Ice Heart

2 Meio do caminho


Notas iniciais
Hey amores, primeiro capítulo e obrigada a todos que comentaram. Boa leitura!

POV- Thalia

Acordei com gritos e alguém implorando algo, eu não necessariamente precisava entender o idioma para saber que era isso que estava sendo gritado, estava em uma cela, a garota que estava na cela de ferro comigo olhava apavorada para frente.

Segui para onde seus olhos estavam observando e eu senti o medo me dominar, uma garota da cela na frente estava sendo violentada por dois caras, todos os três estavam ausentes de roupa, a garota chorava implorando para eles pararem, mas isso parecia apenas que os divertia mais, fazendo eles continuarem com aquilo, uma garota estava morta ao chão, também nua e o medo de ser a próxima começou a me apavorar.

Fechei os olhos tentando me distrair, mas a cena já estava entranhada na minha mente, os gritos da garota eram altos demais para serem simplesmente ignorados, a risada dos dois era agoniante, ouvi um barulho de grade sendo aberta e apesar de não querer ver, abri os olhos a garota que tinha me dado água tinha um olhar de desgosto no rosto.

— Eu estou ouvindo os gritos dela do salão.- Ela disse irritada, agora os caras pareciam assustados, e tinham parado deixando apenas o choro da garota auditivo.

— Sinti...

— Me poupe de desculpas, leve a garota morta para ser cremada e a outra para enfermaria e eu juro se ver algum dos dois tocando em qualquer uma das garotas novamente seus piores pesadelos serão brincadeira de criança.- Ela disse com um olhar mortal e um par de asas negras apareceram em suas costas e ambos se encolheram e começaram a se vestir.

— Sim senhora.- Os dois falaram e saíram carregando as duas garotas.

A loira se virou para gente e levantou uma das mãos fazendo a cela se abrir e ela passou pela mesma, suas asas sumiram e ela parecia doce e amorosa, talvez se ela não tivesse armada e com aquelas roupas eu nunca pensaria que ela pudesse ser perigosa.

— Vocês devem ter algumas perguntas para fazer, eu estou aqui a mando do nosso chefe, meu e agora de ambas, Nico Di Ângelo, podem perguntar.

— Porque o reino foi destruído? — A ruiva perguntou chorando.

— Prenda o choro.- A loira disse irritada- Foi destruído por estratégia, ele poderia abrigar inimigos, nada pessoal.

— Qual o seu nome? — Perguntei e ela pareceu surpresa com a pergunta, mas respondeu.

Annabeth Chase.

Eu não tinha muitas perguntas, acho que eu tinha mais curiosidade sobre minha antiga vida do que essa, eu não conhecia, não tinha visto nada desse mundo, mas ele parecia mais fácil de entender, pelo menos com a explicação breve de Annabeth.

Estávamos no caminho, nos destruíram e pegaram os poucos que conseguiram sobreviver e os trancaram, não tinha muito que se entender além disso.

Mas aceitar era outra história, aquele mundo era horrível, meu corpo estava estranhamente pegajoso e saía água dele, estava realmente bem mais quente do que deveria ser e as paredes cinza sem graça eram de um material estranho, tudo fedia como se ninguém se importasse de limpar, tudo me irritava e eu queria matar esse tal de Nico Di Ângelo, mas não era burra, se aqueles caras que eu sei que não teria chance em uma briga tinham medo da garota e o tal de Nico era chefe dela, eu sabia que nunca teria como sobreviver em uma briga e sobreviver é a prioridade.

As horas pareciam passar devagar, mas sei que isso é questão de impressão, eu não estava fazendo nada além de ficar sentada olhando para a parede e ouvir choro de pessoas em suas celas e o da garota ao meu lado.

Eu sentia falta de tocar, era estranho parecia que minha rotina tinha sido quebrada e realmente tinha, meu mundo tinha sido quebrado e completamente destruído porque estava no meio do caminho, parecia realmente não natural, como alguém conseguia ser tão brutal a esse ponto?

A cela se abriu o que me deu um susto, um garoto loiro com uma cicatriz no rosto entrou, ele tinha um carrinho de metal enferrujado, tirou duas peças de roupa do mesmo e tacou em cima da gente, também tirou dois potes brancos pequenos e os colocou no chão, ele saiu da cela sem falar nenhuma palavra.

Coloquei a roupa que ele tinha tacado e ela com toda certeza era bem mais fresca que a que eu usava antes e comi o que tinha no pote, assim como a garota ruiva que não se pronunciava a não ser que alguém falasse com ela e eu só percebi o quanto eu estava com fome quando eu vi o que tinha no pote.

POV- Nico

Entrei na sala de reunião, Annabeth estava analisando a grande mesa com o mapa em detalhes de tudo que nós tínhamos acesso, uma bandeira preta aonde tínhamos dominado, e em vermelho o que deveríamos atacar.

Logo Castellan entrou e eu pude começar a reunião.

— Tivemos algum problema com os escravos? — Perguntei sério, me apoiando na mesa olhando para os dois.

— Nenhum. – Castellan disse e eu assenti e olhei para Annabeth.

— Eu tive um problema, mas na verdade não foi realmente com um escravo e sim com seus soldadinhos, mas nada que eu não resolvesse.

Assenti e comecei a falar o que realmente importava.

— Deveremos partir amanhã de manhã, estava olhando o registro de escravos e temos muitas cargas, então teremos que fazer eliminação, matem todos os doentes, não quero mais de dois que falem o mesmo idioma no mesmo setor, as novas celas, se livrem de todos que derem trabalhos ou fizerem perguntas demais, coletem o sangue para os cavalos e deem os restos para quem se comportar melhor, não quero nenhum riquinho chorão.

Fazia anos que não me importava realmente com a vida daqueles que passavam no meu caminho, a partir do momento que vira um problema a morte é a solução mais óbvia.

Castellan assentiu e foi fazer o que eu mandei, deixando apenas eu e a Annabeth na sala, a mesma me conhecia antes mesmo de construirmos o império que tínhamos agora. Eu a conheci dias depois que fui expulso da minha família por não ser tão forte quanto deveria, ela tinha acabado de fugir de casa por ser mais forte do que sua família demostrava potencial, nos esbarramos em uma viela sedentos por comida e matamos um homem para nos alimentarmos, depois disso viramos colegas de trabalho e podemos dizer que ela é uma das poucas pessoas que confiaria minha vida, mas duvido que fosse necessário.

Dois anos depois que a conheci, destruí o reino do meu pai e o tomei para mim, pegando seu exército de fogo e sombra e agora sou o dono do mesmo, tomei o castelo para mim e comecei a governar tudo aos arredores, liderando o exército com ajuda da Anne, encontramos Castellan no meio do caminho e a loira não é fã do mesmo, mas a estratégia é bem mais importante e ele nos obedece que nem um cachorrinho que obedece ao dono o que facilita muito a vida.

— Eu acho que deveríamos mata-lo.- Anne disse se sentando a beira da mesa cruzando os braços logo abaixo do seio.

— Sei que ele é um dos que organiza meus soldadinhos e os ínsita ao estupro, mas ele é mais útil vivo do que morto por enquanto e é apenas por isso que ele ainda está nesse meio.- Disse e Annabeth riu e assentiu.

Era por do sol, tinha passado o dia inteiro treinando, me apoiei na janela e olhei o horizonte, a inúmera faixa de Terra que se estendia em minha frente que me pertencia por inteiro.

Annabeth me abraçou por trais e eu ri leve sabendo o que ela queria, me virei para a mesma e levei a mão em sua bunda a apertando, apesar de fazermos sexo conseguíamos manter a indiferença, e como nenhum de nós dois tinha tempo para relacionamentos, pois estes só atrapalham não víamos porque não nos divertimos.

Notas finais
-o que acharam? Beijos