Identity Crisis
26 C25. Pretensious
Notas iniciais
Marie Ming Onette era seu nome. Tinha os cabelos ondulados compridíssimos e olhos heterocromáticos que assustavam, mas tão distintos que só confirmavam a ela uma beleza ainda maior. Além de alta e bonita, ela tinha uma voz suave e nada podia se dizer da sua educação impecável. Definitivamente se tratava de uma princesa.
Os empregados da mansão estavam amontoados na frente da porta, espiando o que acontecia, mortos de curiosidade. Se o herdeiro dos Sieghart se casasse com a moça, ele receberia um título da nobreza e ele viveria uma vida completamente surreal! No entanto, não era assim que Sieghart pensava. Não era do seu interesse se casar. Logo, ele não precisava ter modos com a garota.
— Você já sabe quem eu sou não é? Acho que não preciso me apresentar.
Essas foram as primeiras palavras de Sieghart ao entrar no aposento e conhecer a pretendente. Ela somente o fitou em resposta, alcançando no criado-mudo ao lado da cama em que ela estava sentada um par de óculos ovais simples.
— Eu já ouvi falar de um Ercnard Sieghart. Não que eu saiba exatamente quem ele seja. — ela disse, levantando-se e esbanjando a graça de sua ironia com a face quase imóvel. Sieghart a achou no mínimo estranha, tanto a aparência quanto o modo de falar pausado.
— Bem, se você saiu do seu castelo e veio até aqui é por que sabe muito bem no que está se metendo, Princesa. — o moreno respondeu, cruzando os braços. Ele a analisou dos pés à cabeça com isso, notando que ela já estava vestida com o uniforme escolar.
— Está certo quanto a isso. — ela disse, assentindo com a cabeça e pegando um livro marrom que estava apoiado ao seu lado. Os detalhes no objeto brilhavam em dourado, assim como o anel decorado com opala em seu dedo indicador. — Eu sei exatamente o que vim fazer neste país. Eu vim para conhecê-lo, Sr. Sieghart, por que você me interessa muito.
O moreno deu de ombros.
— E o que despertou seu interesse?
Ela começou a andar e passou por ele, como se o rapaz fosse invisível para ela. Como se sua vontade fosse insignificante e ela apenas se apossaria de tudo da forma que quisesse. À porta ela parou e fez uma expressão interrogativa, como se a resposta fosse óbvia.
— Você foi o único que disse não.
Ela abriu a porta e estendeu a mão para a empregada esperando do lado de fora. Logo Diane entregou a mochila da garota e se afastou rapidamente.
Sieghart se contentou em xingar internamente, já prevendo o quanto aquela pessoa seria difícil de convencer.
No colégio.
Ele vestiu a máscara de gentileza assim que pisou para fora do carro. Ele impediu que o mordomo Claude abrisse a porta, indo ele mesmo fazer o cavalheirismo desnecessário.
O Presidente estendeu a mão e a princesa não negou, apesar de em que seus olhos havia indiferença quanto ao gesto. Assim que ela observou o prédio com certa demora, os dois começaram a subir as escadas lado a lado, sendo contornados pela curiosidade dos alunos.
Uma colega do conselho passou por um corredor e o viu, mas ficou tão intimidada pela presença da novata que só acenou timidamente e apontou para uns papéis em suas mãos passando uma mensagem com os olhos: “temos trabalho hoje”. Sieghart sorriu com os olhos apenas.
Chegando perto da sala, metade do lugar já sabia que Sieghart estava acompanhado de uma garota misteriosa e chamativa. Os colegas nem disfarçavam agora, passando perto e dirigindo um olhar de segundas intenções para o moreno. Os mais chegados acenavam e sorriam. Mas foi só quando Ryan tocou seu ombro por trás e o fez virar que Sieghart soube que precisaria explicar alguma coisa.
— Sieg, aleluia você apareceu, cara! Pensei que você não ia vir para a aula mais. — o ruivo cumprimentou sorridente, quase o abraçando.
— Olá, Ryan. — Sieghart sorriu em resposta, sentindo um calor, uma energia agradável vinda do rapaz. Felizmente o amigo sempre causava essa sensação positiva quando estava de bom humor. — Claro que eu vim. Não posso deixar vocês sozinhos.
Parecendo satisfeito com a resposta, Ryan esboçou um imenso sorriso e, lerdo como era, acabou esquecendo completamente da menina e foi para sua própria carteira, para perto de Jin. Ao vê-lo, Sieghart sentiu seu estômago rodar. Ele ainda não tinha resolvido nada com o ruivo, nem mesmo mandado uma mensagem de explicações. Além de não ser sincero com um dos melhores amigos, Sieghart ainda tinha ido contra a opinião deste. Ele sabia... Ele estava sendo uma bosta de amigo.
— Você é bastante popular. — Marie comentou, parecendo olhar para cada um dos alunos e estar vendo um bichinho de zoológico dos quais ela não sentiria falta do nome.
— Eu tenho um charme natural. Isso é estranho para você? Estar num colégio e cercada de pessoas? — o moreno perguntou, não realmente interessado em conversar com ela. Ele somente pensava em Jin e no trabalho que ia ser pedir desculpas para ele.
— Sim. É um lugar curioso no mínimo. — ela respondeu, apontando para as carteiras. — Qual destes seria seu assento?
Sieghart apontou sua carteira e ela acenou com a cabeça, dizendo que tentaria se enturmar com os colegas e saiu em direção a um grupo na sala. Ele se esqueceu dela assim que sentiu uma nova presença ao seu lado. O italiano parou com as mãos nos bolsos e o olhou-o sem nenhuma emoção específica a mostra. Era apenas o velho Dio fingindo não se dar bem com ele.
— É ela? — murmurou seco.
Sieghart engoliu a saliva. O cheiro do mais novo o envolveu e como um turbilhão as memórias da manhã anterior passaram por sua cabeça. Ele quase suspirou ao ver o olhar de preocupação do outro.
“Acho que estou ficando louco.” Sieghart disse a si mesmo balançando a cabeça e sem entender como que de um segundo para o outro começou a gostar daquela criatura.
— Você está bem? — Dio indagou vendo que o moreno estava nas nuvens.
— Sim. O nome dela é Marie.
Dio torceu o nariz para a garota. Sieghart notou que o rapaz estava um pouco decepcionado, pois era difícil encontrar imperfeições nela e isso o fez soltar um sorrisinho maldoso. Ele poderia até dizer que Dio ficava fofo com ciúmes.
Logo mais, o Presidente percebeu que Marie tinha roubado o lugar de seu vizinho e se certificou de abrir o livro marrom e escrever freneticamente. O moreno se perguntou o que ela estava fazendo, mas ele foi distraído pelo professor.
— Srta. Ming venha à frente e se apresente.
Ela fechou o livro e demorou um pouco para se levantar, obedecendo ao professor. Ela escreveu apenas Mari Ming e virou-se para a sala, olhando-os friamente.
— Meu nome é Mari e fui transferida para cá recentemente por causa do trabalho dos meus pais. Minha área de estudo favorita é tecnologia de inovação. Meu hobby é analisar dados resultáveis de observação de campo e de experimentação laboratorial. Meu prêmio mais relevante foi de cientista júnior e eu tenho um pequeno robô mascote chamado Rocky.
O professor piscou algumas vezes e ela verificou se estava boa a quantidade de informações.
— É isso.
Depois da chegada da Princesa, Sieghart entendeu que não conseguiria mais ter liberdade dentro do colégio. As pessoas o cercaram o dia inteiro, perguntando de quem se tratava a “deusa” que andava atrás dele por todos os lados. As meninas queriam falar sobre absolutamente tudo com ela, mas como a origem de Marie obviamente deveria permanecer em segredo, ela falava pouco e sobrava para Sieghart inventar uma história.
Ele teve que mostrar o colégio inteiro para ela ao mesmo tempo em que resolvia as questões do conselho estudantil e monitorava os corredores.
Quando era chamado pelos membros da direção, ela ia junto perguntando coisas de caráter administrativo e ia anotando exatamente tudo.
Para Sieghart, a pretendente estava era fazendo uma inspeção da Academia e não uma inspeção sua e aquilo estava começando a deixa-lo bem cansado. Só quando ele parou para um café ela falou com ele francamente.
— Nesse ritmo você vai ter uma queda gradual de produtividade a partir de dois dias. Com a ajuda da cafeína, três dias. Além disso, com a sua alimentação atual, com base apenas no cardápio pessoal de hoje, sua estamina vai diminuir cada vez mais rápido até uma possível anemia e estresse profundos apenas em uma semana.
Sieghart parou com a caneca nos lábios, ouvindo-a com certa estranheza e espanto. Ele realmente havia tido várias quedas naqueles anos por causa do trabalho e do treino, mas ele já estava tão acostumado que não ligava mais.
— Eu já nasci estressado.
Ela inclinou-se para ele um pouco e murmurou.
— Como meu futuro noivo você deveria se cuidar melhor.
Sieghart franziu a sobrancelha, horrorizado e quase cuspindo o café. Ele não estava insano quando viu as bochechas rosadas da princesa e os olhos expressivos cheios de preocupação.
— Ei. Você não deveria falar essas coisas em público. Você já sabe qual é a minha posição nessa história.
Ela arrumou o cabelo atrás da orelha e fingiu não ouvi-lo.
— Eu estou te informando que vou assistir ao seu treino hoje.
Sieghart encolheu os ombros, sabendo que algo assim poderia afetá-lo. Já tinha muitas coisas em campo pra ele pensar então sentir-se observado/julgado por outra pessoa o fazia se sentir extremamente mal.
— Não posso permitir isso. Isso é algo mais pessoal e nem mesmo o treinador gosta de olhares curiosos no campo. Somos uma elite no campeonato regional por isso vários treinos são fechados. — ele explicou, tentando se safar. Pelo menos duas horas sem ela por perto.
Ela não disse mais nada.
XXX
E lá estava ela sentada no banco do lado de dentro do campo. Bard estava de braços cruzados perto dela, completamente apaziguado, às vezes voltando o olhar para ela e comentando alguma coisa super amigável.
O time se entreolhava com terror e Sieghart foi o último a saber de sua presença, pois como sempre estava correndo com o conselho e chegou uns minutos atrasado. Ele rangeu os dentes, mais irritado com o fato de ter sido ignorado por ela e sabendo que precisaria dar um jeito de escapar dela em breve. A garota estava determinada a se casar, mesmo sem ele aprovar a ideia.
— Vamos lá time, reunião! — Bard exclamou juntando os rapazes num círculo. — Sem muitas delongas, eu já ensinei tudo o que vocês tinham para aprender para o campeonato que se aproxima. O que eu quero hoje é vocês colocando os ensinamentos em prática! Hoje é o dia que vocês vão me dar seu suor! Escutaram?!
O grupo fez o grito, exceto um atrevido que ousou um “quer impressionar a novinha”. O treinador franziu a testa e dobrou as punições, colocando-os para jogar.
Naquela tarde, Sieghart decidiu que deveria se alimentar melhor e diminuir suas obrigações ou senão ele realmente estaria fadado a passar um tempo no hospital.
Com os corpos inchados e doloridos, os uniformes quase iguais às fardas de exército e o suor fazendo o cabelo grudar na testa como se tivesse chovido um rio no campo, Sieghart se arrastou com os colegas para o vestiário. Ele deitou no banco e jogou a toalha em cima do rosto, quase dormindo. Ele lembrava-se de ver o rosto animado de Marie com seu sofrimento, ainda mais quando suas pernas estavam falhando e ele rolava pela grama. Ainda agora sentia suas panturrilhas latejando e o abdômen dobrando com a dor. Na verdade tudo doía, mas acima de tudo o cansaço o tinha derrotado.
Quando abriu os olhos, Grant estava o fitando com pena.
— Sieg... Pode ir tomar banho agora. Quase todo mundo já foi embora.
— Valeu, cara.
Ele se levantou, vendo o amigo ir embora e supôs que tinha sido o último no local. Ele tinha pouco tempo até voltar a ser perseguido pelo colégio, então pelo menos uma ducha quente e demorada ele merecia.
O registro fez um barulho chato e ele fechou os olhos.
“Quem dera os problemas fossem embora assim como a água desce no ralo”. Pensou distraído. Sieghart passou as duas mãos no cabelo, jogando tudo pra trás e sentindo que a enxurrada de água quente era a única coisa boa naquele dia.
Por uns segundos ele pensou um pouco. Estava tão esgotado, mas pelo menos ele tinha jogado harmoniosamente com o Fiammeggianti. Os dois artilheiros brilharam naquela tarde, embora o italiano tenha ficado calado o tempo todo e evitava seus olhos.
— Hunf. — Sieghart bufou meio irritado. Ele apoiou as mãos na parede e abaixou a cabeça, deixando a água escorrer por sua cabeça, nuca e costas. Aquilo fez seus ouvidos ficarem abafados e sua visão ficar escura e ele ficou sonolento outra vez. Ficar naquela posição dava uma sensação muito boa então ele pausou por vários segundos, sem ter noção de quanto tempo estava ali.
— Você não está possuído está?
Sieghart abruptamente deu um passo para trás, levantando a cabeça. Por pouco ele não se engasgou ao ver o italiano na ducha bem ao lado, mas desligada. Seus olhos irremediavelmente desceram e ele verificou com um constrangimento palpável que o rapaz tinha um belo de um...
— Ei. Você precisa aprender a disfarçar melhor esse seu olhar. — Dio o interrompeu, virando-se meio de lado. — Não sabe que é feio encarar assim?
Sieghart franziu o cenho, virando o corpo para frente.
— Eu não olho assim pra ninguém, idiota. Você que me surpreendeu. O que está fazendo aqui ainda?
Os dois se olhavam, tentando manter o foco nos olhos apenas.
— Posso te perguntar a mesma coisa. — Dio respondeu num fio de voz.
Os dois se encararam por um tempo até se virarem. Dio ligou a ducha e deixou-se ficar parado um tempo, de olhos na parede.
Claro que o alemão sentia a tensão do outro, mas era estranho falar com ele com os dois nus e com água escorrendo pelo corpo. Havia um clima estranho de atração entre eles, mas era intimidador saber que poderiam simplesmente fazer algo ali, bem naquele momento.
Sieghart sentiu a realização bater em sua porta:
— Antes de entrar aqui você ficou olhando a minha bunda não foi?
O italiano ficou imóvel, mas o moreno viu o sorrisinho de escárnio.
— Seu-! Caralho! — Sieghart resmungou com o rosto explodindo e virando-se para sair dali o mais rápido possível.
Foi tarde, pois Dio o segurou pelo braço e o virou para si. Ele não teve escrúpulos em encarar o membro do mais velho com os olhos muito fixos e com a própria intimidade exposta.
Sieghart segurou o ar e soltou uma das mãos, tentado a se tapar, mas não o fazendo.
— O que está fazendo?! Não é hora pra isso-,
— Cala a boca, essa é a hora perfeita! — Dio o interrompeu, aproximando Sieghart de si e mandando. — Fala baixo.
O moreno abaixou o rosto quando o mais alto o pressionou contra a parede gelada, fazendo suas costas arrepiarem. Suas mãos ficaram paradas enquanto o italiano segurava seus braços e aproximava o rosto, quase encostando seus narizes.
— Você não quer? — Dio indagou baixo.
Ah, Sieghart queria sim. Apesar do dia infernal que estava tendo e da dor nas pernas, ele estava sedento por isso. A abstinência daquele mês estava quase o matando e por pouco ele não estava chegando ao seu limite quando Dio o provocava. Ele levantou os olhos e só isso já foi o suficiente para o mais novo lançar a boca sobre a sua com um fervor mais intenso que o da água.
— Hmm... — Sieghart gemeu sentindo as mãos envolvendo sua cintura e aproximando seus corpos num único movimento, seus peitos batendo e os músculos contraindo com o encontro direto.
Dio suspirou com o moreno quando olharam para baixo e encostaram os membros meio flácidos um ao outro, vendo a resposta quase imediata. Quando se olharam novamente, encontraram só a urgência de sexo.
Sieghart voltou a beijá-lo, apressado e molhado, as línguas se enrolando num encaixe que ele jamais havia experimentado igual. Suas pernas moveram-se e os dois em segundos estavam se esfregando intensamente. Pele diretamente na pele. Em sua mente um desejo muito forte de engolir tudo com a fome insaciável que sentia.
O italiano suspirou com os olhos claros procurando-o por debaixo dos cílios molhados. Ele podia ver a testa do moreno e, ao se separar para trocar de lado, se excitou com os lábios já inchados.
— Uhm, Ercnard... — Dio murmurou no pescoço branco, mordendo-o meio forte e lambendo sua orelha com demora, um calor imenso ao abraçá-lo inteiro.
Sieghart gemeu tentando escapar do choque que sentia naquelas partes, enfiando os dedos no cabelo do outro que grudava na nuca, sentindo seu corpo tremer de prazer com aquela voz profunda.
Os dois se entrelaçaram em beijos longos, de vez em quando o Fiammeggianti chupando a língua do Sieghart e este por sua vez mordendo seu lábio inferior demoradamente com um grunhido.
A mão do mais novo começou a subir pelo peito do presidente e a outra subiu pelo rosto, fazendo-os juntar as testas e os narizes. Eles se encararam como dois animais.
Dio segurou a mão de Sieghart e puxou-a sem cerimônia para tocar seu pênis semiereto enquanto fazia o mesmo.
— Nossa... espera... — Sieghart murmurou, as maçãs de seu rosto extremamente vermelhas e seu hálito batendo na face do parceiro. Seus olhos pareceram analisar o membro do outro rapaz. Era grosso. O que o intrigou mais foi ver que tinha pequenas manchas claras por sua extensão.
Dio segurou a mão hesitante, obrigando o moreno a envolvê-lo com todos os dedos, firmando sua pegada e sentir a carne. Ele mexeu o quadril, fazendo um provocativo movimento de vai e vem e sorriu maldoso para o mais baixo. Sieghart sentiu imediatamente seu membro endurecer nos dedos do outro, pensando apenas em como era sua primeira vez tocando o pau de outro homem e como essa situação era tão extremamente sensual.
— Isso... — Dio apoiou-se na parede e sussurrou diretamente no ouvido de Sieghart e mordendo sua orelha, colocando seus dedos em ação também, fazendo o moreno piscar com uma face de satisfação.
Sieghart, meio enfraquecido, inclinou a cabeça para trás, deixando o italiano suavemente apertar seu saco, acariciando uma bola e depois a outra, o coração batendo muito forte, tirando sons vergonhosos de sua boca.
— Uh... — Sieghart suspirou ao toque, só então movendo os dedos com mais convicção.
Dio subiu os dedos pela extensão do membro claro e ele sorriu descendo o rosto para mordiscar várias vezes o ombro e ameaçar chupar o pescoço do presidente. Ao sentir a pele cobrindo uma parte da glande vermelha, empurrou-a para baixo com certa delicadeza, finalmente envolvendo a cabeça. Sieghart gemeu com a sensibilidade. Dio continuou, sentindo o fluído expelindo na palma de sua mão, e sem nem prepará-lo mentalmente, começou a esfregar a glande firmemente em seu punho num ritmo acelerado.
O moreno no mesmo instante soltou o membro de Dio e agarrou-o pelos ombros, fechando os olhos com força.
— Ohh... Dio! E-Espera! — ele gemeu, tentando segurar sua voz, as pernas falhando um pouco. — A-Assim... Hahh...
Dio diminuiu o ritmo e desceu os dedos pelo órgão, massageando-o na base. Ele aproximou o corpo ainda mais, juntando seus membros. Seus lábios beijaram a bochecha avermelhada do rapaz, caminhando para a boca e tomando-a outra vez.
— Você vai ficar parado só aproveitando? — Dio murmurou rouco, soltando-os momentaneamente para segurar as mãos do moreno e fazê-las descer por seu peito.
Sieghart abriu os olhos. Seus dedos estavam sobre os mamilos do italiano e ele não soube mais o que fazer além de esfregá-los e apertá-los.
— Hm... — Dio murmurou num meio sorriso, parecendo gostar. Muito.
Nesse momento ele puxou o corpo de Sieghart, trocando-os de lugar. Dessa vez Dio estava contra a parede, os braços dando volta pela cintura do moreno e os dedos sobre os glúteos firmes do jogador. Dio afundou os dedos com violência na massa erótica e puxou-o para si.
Sieghart ergueu o olhar e aproveitou para tomar a liderança.
— Hah... — Sieghart soltou um breve suspiro, alcançando os lábios do outro e pinçando os mamilos com força. Dio fechou os olhos e entreabriu os lábios.
— A-ah...
Sieghart sentiu-se por um instante vitorioso com o gemido e voltou a descer as mãos, tomando o pênis totalmente ereto e gotejante. Dio agarrou sua cabeça e olhou-o com um ar mandatório.
— Não temos tempo...Vamos gozar agora.
O moreno estremeceu, vendo o corpo musculoso contraindo com a respiração arfante. Ele constatou que o italiano tinha um corpo incrível, cada linha do abdômen trincado e dos bíceps revelando seu esforço e vaidade. A pele morena brilhava. As sobrancelhas grossas apenas lhe davam uma expressão de seriedade e os olhos finos cheios de desejo pareciam que iam devorá-lo. Sieghart não soube como nunca tinha notado como ele era tão gostoso.
Dio aproximou-o e beijou-o. Foi diferente dessa vez. Era muito mais envolvente.
Sieghart se deixou levar por aquele demônio que abraçava suas costas de um lado e do outro reiniciava uma punheta lenta. Aos poucos Dio aumentou o ritmo. Ele fez o mesmo, massageando o pênis absurdamente duro em sua mão.
Os dois encostaram os rostos, observando-se às vezes para assistir suas expressões, sentindo excitação em cada detalhe.
Os sons no banheiro se multiplicaram, os de suspiros e os das mãos frenéticas procurando um clímax intenso. O som da ducha não conseguia mais encobri-los.
— Hmm... pega mais forte... — Dio gemeu, meio fora de si agora, muito concentrado no próprio prazer.
— Hahh... — Sieghart suspirou ao sentir o mais novo apertando sua glande e segurando sua cintura com uma força desnecessária. Ele o obedeceu, fazendo Dio franzir o cenho, abrindo a boca e arfar com dificuldade.
— Eu tô quase...
Sieghart aumentou a velocidade do punho e com a outra mão fez Dio mover a mão com um melhor ângulo.
— Vai... — pediu, já em outro mundo.
Dio abriu os olhos e fitou o rosto tomado de prazer do moreno. A visão foi o suficiente para ele, que sentiu o orgasmo fluir espirrando gotas no umbigo de Sieghart.
— Hm...
O moreno suspirou, sem soltá-lo, vendo a própria palma coberta do branco pastoso, surpreso com o que tinham acabado de fazer.
Dio respirou e retomou sua atividade no pênis do outro. Seu rosto estava relaxado, o olhar desfocado.
— Ercnard... — Dio murmurou, voltando a beijar o mais baixo. Seus dedos descendo e subindo algumas vezes pela glande inchada e depois descendo. Dio repetiu o movimento enquanto Sieghart o beijava no mesmo ritmo de sua mão e abraçava seu pescoço.
— Hm-, — Sieghart gemeu com uma voz quase irreconhecível, segurando o cabelo de Dio com força. — Mais rápido.
O Fiammeggianti desceu os dedos pelas costas em direção ao vão da bunda do moreno, pausando na massa empinada e apertando-a com força. Enquanto obedecia ao parceiro, querendo tirar ainda mais sons daquela boca, seus lábios pararam sobre a base do pescoço de Sieghart.
— Ei... — Sieghart gemeu enquanto se encolhia.
Dio lambeu e beijou a área, depois o preparou com mordiscos, até que sentiu a dureza do pênis aumentando em sua posse. O cheiro do rapaz o dominava naquela hora e ele não conseguiu pensar racionalmente quando enfiou a boca embaixo da orelha de Sieghart e chupou a pele demorando-se, o fazendo sentir tremedeiras e quase arrancar seu cabelo, puxando sua cabeça para longe.
Ao se olharem, ambos voltaram a se beijar. A mão de Dio explorando abaixo dos glúteos e separando-os, para então esfregar o dedo no ânus do moreno.
— Hmmf... — Sieghart chupou a língua do mais novo com demora, num som grave, encolhendo o corpo com aquele toque.
Ele não aguentava mais adiar seu clímax, então segurou a mão do italiano parada e mexeu a cintura em direção a ela, penetrando os dedos de Dio.
Dio sorriu entre o beijo.
— Você é ganancioso, hein?
O rosto de Sieghart estava há muito tempo tenso, beirando o orgasmo.
— Preciso gozar... — sussurrou, sem forças na voz. — Mas tá meio seco... muito atrito...
Dio sentiu os olhos claros atravessando-o, inundados de prazer. Algo nele tremeu, arrepios por sua espinha e um desejo voraz saindo do fundo de seu estômago.
— Vem... — Dio sussurrou, puxando o corpo do moreno contra a parede e beijando-o no mamilo esquerdo, enquanto roçava os dedos no pênis fazendo-o permanecer rígido. Sua própria ereção já tinha voltado. — Vou te chupar...
— Q-Quê?! A-Ahh-
Dio mordeu-lhe o mamilo, rodeando a auréola com a língua e puxando-o com os dentes. Sieghart jogou a cabeça para trás escondendo a boca com o antebraço ao passo que segurava a base do pênis.
— D-Dio... rápido...
O mais novo molhou os lábios e traçou o abdômen com a língua, descendo os joelhos no chão. Ele nunca tinha feito isso antes, mas como era surreal.
Dos corpos saía uma fumaça branca de vapor. O banheiro continuava ecoando.
As mãos de Dio estavam mornas quando acariciou outra vez o pau que apontava bem para seu rosto, tão perto. Os olhos de Sieghart o comiam de cima, querendo aquilo tanto quanto ele.
— Está gostando disso? — Dio indagou, provocante, deslizando os lábios desde o topo do pênis e descendo até as bolas. Ali deu uma cheirada, sentindo a masculinidade, e estendeu a língua, acariciando-as superficialmente e deixando a baba envolve-las.
— U-hm! — Sieghart mordeu o lábio, segurando a franja do italiano, sentindo que poderia explodir.
Dio fechou os olhos e abrigou as bolas em sua boca, fazendo tudo, chupando e lambendo, grunhindo nelas. Sieghart abriu a boca e tapou sua glande.
— Meu Deus! Dio! — arfou num tom exasperado.
Só então o rapaz subiu o rosto. Sua boca envolvendo a cabeça e deixando a saliva escorrer. Sieghart gemeu grave, realizado enquanto adentrava na boca quente, segurando os cabelos úmidos. A boca de Dio estava tão cheia.
Foi lento e intensamente prazeroso. Dio começou a chupá-lo devagar, com um pouco de receio em não fazer aquilo direito, mas ao passo que movia sua cabeça, Sieghart o incentivava, ajudando com as mãos e os quadris.
— Ahm... É... Isso...
Dio envolveu-o com a língua e gemeu ao redor dele acelerando o ritmo. Ele olhou para o moreno e os dois estavam se encarando. Dio se masturbava, buscando o próprio prazer novamente.
— Hm...
Sieghart franziu o cenho com aquela visão, segurando seu pau, afastando a cabeça de Dio repentinamente.
— Ercnard... — um fio de saliva ligava os lábios molhados ao pênis.
— Uh... — ele fechou os olhos, tensionando os ombros.
Dio se pôs de pé e nesse instante viu o esperma fluir. Sieghart massageava-se muito devagar, o rosto ficando muito vermelho.
Tinha terminado.
Sieghart sentiu um vazio e cansaço muito diferentes de outras vezes no passado. Dio segurou seus braços, beijando-o com um carinho que nunca tinha recebido antes. O gosto de seu membro e de saliva misturando em sua boca.
— Isso foi...
— Foi muito bom. — Sieghart admitiu, baixo, ainda sentindo seu estômago rodando e desejando continuar aquele delírio hormonal.
Os chuveiros foram ligados e assim as preocupações do mundo real voltaram quase instantaneamente.
— O que você vai fazer quanto à princesa? — perguntou o italiano.
Sieghart terminou sua ducha e parou um pouco.
— Eu não sei exatamente o que fazer agora. Eu percebi que estou fugindo de vários problemas apenas porque era mais confortável ficar do jeito que estou. Eu preciso dar um jeito de sair dessa posição, ainda mais agora que você e eu somos...
— “Somos...”? — Dio sorriu para ele, passando os cabelos para trás e chegando perto.
— É. Não sei. — ele respondeu virando os olhos. — Preciso admitir que você é habilidoso pelo menos.
— Uau, que inesperado! Um elogio do Sieghart!
— Cala a boca.
Dio jogou uma toalha para o moreno e apontou o trocador, abraçando-o pelo pescoço. Ele se inclinou:
— Você é sexy. Na próxima vez quero foder sua boca também, Ercnard.
O moreno desviou o rosto, sentindo tudo arrepiar.
— Vamos logo antes que nos descubram aqui, seu louco!
Continua
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