Notas iniciais
Hey cerejinhas, fanfic nova como podem perceber.
Eu espero que gostem e boa leitura!

POV- Thalia

Estava na cela de gelo, era um cubículo de três por três aonde as paredes e as grades eram de gelo, assim como tudo aqui, olhava minhas mãos machucadas de passar o dia inteiro tocando.

Eu era escrava, pelo menos era assim que me denominavam, eu e aos outros que vivem nas celas do lado, porém como aprendi a tocar violino eu era a favorita o que me privava a não ter que fazer trabalhos tão nojentos, mas acarretava em dores na coluna por horas a fio passadas em pé e mãos em pele viva.

Nunca soube como vim para aqui, nem sei como seria um mundo lá fora, eu soube por conversas aleatórias que ele não é feito de gelo, o que me é estranho, não imagino um mundo não gelado, acho que deve ser horrível.

Deixei meu corpo relaxar na cama dura aos poucos, fechei os olhos e tentei esquecer a dor da mão, pois sabia que amanhã teria horas e mais horas em pé tocando para todos aqui. Eu as vezes me perguntava o do porque eu ter que ser escrava? Me perguntava o porquê eu estava aqui? Não que eu não goste da minha vida, mas acho que por nunca ter conhecido outra não tenho muito a dizer.

Senti uma gota gelada tocar meu nariz o que me fez abrir os olhos, outra gota caiu, me sentei na cama e as paredes e grades derretiam formando possas de água no chão, o cheiro de fumaça começou a entrar nas celas dificultando a respiração. Me abaixei me encolhendo, não sabia muito o que fazer, a água caia desesperadamente do teto, logo nós cairíamos em cima do centro do castelo, já que as celas ficavam nas torres, senti o chão amolecer e como se eu tivesse sendo puxada lentamente, a água agora estava na minha cintura até que eu cai, tentei cair da melhor forma possível.

Tinha fogo por todos os cantos, pessoas corriam sendo queimadas, algumas estavam empaladas em pilastras de ferros, homens todos de preto com mascaras caminhavam tranquilamente pelo fogo, e no meio deles estava um garoto que eu nunca tinha visto antes, ele usava uma blusa preta e uma calça jeans, ele não usava máscara e ia em direção a saída, a fumaça era intensa dificultando a minha visão, o segui me rastejando, mas eu tossia muito.

Meus olhos e garganta queimavam, eu chorava não por dor, mas pela ardência que a fumaça emitia, o calor era insuportável, os gritos e o crepitar do fogo eram uma das únicas coisas que se podia ouvir.

Meu corpo cedeu, aquilo era demais para mim, sentia como se a morte estivesse se aproximando, tossia na tentativa de tirar a fumaça dos meus pulmões, mas era falho eu iria morrer inevitavelmente.

Desisti de tentar alcançar a saída. Senti meu cabelo sendo puxado e meu corpo foi arrastado sem delicadeza, segurei a mão do ser que me puxava e se consistia em um pano de couro. Fui jogada dentro de um cubículo de ferro, tossia tentando respirar normalmente, mas era difícil, senti uma mão suave em minhas costas e um copo d’água apareceu em frente ao meu rosto, bebi o liquido que ali continha.

No cubículo tinha duas garotas e um garoto, o garoto era um dos escravos, sua cela era ao lado da minha, ele tinha parte do rosto queimada e suas roupas estavam chamuscadas ele estava jogado no chão se contorcendo em dor, a garota que me deu o copo eu nunca tinha visto na vida, ela tinha cabelos loiros e olhos azuis acinzentados, ela se vestia toda de preto e parecia bem, a outra menina era ruiva e estava tinha cortes no rosto ela era uma das não escravas, ela usava um vestido branco simples até o pé, seu braço estava queimado e ela chorava.

Eu me sentia fraca, minha respiração ainda era difícil e tudo que eu conseguia pensar era em tentar entender o que tinha acontecido?

A porta foi aberta novamente e o garoto de preto subiu, ele tinha um sorriso apavorante no rosto, seus olhos e cabelos tinham um tom negro incrivelmente bonitos que contratavam com a pele branca.

— Sinto dizer que o mundinho de gelo de vocês foi destruído, agora vocês pertencem a mim e a mais ninguém, agora tenham uma boa viagem.

A porta de ferro se fechou e essa foi a última coisa que eu vi antes de tudo escurecer

Notas finais
O que acharam?
Beijos e até