Ice Heart

21 Colocar as cartas na mesa


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que gostem e falo com vocês nas notas finais. Boa leitura!

POV- Thalia

Acordei em um sobressalto, ao sentir uma mão me mexer com certa brutalidade, olhei ao redor e vi o Di Ângelo na porta dando espaço para que eu saísse. Desci e notei que estávamos em um campo aberto de flores, a frente de onde estávamos, um templo dourado gigantesco se estendia, pilastras gigantescas sustentavam o local.

Ele indicou que eu o acompanhasse e foi isso que eu fiz, uma escadaria, não muito grande, dava acesso ao templo, a lua cheia iluminava o local eu não pude deixar de sorrir, fazia dias, talvez meses que eu não sabia direito a diferença de dia e noite, que não observava a lua e respirava sem preocupação e mesmo seguindo-o eu estava relaxada, por algum motivo sabia que ele não faria nada.

Assim que adentramos o templo notei que a disposição dos espelhos era estratégica para que a luz da lua refletisse por todos os ângulos e batesse sobre o pequeno círculo elevado.

Ele esticou a mão apontando para lá e eu assenti, caminhei devagar até a elevação, meus pés descalços não faziam barulho, nada parecia ter som ou vida naquele local, por um momento soube que não deveria ficar tão tranquila a sensação de já ter estado ali me invadiu e me fez parar.

— Anda. – Ele disse sem paciência, ainda na porta.

— Eu já estive aqui. – Comentei e ele revirou os olhos.

— Continue andando e depois falamos sobre seu déjà vu, agora vai. – Ele ordenou e eu assenti e voltei a andar.

O chão gelado pela primeira vez me deu agonia, queria sair dali, queria voltar até mesmo para o calor da cela abafada, dos temperamentos oscilantes do Di Ângelo, qualquer coisa parecia melhor do que aquele lugar.

Subi na elevação me mantendo de pé, a luz da lua me iluminava, o meu reflexo estava em todo lugar, uma agonia gigantesca me dominou, eu queria voltar correndo para aonde o moreno estava, olhei o grande espelho a minha frente, aonde o vestido não parecia mais tão elegante no meu corpo, meu cabelo tinha basicamente inchado por causa do meu sono no caminho.

Uma dor começou da sola do meu pé e se distribuiu por todo meu corpo, minhas pernas falharam e eu cai de joelhos no chão, um grito escapou da minha garganta, levei as mãos ao rosto tampando meus ouvidos do som agoniante que vinha de tudo lado e do nada tudo apagou.

POV- Nico

Ela caiu no chão gritando os círculos no chão começaram a ganhar vida, girando em cor branca simbolizando o poder dela, a primeira rodela mais próxima a morena acendeu indicando 10CP, a segunda indicando 20CP, a terceira indicando 30CP e assim sucessivamente, o corpo dela parecia fraquejar, não aguentar mais aquilo, por fim quinze círculos se acenderam por completo indicando 150CP o que era quase o que eu tinha, tudo se apagou voltando ao normal.

Caminhei até a garota surpreso, ela estava inconsciente, saia sangue do seus ouvidos, respirei fundo e a peguei no colo a ajeitando.

A quantidade normal de CP é em torno de 100 de alguém realmente poderoso, mas 150, sabia de poucas pessoas com tanto poder assim, eu tinha 170, meu pai 160, como essa garota sem treinamento que não tem noção do que é capaz pode ter 150?

Caminhei com ela templo a fora, olhando o céu limpo repleto de estrelas e com a lua se destacando mesmo com tudo ao seu redor, deitei-a na carruagem e me sentei na escadaria do templo, o que poderia fazer? Tinha que pensar, sem Annabeth dando opiniões, sem o reino a minha volta, sem nada para me perturbar.

Fechei os olhos e as cenas da reunião vieram em mente, Jason matando dois dos meus soldados sem problemas realmente tinha ficado entranhado em meus pensamentos, meu pai realmente preocupado de ter algum envolvimento com a família Grace e essa garota misteriosa que aparentemente sabe tanto quanto eu sobre si.

Deixei que meu corpo relaxasse e fiquei assim até sentir um olhar sobre mim, levantei o rosto e a vi de pé me observando, ela estava apoiada na porta me encarando em partes com receio, mas em parte curiosa.

— O que foi? – Perguntei alto suficiente para ela ouvir, mas ainda sim baixo.

— Porque está tão preocupado? Você pode derrotar quem você quiser. – Ela disse e eu sorri revirando os olhos.

— Que bom que todos pensam assim, mas não é por isso que seja completamente verdade. – Disse e ela saiu de trás da porta.

Ela caminhou em passos lentos até mim, observei-a fazer isso, a morena sentou ao meu lado e respirou fundo.

— Aquele loiro é um problema? – Perguntou ela apoiando os braços no joelho me imitando.

— Talvez. – Disse sincero, por algum motivo sabia que precisava colocar todas as possibilidades a mesa e necessitava fazer isso agora.

— Porque? – Perguntou ela baixo.

— Não sei quase nada sobre ele e aparentemente ele sabe muito sobre mim. – Disse e ela assentiu.

— Ouvi você e a loira conversando, ele matou seus soldados de sombras, não foi? – Ela questionou e eu revirei os olhos.

— Não vou conversar com você. – Disse me levantando e voltando a carruagem.

Ela abaixou a cabeça e respirou.

— Não tem sombra de noite, sabe porquê? – Ela perguntou e eu franzi o cenho a encarando.

— Que?

— Não tem sombra a noite, sabe porquê? – Ela perguntou novamente e eu respirei fundo.

— Não tem luz. – Disse e ela assentiu.

— Então se ele matar a fonte de luz do seu soldado, vai ter sombra? – Ela questionou e tudo pareceu se encaixar.

Tudo parecia se ligar mais rápido do que deveria, uma fonte de luz mantinha meus soldados vivos e fazia completo sentido, se não tem luz como terá sombra. A encarei surpreso e ela sorriu de leve.

— Tenho a impressão que não deveria falar isso, mas eu não faço nada o que me resta é pensar. – Sua voz saiu fraca e ela andou até mim.

— Tá mais isso não me ajuda em nada.

— Você controla o fogo e o que o fogo provém? – Perguntou ela frustrada.

— Luz. – Disse obviamente e entediado.

— Aí meu Deus. – Ela se exaltou. – Você tem luz própria, ele matou uma fonte de luz, mas não seria capaz de te matar, se você se tornar a fonte de luz dos seus soldados, eles não terão algo frágil para se apoiar, logo eles não poderão ser mortos. – Ela disse tudo rápido e realmente ela era mais esperta do que parecia.

— Entra. – Disse e ela entreabriu a boca surpresa e me olhou cansada.

— Você deveria parar de escutar apenas você mesmo e mais os outros. – Ela disse subindo na carruagem.

Puxei seu braço com força e a pressionei contra o veículo.

— E acha que as suas teorias são brilhantes o suficiente para que eu te de ouvido? Acha que pode se tornar minha parceirinha e nós conversaremos sobre estratégias de guerra e isso te manterá viva? Acha que eu me importo com você? Eu tenho minhas prioridades e você não é uma delas.

— Eu não quero socializar como um monstro como você, mas estou tentando ajudar porque se você for atacado eu morro, porque estou no castelo assim como você e qual o problema de ouvir minhas teorias malucas, só porque eu era uma escrava? – Perguntou ela irritada, comecei a sentir o vento bater forte contra meu corpo e uma gota caiu no meu braço.

— Sim, esse é um dos motivos, afinal do que você entende de guerra? – Disse já me irritando com ela, sentindo que estava deixando meus poderes crescerem.

— Aparentemente mais do que você pensa, afinal consegui descobrir como ele matou seus soldadinhos, coisa que o gênio não conseguiu. – Ela disse e eu segurei seu queixo.

— Deveria tomar cuidado com o que fala, poderia cortar sua língua e garantir que você nunca mais fale. – Disse irritado.

— Poderia, mas ela teria mais utilidade para você dentro da minha boca. – Ela disse e eu ri.

— E o que te faz concluir isso? – Perguntei curioso.

— Você está me deixando falar, como sempre, gosta disse mesmo que não admita. – Disse ela e eu revirei os olhos.

— Ou talvez eu queira fazer outras coisas com ela. – Disse sentindo seu corpo gelar, é claro que tinha notado o medo que ela tinha quando a tocava.

— Talvez. – Ela disse me olhando e eu sorri me afastando dela e indiquei que entrasse na carruagem.- Você não pretende voltar para o castelo, trouxe roupas, não teria a necessidade de roupas. – Ela comentou parando na porta do veículo e eu revirei os olhos.

— Entra. – Disse e ela respirou fundo e entrou na carruagem se sentando e ficando e silêncio.

Entrei logo atrás dela e a morena me encarou com tédio, seus olhos azuis elétricos expressavam claramente o que ela sentia, irritação, raiva, ódio, rancor, frustração, sorri e ao ver tudo aquilo, sempre foi confortante ver esse sentimento nas pessoas, é algo que me tranquiliza.

Ela cruzou os braços se recostando e sorriu leve.

— Sabe, me perguntou você ficou irritado o suficiente com seu pai, provavelmente porque ele fazia exatamente o que você faz com as pessoas, eu perguntou quem se irritará o suficiente para te dar o mesmo destino que ele. – Ela disse e eu grunhi irritado e olhei para a janela.

— Não fale dele como se o tivesse conhecido e muito menos de mim achando que me conhece. – Disse ainda olhando adentrarmos mais os campos.

— Eu conheço o que você mostra, acha mesmo que quem for tentar te matar vai conhecer você de verdade? – Ela questionou e eu a olhei vendo que ela estava soando.

Permaneci em silêncio e direcionei meu olhar para a janela novamente, não queria conversar, nunca fui fã disso deixei que meus pensamentos voassem bem distantes dali.

— Nico se concentra. – Bianca falou baixo se ajoelhando na minha frente.

Meu corpo estava soado, minha blusa colada ao corpo magro que um garoto de sete normalmente tinha, estávamos escondidos no quarto dela treinando.

— Eu to tentando. – Choraminguei, meu corpo doía, meu pai tinha me batido mais cedo, minhas costas estavam em carne viva.

— Tenta mais. – Ela disse se levantando e me esticando a mão. – Para de pensar no pai, ele é um babaca pensa em você, no que consegue fazer.

— Eu não consigo fazer nada Bia, esse é o problema. – Disse fraco e ela suspirou.

— Sabe dos planos do pai? – Perguntou.

— Não. – Disse fraco e ela se sentou ao meu lado.

— Para resumir ele não vai ser nada gentil com você. – Ela disse e eu dei de ombros.

— Ele nunca é. – Disse e ela sorriu fraco.

— Sabe que ele te ama não sabe? É só o jeito dele de demonstrar isso, por você ser o único menino dele o pai quer muito de você. – Disse ela olhando a janela a nossa frente.

— O problema é que eu não posso dar nada a ele. – Disse e ela deu de ombros.

— Você é novo Nico, ainda tem muito para aprender. – Ela disse e eu soltei um riso forçado, triste.

— Com cinco anos você já controlava fogo, eu tenho sete e nem sei qual é o meu talento. – Disse e ela deu de ombros.

— Quem se importa? – Bianca perguntou e eu respirei fundo.

— Hades. – Disse e ela riu.

— Manda ele para o Inferno. – Ela disse e eu ri.

— Ele é o rei de lá.

— Então tome o lugar dele. – Bia disse sorrindo e piscou um olho e se levantou. – Vamos voltar ao treino.

Notas finais
Hey cerejinhas. — Fanfic movida a comentários, mais comentários capítulos mais rápidos. — Para quem não sabe ontem eu postei uma fanfic nova, vou deixar sinopse e links aqui: Sinopse: Criaturas sobrenaturais, lendas e mitos conhecidos, são coisas que sempre ouvimos e vimos em filmes de terror entre outros lugares como: fogueiras, reuniões, comerciais entre outros, porém apesar de suas diversas histórias horrendas muitas vezes apenas rimos ou temos um medo momentâneo que passa rápido afinal nada disso é real, pelo menos é isso que eles querem que você pense. Um mundo completamente diferente, aonde os piores pesadelos vivem uma vida normal, aonde a humanidade é o mito que tanto se escuta falar, o desconhecido e monstros como: vampiros, fantasmas, sereias, lobisomens são civilizados, trabalham e estudam, então agora imaginem se adolescentes humanos já são loucos o que os com superpoderes são capazes de fazer. Link trailer: https://www.youtube.com/watch?v=FCoJcYXHbnQ Link fanfic Nyah: https://fanfiction.com.br/historia/707851/Monsters/ Link fanfic Social Spirit: https://spiritfanfics.com/historia/monsters-6444465 Para quem estiver interessado em dar uma olhada em futuros projetos: https://www.youtube.com/channel/UC4mUN1cGsKrRfcDTwvsDEFg — Espero que tenham gostado, me digam o que acharam. — O que querem que aconteça? Beijos e até!