Idas e Vindas do Amor
2 Capitulo 2. As amigas do papai não prestam.
Notas iniciais
Uma hora depois Stefan continuava em uma conversa deliciosa com a garota chamada Elena. Ela era divertida e engraçada, fazia piadas com casamentos e o seu ex-namorado idiota.
–Então eu disse pra ele: cara, se você vai amarelar então é melhor ir embora. – ela ia dizendo, enquanto Stefan prestava toda a atenção do mundo. –Então, ele foi embora e nunca mais voltou.
Stefan riu.
–Tudo isso porque você queria casar? Que idiota. – na verdade Stefan achava o cara bem esperto. Quanto mais longe de casamento ele estiver, melhor.
–Não é? Que babaca! No final fiquei feliz que ele tenha ido embora. Não teria satisfeito todos os meus prazeres, de qualquer forma.
Stefan a olhou com curiosidade.
–Você acha?
–Claro! Ele era magricelo e mufino. Eu teria definitivamente me cansado dele. – ela disse.
A forma com que ela o olhava era sugestiva. Ele queria perguntar se ela não queria sair para jantar ou coisa assim, mas eles estavam em um avião e era improvável que pudessem ser ver depois disso, além do mais, achou que seria inconveniente oferecer sexo no banheiro do avião.
–Então... Você é jornalista. – ele disse em vez disso.
–Sim. Trabalho na coluna do New York Times.
Stefan ergueu a sobrancelha.
–Impressionante.
–E você? O que faz?
–Sou um dos donos de uma vinheria em Verona.
Desde que seu pai faleceu, toda a empresa foi para o nome dele e de Damon. Era um negocio antigo de família, e ele até gostava de trabalhar com o irmão.
–Uau, então você é cheio da grana. – Elena disse.
Stefan deu de ombros.
–Mais ou menos isso.
–Quem é cheio da grana?- uma voz sonolenta os interrompeu.
Stefan virou-se para ver a filha acordada. Estava com o cabelo encaracolado todo bagunçado e o rosto marcado pela preguiça.
–Hey amor. – disse dando um beijo no rosto dela.
–Papai, o senhor é cheio da grana?- ela perguntou.
Stefan tentou repreender o sorriso.
–Hum, na verdade não, filhota. Mas o papai tem um pouquinho.
Lexi olhou com curiosidade para Elena e depois para o pai.
–Oi. Sou Lexi. – disse então.
Stefan se pegou surpreso com a petulância da filha, mas não disse nada.
–Oi Lexi! Sou Elena.
Stefan não deixou de olhar para ela um pouco melhor. Seus olhos eram castanho escuro, e ela tinha uma pequena cicatriz encima da sobrancelha.
–Oi Elena. Você é amiga do papai?- Lexi perguntou.
Stefan ergueu a sobrancelha.
–Hum, acho que sim. Por quê?
Lexi demorou um pouco para responder. Uma garota de 5 anos analisando uma mulher. Stefan achou que não viveria para ver isso.
–Mamãe disse que as amigas do papai não prestam. – ela disse finalmente.
Stefan quase engasgou com o ar que prendia. O que? O que Rebekah andava dizendo para a Lexi? Santo Deus...
–Lexi! Isso não é verdade... — começou a repreendê-la.
–Mas a mamãe disse...
–Mamãe estava errada. Elena é uma boa pessoa, tudo bem?- ele ouviu-se dizendo.
Ele mal a conhecia! Tudo bem, mas a questão não era essa. A questão era ter presenciado sua filha alienada pela mãe.
–Tudo bem Stefan... –Era Elena.
–Peça desculpas á Elena, filha.
Lexi suspirou brevemente.
–Desculpa. – disse contra vontade.
Mas Elena estava sorrindo gentilmente.
–Tudo bem, Lexi. Eu te perdoo.
Depois disso as duas começaram a conversar como velhas amigas. Falavam sobre algum desenho que Stefan nunca sequer tinha ouvido falar. Fazia tempo que não via a filha tão animada antes, parecia querer gargalhar a qualquer momento. Pegou-se gentilmente desejando que Elena ficasse com eles por mais tempo. Ela era uma ótima companhia, afinal. Ele queria que ela fosse uma amiga para Lexi, mas também queria que ela fosse uma amiga para ele. Se entenderem o isso quer dizer.
De vez em quando, encontrava o olhar de Elena e compartilhavam de um breve momento silencioso. E em algum momento quando Lexi começou a adormecer novamente, ele sentiu a mão de Elena descendo sua coxa.
–Então... Sua filha é adorável. – ela disse.
Se ele sequer abrisse a boca soltaria, sem duvida, um gemido. Ela estava massageando sua perna e chegando perto do seu ponto sensível. Tudo bem. Meu Deus, Lexi estava ali tão perto...
–Ela é incrível. – Stefan conseguiu dizer.
Um breve momento de silencio se seguiu.
–Vou ao banheiro. – ela disse de repente.
Stefan quase riu com o pensamento que o atingiu.
Um minuto depois que Elena saiu, Stefan foi atrás, consciente do olhar de algumas aeromoças enquanto andava. Que se danem, pensou consigo mesmo. Então caminhou até a cabine e bateu duas vezes. Eles não tinham determinado nenhum código ou essas coisas, mas ele sentiu-se sendo puxado para dentro do banheiro. Então um minuto ou outro eles estavam se beijando.
Sim. Eles estavam meio que se devorando! Elena apertava seus braços e músculos enquanto ele a puxava para mais perto. Pegou as coxas da garota e ela se encaixou na sua cintura. Prendeu-a entre a parede daquele cubículo. Desceu seu beijo para o pescoço de Elena enquanto ela gemia baixinho no ouvido dele. Era eletrizante o contato entre os dois.
–Não temos muito tempo. – ela gemeu então.
Stefan quase riu. Então arrancou a camisa da garota e beijou seu colo e peito delicadamente. Ele fazia tudo delicadamente, queria penetrar nela de uma vez, mas também queria tempo...
–Com licença. Tem alguém aí dentro?- alguém perguntou no lado de fora.
Stefan sentiu Elena enrijecer nos seus braços e sorriu.
–Sim?- conseguiu responder. –Estamos de saída.
Então ajudou Elena a descer do seu colo e a vestir sua camisa novamente. A garota arrumou o cabelo no espelho enquanto Stefan se recompunha.
Abriu a porta e encontrou um senhor idoso os encarando.
–Ah, desculpe. O meu marido estava me ajudando... Fico enjoada por causa do voo. – Elena disse, colocando a mão na barriga.
Stefan teve que se esforçar para não rir.
–A gravidez a deixa assim... — ele disse.
Então o senhor assentiu.
–A senhora está bem?
–Ah, estou sim. Obrigada.
Então eles voltaram para os assentos e encontraram Lexi deitada na mesma posição. Ainda adormecida.
–Você... Vai ficar em algum hotel em Londres?- ela perguntou.
–Meu irmão e eu temos uma casa lá. Provavelmente vou ficar no centro.
–Ah.
–O meu quarto é á prova de som.
Ele viu o canto da boca de Elena se contraindo em um sorriso.
–Então... A noiva do seu irmão, você e ela se dão bem? — ela desviou o assunto.
Stefan pensou sobre o assunto. Katherine e ele não falavam muito um com o outro, apesar de terem frequentado a mesma escola durante anos. Ela era líder de torcida e ele o capitão do time de futebol. Eles tinham tudo para terem ficado juntos, mas por alguma razão estranha, mal a conhecia.
–Nós não somos próximos. – ele disse por fim. –E você? Dá-se bem com o noivo da sua irmã?
Pelo jeito que ela havia falado antes essa com certeza era uma pergunta retórica.
–Hum. Não muito. Nós nos odiamos. Ele é um idiota! Arhg, não acredito que ela vá mesmo se casar com ele. – fez uma pausa. – Mas acredito que quando eu chegar lá e tiver uma séria conversa com ela... Talvez a faça mudar de ideia.
–Ela está apaixonada?
–Muito!
–Boa sorte então!
Elena apenas deu de ombros.
–Estou certa de que impedirei este casamento. – ela disse, por fim.
Stefan olhou-a
–Deveria deixar sua irmã tomar as próprias decisões.
–Não uma decisão infeliz como essa!
–Qual o problema com o cara, afinal?- Ele não queria sair em defesa sobre nada, mas Elena estava começando a soar psicótica.
–Ele vai trai-la! Tenho certeza! Ele já fez isso... — Obrigou-se a parar. –Não posso deixar que ela se relacione com esse tipo de homem.
–Tudo bem... – Ele disse, querendo mudar o rumo do assunto. Claramente essa conversa a deixaria alterada e acabaria acordando Lexi.
Deslizou sua mão pela perna da garota e fez massagens ali, como ela tinha feito anteriormente. Isso a relaxou um pouco. A tensão parecia se esvair conforme ele aumentava o ritmo da massagem.
–Você é bom nisso. – ela murmurou com os olhos fechados.
Stefan sorriu.
–Tenho muitas outras coisas no qual sou bom. – ele a assegurou.
O sorriso travesso que se formou no rosto de Elena provava que ela estava tentando imaginar no que mais ele era bom.
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