Ice Heart

10 Gostou do que viu?


Notas iniciais
Hey cerejinhas, espero que gostem do capítulo. Boa leitura!!

POV- Percy

Decorei o caminho do banheiro e da sua volta, não vi nada que não fosse cela, duvido que eles seriam burros de deixar com que a passagem para outro lugar ficasse tão óbvia a ponto de talvez um percurso semanal e nesse momento estou agradecido por ter tomado um banho, talvez uma coisa estranha de se pensar devido a tantas outras coisas que estão acontecendo.

A água saía de um cano branco que estava repleto de musgo, duvido que ela seja muito limpa, mas provavelmente é melhor do que nenhuma. Eu por um motivo estranho estava fedendo a cachorro molhado, não me lembrava de ter me molhado durante alguma transformação.

Estava vestido com uma calça de moletom preta e uma blusa lisa da mesma cor que estava realmente apertada deixando meus músculos preso a blusa aumentando-o exageradamente, meu cabelo molhado fazia com que a água escorresse pelo meu rosto.

Segui a fila que aos poucos todos iam entrando em suas respectivas celas, porém um cara feito de sombra me barrou fazendo com que meu corpo gelasse.

— Achou que eu me esqueci da nossa conversa? — Uma voz feminina surgiu ao meu lado chamando minha atenção.

A loira estava recostada na parede em suas costumeiras roupas coladas, ela tinha mudado.

Annabeth indicou que eu a seguisse e foi isso que fiz, os corredores começaram a estreitar e agora não tinham mais grades eram apenas paredes de tijolos empoeiradas que indicava que ninguém caminhava por ali a muito tempo, ou só que ninguém se importava.

Andei por alguns minutos, o único barulho era dos saltos dela batendo contra o chão, ela tinha ficado bem bonita, na verdade podemos dizer que ela sempre foi bonita, mas agora ela estava mais confiante do que antes, talvez por ter conquistado tudo que ela conquistou.

Por fim paramos em frente uma porta grande de madeira antiga ela aparentava ser pesada, mas Annabeth a empurrou com facilidade fazendo com que ela grunhisse em resposta mostrando um antigo quarto, com paredes e chão úmidos e uma cama de ferro enferrujada, o colchão tinha mofo e estava sendo devorado aos poucos por fungos e bichos que eu não queria identificar, duas cadeiras estavam postas uma ao lado da outra, de madeira antiga, porém igualmente forte como a porta.

Ela indicou que eu entrasse. Passei por ela e me sentei na cadeira sem autorização e torcendo para que a mesma não cedesse com meu peso, mas nada aconteceu ela apenas soltou um som estranho como se não fosse usada a muito tempo. A loira fechou a porta deixando apenas nós dois lá dentro, a única luz que iluminava o local vinha de uma pequena janela com duas grades de ferro que mal passava minha mão, resumindo um vagalume iluminaria melhor.

Ela pegou a cadeira que eu não tinha me sentado e a colocou de frente para mim, seus olhos cinzas me fitaram e por incrível que pareça eles pareciam ter luz própria, assim como ela sorri inconscientemente me lembrando de quando eu a chamava de anjo, quando suas asas ainda eram brancas e ela era pura.

— De onde me conhece? — Perguntou ela apoiando os braços na perna chegando mais para frente para me encarar.

— Não acredito que não lembre de mim.- Disse e ela revirou os olhos não gostando da resposta.

— Não tenho o dia todo, anda fala. – Ela disse irritada e eu ri.

— Que pena, porque eu tenho.- Disse com um sorriso sarcástico no rosto a irritando mais ainda.

Ela levantou irritada e me empurrou para encostar completamente contra a cadeira, colocando a mão em meus ombros e seus olhos cinza fitando os meus em tonalidade verde, mantive o sorriso no rosto a encarando.

— Você não vai gostar de me irritar.- Ela disse e eu ri.

— Na verdade essa era a parte mais divertida.- Disse e suas garras encravaram no meu ombro.

Senti uma dor muito forte, queria gritar, mas me contive em olhar para ela, não mudei minha expressão, mas podia sentir o liquido escorrendo pelo meu braço e pingando no chão o manchando de vermelho, mas duvidava que mais uma mancha iria fazer diferença.

— Annabeth Chase vai precisar de bem mais do que isso para me fazer falar.- Disse sério e ela riu.

— Que bom, pois ainda nem começamos.- Ela disse tirando as garras sujas de sangue do meu ombro e as lambendo virando de costas para mim com um sorriso travesso.

Senti a ferida do meu ombro se fechar e agora aquela blusa estava grudenta e apertada. Puxei a blusa para cima a tirando e começando a limpar o sangue que tinha escorrido tentando ao máximo impedir que ele secasse, limpar sangue seco é uma merda.

Annabeth se virou com uma faca estranha na mão com um sorriso no rosto, mas ele sumiu quase que instantaneamente e seus olhos vagaram pelo meu corpo e eu sorri com a cena, ela respirou fundo como se quisesse recupera o foco e voltou a andar.

A faca que ela tinha em mãos era um pouco maior que a minha e ela tinha alguns espinhos por toda ela e eu não precisava que ela me explicasse para que eles serviam eu já tinha uma ideia.

— Gostou do que viu Chase? — Perguntei a olhando tentando não encarar a faca.

— Sim e vou adorar me divertir com esse corpinho, realmente vai ser uma pena estraga-lo.- Ela disse passando a ponta da faca pelo meu peitoral olhando bem o que fazia.

Me levantei e como resposta ela deixou que suas asas fossem abertas como que pare dizer quem manda, ri e mostrei minhas presas, sabia que meus olhos tinham assumido o tom azul claro brilhante que ele normalmente tinha quando usufruía dos meus dons. Tirei a faca de sua mão com facilidade, ela me olhava em tons de ameaça, mas apenas isso.

— Quando se é parte lobisomem aprende que cão que larda não morde.- Disse mordendo sua orelha.

Ela riu e me empurrou contra parede com tanta força que achei que ela iria quebrar.

— Acho que vai ter que rever esses conceitos.

— Adoraria que você me ajudasse a revê-los.- Disse a puxando para mim e a colocando contra a parede.

Realmente não sei o que deu em mim, ela é gata e tal, mas não tinha tanto fogo assim e ela quer me matar porque não o fez ainda?

Selei nossos lábios e pedi passagem com a língua e ela cedeu sem hesitar. Prendi seu corpo mais contra o meu puxando seu cabelo loiro quase dourado com um pouco de força exagerada e como vingança ela cravou as garras em minhas costas passando por ela toda.

Mordi seu lábio inferior o puxando de vagar, seus olhos encontraram com os meus pela milésima vez desde que entramos e aquilo foi a confirmação que não importava nada nesse momento era apenas desejo.

Porém em um flash de segundo eu não estava mais contra seu corpo e sim contra a parede, meu corpo não se encontrava mais no dela e sim preso na parede distante do chão, com suas garras em minha garganta que agora jorrava sangue, seu olhar era severo.

— Percy Jackson quanto tempo.- Ela disse se lembrando de mim.

Sorri com dificuldade, pois não me daria por vencido ignorando a dor de ter a garganta dilacerada.

Notas finais
Ai gente, eu to me sentindo tão estranha atualmente com as fanfics, estou meio desanimada com as minhas ideias. Sei lá... Espero que tenham gostado. Me digam o que acharam E o que querem que aconteça Beijos e até