Notas iniciais
(Capítulo revisado) Yo minna! Novo capítulo tararara~ Afe... Nem vou dizer nada. Só leiam. Boa leitura!

Era uma manhã de final de semana, contudo, Lupus não se deu conta disso quando abriu os olhos ardentes e grudados tão fortemente que parecia ter chorado durante o sono. Bem, era definitivamente seu quarto. Ele se sentou na cama, espreguiçando-se e limpando os olhos lentamente. Seu corpo não funcionava naquele horário como ele queria, mas ele foi insistente.

— O que houve? — ele indagou a si mesmo, parando um instante para se lembrar dos eventos anteriores. “Eu acho que... Ah sim, claro. Eu vim vê-lo e em algum momento eu perdi a consciência”.

Lupus não se assustou com a lembrança, o que seria o normal. Ele somente bocejou e se levantou para pegar o celular pousado em seu criado-mudo e conferir data e horário.

— Que estranho... — ele murmurou, vendo uma notificação de evento em seu calendário. Por mais que tentasse se lembrar o que foi que havia marcado para aquele dia, não conseguia.

Quando ele abriu a notificação e leu, lerdo demais para estar zangado por serem seis horas ou pela lembrança de que Lass havia praticamente estragado tudo, deu um clique em sua memória e ele se recordou do dia em que havia marcado aquele compromisso. Aquilo sim era ser pego de surpresa!

— Num dia tão aleatório! — ele reclamou, acordando completamente e já dirigindo-se para o banho. — Nem tenho ideia do que dar para aquela garota! Como que vou conseguir algo a tempo?!

Enquanto Lupus ia se arrumando seu celular tocou e não foi surpresa quando atendeu e ouviu a voz de Sieghart.

— E aí? Você está desaparecido desde ontem então achei melhor conferir se você vai poder ir. — disse o moreno do outro lado da linha.

— Tudo bem, eu vou poder ir. Eu tinha reservado a dara, mas não comprei nada ainda. Me desculpe Sieg. O que acha que a sua prima vai gostar de ganhar? — perguntou o rapaz de cabelos tingidos, vasculhando em seu armário alguma roupa decente.

— Para ser sincero eu não sei. Ela não gosta de pedir nada e também se diverte em ver o que as pessoas dão.

— Dinheiro não é problema. Eu daria qualquer coisa que ela quisesse. Ela é uma pessoa muito boa para você.

— Obrigado, Lupus. Hm... Ela ganha muitos chocolates das pessoas e da família ela acaba ganhando vestidos e perfumes, o que você sabe que ela odeia. Use a criatividade, o que acha?

— Vou pensar.

Houve um silêncio momentâneo na conversa e então o Presidente murmurou pelo telefone.

— Tudo bem se não quiser ir, Lupus. Você não parece muito bem.

O jovem Wilde parou de se movimentar pelo quarto e esboçou um pequeno sorriso. Não conseguia evitar essa felicidade boba. Sieghart nem estava ao seu lado e ele tinha sido cuidadoso para não parecer fora do normal, mas o amigo realmente parecia ter um sexto sentido para a coisa. Além disso, Sieghart nunca se intrometia em seus assuntos, ele apenas aceitava e o apoiava.

— Não, eu faço questão de ir. Fique tranquilo.

— ... Eu te levo da mansão para o dormitório depois da festa, combinado?

Lupus hesitou um instante, mas pelo tom do moreno não era para ele discutir. Embora Sieghart fosse três anos mais novo era três vezes mais atencioso que as pessoas normais, e isso o surpreendia às vezes.

— Combinado.

XXX

A Mansão Sieghart era uma das mais renomadas de Londres. Todos sabiam da grandeza da família nobre alemã que tinha vindo fazer negócio na cidade e crescido em um piscar de olhos graças à genialidade do avô de Ercnard. A construção ficava em uma colina, despontando quanto mais próximo você chegava, mostrando a arquitetura característica e rica.

Na verdade, a aniversariante não morava nessa mansão. Elesis morava com seu pai em outra casa no centro da cidade onde ficava mais perto para ele ir trabalhar na delegacia. No entanto, a vida toda ela tinha passado mais tempo naquela mansão junto a Ercnard, de quem não desgrudava nunca.

Agora a ruiva estava elegantemente sentada em uma cadeira ornamentada. Usava um vestido de alguma tonalidade de azul que estava na moda, tomara que caia. Nas mãos usava luvas brancas e curtas enfeitada com laços, nos pés sapatos fechados de salto pérola. Seu cabelo estava solto, mas penteado tão perfeitamente para trás que ela tinha que controlar sua expressão a todo o momento para não enrugar a testa e todos verem. Para segurar o cabelo havia um arquinho trançado. Ela estava levemente maquiada e usava brincos e colar.

Ela sorria levemente, como fazia em todos os eventos da família, mesmo em seu aniversário, quando a obrigavam a deixar de ser ela mesma e se metamorfosear em uma dama do primeiro mundo. Ela odiava, mas não tinha escolha.

— Olá. Olá, obrigada por comparecer. — ela cumprimentava os parentes e convidados que mal reconhecia os rostos.

Uma montanha de presentes tinha se formado em uma longa mesa na entrada do espaço da festa. Próximo a ela, crianças pequenas ficavam olhando discretamente, querendo espiar os embrulhos, mas nem se movendo, paralisados com suas mães militares por perto.

Elesis bufou em sua mente, não achando nada muito interessante para se olhar e nem se fazer, mas ela não poderia sair dali mesmo se quisesse. Restava esperar seus amigos. Enquanto fazia isso seu tio e a esposa chegaram na festa, com elegância e brilho que Sieghart havia herdado totalmente.

— Saudades, tio, tia. — Elesis cumprimentou-os, levantando-se para abraçá-los e sorrindo meia boca. Ali não havia segredos que a ruiva não gostava muito do pai do primo, mas mesmo assim eles mantinham a compostura.

— Meus parabéns, sobrinha querida. Muitas felicidades! — disse a mãe de Ercnard, quem tinha um cabelo negro lindíssimo, longo e preso em um coque, e olhos azuis. Ela se chamava Erika e era incrivelmente simpática, uma boa pessoa.

— Obrigada tia.

Elesis agradeceu e o tio cumprimentou a mulher com um beijo na mão, falando algo em seu ouvido. Erika acenou e foi se afastando em direção aos outros convidados. O homem ficou ali, com uma expressão neutra, mas a menina já sabia o que ele queria.

— Se importa se conversarmos um pouco, Elesis?

— Não, senhor.

Seth Sieghart era o tipo de pessoa que se comporta tão perfeitamente em todas as ocasiões e consegue lidar com qualquer tipo de problema tão casualmente que te faz pensar que ele é um cara legal e preocupado. No entanto, os membros da Família Sieghart o conheciam bem e sabiam que não importa o que ele fizesse, sempre tinha uma razão por trás.

Elesis o conhecia bem e por isso sabia que Seth a havia deixado fazer amizade com Sieghart apenas porque ele precisava de um terceiro olho em cima do filho. A ruiva entendeu rapidamente quando criança que se falhasse, Seth afastaria Ercnard do colégio e dos amigos apenas para fazer dele o herdeiro perfeito. Então ela tinha aguentado todo esse tempo protegendo Ercnard do único modo possível.

— Você está tão bonita, bastante madura desde a última vez que nos vimos, não? — ele indagou, rodeando o assunto, ajustando a gravata elegantemente.

Elesis o fitou cuidadosamente. Ele estava usando um terno risca-de-giz cinzento e uma gravata vinho listrada. Seu olhar a encarava afiado como uma faca, quase a obrigando a responder às perguntas.

— Nos vimos no meio do ano passado. — Elesis sorriu falsamente, cruzando os dedos na frente do corpo. — Acho que cresci um pouco sim. Bem, com o treino de boxe é natural.

O adulto abriu um sorrisinho de escárnio, coçando o queixo. Ele tinha esse hábito sempre quando ele queria zombar de algo, mas não o fazia. Elesis franziu o cenho, não conseguindo se controlar muito bem, mas suportando apenas por ser seu o pai de Sieghart.

— Claro. Elscud tem mesmo coragem de te deixar entrar numa coisa agressiva assim. Você não acha que seria melhor um curso de administração de empresas? Certamente o boxe é um esporte masculino demais. Deve ser difícil para você. — ele comentou com um sorriso, mas seus olhos estavam mortalmente ameaçadores.

Elesis sentiu o corpo todo arrepiar e um desejo arrebatador de socar a cara daquele homem se apossar de si. Sua mão tremeu, mas ela fechou o punho, colocando as mãos atrás do corpo para ninguém ver sua vontade assassina.

— Oh, não, o senhor está enganado. Não é tão agressivo como parece e eu sem dúvida não passo por nenhuma dificuldade. Se visse as minhas lutas veria como eu lido bem com essa questão. Pode ficar tranquilo. — ela sorriu ainda mais largamente, olhando-o com uma doçura vingativa. — Afinal, o senhor não está ocupado ultimamente? Pensei que não compareceria.

O moreno fez uma expressão contente falsa e sorriu, servindo-se de uma bebida amarelada que um garçom passou oferecendo.

— Eu estou de volta a Londres por causa de negócios.

— Entendo.

O homem bebeu, fitou-a demoradamente e mandou:

— Meu filho disse a você se viria hoje? Eu não tenho falado com ele.

— Infelizmente ele disse que virá à tarde para me ver, quando houver menos pessoas para ele trazer alguns de nossos convidados.

Seth assentiu com a cabeça, parecendo pensar em algo.

— Então, como sempre, você pode transmitir minhas mensagens? Apesar de ser seu aniversário.

— Não se importe com isso, seria um prazer.

Ele sorriu relaxadamente, do mesmo modo quando conseguia algo que queria.

— Passou-se um ano e meu filho não me deu nenhuma resposta. Pensando nisso, resolvi fazê-lo se lembrar de suas responsabilidades. Uma jovem princesa virá à mansão para conhecê-lo e é melhor que ele venha recebê-la. — disse Seth, colocando o copo na mesa ao lado da cadeira de Elesis. Ele a olhou, já não sorrindo. — Ela parece estar muito interessada nele. Por pouco ela não vinha hoje mesmo para vê-lo.

Elesis ficou em silêncio, vendo o tio acenar com a cabeça e ir andar pelo gramado normalmente enquanto a deixava com a péssima notícia.

“O que devo dizer ao Sieg... ?” Perguntava-se, menos animada com a festa do que já estava.

Continua

Notas finais
Obrigada por ter lido o capítulo! XD Ficaria lisonjeada se pudesse comentar o/. Críticas, breves comentários, perguntas, estou à disposição. Quer dizer... ainda preciso responder os comentários anteriores. Estou ocupada demais ultimamente. Ah- já avisando que eu não tenho certeza se vou poder postar o próximo capítulo no domingo ou segunda. Ainda não o escrevi :(´ É isso! Um abração e até o próximo o/.