Ice Heart

6 Porque você está me ajudando?


Notas iniciais
Hey cerejinhas, leiam as notas finais. Boa leitura!!

POV- Thalia

Fui jogada na sala com certa brutalidade, Nico Di Ângelo se deu o trabalho apenas de balançar a mão indicando que os soldados sumissem e foi isso que eles fizeram. A porta bateu com brutalidade e ele caminhou até uma grande mesa se recostando nela.

— De pé.- Ele disse e eu obedeci.

Meu corpo estava encharcado e até com um pouco de lama, meu braço sangrava devido os machucados no poço.

Ele revirou os olhos como se eu fosse uma menininha chorona, mas eu apenas estava em silêncio. Ele caminhou até uma porta e a abriu entrando em um cômodo que eu não conseguia ver, ele voltou depois de um tempo com uma blusa aparentemente dele.

— Se vista, uma doença poderia matar diversos escravos e realmente se livrar dos corpos é cansativo. – Ele disse me tacando a blusa.

Ele voltou para a mesa e ficou me encarando, procurei algum lugar aonde eu pudesse ir para me vestir, mas não tinha.

Corei e me virei de costas para ele, tirei a blusa com cuidado e tentando ao máximo não deixar a blusa dele cair no chão, mas eu não tinha aonde me apoiar e meu braço estava doendo mais do que deveria.

Ouvi ele bufar e assim que a blusa escorregou da minha mão senti sua respiração quente bater nas minhas costas; ele pegou a blusa da minha mão e esperou que eu terminasse de tirar minha roupa.

Fiz isso tentando não olhá-lo e não sei se ele me olhou, ele pegou a blusa molhada da minha mão e a tacou em algum lugar me entregando a seca, me vesti ficando apenas com sua blusa, ele agora estava recostado novamente em sua mesa me analisando e eu me sentia nua.

— Não vai dormir na sua cela hoje. – Ele disse e eu o olhei surpresa.

— Porque não? — Perguntei e ele riu.

— Não sabia que queria ser estuprada. – Ele disse dando de ombros.

— Não quero.

— Então não me questione. – Ele disse indo até uma caixa e indicou que eu andasse até ele.

Nico puxou meu braço com certa brutalidade e colocou a manga de sua blusa para cima, ele pegou algo dentro da caixa e espirou no meu braço o que ardeu de início, ele revirou os olhos com meu gemido e pegou uma gaze a enrolando no braço.

— Porque está me ajudando? — Perguntei e ele tirou os olhos do que estava fazendo para me olhar.

— Porque você é minha mercadoria e uma mercadoria estragada é prejudicial e até o momento você está me obedecendo então você fica viva.- Ele disse e eu assenti.

Após ele terminar o curativo ele indicou que eu o seguisse e foi isso que eu fiz, o ambiente era quente, provavelmente pela presença dele, apesar do meu corpo estar gelado devido a água que tinha entrado em contato com a minha pele.

Andamos por alguns corredores, talvez ele tenha dado voltas demais para eu não reconhecer o caminho, talvez ele tenha vários corredores iguais ou talvez eu não tenha nenhum senso de direção.

Paramos em uma porta preta de ferro e ele a abriu e indicou que eu entrasse, o quarto era mais um deposito do que devidamente um quarto, várias caixas entulhadas estavam dispostas o mais próximo da parede, a janela possuía uma grade e uma cama com um colchão fino sujo, mas era melhor do que eu tinha tido esses dias.

Ele fechou a porta que eu escutei ser trancada e o quarto começou a ficar gelado e eu me senti mais leve, caminhei até a cama me sentando nela, porém era meio da tarde não estava com sono.

Depois de alguns minutos tentando me decidir o que fazer comecei a ver o que continha nas caixas.

POV- Nico

Voltei para a sala aonde eu normalmente fico e assim que eu entrei encontrei Annabeth sentada na mesa com uma cara estranha.

— O que foi? — Perguntei me aproximando dela que cruzou os braços logo abaixo dos seios pulando da mesa e encostando o quadril na mesma.

— Não gosto dela.- Ela disse emburrada o que me fez querer rir um pouco.

Porém eu me segurei, realmente era engraçado ver ela assim. Me aproximei mais dela tirando os braços de debaixo do seu peito e ela olhou para cima para poder me encarar.

— Acho engraçado você ter ciúmes. – Disse e ela revirou os olhos.

— Não tenho ciúmes, eu estou dizendo que não gostei dela. – Disse Annabeth e eu assenti e ela desencostou da mesa e se aproximou mais de mim. – Nico, essa garota vai ser um problema, é perda de tempo a mantê-la aqui.

— Assim que ela se tornar um problema eu a mato sem hesitar, mas enquanto isso sabe como funciona, se ela está sendo útil viva deixe-a e foi você que mandou matar a outra em vez dela.

— Entre duas bostas e gente escolhe a que é menos irritante né Nic? Mas eu mataria as duas se pudesse. – Disse ela emburrada e eu ri.

— Vai falar com o garoto quando? — Perguntei mudando de assunto.

— Vou deixar ele se curar um pouco mais, ele não aguentaria uma tortura e eu quero que ele fale. – Disse e eu assenti a soltando e indo em direção ao meu quarto que ficava no canto da sala.

— Eu vi o Castellan conversando com uns soldados de baixa patente.- Disse ela e eu bufei.

Esse moleque estava realmente me irritando a bastante tempo e atualmente ele tem me feito ficar ocupado com coisas desnecessárias.

— Diga que quero que ele me encontre na sala branca.- Disse e ela assentiu- E o quarto dele é todo seu.

Annabeth assentiu e eu coloquei uma roupa branca e caminhei em passos largos até a sala. A sala branca era uma sala na qual eu não falava muito, não pelo menos com quem não era totalmente confiável, até o momento apenas Anne sabe o que se faz nessa sala.

Abri a porta e a sala estava impecavelmente limpa como eu tenho costume de manter ela sempre depois que eu a uso. Puxei as duas cadeiras metal e coloquei uma de frente para outra me sentando a do lado da porta, não demorou muito para a batida ser escutada na mesma.

— Entre.- Disse baixo.

Luke Castellan entrou confiante, talvez pensando que tinha conquistado minha confiança, talvez achando que lhe contaria segredos ocultos que ajudariam em suas tramoias.

— Sente-se.- Disse batendo com a perna de leve na cadeira e ele foi até a mesma em silêncio.

— O que queria falar comigo, senhor? — Perguntou e eu me levantei.

— Sabe Castellan, você está comigo trabalhando a um bom tempo, você luta muito bem apesar de não possuir poderes, tirando essa cicatriz nunca teve nada que chegasse perto de te machucar. – Disse indo até a porta e a trancando.

Ele me olhou estranho, voltei até ele devagar, realmente queria ver sua reação, sentei-me na cadeira novamente e ele me encarava, agora talvez não tão confiante.

— Porém você cometeu um erro, se pretende armar contra mim faça direito e faça escondido. – Ele arregalou os olhos e tentou se levantar.

Deixei que o fogo me dominasse e ele foi jogado contra a cadeira, correntes de fogo que nunca se espalhariam prenderam seus braços e pernas a cadeira o que o fez começar a gritar de dor enquanto eu o olhava.

— Realmente foi interessante ver você tentar armar um império contra mim Castellan, mas eu sempre estou um passo à frente de você e de todos, acabei com seu império antes mesmo dele surgir e agora eu vou me divertir com você e te dar o mesmo fim que todo resto, o inferno.

...

Sai da sala com a roupa inundada de sangue, Luke estava morto, seu corpo sem vida era apenas mais um na minha lista.

Caminhei até meu quarto tirando a blusa assim que eu entrei no mesmo, peguei minha adaga e coloquei o Luke na lista de nomes escritos na parede ocupando ali o último espaço das quatro paredes que eu possuo no meu quarto, agora teria que escrever o resto no chão ou no teto... Isso é algo a se pensar.

Entrei no banheiro e tomei um banho pensando um pouco nas vidas que eu tinha tirado com minhas próprias mãos, sem usar meios para matar, apenas eu e uma espada, ou meus poderes, o primeiro tinha sido meu pai e eu queria saber quem seria o último.

Notas finais
Hey amores como devem notar eu estou bem ausente esses dias, é porque Zeus sismou de jogar um raio no meu transformador e eu fiquei sem luz de quarta até domingo de manhã e eu estou me esforçando para escrever, mas dias de semana é bem complicado para mim, mas aqui está. O que acharam? O que querem que aconteça? Beijos