Idas e Vindas do Amor
14 Capitulo 14. Uns drinques a mais.
Notas iniciais
Vejo Katherine e Damon pronunciarem as tão esperadas palavras. Vejo minha irmã sorri emocionada enquanto seu novo marido coloca uma aliança em seu dedo. Vejo isso e sorrio e me sinto pesada e leve ao mesmo tempo. Sinto-me como se estivesse dentro de uma bolha gigante e estou assistindo á essas pessoas felizes, mas não pertenço a isso. Não me encaixo nessa felicidade.
Levanto o olhar e encontro as esmeraldas brilhantes. Ele esteve me observando a cerimônia inteira, o tempo todo, enquanto todos tinham os olhos voltados á noiva, Stefan estava virando para mim. Não sei no que estava pensando, sinceramente, acho que não estava pensando em nada.
Confessar meus sentimentos foi algo estúpido.
Ele está tão absurdamente lindo. Não paro de pensar nisso. O terno perfeito, o cabelo bem cortado. Tudo. Tudo nele é lindo e estou tão ciente de todas as partes daquele corpo que quero chorar.
Estou tão estupidamente apaixonada por esse homem e não sei como fui deixar isso acontecer.
Ouvir suas palavras duras e verdadeiras me deixaram no chão. Elas terminaram de pisar no resto de vida que ainda havia em mim. Estou acabada. Preciso contar á Katherine, mas não sei como. Não agora. Não quando ela está casada e há um futuro lindo esperando depois da porta da igreja.
Pensei que ficaria furiosa com Stefan, furiosa com o que ouvi dele, com a desconfiança em seu tom de voz, a maneira que me olhou, como se sentisse nojo da pessoa que visse. Ele, ele que me viu melhor do que todos. Mas não estou, sinto-me tão entorpecida nas últimas horas que se alguém jogasse um vaso na minha cara eu definitivamente não sentiria nada.
–Vou jogar o buquê, Lena. Vai lá pro meio. – Katherine grita.
Olho ao redor e vejo algumas pessoas conhecidas. Bonnie Bennet, Caroline Forbes, Klaus Mikaelson e seus irmãos, Jeremy Bennet, tia Jenna e seu marido. Algumas amigas de Kath da faculdade e alguns amigos de Damon e Stefan.
–Não acho que eu precise de um casamento, Kath. – digo.
Kath revira os olhos, mas está sorrindo.
–Vai lá, Lena. Por mim. – diz.
Bufo, mas caminho até o meio das garotas escandalosas que olham aquele buquê como se fosse uma pizza especial.
–Um. Dois. Três. – ela grita e joga.
Por um segundo vejo o buquê voando na minha direção. Posso até sentir a adrenalina que isso trás, mas alguém me empurra e de repente estou no chão.
Alguém me jogou no chão.
Coloco a mão na cabeça e solto um gemido de descontentamento. Alguém me dispõe a mão e eu aceito.
Olho para a pessoa.
–Foi uma bela queda. – Kol Mikaelson diz com um sorriso contagiante.
Sorrio de volta, sentindo-me estranha.
–É. Elas são loucas.
Ele ri.
Olha ao redor.
–Quer uma bebida?
Balanço a cabeça.
–Não, obrigada. Não estou bebendo.
Uma coisa que a vida me ensinou: não beba quando está chateada.
Kol faz uma careta.
–Ah Elena, não me faça essa desfeita. – diz.
Já disse que sotaques britânicos me deixam desconcertada?
POV STEFAN.
–Papai, o senhor viu a Lena? – Lexi me pergunta.
Há muita gente na pista de dança. Bonnie e Jer. Care e Klaus. Elijah e Hayley. Tantos outros casais que conheço há tanto tempo. Olho no relógio e descubro que Katherine e Damon saíram da festa não faz nem uma hora.
Mal falei com Damon.
Passo a mão no rosto, frustrado.
–Quem é “Lena”? – Rebekah pergunta.
Olho rapidamente para minha ex-esposa ao meu lado. Não sei bem porque ela está aqui, mas me sinto acuado e ranzinza perto dela. Não gosto que Lexi me veja assim.
–Não sei, Lexi. Ela provavelmente deve ter ido pra casa. – digo, mas sei que não.
A verdade é que eu estou tentando encontra-la também, e isso me deixa irritado.
–Lena é a amiga do papai. Ela me disse que gosta dele. – Lexi diz sorridente.
Viro-me bruscamente e vejo que ela está falando sério. Elena disse mesmo isso para ela. Não posso imaginar quando ou por que.
Rebekah ergue a sobrancelha e me olha.
–Então você já tem uma namoradinha. Isso é bom Stefan.
Reviro os olhos.
–Ela é só minha amiga. – digo.
–Mamãe a Lena é legal. Acho que nem todas as amigas do papai não prestam. – Lexi diz.
Rebekah ri.
–É verdade, amor. Ela é legal você?
–Muito. Ela fez uma trança no meu cabelo.
Essa conversa me deixa enjoado. Quero sair. Quero muito sair.
Olho para Rebekah, mas ela já está olhando para mim.
–Pode ir, eu a levo para o hotel comigo. – diz.
Balanço a cabeça e agradeço. Dou um beijo de boa noite em Lexi e caminho pelo salão.
Procurando-a.
Não demoro a encontra-la. Há um mini bar no salão da festa e Kol está com suas mãos na cintura dela, apoiando-a.
Elena está bêbada.
Sei disso antes mesmo de me aproximar. Sei que ela nunca deixaria alguém encostar assim tão intimamente. Ainda mais Kol. Ela sabe que eu o odeio.
Sinto meu sangue ferver ao vê-lo se inclinando em seu ouvido, sussurrando algo, e quero soca-lo até que esteja inconsciente. Fecho as mãos em punhos. Caminho até o bar.
Kol é o primeiro a me ver. Ele abre um sorriso irônico.
–Hey Salvatore.
Olho para Elena.
Ela está me analisando. Não diz nada.
–O que você está fazendo? – pergunto.
Ela da de ombros.
–Não parece obvio? Estou bebendo com seu querido amigo Mikaelson.
Balança a cabeça.
Tiro o copo de vodca de sua mão.
–Quantos desse você tomou? – pergunto.
Elena bufa.
–Céus, você é pior que a Katherine. – diz.
–Quantos, Elena?
–Não sei. Uns 6 ou 7 copos. O que tem? Já bebi muito mais que isso.
–Chega. Vamos, vou te levar pra casa. – ofereço minha mão a ela.
Ela não se move. Olha para minha mão e depois para mim.
–Foda-se, Stefan.
Ouço Kol rir.
–Está vendo? Ela não quer a sua ajuda. Agora se nos der licença...
Viro-me de uma só vez. Um soco é necessário para vê-lo caído no chão. Sangue espirrando de seu nariz.
Olho para Elena.
–Agora vem comigo.
Ela não pestaneja.
Não percebo as pessoas nos olhando ao sair, mas tudo o que consigo ver é Elena no meu colo, grogue demais para pensar em se mover. Tento tirar as imagens do que Kol faria com ela se eu não tivesse chegado a tempo.
Tento muito não voltar lá e acabar o serviço.
Dirijo até o apartamento. Elena está em silencio e apenas quando estaciono o carro percebo que pegou no sono. Carrego-a até o banheiro do meu quarto, faço um esforço para conseguir tirar seu vestido longo e coloca-la embaixo do chuveiro.
Isso a faz despertar um pouco. Encontro seu olhar por entre os pingos de água que molham seus cílios. Não diz nada. Ela consegue manter-se em pé o suficiente para despir-se de suas roupas de baixo. Primeiro o sutiã, depois a calcinha. Ela nunca tira os olhos de mim.
Sinto o sangue correr pelas minhas veias depressa.
Ela está tão irresistivelmente linda nesse momento. Completamente nua e me olhando e estou perdendo a cabeça. Afasto pensamentos de como poderia fazê-la minha nesse momento e procuro uma toalha para enxuga-la.
Meus movimentos são inteiramente calculados. Encontro uma camiseta em meu armário e entrego para que a use. Ela o faz. Enxugo seu cabelo molhado e a deito na minha cama, puxo o lençol para cobri-la e sento-me ao seu lado.
Elena segura a minha mão com força.
Um ou dois segundos se passam.
–Desculpe. – murmura.
Balanço a cabeça.
–Não tem problema.
–Desculpe mesmo.
–Elena...
–Eu te amo, Stefan. – diz. Vejo lagrimas em seus olhos. – Te amo muito.
Ela está bêbada, digo a mim mesmo, está bêbada e não sabe o que diz.
Esforço-me para não tremer. Aperto suas mãos.
–Eu não deveria ter dito o que disse. Deveria ter ouvido você antes. – digo. – Sinto muito.
Ela balança a cabeça uma vez.
Sua mão puxa meu pescoço para si e sinto seus lábios nos meus. Tão delicados. Ela mesma aprofunda o beijo e não sei como ainda não arranquei minhas roupas. Não sei como ainda não disse que a amava como nunca achei que amaria alguém depois de tanto tempo. Desço minhas mãos e aperto sua cintura, sua coxa e a ouço gemer meu nome entre nossos lábios e quero isso pra sempre.
Eu a quero para sempre.
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