Conforme combinado, o grupo saiu pela cidade desafiando lutadores para ganhar pontos o suficientes para poderem participar do torneio Ulti-Mahora. Enquanto Touta e Kuroumaru estavam ocupados lutando, Santa contou para Kirie sobre sua pequena descoberta e, assim como previu, a garota fez um enorme escândalo, mas felizmente ele conseguiu convencê-la a não comentar sobre isso com os outros. Embora, obviamente, isso não o tivesse poupado de escutar sobre as mais variadas teorias de Kirie sobre o que aquilo poderia significar. Santa estava começando a se arrepender de ter contado sobre aquilo para ela, e também a temer que sua mente fosse corrompida pelas coisas sugestivas que aquela garota falava.

Enquanto isso, Touta e Kuroumaru, alheios ao fato de que eram objetos de boatos maldosos, terminaram mais uma luta, conseguindo assim pontuação o suficiente para irem lutar na arena subterrânea. Para a alegria de Santa, Kirie se calou quando os dois se aproximaram, e o grupo seguiu até o local da próxima luta sem pressa.

A primeira coisa que perceberam quando chegaram é que havia todo tipo de pessoas diferentes lá: Desde seres humanos comuns como eles, homens e mulheres adultos magros, gordos, alguns absurdamente fortes, outros terrivelmente esqueléticos, alguns idosos e até uma ou dias crianças que aparentavam ser um pouco mais jovens do que eles. E também haviam seres que não eram humanos. Meninas com orelhas e caudas de gato, ou de coelho, ou de… espera, aquilo era uma mulher-cabra? Tinha alguns seres que eles nem sequer sabiam identificar. Também havia homens com tentáculos de polvo, ou com tromba de elefante, ou com uma cauda pontuda, ou com chifres… enfim, tudo o que se possa imaginar.

E o que não se podia imaginar também. Afinal, Touta jamais esperou que sentiria uma mão repousar em seu ombro, virar para trás e dar de cara com Yukihime.

— Yuki… hime…? — Touta arregalou os olhos ao reconhecer a mulher atrás dele.
— Então era verdade. O boato que eu ouvi sobre um garoto com uma espada que controla o peso estar derrotando todos os outros candidatos do torneio por aí… só podia ser você mesmo, Touta — ela o encarou nos olhos. Aquilo era mais do que um simples olhar de reprovação. Beirava a um olhar de desprezo.
— Ah, sim… q-quero dizer… desculpa por… ter fugido — ele murmurou, embora soubesse que apenas um pedido de desculpas não seria o suficiente.
— "Desculpa"? É isso o que você tem a dizer? — Yukihime elevou a voz — Francamente, Touta, por que acha que eu te tirei daquele vilarejo e te trouxe para a base da UQ Holder? Para te manter seguro! E aí você foge de casa? Um simples pedido de desculpas não vai consertar as coisas!
— Bem, sabe o que talvez consertaria as coisas? Você me dizer por que eu preciso ficar trancado na base da UQ Holder! — Touta rebateu — Por que eu não posso participar do torneio? Por que você sumiu de repente? Você não me explica nada!
— Eu já tinha dito antes, não se lembra? Não preciso te dar explicações. E você precisa ficar no esconderijo porque lá é mais seguro, e porque não preciso de você agora — Yukihime repetiu a mesma frase que havia dito antes de partir, mas a frieza que havia em sua voz da primeira vez havia desaparecido. Agora parecia haver um pouco de tristeza, talvez até arrependimento.
— "Não precisa me dar explicações", é? — Touta repetiu — Bem, não importa. Outra pessoa já me explicou muita coisa.
— Do que está falando? — ela perguntou.
— Sabia que, enquanto você esteve fora, eu encontrei uma garota maluca que disse que é minha irmã? E ela me explicou que eu sou um clone do meu avô. E que eu não tenho pais. Por isso não posso usar magia — Touta disparou tudo o que estava entalado em sua garganta até agora — Mas é claro que você já sabia disso, não é?
— Touta, eu… — Yukihime mordeu os lábios, pela primeira vez parecendo receosa. Touta não se lembrava de já tê-la visto assim antes — Sinto muito por não ter contado antes. Eu só queria te proteger…
— Bem, parece que essa sua proteção não adiantou muito, já que essa irmã que eu nem sabia que tinha surgiu do nada e jogou esse monte de informações em cima de mim — Touta resmungou — Mas não importa, essa garota já sumiu do mapa mesmo. E eu tenho outras coisas para me preocupar agora…
— Que outras coisas? O que pode ser mais importante do que isso? — Yukihime olhou para ele preocupada.
— Isso… — Touta olhou de esguelha para Kuroumaru, que observava a discussão atentamente, e desviou o olhar depressa. Droga, tinha falado demais. Não podia falar sobre aquilo na frente de todo mundo — Não é da sua conta! Se você não tem que me dar explicações, então eu também não preciso te explicar nada! — ele soou como uma criança birrenta, sabia disso, mas era a melhor resposta na qual conseguiu pensar.
— Ah, é assim? Muito bem, chega de aventuras por hoje então. Vamos voltar para o esconderijo — Yukihime falou decidida — Todos nós — ela acrescentou, virando-se para Kuroumaru, Kirie e Santa, que se sobressaltaram e se apressaram em segui-la quando a mulher deu meia-volta e saiu da arena.


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Assim que chegaram na base da UQ Holder, o grupo imediatamente se separou. Kirie e Santa saíram correndo, dizendo apenas que tinham algo muito importante para contar a Karin e Ikkuu; Touta foi para a biblioteca, apenas porque queria ficar sozinho e sabia que nesse horário não teria ninguém lá, já que Kirie estava ocupada conversando sabe-se lá o que com Karin e Ikkuu. Nunca tinha sido muito fã de leitura; Kuroumaru ia voltar para seu quarto, mas surpreendeu-se quando Yukihime mandou que ele fosse até seu escritório.

— Com licença — o garoto bateu na porta antes de entrar — Mandou me chamar?
— Sim, mandei — Yukihime ajeitou-se em sua cadeira giratória para poder encará-lo melhor por trás da mesa. Ela fez um gesto com a mão para que Kuroumaru se sentasse diante dela, no que o garoto aceitou, nervoso — Quero te fazer algumas perguntas sobre o que aconteceu durante esse tempo em que vocês estavam viajando.
— Ah, isso… — é claro, ele devia ter imaginado que era isso. Yukihime deu ordens expressas para que Touta permanecesse dentro do esconderijo, mas o garoto fugiu, e ele e os amigos foram atrás dele, e ainda por cima o acompanharam durante a viagem ao invés de trazê-lo de volta para o esconderijo. É claro que ela devia estar zangada — E-Eu sinto muito, de verdade, Yukihime-san! Sei que você mandou que o Touta ficasse aqui na base da UQ Holder, mas… bem, ele acabou fugindo, e nós tínhamos que ir atrás dele, ficamos preocupados que ele acabasse se metendo em alguma confusão, ou corresse algum perigo, entende? Quero dizer, eu sei que, em primeiro lugar, deveríamos ter impedido a fuga, mas…
— Acalme-se, garoto, não é sobre isso que eu quero falar com você — a mulher interrompeu o falatório interminável dele — Eu ouvi que você e o Touta fizeram… hum, algumas coisas inapropriadas, digamos assim, durante a viagem. É sobre isso que eu estou perguntando. Quero saber o que exatamente aconteceu.
— O que… c-como… q-q-quem te c-contou isso…?! — Kuroumaru gaguejou com dificuldade enquanto sentia o rosto queimar.
— A Kirie contou para a Karin, que contou para o Ikkuu… enfim, as notícias correm rápido por aqui — Yukihime abanou a mão como se isso não tivesse importância.
— Se já te contaram, então não sei porque está perguntando para mim — Kuroumaru abaixou a cabeça, tentando esconder o rosto corado debaixo da franja — Aliás, não acha que seria melhor perguntar diretamente para o Touta? Vocês dois são mais íntimos afinal…

Ele observou a mulher diante dele em silêncio. Podia entender porque Touta gostava dela. Yukihime era mesmo muito bonita. Era corajosa, forte e confiante. E, acima de tudo, era uma mulher de verdade.

Touta jamais se interessaria por alguém como ele. "Ele"? Kuroumaru podia se referir a si mesmo desse jeito? Não… não podia sequer ser chamado de "ele" ou "ela", isso porque era alguém que não tinha um gênero definido. Quem iria querer ficar com alguém assim? Com uma pessoa que não é nem homem e nem mulher? Por mais que gritasse que "não era mulher" aos quatro ventos, ele também não era um homem por completo. E ele nem sequer tinha coragem para contar isso para Touta… era apenas um covarde que não tinha nada.

— Não seja tolo, menino. Se eu quisesse falar sobre esse assunto com o Touta, já teria feito isso. Estou perguntando sobre isso para você porque quero saber quais são as suas intenções com o Touta — Yukihime o despertou de seus pensamentos depressivos. Demorou alguns segundos para que ele conseguisse absorver o significado daquelas palavras.
— O que? Intenções? D-Do que está falando? — Kuroumaru se assustou tanto que quase caiu da cadeira.
— Não se faça de bobo, você sabe muito bem o que eu quero dizer. Sei que você gosta dele — Yukihime jogou na cara dele — Aliás, parece que todo mundo aqui sabe disso, menos o idiota do Touta, é claro — ela suspirou — Escute, sei que foram apenas dois anos, mas eu criei aquele garoto como se fosse um filho, por isso estou te fazendo essa pergunta. Será que fui clara o suficiente para você?
— Clara como o gelo — Kuroumaru engoliu em seco. Sentia uma mistura de medo e choque. De todas as perguntas que Yukihime poderia lhe fazer, jamais imaginaria que seria essa. Então isso significava que ela não nutria sentimentos românticos por Touta afinal, certo? Que o amava sim, mas como um filho. Mas, infelizmente para ele, não tinha nenhuma resposta que pudesse corresponder às expecitativas da mulher — Mas acho que já deixei bem claro para todo mundo aqui que quero continuar sendo amigo do Touta.
— Amigo? — a mulher repetiu. Pelo seu tom de voz, não parecia ter ficado nada feliz com aquela resposta — Você tem a coragem de dizer que quer ser apenas amigo dele depois de ter… — ela interrompeu-se, um ar de compreensão passando por seus olhos — Ah, é claro. É por causa da condição do seu corpo, não é?
— Como você…?!
— Como eu sei? — Yukihime o interrompeu — Acha mesmo que eu não saberia o tipo de imortalidade que cada membro da UQ Holder possui? É claro que eu investiguei sobre a sua vida, garoto. Ou deveria dizer garota? — ela provocou, mas dessa vez Kuroumaru não disse nada. Yukihime estranhou a falta de reação do rapaz — O que aconteceu? Não vai gritar "Eu não sou mulher!", como sempre faz?
— Yukihime-san… acha que eu deveria me tornar uma mulher?
— O que? — ela espantou-se com aquela pergunta — Pensei que você quisesse se tornar um homem quando atingisse a idade adulta.
— Eu quero. Só que… — ele cerrou as mãos por debaixo da mesa — A Karin-senpai me disse outro dia… que, embora eu seja um bom espadachim, não tenho vontade de lutar. Que não tenho paixão pela espada. E que eu deveria abandonar a espada e me tornar uma mulher quando atingir a idade adulta. Que eu seria uma garota bonita…
— A Karin fala demais às vezes — Yukihime resmungou, passando a mão pelos cabelos — Sabe, eu conheci uma garota parecida com você uma vez…
— Uma garota, é? Isso é um sinal de que eu devo mesmo me tornar uma mulher quando virar adulto? — Kuroumaru deu um sorriso triste.
— Cale a boca e escute! — Yukihime mandou — Ela era uma garota sim. Uma espadachim do estilo shinmei, assim como você. Aquela menina costumava ser muito solitária, lutava apenas para proteger uma amiga de infância com quem tinha brigado sei lá porque… um dia, as duas fizeram as pazes e ela se tornou uma pessoa feliz, fez mais amigas… e começou a ficar um tanto relaxada — ela contou — Certo dia, eu a enfrentei em uma luta durante um torneio. E fiz uma aposta com ela. Se ela perdesse, teria que escolher ou a espada ou a felicidade. E sabe o que aquela menina teve a cara de pau de me dizer? Que escolhia as duas coisas. Isso mesmo, aquela garota teve a ousadia de escolher tanto a espada quanto a felicidade. E ela conseguiu se tornar uma espadachim ainda mais forte e viver feliz ao lado daquela outra garota.
— "Viver feliz"…? — Kuroumaru repetiu — Mas você disse que eram duas amigas de infância.
— Ah, sim. Na ocasião elas eram só amigas mesmo, mas com o tempo… bem, eu não preciso explicar isso para você, não é? — ela ergueu uma sobrancelha — O que eu quero dizer é que você não precisa escolher apenas uma coisa. Pense nisso, garoto.

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A paz de Touta não durou muito tempo. Depois de narrar os acontecimentos mais "interessantes" sobre a viagem pela sede da UQ Holder, Kirie foi para a biblioteca e surpreendeu-se ao ver o garoto lá, que estava fingindo ler um livro, embora não tivesse saído da primeira página desde que entrou no local.

Ela se sentou ao lado dele, inicialmente em silêncio, pegou um caderno e uma caneta e começou a escrever alguma coisa. Depois de alguns minutos, perguntou:

— Ei, Touta. Se você tivesse que escolher um dos membros da UQ Holder para namorar, quem você escolheria?
— O que?! — Touta quase derrubou o livro que não estava lendo — Mas que espécie de pergunta é essa assim tão de repente?
— É que eu estou fazendo uma pesquisa. Preciso que você responda — ela falou o mais naturalmente possível.
— Uma pesquisa para o seu diário ou algo assim, é? — Touta a encarou desconfiado.
— Claro que não! — ela se fingiu de ofendida — Eu estou perguntando isso para todos os membros da UQ Holder!
— Ah, é? Então por que só tem o meu nome aí, hein? — Touta espiou o caderno da garota.
— É q-que você é a primeira pessoa para qual eu estou fazendo essa pergunta, é só isso! Eu vou perguntar isso para os outros depois também! — ela afastou o caderno do garoto — Vamos lá, pare de enrolar e responda!
— Certo, certo — ele resmungou, sabendo que Kirie não iria calar a boca enquanto não conseguisse o que queria — Bem, você com certeza não seria.
— O que?! Como pode me descartar assim tão facilmente? — agora sim ela estava ofendida de verdade.
— Bem, é que você é muito escandalosa. E está sempre fazendo perguntas constrangedoras, como essa, e me chamando de nulo… por isso não seria você — Touta explicou, alheio ao fato de que a estava ofendendo.
— Certo… — Kirie resmungou entre os dentes. Tentou continuar com aquilo o mais civilizadamente possível, pois queria muito saber a resposta — Bem, e quanto aos outros?
— Bem, vejamos… com o Ikkuu-senpai não rola, já que tecnicamente ele tem 85 anos, mas aparenta ter 24, e tem a idade mental de um menino de 13 anos… e ainda por cima é um robô. Então, não. Sem chance — ele fez um sinal de negação.
— Oh… que interessante. Você está incluindo os homens nessa lista também — Kirie observou com um sorriso estranho no rosto, anotando alguma coisa no caderno em seguida.
— Hein? Ah, é mesmo. Eu deveria incluir apenas as garotas, né? — aparentemente Touta não havia se dado conta do que tinha feito — Então pula essa parte. A próxima seria…
— Não, nada disso! — Kirie o interrompeu — Agora que começou, termine! Pode incluir os outros homens nessa sua lista também!
— Tá, tanto faz — Touta disse, sem entender porque aquilo era tão importante para ela — Bem, se quer incluir os garotos, então… talvez o Santa… não, ele é legal e confiável, mas é só uma criança. E eu também o conheço a pouco tempo… sem falar que ele pode ficar tangível a qualquer momento, então não dá para namorar alguém assim, né? — ele riu.
— O Santa… sei… — Kirie fez outra anotação, dessa vez mais séria — Quem mais?
— Vejamos… a Karin-senpai com certeza não. Ela não vai com a minha cara desde que eu cheguei aqui não sei porque, e parece que qualquer coisa que eu digo a deixa irritada — Touta reclamou.
— Não seria por causa da Yukihime-san? — Kirie sugeriu.
— Hein? — Touta a encarou confuso — Não sei como uma coisa pode ter a ver com a outra. Ah, e antes que você pergunte, pode deixar a Yukihime fora dessa sua lista.
— Então você não tem mais interesse nela? — Kirie perguntou, escolhendo as palavras com cuidado. Finalmente estava chegando onde queria.
— Não… na verdade nem sei se já tive alguma vez — Touta respondeu — Você me deixou confuso com todas aquelas besteiras que disse no outro dia, sabia? Pensando bem, foi culpa sua eu ter fugido de casa! — ele exclamou e, antes que a garota pudesse rebater, ele acrescentou — Mas, graças a isso, pude perceber que não tenho esse tipo de sentimento pela Yukihime. Quero dizer, é claro que gosto dela, mas não estou apaixonado. Eu só queria… que ela sentisse orgulho de mim, do mesmo jeito que parece sentir do meu avô. Mas o que eu sinto parece ser algo mais maternal, ou fraternal… algo assim.
— Touta… — Kirie o encarou em silêncio por alguns instantes, os olhos sérios por trás das lentes dos óculos — Muito bem! É assim que se fala! Um dia você vai deixar de ser um nulo e deixar a Yukihime-san orgulhosa de você! — ela deu um tapinha em suas costas.
— Obrigado, eu acho… — ele respondeu, supondo que aquele era o jeito de Kirie de animar as pessoas.
— Muito bem, agora me ajude a terminar minha pesquisa! Ela ainda não acabou — a menina pediu.
— Não? — Touta indagou — Ah, é. Ainda falta o Kuroumaru — ele fez uma pausa, pensando no que deveria responder.

Que estranho. Tinha respondido imediatamente sobre todos os outros amigos, então por que precisava parar para pensar sobre Kuroumaru? Bem, Kirie estava perguntando sobre qual membro da UQ Holder ele namoraria hipoteticamente, então aquilo era algo para se pensar. Involuntariamente, Touta se lembrou do dia em que ainda estava se recuperando de seus machucados, quando Kuroumaru caiu em cima dele e, de alguma maneira, acabaram naquela situação embaraçosa. Lembrou de como seus rostos estavam próximos um do outro e de repente lhe ocorreu que seria muito fácil beijá-lo naquela situação, se quisesse. Percebeu também como Kuroumaru era bonito. Quer dizer, Touta já sabia disso, mas, olhando de perto daquele jeito, dava para notar melhor. Ver as feições delicadas do rosto dele, o cabelo comprido do garoto caindo por seu pescoço e lhe fazendo cócegas… ele tinha dito isso a Kuroumaru, aliás. E Kuroumaru também disse que ele era bonito… Será que ele só estava tentando ser gentil? Não, Kuroumaru não era o tipo de pessoa que mentia assim, na cara de pau. Ainda mais com a cara dele tão próxima da de Touta…

— Ei, Touta — a voz de Kirie o despertou de seus devaneios — Por que ficou em silêncio de repente? Vamos lá, me responda.
— Acho que, hipoteticamente falando… se fosse para escolher um membro da UQ Holder… seria mesmo o Kuroumaru — Touta respondeu vagamente, se esquecendo de com quem estava falando e se perdendo em seus pensamentos outra vez.
— Sei… obrigada por responder minha pesquisa — Kirie agradeceu, anotando alguma coisa em seu caderno. Touta estava tão distraído que não notou o sorriso maldoso que se formou nos lábios da garota.

Notas finais
Olá pessoas! Aqui está mais um capítulo, sem fanservice dessa vez, desculpe kkkkkkkkkkkk mas com acontecimentos importantes, como o aparecimento da nossa bela Yukihime, finalmente! o/ E o nosso casalzinho mais fofamente lerdo do mundo, será que avançou um pouco com essas conversas? O que vocês acham? Comentem suas opiniões e deixem reviews, por favor, isso motiva muito os autores a continuar escrevendo! Kissus^^