Idas e Vindas do Amor
15 Capitulo 15. Um anjo.
Notas iniciais
POV ELENA.
A luz que invade o quarto me faz acordar, mas não abro os olhos. Há tanto que eu não quero ver. Não quero ver a realidade desprezível que me encontro, não quero encarar realidade alguma. Quero apenas enterrar meu rosto no travesseiro e inspirar o perfume de Stefan.
Sei o que fiz e sei o que disse.
Eu disse que o amava. Pela primeira vez em anos, eu disse que amava um homem novamente. E eu não me sinto arrependida. Eu o amo e sinto isso me derrubar.
Amo um homem bom demais para mim.
Ouço a porta do quarto se abrir e deixo meus olhos se adaptarem á luz. Como uma pancada forte na cabeça, a enxaqueca me atinge e solto um gemido de frustração.
–Trouxe uns remédios. – Stefan diz e coloca duas pílulas e um copo com água em minhas mãos.
Tomo todas em silêncio e devolvo o copo a ele.
Respiro fundo.
–Lexi?
–Com Rebekah.
Lembro-me instantaneamente da mãe de Lexi no casamento. Ela é ridiculamente linda, não menos do que eu esperava. Na verdade, o cabelo longo e perfeito somado ás curvas extraordinárias foi mais do que estava preparada para ver.
A ex de Stefan poderia facilmente ser filha de Afrodite.
–Ela é muito bonita. – resolvo dizer.
Stefan franze a sobrancelha.
–Quem?
–Rebekah. Ela é tipo, muito bonita mesmo. Eu vi você com ela ontem.
Um mini sorriso apareceu em seu rosto e Stefan balançou a cabeça diversas vezes, como se não acreditasse no que ouvia.
–Você só pode estar brincando comigo.
Reviro os olhos.
–Não me diga que não notou as pernas incrivelmente longas dela? Por favor, Stefan. Você é um homem, não um robô. Além do mais, vocês foram casados.
–Para falar a verdade eu não estava prestando muita atenção em nada até te encontrar – diz. – Mas você parecia estar se divertindo com meu amigo Mikaelson.
Deito na cama novamente. Ótimo, você ganhou, penso.
–Sobre isso... Eu queria te pedir desculpas. – digo.
–Você já pediu ontem à noite.
–Não era sobre isso que eu pedia desculpas.
Por um segundo vejo-o me observar. Seus olhos incrivelmente verdes me atraem e não consigo desviar deles.
–Tudo bem. – diz simplesmente.
Mas não acredito nele. Vejo a magoa em sua expressão e quero arranca-la dali.
– Está longe de ficar tudo bem. Fiz coisas erradas das quais me arrependo até hoje. – Digo. – Eu sempre faço coisas erradas ou digo as coisas erradas e não quero magoar você. Não quero magoar Lexi, ou Katherine ou, por incrível que pareça, não quero magoar Damon também. Mas é isso o que eu faço, magoo as pessoas que eu amo.
Estou respirando com dificuldade quando termino. Não tenho coragem de olhar em seus olhos, não tenho coragem de fazer nada e de repente minhas mãos não tem um lugar bom o bastante para ficar.
Mas o breve silencio dele é curto.
–Ontem à noite você me disse algo. Você se lembra? – balanço a cabeça afirmativamente. –E você estava falando sério ou era a bebida?
Passo minha mão pelo rosto, frustrada com o rumo da conversa. Estava planejando não incluir meus sentimentos nisso.
É só afasta-lo, Elena. Só mantê-lo longe para não machuca-lo.
–Estava. Estava sendo sincera. – respondo mesmo assim.
Vejo me encarar por tempo demais. Sua expressão tensa e fria.
–Vem aqui. – diz.
Corajosamente arrasto-me até perto de onde ele está sentado. Próximo o bastante para que ele me toque.
E é o que ele faz.
Toca minhas bochechas com tanta delicadeza que eu poderia imaginar o toque de um anjo e não de um homem. Sua outra mão encaixa-se na minha cintura e a aperta. Ofego. Vejo um sorriso crescer no rosto dele e não consigo desviar os olhos.
–Eu deveria saber que você era problema no momento em que me convidou para o banheiro daquele avião. – sussurra próximo ao meu ouvido.
Um sorriso cresce em meus lábios. Fecho os olhos e aprecio o momento tentando memorizar cada misero segundo.
POV DAMON.
Observo o corpo adormecido de Katherine ao meu lado na cama e não consigo controlar o sorriso que cresce em meus lábios.
Ela é linda. Tão incrivelmente linda. Sua pele bronzeada e seu cabelo longo perfeito e acho que me apaixono todos os dias por seu sorriso confiante.
Aproximo minha mão e toco suavemente suas costas nuas. Subindo e descendo diversas vezes, acariciando-a enquanto dorme. Ela é um anjo.
Fecho os olhos e tento não pensar em Stefan e sua expressão ao descobrir tudo. Eu praticamente surtei minutos antes da cerimonia, mas ver meu irmão me olhar daquela forma me fez querer bater com os punhos contra a cabeça.
Sei que ele procurou satisfações com Elena e sei que é muito provável que ela tenha contato tudo e espero tão profundamente que isso não tenha arruinado nada que pudesse acontecer a eles.
Respiro fundo.
Preciso falar com Elena. Preciso falar com ela sobre contar a Katherine porque acho que a culpa vai me matar todos os dias, não só por ter acontecido, mas por ela não saber.
Ouço a respiração de Katherine acelerar e encontro seus olhos castanhos me encarando por trás dos longos cílios.
–Bom dia. – diz solenemente.
Sorrio para minha esposa.
–Bom dia senhora Salvatore.
Ela sorri de volta.
–Tudo bem? Você parece tenso.
Dou de ombros. Tentando esfriar a cabeça e não pensar em nada sobre isso agora.
–Estou ótimo. – digo e inclino-me para beijar seus lábios.
Instantaneamente nosso beijo ganha força e estou por cima dela. Sinto seus quadris se mexerem no meu e perco a linha de raciocínio. Quando o ar se faz necessário, inclino-me para baixar sua clavícula, testa, pálpebras, pescoço e estou respirando com dificuldade quando sinto suas mãos me puxarem para si.
Faço-a minha novamente. Escuto seus gemidos no meu ouvido e acho que estou em uma realidade completamente nova e estou experimentando um pedaço novo do mundo que nunca achei que encontraria e sei que só existe uma mulher no momento que eu quero transar e viver e passar cada instante e ter filhos. Muitos filhos. Sinto que cada parte do meu corpo pertence somente á ela.
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