Notas iniciais
Oi, queria agradecer à Giovannabrigidofic pelos seus comentários, eles são a razão para que eu não desista da fic! E também à Maju, que às vezes aparece por aqui, muito obrigada! Mas, eu sei que tem mais pessoas por aí, eu realmente não queria impor metas, mas são 9 acompanhamentos e só dua apessoa comentam, então só vou postar o próximo capítulo se quatros pessoas comentarem, me desculpem. Espero que gostem! Beijos!

Leiam as notas iniciais 🔝🔝🔝🔝

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Me sento ao seu lado e quando ele percebe minha presença, se joga em meus braços, fico sem reação, sem rumo. É difícil vê-lo assim, ele nunca se demonstrou fraco ao meu lado, sempre soube que algo o incomodava, mas nunca me imaginei em tal situação e eu não sei o que fazer, como reconfortar alguém sem saber o motivo?

Tento o acalmar da mesma maneira que faço com meus pacientes: voz acolhedora, abraço reconfortante e sussurros de apoio, tais como: Vai ficar tudo bem, eu estou aqui, vou te ajudar.

Aos poucos sinto ele se acalmando, fico aliviada e começo a encarar o mesmo com um sorriso fraco.

– Você está melhor? – Pergunto em um sussurro e ele apenas assente. – Quer me contar o que aconteceu? – Pergunto novamente e ele nega, sinto que ele voltará a desmoronar a qualquer momento.

– Só me tira daqui, por favor! – Ele diz suplicando.

Para onde levar ele? Não faço ideia de onde ele mora, e não sei se possui qualquer pessoa que possa o ajudar agora. Pode não ser o mais certo, mas vou levá-lo para minha casa.

Não quero que Lucca presencie tal momento, mas não posso deixar meu filho sozinho no parque, eis que a salvação aparece, Clara.

Ela me vê de longe e eu aponto para Lucca e balbucio para ela cuidar dele, pelo visto ela entendeu, com meu pequeno em segurança, agora preciso cuidar do grandão aqui. Ele não fala nada, só pede para que eu o tire dali, e é o que eu faço, em passos lentos consigo o levar até meu carro e rumo em direção a minha casa. Ele passa o caminho inteiro olhando para a janela e de vez em quando é possível ver lágrimas caindo de seu rosto. Queria tanto entender a situação, mas vai ser difícil.

Chegando em casa, o coloco no sofá e lhe dou um calmante, ele dorme na hora. Ligo para Clara explicando a situação e ela diz que cuidará de meu filho até que eu resolva as coisas por aqui, Deus não poderia ter me dado melhor amiga.

Ando de um lado para o outro, tenho uma ideia, mas não sei se seria certo fazer, ele descobriria que andei investigando sua vida, não iria ficar nada feliz, mas Doutor Luís é meu amigo, talvez ele não desconfie de nada.

Ligo para ele e concorda de vir aqui, fico no aguardo, os minutos se arrastam e finalmente a campainha toca.

– Muito obrigada por vir. – Digo quando ele entra.

– Tudo bem, agora me explica tudo. – Ele pede e eu explico detalhe por detalhe. E no final ele me dá umas instruções de como agir assim que acordar.

– Bom, ele teve outro surto. – Ele diz mais para ele do que para mim.

– E isso não é bom, suponho. – Digo tentando participar da sua conversa com si mesmo.

– Ele estava indo tão bem. – Luís fala me excluindo novamente da conversa.

– Você pode me explicar? – Pergunto. – O que ele tem que o deixa assim? – Questiono curiosa

– Desculpe, Sophia, mas não posso lhe dizer, sigilo médico. Se um dia você descobrir vai ser ele que vai te contar. Só te peço para não se afastar dele, você vem ajudando muito.- Ele fala e eu me intrigo mais ainda.

– Indiretamente, você e seu filho vem ajudando muito ele. Agora preciso ir antes que ele acorde, siga as minhas instruções, e em caso de emergência lhe dê esse remédio. – Ele diz me entregando um frasco laranja, tarja preta. E vai embora.

Fico todo o tempo em que ele dorme pensando, o que ele tem? Como eu posso estar ajudando em algo?

Em meio aos meus devaneios, ele acorda e me vou para perto dele.

– Está se sentindo melhor? – Pergunto atenciosa.

– Sim. – Ele responde meio envergonhado. – Muito obrigado, não sei o que poderia ter acontecido se você não estivesse lá. – Ele diz me encarando e eu sorrio.

– Sem problemas. Quer conversar sobre isso? – Digo seguindo as instruções de Luís.

– É complicado, me desculpe. – Ele fala fitando o teto.

– Tudo bem, eu entendo. – Digo e ficamos em silêncio por um longo tempo.

– Quer que eu te leve para sua casa? – Questiono e ele volta a me encarar.

– Se eu não atrapalhar... – Ele diz cabisbaixo.

– Não atrapalha, é só me dizer o endereço. – Eu falo e ele sorri.

– Vou te explicando no caminho. – Ele fala e saímos em direção ao carro.

Passamos o caminho conversando sobre coisas aleatórias, não toquei no assunto, do jeito que Luís me orientou. Logo chegamos em sua casa, ele mora em um bairro nobre de São Paulo, sua casa é enorme, fico impressionada.

– Bom, muito obrigada, de novo. – Ele diz sem jeito.

– Por nada, qualquer coisa pode me ligar. – Digo e ele saí do carro.

– Tchau. – Ele diz encostado na janela do carro e eu aceno.

Saio com o carro em direção a casa de Clara, vou o caminho inteiro pensando no que acabará de acontecer, foi muito estranho, quero tanto descobrir o que ele tem, o que o incomoda tanto, faz parte de mim, não suporto ver as pessoas machucadas, tanto fisicamente quanto mentalmente que sinto a necessidade de ajudar. Preciso que ele confie em mim, assim poderei o ajudar.

Em minutos chego na casa de Clara, toco a campainha e ela logo abre porta.

– Oi, amiga! Entra. – Ela diz abrindo passagem. E eu a cumprimento.

– Tudo bem? – Ela questiona intrigada.

– Tudo sim e você? – Pergunto.

– Também, vem vamos para a cozinha, Lucca está dormindo na sala. – Ela diz me arrastando.

– Muito obrigada por cuidar dele. – Digo me sentando na cadeira

– Tudo bem, agora me explica direito o que aconteceu. – Ela fala colocando um copo de suco na minha frente.

Explico sobre o surto, sobre o psiquiatra, sobre ser algo grave e sobre eu e Lucca estarmos o ajudando indiretamente.

– Como assim ajudando? – Ela pergunta intrigada

– Eu também queria saber, mas o Luís não pode me dizer, sigilo médico, segundo ele. – Falo bufando

– O que mais você viu quando abriu os arquivos dele no hospital?

– Maternidade. – Digo e ela me olha em duvida

– Maternidade? Ele é pai?

– Não, ele nem gosta de tocar nesse assunto, por isso acho estranho. – Digo bebericando meu suco.

– E se... – Clara começa a falar, mas é interrompida.

– Mamãe! – Diz meu filho correndo em minha direção e eu o pego no colo.

– Tudo bem, meu amo? – Pergunto beijando suas bochechas gordas.

– Sim.

– Bom, acho que você já deu muito trabalho para sua madrinha, vamos? – Eu digo e ele fecha a cara.

– Já? – Ele pergunta manhoso

– Sim, outro dia a gente volta. – Digo o colocando no chão

– Tchau, dinda. – Ele diz a abraçando e eu faço o mesmo.

Coloco Lucca na cadeirinha e sigo com o carro, quando estou quase em casa meu celular começa a tocar, olho no visor: Lucca.

Continua...

Notas finais
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