Ice Heart

41 História infantil


Notas iniciais
Hey cerejinhas, espero que gostem. Boa leitura!!

POV- Thalia

Nós dois encarávamos o mapa surpresos. Foi quando notei que o desenho das linhas tinha se aumentado e que a destruição atrás do castelo não eram ruinas no mapa, existia uma grande linha azul alta, como um muro e pequenas cabanas parecida com um pote de cabeça para baixo, como pequenos abrigos.

— As linhas se expandiram, mas continuam a fazer o mesmo formato. – Disse olhando aquilo com uma curiosidade aguçada.

Levante a blusa do moreno e tirei uma adaga que ele tinha em sua cintura e girei a adaga e suspirei esticando meu pulso e desenhando as linhas em destaque no mapa em meu braço. Tentei me concentrar para que o ferimento não se curasse e ao final do meu breve rabisco eu tinha o que parecia ser uma estrela desenhada em meu braço.

— Conhece? – Mostrei o desenho a ele e o moreno franziu o cenho.

— De uma lenda infantil. – Ele disse abaixando o espelho e de automático o mapa sumiu voltando ao seu estado normal.

— Qual seria? – Perguntei e ele sorriu de leve revirando os olhos.

— Quem me contou essa história foi a Bianca, eu sempre achei que ela a tinha inventado, mas a história passa no final do que o livro de histórias infantis chama de Terceira Guerra Mundial, apenas uma história para passar o tempo, sabe essas fantasias? – Perguntou ele deixando bem claro que achava aquilo tudo uma baboseira.

— Entendo. – Disse e ele assentiu.

— Resumindo, no final da Terceira Guerra Mundial o mundo estava basicamente destruído uma tal de radioatividade afetava os seres que moravam no planeta naquela época, adoecendo e fazendo com que eles morressem muitas vezes, ou sofressem bastante com isso, causando danos como os que o meu pai fez com as pessoas do setor seis. – Ele disse olhando para a janela de braços cruzado. – As pessoas tentavam sobreviver do seu modo, até que um casal de apaixonados, jovens demais decidiu que poderia mudar o mundo e começaram a fazer rituais, como a bruxaria básica, mas a Guerra da Morte, como a Terceira Guerra Mundial é chamada nos livros as vezes, tinha feito seu estrago e aparentemente a radioatividade já tinha feito muito efeito, inclusive nos dois jovens.

Me apoiei na janela para olha-lo nos olhos e ele suspirou.

— No dia do grande feitiço o que mudaria o futuro de toda a humanidade o homem estava gravemente doente, ele não tinha forças para suportar o poder, mas mesmo assim ele tentou e como esperado eles libertaram os elementos.

— Fogo, água, ar e terra. – Disse e ele assentiu. – Mas pela sua cara não é só isso.

— Cada ponta significa um elemento. – Ele disse pegando a adaga e fazendo uma linha que cortasse a estrela no meio. – Fogo. – Ele apontou para a ponta de cima. – Água. – Ele apontou para oposta. – Ar. – Ele apontou para sua nova linha, a ponta da esquerda. – Terra. – Ele apontou para a ponta da direita. – Mas como o cara estava em um estado nada bom, não apenas os elementos básicos saíram. – Gelo. – Ele apontou para a ponta entre terra e água. – Nuvem. – Ele apontou para entre o ar e a água. – Lava. – Ele apontou para entre fogo e terra. –Chuva. – Ele apontou depois para o meio da estrela. – Tempestade.

— O que isso tudo tem haver com a vida? – Perguntei e ele sorriu revirando os olhos.

— Os quatro elementos centrais e suas subdivisões são geradores de tudo que consideramos básico para sobreviver, eles estão a nossa volta, geram a vida e a morte. – Disse ele guardando a adaga. — Por conta de sair as junções e tudo que aconteceu o nosso planeta junto com a radioatividade teria criado nossa vida atual. Da Guerra da Morte criou-se a nova vida. A vida com poderes e reinos.

— Então quem morava aqui antes não teriam poderes? – Perguntei e Nico negou.

— É meio que uma história que meu pai deve ter contado a Bianca e ela me contou, uma desculpa para toda a destruição, a morte gera a vida, é assim que funciona. – Ele disse olhando para o mapa agora novamente.

— Acha que ele acreditava mesmo nisso? – Questionei o moreno que deu de ombros.

— Ele acreditava ou procurava algo. – Ele disse analisando o mapa. – Partindo do conceito de que Zeus controle a água e eu controlo o fogo, os reinos estão posicionado exatamente em cada extremidade da estrela e o Rio está exatamente na linha que eu fiz. – O moreno se aproximou do mapa.

— Ele procurava algo, criava seu próprio mapa. – Afirmei me encostando na mesa.

— O que? Mais uma vantagem? Ele tem o passado, presente e futuro em suas mãos, ele tem dragões, controla o fogo, minha mãe controla o ar, exército e mais uma vez eu vejo meu pai em busca de algo insanamente e não tenho noção do que. – Disse ele suspirando e cruzando os braços. – Não consigo pensar igual a ele para entende-lo.

— Você não tem todas as informações, por isso não pensa igual a ele. – Falei e ele assentiu.

— Tenho que achar as informações que faltam, elas tem que estar em algum lugar. – O moreno falou e colocou o espelho no mapa o largando ali.

— Eu só não entendo uma coisa. – Comentei e o moreno me encarou e indicou que eu falasse. – Na verdade não entendo muitas, mas algo que está me incomodando é porque tanto sigilo? Sabe esse castelo é do seu pai, mas tudo nele é muito escondido, ele parece cheio de segredos e mais segredos, como se ele tivesse medo de alguém descobrir, mas sabe ninguém esconde coisas na sua própria casa.

— Poderia ser por conta de mim e da Bianca. – Ele falou olhando o mapa, mas ele parecia não acreditar nisso.

— Ou? – Perguntei dando a volta no mapa.

— Ou ele tinha medo de alguém ver, descobrir seus planos, alguém de dentro. – O moreno falou e eu me apoiei na mesa o encarando.

— Acha que seu pai temia que alguém o estive espionando? – Perguntei e ele deu de ombros.

— Ou isso ou ele sabia que eu iria o matar. – Ele falou debochado e eu olhei o mapa.

— E planejava voltar e continuar exatamente de onde parou. – Falei e ele franziu o cenho e analisou o mapa que consistia quase perfeitamente com a realidade, a atual realidade.

— Meu pai moldou o mapa de acordo com o futuro, não com o passado. – Nico disse se apoiando na mesa. – Ele tem um plano para voltar.

— E como alguém que leu o futuro ele sabe que vai ter sucesso, se não ele não teria se dado ao trabalho de fazer isso tudo. – Complementei sorrindo de leve. – A não ser que isso seja para você, afinal ele sempre quis você com poder logo se ele sabia que você o derrotaria o teria feito orgulhoso não acha.

— Duvido muito, aquele sádico só sente orgulho dele mesmo, nem parece que sou filho dele. – O garoto disse com nojo e bufou. – Às vezes não queria ser.

— Você não precisa ser. – Falei e ele me encarou. – Não é porque alguém tem o mesmo sangue que o seu que ele tenha que ser da sua família. – Disse sorrindo leve. – Eu provavelmente tenho uma família em algum lugar por ai, mas não me importo, nunca me importei, apenas ligação sanguínea nada além disso.

— Nunca quis saber de onde veio? – Perguntou o moreno agora curioso.

— Sim, já tive essa curiosidade, queria saber como seria minha vida se não tivesse sido escrava, o que eu seria? Sabe, mas talvez eu me tornasse alguém que eu não gostaria de ser hoje em dia sendo criada pela minha mãe e meu pai, se é que eles estão vivos.

— Teria se tornado alguém como eu? – Ele perguntou rindo e eu abaixei a cabeça negando.

— Talvez alguém pior. – Admiti e de leve a mão dele subiu meu rosto, fazendo com que eu o encarasse.

— Duvido muito disso. – Ele falou olhando em meus olhos e eu sorri com aquilo.

Notas finais
- Fanfic movida a comentários. — O que acharam? — O que querem que aconteça? Beijos e até!!