Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que gostem Boa leitura!!

POV- Thalia

Nico abaixou a mão e seus olhos se mantiveram fixos nos meus por alguns segundos, depois ele voltou o olhar ao mapa respirando fundo.

— Vou fazer umas pesquisas. – Ele disse se desencostando da mesa. – Tente não quebrar nada enquanto está sozinha.

Assenti e ele saiu da sala me deixando sozinha e meus olhos foram direto para a grande e espaçosa janela aberta. Dei a volta na mesa com os olhos fixos nas duas portas que o garoto poderia entrar no cômodo e fui em passos cautelosos porém rápidos até a janela. Me segurei nas duas grades ainda restantes e olhei para baixo.

Meu coração disparou ao ver a altura em que eu estava e voltei para trás de automático tentando respirar fundo. Assim que me acalmei me aproximei mais da janela novamente e observei. Eu cairia de frente ao portão de acordo com a localização do Nico, provavelmente com uma ou as duas pernas quebradas no mínimo, no máximo morta. Olhei a distância do ponto que eu cairia até a saída mais próxima que eu teria que correr o que seria impossível de eu fazer com a perna quebrada.

Suspirei e me sentei na janela e comecei a brincar com minha própria mão, o que eu faria se eu fugisse? Nada! Eu teria uma mínima chance de correr até a mata, se não fosse seguida até lá. Sozinha. Essa era a minha situação. Percy havia escapado, todos do meu antigo reino estavam mortos, não conhecia ninguém além daquele castelo e não que alguém fosse se importar.

Caminhei até o mapa e o voltei a analisar, quando a porta foi aberta e meu coração disparou, porque dessa vez não era o Nico.

— Ora, ora, se não é a escrava do nosso querido Nico. – A morena disse entrando na sala sorrindo. – Pelo visto ele ainda não te matou.

Engoli seco e olhei a saída, poderia tentar correr daquela assassina, mas o que faria? Ela estava na saída que eu conhecia, o que Nico faria se me visse correndo pelo castelo?

— Você está meio acabadinha não acha? – Ela perguntou e eu apenas continuei a encarar.

Um moreno alto entrou pela porta e seus olhos vieram a mim com curiosidade e ele olhou para a morena que sorriu animada.

— Acha que ele se importaria se eu brincasse um pouco com ela? – A garota perguntou para o moreno que riu leve.

— Considerando que ela está viva e inteira na sala do Nico sem nenhum guarda a vigiando ou presa a uma corrente, dependendo a brincadeira, sim ele se importaria. – O homem disse avaliando tudo ao redor.

A morena sorriu e em menos de um segundo ela estava na minha frente, ela segurou meu braço com um pouco de brutalidade e me puxou em direção ao quarto do moreno.

Ela abriu a porta junto com um grandioso sorriso de quem iria aprontar. A morena me tacou na cama, me fazendo cair sentada ali quando ela começou a mexer nas coisas do quarto.

— O que vai fazer comigo? – Perguntei finalmente, algo me dizia que ela não ia me machucar.

— Dar um jeito no que provavelmente a escravidão te fez, já se olhou no espelho? – Ela perguntou e eu assenti meu incerta. – Parece que você tem uns trinta anos a mais do que eu imagino que você realmente tenha, sem falar que sua pele está terrível, precisa dos meus cuidados e o Nico provavelmente vai demorar então teremos tempo.

Ela subiu na cama e começou a passar um troço verde em meu cabelo e aquilo tinha um cheiro horrível, um tempo depois ela estava espalhando uma gosma em meu rosto e sorrindo igual uma louca assassina que tinha sua vítima em sua frente.

Ela corria de um lado para o outro mexendo em mim como se eu fosse seu mais novo brinquedo. Seus olhos que pareciam mudar de cor cada vez que me olhava, do verde para o azul, do azul para o branco e novamente para o verde.

Algumas vezes ela saia do quarto e voltava com alguma coisa em mãos e eu por algum motivo, mesmo ela não me falando, sabia que não era a melhor ideia sair dali, não era a melhor ideia irrita-la.

— Tome um banho, tire tudo isso de você e vista isso. – Ela disse me entregando um vestido.

Assenti e entrei no banheiro, vendo o chão ainda alagado e os cacos de vidro na pia que ali tinha. Entrei debaixo do cano e em uma difícil tarefa tirei tudo aquilo que ela havia passado em meu corpo, logo estava de volta ao quarto com a roupa, um sapato que ela me mandou por, ela mexendo em meu cabelo e meu rosto novamente.

Prontinha. – Ela disse sorrindo animada.

POV – Nico

Entrei na sala com livros em mãos, tentando me concentrar em tudo que eu tinha absorvido nessa minha breve pesquisa e pronto para reavaliar os relatórios do meu pai com um novo olhar, quando vejo Charles olhando o mapa na sala.

— O que faz aqui? – Perguntei e ele riu.

— Oi para você também Nico. – O moreno disse desviando o olhar em minha direção que colocava os livros na poltrona. – Ampliou bastante isso aqui.

— Oi Charles, cadê sua esposa? – Perguntei e ele riu.

— Brincando de boneca no seu quarto. – O moreno disse apontando para a porta o que me fez franzir o cenho.

Segui em direção ao quarto e abri a porta, assim que eu fiz as duas mulheres olharam para mim e eu fiquei surpreso com que vi. A morena de olhos azuis elétricos me encarou sorrindo leve, ela tinha maquiagem no rosto, claramente obra da Silena e ela vestia um vestido que tinha a deixado linda, mas do que ela era, afinal era inegável sua beleza, mesmo com minha escrava.

— Gostou Nico? – Silena perguntou me fazendo tirar os olhos da morena que voltou o olhar ao espelho.

— Claro. – Disse dando de ombros e a vampira sorriu e veio até mim me dando um beijo na bochecha e passando para a sala.

Olhei novamente a garota que sorriu leve. Fiz sinal para que ela fosse a sala também e ela assentiu e começou a caminhar em direção ao cômodo.

— Supondo que não vieram aqui para brincar de boneca posso saber o real motivo? – Perguntei olhando os dois sentados e Silena riu.

— Apesar do seu mal humor e da sua bipolaridade e geralmente uma falta de educação absurda nos importamos com você. – A vampira começou e eu me apoiei a mesa franzindo o cenho querendo ver aonde isso iria parar. – Então queremos que participe em um momento importante da nossa vida.

— Que seria? – Questionei olhando Charles e depois voltando aos olhos inconstantes em sua tonalidade de Silena.

— Eu estou grávida e quero que seja você a fazer o ritual de benção. – A morena disse e eu não pude deixar de ficar surpreso.

— Pensei que não pudesse engravidar. – Disse incerto. – Mas claro, eu faço o ritual.

— Eba! – Silena disse pulando da cadeira. – E eu teoricamente não poderia engravidar, mas nada que não damos um jeito nos dias de hoje, não é?

— Você sempre dá um jeito para conseguir o que quer. – Falei sorrindo de leve e ela riu.

— Temos isso em comum não acha? – Ela perguntou indo até o marido que sorriu para ela.

— Com certeza. – Disse e o Charles sorriu e se levantou.

— Adoraríamos conversar mais, porém você demorou bastante para chegar e acabou que ficou tarde. – Charles disse e eu assenti e a morena sorriu.

— Meu amor tem razão, é melhor voltarmos para casa e você tem que aproveitar o que eu fiz com ela. – Silena disse apontando para Thalia que olhou estática para a vampira que sorriu e deu um tchau.

Logo estávamos apenas eu e a morena de olhos azuis elétricos que parecia mais desconfortável do que o normal.

— Descobriu algo? – Ela perguntou e eu dei de ombros.

— Nada grandioso, mas estamos mesmo tratando de tunes, fui checar e as passagens no subterrâneo são reais, parece que quando se sabe delas fica mais fácil de ver. – Disse e segui em direção ao quarto e ouvi seus passos atrás de mim e eu não me incomodei.

Notas finais
- Fanfic movida a comentários — O que acharam? — O que querem que aconteça? Beijos e até!!