Ice Heart

16 Estava me divertindo


Notas iniciais
Hey cerejinhas, espero que gostem. Boa leitura!

POV-Percy

— Que fofo, todo preocupado com a amiguinha.- A voz doce cortou meus pensamentos, fazendo me abrir os olhos e ver a loira com um sorriso sociopata em pé enquanto a grade subia. – Ou deveria falar, namoradinha? – Ela disse com um sorriso provocador.

— Cadê a Thalia? – Perguntei irritado me levantando para encara-la.

— Namoradinha com certeza.- Ela disse rindo.- Ela está...viva, pensei em dizer bem, mas não gosto de mentiras. – Annabeth falou sorrindo e deixei meu poder tomar conta de mim e fui em sua direção.

Dois soldados surgiram das sombras e jogaram meu corpo contra a parede me prendendo ali

— Nana, pequeno Jackson, sem poderes. – A loira disse se aproximando e ela pôs uma coleira no meu pescoço. — Sabe, eu pensei em pegar uma pulseira, mas afinal você é um cachorro mau, cachorros maus ganham coleiras. – Ela disse colocando a guia na coleira.- Vamos, antes que coloque uma focinheira também.

Ela começou a me puxar para fora da jaula, meus poderes não estavam funcionando, meu corpo parecia não ter poder algum.

— O que fez comigo? – Perguntei tentando acompanha-la, já que a loira basicamente não ligava apenas me puxava como um bicho.

— É a coleira bobinho, tira os poderes. – Ela disse como se fosse óbvio.

— E o que vai fazer agora? Me matar? – Perguntei e ela riu.

— Deveria, mas primeiro vamos conversar enquanto você escuta os gritos da sua amiguinha, ou namoradinha, tanto faz, depois vou torturar você até que seu corpo não tenha mais forças para permanecer vivo e você desista de tentar sobreviver e aí sim, você irá morrer, mas até lá vamos nos divertir.

Viramos em um corredor diferente dos outros, as paredes eram lisas de um tom cinza escuro, não pareciam tão resistentes quanto as outras, mas sem meus poderes qualquer parede era resistente.

Ela abriu uma porta e assim que ela foi aberta os gritos ecoaram e a loira riu.

— Aposto que é arma de choque. – Ela disse me puxando para dentro da sala.

Dois soldados me tiraram do chão me prendendo a uma grade e sumiram logo em seguida.

— Agora é a parte que conversamos ou a tortura? – Perguntei e ela sorriu.

— Bom, depende eu acho que você não responderia morto e eu realmente não quero ter contato com espíritos tenho mais com que me preocupar.- Ela disse virando de costas olhando a mesa que tinha vários equipamentos de tortura. – Mas já que insiste...podemos conversar enquanto eu te torturo sem problemas. – Ela disse se virando com um bastão repleto de espinhos.

Ela bateu com força o bastão contra a minha barriga, os espinhos entraram na minha pele e eu conseguia sentir ela puxando o bastão lentamente enquanto os espinhos saiam um por um do meu abdômen.

Um grunhido escapou da minha boca e ela sorriu.

— Porque você...? — Eu ia terminar a frase, mas a loira bateu em mim novamente.

— Nico e eu temos ouvidos em todos os lugares, acha mesmo que conseguiria planejar uma fuga com sua namoradinha sem descobrirmos? – Perguntou ela puxando o bastão novamente.

O grito da Thalia invadiu a sala novamente fazendo que a raiva só aumentasse, eles iam matar a gente, como tudo que eles tocam, iriam destruir.

— Porque se passou como morta? Porque fugiu? Lembro do seu cabelo cacheado, suas asas brancas, puras...

— Eu não sou mais aquela garota, sou quem eu queria ser, forte, independente, não uma mercadoria, um objeto que pode ser vendido ou trocado quando quer.

— Se casar comigo era tão ruim assim? Poderia ter dito não. – Disse e ela riu.

— O problema não é você Percy. — Ela disse largando o bastão e se apoiando na grade, uma mão em cada lado do meu corpo me olhando. – O problema nunca foi você. – Ela tinha um tom triste na voz que foi disfarçado com um sorriso e ela lambeu o sangue do meu abdômen.

Em um movimento rápido vi a coleira caindo no chão e em menos de um segundo estava solto, empurrei a loira contra a mesa que ela bateu com força.

Ela puxou meu braço selando nossos lábios em um beijo repleto de raiva e desejo, senti suas garras cravando em minha pele, tirei as coisas da mesa jogando-as no chão e a peguei pela cocha a colocando ali em cima.

— Definitivamente você não é o problema. – A loira disse voltando a selar nossos lábios.

Suas unhas me arranhavam, sua roupa me incomodava; rasguei sua blusa em um movimento rápido e subi em cima dela, distribuindo beijos e chupões pelo pescoço e seios.

Meu corpo foi puxado para trás com força e dois dos soldados me prenderam na parede, por algum motivo o ar me faltava e era como se minha energia estivesse indo embora.

— Annabeth, se for para transar com alguém que não seja com um dos escravos.- Di Ângelo disse na porta, seu corpo estava sujo de sangue e Thalia estava em pé sendo segurada por dois soldados, ela vestia uma blusa preta suja e já que o monstro estava sem nenhuma supus que era dele.

— Só estava me divertindo Nico, igual fez com ela. – A loira disse olhando para Thalia.

— Sua diversão deveria ser a tortura, não sexo, tem que reestabelecer os conceitos de punição Annie. – O moreno disse olhando para a loira.

— Senhor, o Valdez está de volta e não está sozinho. – Um soldado apareceu e Di Ângelo assentiu saindo de frente a porta.

— Deixem-na no meu quarto. – Nico falou olhando para Thalia que parecia preste a desmaiar a qualquer momento. — E garanta que a Annabeth não toque nela.

A loira se levantou da mesa e saiu atrás do assassino.

POV- Nico

— Nico, Nico!- Annabeth me chamou, logo a loira estava parada a minha frente.

— O que foi Annabeth? – Perguntei cansado de como a loira agia.

— Porque entrou na sala de tortura? Você nunca me interrompeu antes.

— Se soubesse que você tem costume de transar com quem você tortura, talvez devesse ter interrompido antes. – Disse irritado.

— Nico!- Ela disse irritada, também cansada. – Vai me falar a verdade.

— A garota não sabe dos poderes que ela tem. – Disse e ela riu.

— Fez um acordo com ela? – Perguntou Annabeth cruzando os braços.

— Não, mas sou inteligente, com o garoto vivo, alguém que ela criou uma ligação, será mais fácil manipula-la. – Disse e ela riu.

— Não ia mata-lo, e mesmo assim, não acho que você precise de outra pessoa para manipula-la com esse corpinho. – Ela disse passando as duas mãos pelo meu abdome.

— Ela não é você Anne. – Disse tirando as mãos dela do meu peitoral. – Vista uma blusa e me encontre na sala de reunião, quero saber quem veio com o Valdez.

A loira assentiu e eu voltei a caminhar em direção a sala. Assim que entrei vi Leo em pé claramente nervoso, o moreno mexia em duas peças que tinha em suas mãos, como se sua vida dependesse daquilo e sentado um garoto que deveria ser mais novo do que eu e o Leo, ele vestia uma roupa cara e estava tranquilo, um sorriso estava estampado no seu rosto, seu cabelo loiro estava bem penteado e ele parecia confiante.

— Nico!- Leo finalmente pareceu notar minha presença. – Hã, esse é Jason Grace ele queria conversar.

O loiro olhou para mim e se levantou esticando a mão para mim.

— Queria dizer que seu nome é bem famoso e que é uma honra conhecer alguém como o senhor. – Ele disse calmo, sua voz não se alterou, muito menos seu coração, porque ele não tinha medo?

— Não posso dizer o mesmo sobre seu nome. – Disse apertando sua mão e ele deu de ombros.

— Posso lhe garantir que vai ouvi-lo com frequência.

Notas finais
- O que acharam? — O que querem que aconteça? Beijos e até