I will never forget you.

7 Nothing make sense!


Notas iniciais
Bom, a meta não foi batida, mas estou aqui de qualquer jeito... Juro nunca mais impor metas, me arrependi amarguramente te tê-la colocado, sei lá, não achei certo. Dedico esse capítulo á uma grande amiga: Kessya Herondale, muito obrigada miga, por toda a ajuda. Também, obrigada pelos comentarios, e leitoras novas: AnaJú, Anne Michelle Potter e Hanna Castillo, sejam bem vindas, obrigada por lerem. Sem mais delongas, espero que gostem. Beijos!!!

– Lucca? Você está bem? – Pergunto encostando o carro.

– Sim...quero dizer mais ou menos, posso te pedir uma coisa. – Ele pergunta e sinto sua voz embargada, ele está prestes a chorar.

– Claro.

– Você poderia vir até a minha casa? Poderia trazer Lucca para cá? – Ele pergunta apressado e eu fico confusa, mas penso nas palavras de Luís.

– Claro, já estamos a caminho.

– Muito obrigada, tchau. – Ele diz já desligando e eu dou ré no carro.

– Onde estamos indo mamãe? – Lucca pergunta confuso

– Vamos fazer uma visita para o Lucca, tudo bem? – Pergunto o olhando pelo retrovisor e ele sorri instantaneamente.

– Eba! Vai demorar? – Ele pergunta ansioso

– Não muito. – Digo e ele fica todo animado

No caminho fico pensando, o que será que ele quer com Lucca? Ele devia estar tendo outro surto, conseguia perceber sua voz de choro, estou realmente preocupada, preciso saber o que ele tem, senão não dormirei sossegada.

Logo chegamos e estaciono o carro do outro lado da rua, tiro Lucca da cadeirinha e atravessamos a rua. Começamos a subir os degraus que dão acesso a entrada e quando estávamos quase chegando a porta se abre, Lucca sai de lá sorridente, consigo ver resquícios de lágrimas em seu rosto. Meu filho solta minha mão e vai correndo para os braços de Lucca.

– E aí, amigão. Tudo bem? – Lucca pergunta para meu filho.

– Sim. – Meu filho diz todo alegre.

– Vem, vamos entrar. – Ele dirige a palavra para mim, já que está com Lucca nos braços.

– Linda sua casa. – Digo assim que entro.

– Obrigado. – Ele diz vindo em minha direção e me abraça fortemente.

– Obrigado por vir. – Ele sussurra em meu ouvido.

– Por nada. – Digo me afastando e ele sorri.

– Quer brincar? – Lucca pergunta para meu filho que sorri animadamente.

– Então vamos, tem um monte de brinquedos lá no quintal. – Lucca diz e os dois correm para lá, acabo os seguindo.

O quintal é enorme, o chão é coberto por grama sintética e o espaço é todo ocupado por brinquedos, é um verdadeiro parque, escorregador, balanço, gira-gira, piscina de bolinha, traves de futebol, carrinhos automáticos, tudo que você possa imaginar.

Não entendo tudo isso, os brinquedos são todos novos, Lucca mora sozinho, qual a razão para tantos brinquedos? Lucca já é bem grandinho para brincar nessas coisas.

Os dois brincam feito pai e filho, acho que já disse isso para vocês, certo? Mas falo de novo, a relação deles é algo fora do normal, eles brincam de pega-pega, rolam no chão e dão muitas risadas, me divirto só de ficar assistindo.

– Vem brincar com a gente, mamãe. – Pede meu filho e eu faço cara de negação.

– Vem, Sophia! Se divirta um pouco. – Lucca pede e os dois me olham com cara de cachorro abandonado e eu não resisto.

– Ok! – Digo tirando meu salto e indo na direção deles.

– Tá com o tio. – Meu filho grita e sai correndo.

Demorei uns segundos para raciocinar as coisas, — sim as vezes sou bem lerdinha também- e saio correndo pelo gramado. É tão bom fazer isso, correr, sentir o vento em minha cara e me divertir com os dois.

O quintal é enorme, então começo perder o fôlego e logo Lucca me alcança, antes dele tocar em mim, tropeça em um brinquedo, o fazendo com que caia em cima de mim. Caímos com tudo no chão, eu e ele estamos ofegantes, nossa respiração se mistura, é uma situação bem constrangedora, fiquei paralisada, meu coração ficou a mil e as benditas borboletas tomaram conta de meu estômago, droga. De novo não!

Ele se aproxima cada vez mais de meu rosto, estou completamente perdida em seus olhos, nossos lábios estão quase se encostando quando somos interrompidos.

– Vocês vão ficar aí parados? – Meu filho pergunta e Lucca sai de cima de mim. E eu me levanto com rapidez.

– É.. eu preciso ir ao banheiro, onde fica? – Pergunto, pois quero sair dali o mais rápido possível.

– Primeiro andar, segunda porta a direita. – Lucca fala meio constrangido e eu me retiro do local.

Subo as escadas calmamente ainda pensando no último acontecimento, acabei de tirar a minha própria máscara, estava enganando a mim mesma, eu ainda sou completamente apaixonada por ele.

Acabo me perdendo nos imensos corredores do andar e acabo abrindo uma porta, fico surpresa ao ver o cômodo, ele é todo mobiliado para um bebê? Sim, ele tem berço, trocador, cômodas, poltrona de amamentação, desenhos na parede e tudo que um bebê precisa, ok isso está muito estranho.

Todos os móveis estão com uma grossa camada de poeira, isso está ficando cada vez mais estranho. Decido sair do quarto antes que alguém me ache aqui.

Várias possibilidades passam por minha cabeça, consigo achar ligação a minhas suposições e os surtos de Lucca, estou tão distraída que acabo tropeçando os últimos degraus da escada, caio legal, de cara no chão. De novo, hoje eu tô legal!

Lucca entra feito um furacão na sala e corre para meu lado.

– Está tudo bem? – Ele pergunta e me levanta do chão. Sinto tudo girar e acabo por quase cair, senão fosse por Lucca teria caído de novo.

Ele me carrega até o sofá e sai para buscar um copo d´água.

– Mamãe, você tá bem? – Meu filho pergunta se agachando ao meu lado.

– Tô sim, meu amor. Só cai. – Digo passando a mão em seu cabelo.

– Bebe isso. – Lucca vem e me estende um copo com água.

– Obrigada. – Digo bebendo tudo.

– Está bem mesmo? – Lucca pergunta.

– Estou sim. – Falo e dou um sorriso amarelo.

– Que bom! – Ele diz aliviado.

– Bom, acho melhor a gente ir. – Digo me levantando

– Acho melhor vocês ficarem mais um pouco, sei lá, vai que você tem um mal súbito. – Ele diz e eu não concordo.

– Não precisa, já estou bem. Quando chegarmos em casa te mando uma mensagem. – Digo já caminhando para a porta.

– Então tá, tchau amigão. – Lucca diz e meu filho se joga em seus braços.

– Tchau, Lucca. – Digo e saio de sua casa.

Estou bem confusa e acho que a queda não ajudou muito. Quarto de bebê, brinquedos, surto, psiquiatra, maternidade, tudo vai se acumulando em minha cabeça e acabo por não dormir, varo a noite e vou me arrastando até o trabalho. Talvez lá eu consiga uma luz que me explique tudo.

Notas finais
Gostaram? Até semana que vem!