Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem com vocês?? Espero que sim!! Eu não me lembro de ter que falar nada, então boa leitura

POV- Thalia

Mapa do reino do Sul

Me afastei do mapa incrédula, deixando que meus olhos vagassem por tudo aquilo. A destruição estava feita, tinham peças e mais peças caídas no chão, assim como o tampão da mesa que estava virado.

Aquele mapa era do Nico? Ou ele tinha herdado do pai? Será que ele sabia? A raiva parecia querer me dominar, meus olhos lacrimejaram e isso me deixou mais irritada, eu parecia só saber chorar, tinha perdido as contas de quantas vezes acabava chorando no final do dia.

Pisei em uma peça no chão e meu corpo foi ao chão fazendo com que eu caísse de bunda.

Um grito de frustração e irritação saiu da minha garganta e eu taquei o pequeno soldadinho contra a mesa irritada, as lágrimas já haviam me vencido, aquilo era tão frustrante e irritante, nada fazia sentido, eu estava presa a um mundo horrível, tudo que tinha ao meu redor era ódio, raiva, estratégia e uma necessidade de poder e vencer. Para que? Qual o sentido disso tudo?

A porta foi aberta e meus olhos foram da mesa para o moreno de olhos negros que me encarou incrivelmente irritado, ele bufou e caminhou até mim me tirando do chão e em passos rápidos me levou até o quarto e me tacou com brutalidade ali dentro fechando e trancando a porta logo em seguida.

Me sentei na cama e suspirei deixando que as lágrimas continuassem a cair. Eu não sabia se seria forte o suficiente para aguentar até o fim disso, quantos dias eu aguentaria? Dois? Três? Cem? Duzentos? Quantas horas? Uma? Duzentas? Eu surtaria ou minha vida seria arrancada de mim a força? Eu gostava ou odiava aquele monstro de olhos negros que suga sua alma? Repletos de dor, escuridão, trevas, tanto dele quanto dos que passaram por sua mão, ele era o filho do diabo e parecia querer saber se seguia o próprio caminho ou o do pai.

Limpei meu rosto e me levantei caminhando até o banheiro e me despindo. Entrei debaixo do cano que saia água e logo o frio líquido tocou a minha pele me acalmando, mas quanto mais tempo eu ficava ali debaixo nada daquilo parecia suficiente.

Um grito escapou da minha garganta e eu comecei a socar a parede, queria socar qualquer coisa, queria quebrar qualquer coisa.

— EU ODEIO ISSO! ODEIO TUDO ISSO! – Cai de joelhos em prantos no chão quando eu senti meu corpo ser puxado para cima.

Fui presa na parede com brutalidade, Nico me encarava irritado, vapor saia de onde ele me encostava, conseguia ouvir a chuva lá fora, os raios, trovões.

— ME MATA EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO, ACABA LOGO COM ISSO TUDO. – Disse encarando seus olhos negros e ele parecia confuso, ele me olhava sem saber o que fazer.

— Então faça você. – Ele disse e sua espada se materializou em suas mãos. – Acaba com sua vida, vai ser divertido ver isso.

Nico me entregou a espada e foi quando notei que minhas mãos tremiam, o chão estava alagado nos nossos pés. Eu não podia morrer, não podia acabar com a única coisa que eu tinha lutado desde que eu me entendia por gente.

Fui maltratada, pisoteada, escravizada, não podia desistir por conta de um garoto, eu nunca tive ninguém e não podia acabar com o que me restou por que não conseguia odiar Nico Di Ângelo, mesmo com tudo que acontecia, tudo que ele me fazia, ele ainda era uma das pessoas que era ou uma vez foi a mais gentil comigo, o único que conversava comigo realmente, não podia.

Cai de joelho em contato com a água, a espada saiu das minhas mãos.

— Porque faz tudo isso? Porque não me matou? Porque? Eu só quero uma explicação. – Pedi entre lágrimas com meus olhos fixos nos dele.

O moreno se abaixou e encarou-me no fundo dos olhos.

— Tudo que eu faço é o necessário, você pode não entender, muito menos gostar, você pode até me odiar e tudo que eu faço, mas eu parto do princípio de que o que as pessoas sentem por mim não me importa. Eu faço o que tenho que fazer. – Ele disse e eu abaixei a cabeça fechando os olhos.

Nico pegou a espada e ela se tornou fumaça em suas mãos, ele me puxou com delicadeza para cima e enrolou uma toalha em meus ombros me tirando de dentro do banheiro com calma.

Me sentei na cama e ele pegou uma roupa qualquer no armário a colocando em cima da cama e ele me olhou encolhida na toalha preta.

— Se veste e me encontra lá fora. – Ele disse e saiu do quarto e eu suspirei.

A menos de um minuto atrás estavam em um surto, agora estou retornando a tudo aquilo que tinha declarado ódio, uma busca incansável de sobrevivência e tentar entender e não ser assassinada pelo bipolar psicopata com uma espada que vira fumaça e que você sente uma incrível atração, que talvez te torne mais bipolar e psicopata do que ele, afinal ele é o assassino e o cara mal, você é a que está presa por ele, sofre e o odeia.

Neguei tirando esses pensamentos e essa conversa interna comigo mesmo e tudo que estava acontecendo e vesti a roupa separada por ele, saindo do quarto.

Assim que entrei na sala me perguntei se eu tinha passado muito tempo em meu surto ou simplesmente ele tinha uma ótima capacidade de arrumação.

Agora em vez de uma mesa eram duas e agora tinha exatos dois mapas em alto relevo: Norte e Sul. O moreno tinha os braços cruzados e encarava o mapa como uma cara de confuso.

— O que foi? – Perguntei me aproximando e parando ao seu lado e ele me olhou estranho.

— Está bem? – Ele perguntou e eu assenti e apontei para o mapa com a cabeça e ele assentiu. – O mapa não está perfeito, pensei que fosse sua culpa, afinal você destruiu tudo aqui, mas na verdade o mapa não está me perfeita sintonia com a realidade, não sei como não percebi isso antes.

— Como assim? – Questionei e ele se aproximou do mapa apontando para uma rua que saia direto do castelo.

— Essa. – Ele apontou depois para outra linha que ia para o lado oposto da anterior, mas ainda saída do castelo. – Essa. – Agora ele apontou para uma linha transversal as duas anteriores, mas a uma distância considerável. – E essas duas. – Ele apontou a duas linhas que iam até duas torres a beira do rio. – Não existem na realidade atual.

— Subterrâneo? – Perguntei e ele virou a cabeça de lado olhando o mapa enquanto eu me aproximava.

— Foi o que eu pensei, mas eu já andei muito pela parte inferior do castelo e as saídas das ruas parecem pela entrada principal. – Ele disse apontando para o grande portão de ferro que consistia na entrada do castelo.

— Pode ser igual a biblioteca, você já deixou bem claro que não conhece nem um terço do seu castelo, afinal ele era o dono, não você. – A morena falou e ele assentiu olhando o castelo.

— Sim, mas porque meu pai desenharia ruas que não existem no mapa? – Perguntou ele se apoiando na mesa. – Mas elas continuam vê? – Ele perguntou seguindo as pelo reino de Zeus.

— E elas sempre tem pontos de encontros. – Disse apontando alguns pontos em que as ruas se cruzavam. – Isso tem que ser ruas subterrâneas, ou um jeito dele marcar aonde se encontrar com alguém, sabe meio que um mapa mesmo as ruas existirem na realidade, ruas imaginarias. – Disse e ele assentiu.

— O que seria estranho, meu pai quase nunca saia do castelo, ele tinha medo de sair sem um exercito. – Nico falou olhando o mapa. – Lembro que quando ele tinha que falar com alguém ele mandava recados usando espelhos...

O moreno desencostou da mesa e caminhou até seu quarto, quando um alto barulho de vidro quebrado irrompeu o cômodo, logo o garoto tinha um pedaço de espelho quebrado em mãos.

— Quando eu era menor entrava aqui escondido para pegar livros, meu pai dizia que eu era muito novo para conhecer estratégias de guerra, eu primeiramente tinha que aprender a ter força e poder, depois a treinar minha mente. – Ele disse indo até a escada, então muitas vezes ficava escondido debaixo eu um enorme trono que ficava aqui e vi meu pai na janela com um espelho e ele sempre guardava no bolso.

— Acha que tem algo haver com as linhas? – Questionei e ele sorriu.

— Adivinha aonde exatamente essa janela está? – Questionou ele levando uma das mãos a grade que começou a atingir um tom alaranjado e logo o ferro a derreter em suas mãos.

— Em cima do portão. – Disse e ele assentiu tirando a segunda grade.

Um pensamento rápido me veio a mente, eu passava por aquele buraco entre as grades. Balancei a cabeça e me aproximei dele vendo ele levantar o espelho. Um raio de sol incidiu direto no espelho e refletiu na linha perfeita igual ao mapa, de lá a linha refletiu para a outra e voltou direto pela janela refletindo no mapa que começou a se acender em azul e as linhas a brilharem e um mapa virtual começou a surgir, linhas azuis começaram a se estender por todo o cômodo em um mapa em alto relevo de luz e agora ali tinham soldados de luz em várias posições.

— Meu pai não queria se gabar do reino dele, isso era uma estratégia de guerra. – Nico disse com os olhos fixos no mapa surpreso, tão surpreso quanto eu.

Notas finais
- Fanfic movida a comentários. — Estou com uma fic nova, School Killers. Sinopse: A academia de assassinos é uma escola que prepara os melhores alunos para serem os melhores assassinos. Uma turma por ano, com dedicação de 100% dos professores e do corpo acadêmico, um currículo de aulas práticas e teóricas. A academia busca alunos com talentos em potencial, prodígios, para aprenderem a arte do assassinato. Matriculas abertas, espero que termine seu curso vivo. — O que acharam do capítulo? — O que querem que aconteça? Beijos e até!!