava mexendo onde não devia.

— Vejo que você reconhece pelo menos um pouco do que estou dizendo. Como um membro da Família Erudon, você também deve saber que eu vou fazer de tudo para proteger essa escola.

A face da diretora demonstrava sua determinação. Os olhos vinhos brilhavam intensamente e com orgulho. O moreno conhecia bem a qualidade das pessoas daquela família e entendia que no território dela ninguém poderia brincar, nem mesmo um rei de fachada. Tinha um motivo bem claro pelo qual os Sieghart rivalizavam com os Erudon.

— E claro, a chegada da sua noiva aqui não é coincidência. Eu pretendo te ajudar da melhor forma possível, mas já expliquei várias vezes que isso não vai ser possível se a Srta. Elesis continuar se envolvendo em problemas. Ela está no limite. Há várias pessoas que a querem fora. Pessoas não só inimigas dos Sieghart, mas todos os envolvidos no mundo da luta livre. Você sabe bem do que estou falando.

— Eu sei. Elesis é um talento que não vão desperdiçar, mas o fato de ela ser de um ramo dos Sieghart vai assombrá-la na carreira para sempre. Ela sabe disso também. E sabe que a subestimam por ser mulher. Há muita gente querendo derrubar ela logo, aproveitar que ela é jovem. Especialmente por ela ser filha do Sr. Elscud e da Srta. Penélope.

Ambos ficaram um instante em silêncio. Tanto Karina quanto qualquer outra pessoa naquele colégio saberia que falar o nome da mãe de Elesis era pedir para sofrer. A própria Elesis nunca mais falava nesse nome e era provavelmente o motivo de tanta raiva. Até Sieghart sentia uma dor lá no fundo quando se lembrava da tia, bondosa, forte e destemida. Uma mulher que lembrava um pouco a sua própria, Erika, mas com uma determinação e vontade de proteger que invejava. Ela sempre tinha tomado a frente quando ninguém o fazia, a voz da razão, a luta pelo certo. Sieghart ainda sofria muito também com a morte da tia e melhor investigadora do país.

— Dessa vez parece que vocês dois se safaram, mas não garanto que vai haver uma próxima vez. Eu só te trouxe aqui para te dar o aviso e te dar uma punição, apenas para seus colegas não desconfiarem.

Ela suspirou novamente e arrumou a franja, olhando-o fixamente.

— E ouvi rumores.

— Sobre? — indagou o rapaz, automaticamente fingindo tranquilidade. Ele estava um poço de nervos agora.

— Seus. Sobre como você interage com seu colega de quarto, Fiammeggianti. Sobre como você está desconcentrado nas suas tarefas de novo.

Sieghart mordeu o lábio, não sabendo para onde olhar. Num passado não tão distante ele daria alguma resposta destravessada para a mulher com um sorriso irônico, mas seu eu atual era muito diferente e não conseguia esconder mais suas emoções humanas. O que tinha acontecido com ele?! Ah, verdade. Dio tinha acontecido.

— Sua pele está um pouco enrugada, Karina. Não é por que está pensando demais? — respondeu depois de se recuperar, cruzando os braços.

Ela sorriu com sarcasmo. A mulher transmitiu ainda mais sua aura intimidadora nesse momento, apenas ressaltando a natureza militar que trazia pelo uniforme azul. Ela se aproximou dele e se permitiu dar um peteleco na testa do garoto.

— Calado, seu merdinha. Você vai ajudar nas tarefas dos clubes após as aulas de amanhã, entendido? Soube que você tem faltado em algumas reuniões do Conselho Estudantil e que também tem saído do colégio. Saído demais, quero dizer.

O moreno sorriu, dando de ombros.

— Como quiser, diretora.

Karina se dirigiu à porta primeiro e abriu, gesticulando para o moreno ir primeiro.

Ele acenou, prometendo conversar com Elesis sobre a questão e também se comportar pelos próximos dias enquanto a mulher seguia pelo caminho contrário, despedindo-se dele com um aceno de cabeça e já sabendo que as chances de ele cumprir com a promessa eram baixíssimas.

XXX

Lupus estava excessivamente inquieto. Ele mal tinha acabado de se recuperar de uma notícia impactante e de sua reconciliação com Sieghart e já estavam arrastando o moreno para a diretoria de novo. Dio tinha permanecido confiante, braços cruzados, olhar afiado, e trocou um aceno de cabeça com Sieghart como se ambos pudessem passar segurança um ao outro. Jin tinha virado para Ronan e estranhamente segurado o braço do esgrimista numa forma de apoio.

Os grupos que tinham sido enxotados do pátio ainda comentavam excitados, deixando claro que as histórias sobre os Sieghart reacenderiam dali pra frente. Lupus quase não conseguia esconder sua preocupação até Dio puxar o celular do bolso e atender alguma ligação.

Jin tinha uma expressão de quem havia acabado de sair de uma briga, a face rosada, os olhos meio estralados. Ele ainda estava de uniforme, então ele devia ter vindo direto do treino. Ronan parecia estar tentando acalmá-lo com a mão em suas costas. De novo. Estranho.

— Lupus. — Dio o chamou, pela primeira vez com uma expressão que não fosse agressiva. Ainda era irritante ver como o rapaz era mais alto que ele, mesmo sendo mais novo, e ele não conseguir não franzir com isso, mas enfim. Dio apontou para o próprio celular.

— Estou com um problema aqui também. Eu vou precisar sair por algumas horas, mas não queria deixar o Sieghart sem um apoio... Você sabe. — o rapaz baixou os olhos. — Eu gostaria muito de encontrar com ele depois, mas pelo jeito eu vou voltar só de madrugada.

O veterano riu por dentro. O Fiammeggianti não parecia um desses caras que se importava com o parceiro. Os dois nem estavam num relacionamento sólido apesar de estarem juntos. Então ver que ele dava atenção a esses pequenos detalhes deixava seu coração mais calmo.

— Eu iria checar ele mesmo sem o seu pedido, Fiammeggianti. — Lupus confirmou com um tom neutro. — Agora, imagino que ele gostaria de saber o que é tão importante para você voltar tão tarde.

Lupus jurou ver a pupila do mais novo aumentar discretamente.

— Problema familiar.

— Hm.

Dio olhou o relógio que carregava em seu pulso e fitou novamente o veterano.

— Eu preciso ir. — disse apenas e foi em direção ao corredor principal.

“Oh. Você sabe perfeitamente esconder suas emoções, Fiammeggianti. Reconheço isso.” Lupus sorriu no fundo de sua mente. “Mas não é tão fácil me enganar assim”.

E de fato, não era brincadeira vencer o Wilde no blefe. Não ele, um expert.

XXX

Quase ao mesmo tempo que Sieghart chegou no dormitório, a noite já tinha entrado. Com os nervos ainda meio à flor da pele, ele inspirou antes de entrar no quarto, sabendo que provavelmente teria que ter aquela conversa profunda com Jin. E claro, depois ele teria que explicar tudo do zero para Ryan. E Zero.

— Sieg, como você está?

Foi Lupus quem o recebeu, cheio de olhos e mãos em seus ombros. Ele escaneou rapidamente o local para confirmar que estavam apenas os dois.

— Lupus. Eu... E-E você?

O mais velho levantou uma sobrancelha, que não era tingida como o cabelo, e soltou uma pequena risada antes de mexer no cabelo do Sieghart, bagunçando-o. Fazia tempo que Lupus não fazia isso com ele. Essa intimidade tão bem vinda.

— Eu? Eu estou bem, cara. Não é com você que devia estar preocupado?

Lupus se afastou, sentando na cama mais próxima. Ele arrumou a franja enquanto fitava o moreno.

— São muitas coisas acontecendo. — Sieghart fechou a porta e se sentou ao lado do rapaz. — E o Jin?

Lupus suspirou longamente.

— Olha. Eu acho que talvez ele esteja um pouco chateado com você, mas acho também que tem algumas coisas acontecendo na vida dele agora, por isso talvez ele esteja saindo com outros amigos.

Sieghart abaixou a cabeça em suas mãos. Sentia-se tão cansado com tudo, a pressão, seus sentimentos confusos a respeito de Dio, o estresse em tomar a dor de Elesis, seus amigos criando distância. Ele só queria ter um poder para magicamente consertar tudo.

O mais velho pareceu notar seu estado mental, principalmente pelo jeito como seus dedos começaram a puxar os fios de sua franja.

A mão de Lupus em suas costas foi calorosa. A massagem de cuidado e atenção o deixando completamente vulnerável naquele momento.

— Sieg. — a voz suave.

Sieghart sentiu os olhos pesados e as lágrimas nascendo. Por vários instantes ele sentiu saudade de Dio. Ele queria o abraço dele. Queria ser beijado até esquecer todos esses problemas numa avalanche de prazer.

— Ei, cara... — Lupus tocou seu ombro com a outra mão, a preocupação crescente.

Sieghart engoliu um soluço, mas ficou óbvio que ele tinha começado a chorar. Seus dedos puxando mais forte seu cabelo.

— Ei... — a voz grave de Lupus adquirindo um tom ainda mais suave.

Sieghart não queria que o veterano visse seu lado lamentável dessa forma. Não era do estilo dele e de nenhum dos seus amigos ter esse tipo de troca sentimental. Fala sério, eles eram os caras mais populares do colégio! Sieghart era um ícone! Ninguém o via chorar. Ele tinha passado mal em sala, mas chorar? Chorar não é um dos tratos dos Sieghart.

Lupus apertou as mãos sobre ele, puxando-o para perto. Sieghart tentou resistir.

— Sieghart. Você deve estar pensando umas coisas bem cruéis agora. Eu estou aqui por você, pode se abrir comigo se quiser. Sobre qualquer coisa.

Sieghart tirou uma das mãos da cabeça, não deixando o mais velho ver sua face ainda. E por que essa merda de choro não parava?!

— V-Você já sabe tudo... Eu só... Eu só... — mas o moreno não conseguia continuar, o choro aumentando.

Lupus não resistiu mais, puxando o amigo para um abraço esmagador. Era o primeiro.

Sieghart escondeu o rosto no ombro do amigo e deixou revelar aquele lado que ele suprimia todos os santos dias de sua vida.

A verdade é que até uns 12 anos ele ainda chorava com Elesis, mas gradualmente ele foi aumentando sua resistência, uma parte sua querendo ser mais forte e outra que dizia para ele constantemente que a vida não fazia mais sentido então qual era o ponto de chorar?

Mas Lupus o apertou em seus braços, aconchegando-o, acariciando sua cabeça e falando que tudo ia ficar bem, que estava ali por ele, que Elesis e Dio estavam, e que Jin só precisava de um chute no traseiro. Além de outras pessoas que só estavam esperando seu lado frágil aparecer para poder provar que eram seus amigos de verdade.

Depois de um bom tempo eles se separaram e Lupus apenas sorriu para ele, nem soltando uma piada como seu rosto estava todo inchado.

Sieghart conferiu seu celular. Tinha recebido uma mensagem de Dio sobre ele precisar sair e que tinha conversado com Lupus sobre.

— Dio? — Lupus indagou, se levantando para pegar uma caixa de toalhas descartáveis. — Conversei com ele mais cedo.

— Ele me mandou mensagem por volta do horário que a Karina me levou, mas eu só recebi agora.

— Entendi. Ele... — Lupus ligou a televisão e puxou convidou Sieghart para sentar consigo, entregando a toalha. — ... Ele parece gostar mesmo de você.

O moreno riu sem graça.

— Ah. Esse sorriso. — Lupus sorriu também, provocativo. — Queria que você sorrisse assim para mim também.

O moreno arregalou os olhos e suas bochechas parecem esquentar ainda mais, mas ele não conseguiu dizer nada. Lupus sorriu ainda mais e lhe deu uma cotovelada.

— Estou brincando. Vamos assistir uns filmes e jogar um pouco, a não ser que você prefira cair na cama.

Sieghart negou, enxugando os olhos. Queria estar na companhia de alguém real agora, não de seus sonhos.

Não muito tempo depois naquela noite Ryan e Zero apareceram, mas Sieghart estava cochilando enquanto Lupus terminava o filme que tinham começado.

Ryan veio quase gritando.

— Caaaara!

Lupus virou a cabeça de súbito e quase incinerou o ruivo com o olhar que deu para os dois parceiros.

— Shiu vocês. — murmurou.

Zero se dirigiu para o banheiro enquanto Ryan arrancava a camisa (hábito ruim) e se sentava do outro lado do moreno.

O ruivo fitou Sieghart, percebendo a exaustão. Ele trocou olhares com Lupus e deu um sorrisinho de canto. Aqueles olhos verdes captavam absolutamente tudo!

— Confortável aí, Lupus? — Ryan perguntou, pegando o controle da televisão e colocando o braço sobre a cama atrás do corpo de Sieghart.

Lupus sentia o veneno doce na voz do ruivo. Filho da puta esperto.

— Você só mostra suas cartas quando interessa né? — Ryan continuou, rindo baixo. — Mas não te culpo. Acho que ele fica ainda mais fofo dormindo.

— Cala a boca. Tenho certeza que você transa até com um poste. — murmurou o veterano, deixando Ryan colocar um jogo. — E ele está passando por umas merdas. Quando acordar ele vai querer conversar com vocês sobre, então não sumam.

Ryan arqueou a sobrancelha.

— Ok?

Zero não demorou a aparecer, banho recém-tomado e analisando a posição dos três em frente a televisão com hesitação. Ryan acenou para ele se juntar ao grupo e continuou sua partida contra Lupus,, ambos tentando não ficar muito competitivos com Sieghart entre eles.

— Hm... — Zero sentou-se sobre a cama atrás dos amigos e fitou Sieghart. Seus olhos dourados piscando lentamente.

Ryan notou sua inquietação e parou o jogo.

— Parece que o Sieg está mal e não quer ficar sozinho, por isso estamos assim.

Zero tocou a cabeça de Sieghart e mexeu no cabelo negro por uns segundos cuidadosamente, tirando um riso de Lupus e de Ryan.

Não muito depois, pegando-os de repente.

— Então todo mundo aqui tem um crush em mim ou é só vocês sendo atenciosos? — murmurou o moreno, abrindo os olhos com um sorriso fraco.

Os três se afastaram um pouco, rindo.

— Mas você... — Lupus o cotovelou de novo, não se deixando abalar.

— Nos seus sonhos, gracinha. — Ryan passou a mão no rosto do moreno, fazendo-o rir.

Zero segurou a cabeça do moreno e a balançou de um lado para o outro, mas gentilmente. Sieghart continuava rindo levemente e conseguiu se esquivar das brincadeiras.

— Eu sei que sou gostoso, mas meu coração já tem dono. Pena que vocês não fizeram suas confissões mais cedo.

— Ohhhh? — Ryan cruzou os braços, olhos brilhando. — Dono é? Dono?

Zero também ergueu uma sobrancelha.

— Pensei que vocês iam ficar mais surpresos. — Sieghart recostou-se na cama e juntou as mãos, tentando se distrair com seus dedos. Aqueles dois eram mais fáceis que os outros... Eles eram espíritos livres.

— Afe, Sieg! Pára de enrolar! Me diiiiz!

Zero agarrou a blusa do moreno e o balançou de novo, olhos fixos nos dele.

— Ahahaha, okay. Só não batam em mim, okay?

— É o Dio né? — Ryan suspirou. — Só pode ser.

Claro, o rosto do moreno o entregou facilmente. Tudo bem, ele tinha que contar mesmo.

— Mano. — Ryan o fitou por uns instantes, analisando. — Mano.

Zero deu um empurrão bem mais agressivo no amigo brincalhão e tocou a cabeça de Sieghart com um sorriso de confiança.

— Ahh? Olha esse sorriso idiota! — Ryan agarrou a bochecha de Sieghart, sem parar de rir por um momento. — Era muito óbvio! Vocês tinham uma vibe muito grande rolando. Vi vocês no treino também hahah! E as meninas também não paravam de comentar.

Sieghart queria se enfiar embaixo da terra pensando nisso, sem conseguir esconder seu constrangimento.

— E-Eu sou idiota por me sentir assim por ele?

Lupus bufou atrás dele, mexendo em seu cabelo. O que as pessoas tinham com seu cabelo?!

— Olha, você eu não sei. Mas ele vai ser um se te machucar. — Ryan disse, finalmente voltando ao jogo. — A sua squad vai te proteger com unhas e dentes.

Lupus riu e entrou na brincadeira.

— Vamos testar ele o tempo inteiro.

— Vamos ficar coladinhos em você 24 horas por dia. — Ryan riu, empurrando-o contra Lupus.

Sieghart riu e empurrou-o para longe.

— Vocês são uns bostas.

— Vou limpar a comida do seu queixo e lamber. — Ryan disse, segurando o rosto do moreno e fazendo uma careta enquanto mostrava a língua.

— Nãoooo! — Sieghart ria, empurrando os amigos para longe. — Eu vou tomar um banho e ir dormir, isso que vou fazer.

— Quer companhia? Com certeza vamos fazer o Dio sentir ciúmes assim haha!

— No. — Sieghart sentenciou e se foi, dando-se um tempo sozinho na proteção do banheiro.

Ele estava feliz agora. Tipo, 70% a mais.

Continua

Notas finais
Okay. Eu acho que talvez exagerei um pouco na interação do Sieghart com os amigos kk Claro, tem vários pontos nesse capítulo para pensar. Eu meio que estava super melancolica hoje. Naqueles dias que vc só quer deitar e chorar. Fiquei vendo steven universe future e chorei um tempão. Aí tentei dormir, mas só ficava pensando em coisas ruins. Aqueles dias foda né? Todo mundo tem. Aí vim terminar esse capítulo, aproveitando que o momento da história era perfeito para fazer o Sieghart liberar um pouco dessa máscara que ele usa. Acabou coincidindo o meu mood com o clima da história. Com sorte fiz alguém chorar hoje XP Não estamos sozinhos okay, queridos leitores? Um super abraço e até o próximo~