Notas iniciais
Hey, arrumei um tempinho para postar, mas agora só no próximo sábado, aí depois volto a postar regularmente. Espero que gostem! Beijos!

– Gostou? – Lucca pergunta sarcástico e eu sinto minha face ferver. Ele bebeu por acaso? Por que raios ele está agindo assim? Mas se é assim, também estou afim de brincar.

– Se gostei? Tem algo para eu gostar? – Falo erguendo as sobrancelhas e ele me olha incrédulo.

– Do jeito que me olha, não parece que estou te desagradando. – Ele me desafia e eu realmente não o reconheço. Está parecendo o Lucca de quatorze anos! Sinto um forte aperto no coração ao me lembrar disso, mas não deixo que me afete, prometi a mim mesma esquecer o passado.

– Só queria saber o porquê de estar usando somente essa cueca, deixei uma bermuda junto dela. – Falo e ele estampa seu sorriso torto no rosto. Esse sorriso não!

– Aquela bermuda estava muito apertada, seu dono deveria ter pernas de borboletas! – Ele fala se encostando na parede. Realmente, Miguel não tinha as melhores pernas, já Lucca... SOPHIA! CHEGA DE PENSAMENTOS PERVERTIDOS! – Alerta minha consciência.

– De qualquer jeito! Não deveria andar por aí trajando apenas uma cueca! – Digo e acabo entrando na defensiva, droga, droga, droga!

– Se bem que eu não gostei muito da estampa dessa, e as visitas normalmente tem que se sentir à vontade, seria melhor eu tir.. – O interrompo quando percebo o que ele vai propor.

– Lucca! – O advirto envergonhada e ele me olha segurando a risada.

– O que? Pelo menos foi assim que fui educado! – Ele fala tentando parecer sério.

– Você vai ficar com ela exatamente onde está! – Digo firme apontando para seu rosto e ele bate em continência. Acabo rindo com o seu ato.

– Só não vá me dizer que você é uma daquelas maníacas que colecionam cuecas! – Ele me encara incrédulo e eu acabo rindo.

– Bom, se acha isso, melhor não visitar meu quarto! – Digo conseguindo arrancar uma risada de seus lindo lábios. Tá, parei!

– Agora falando sério, de quem é isso? – Ele pergunta apontando para a cueca e eu sigo seu dedo com o olhar, merda!

– De um ex namorado. – Respondo, óbvio que não irei falar que é do Miguel, ia estragar todo o clima.

– Que lástima, gosta de homens com pernas de bambu? – Ele retruca sarcástico e de impulso lhe taco uma almofada na cara, e quando vejo que ele quer se aproximar, saio correndo e ele vem atrás.

Saio pelas portas do fundo e ele vem atrás, ok meu quintal não é tão grande quanto o dele, mas dá para correr, ambos estamos rindo feito crianças. Ele acaba me cercando e ficamos naquele, vai não vai e ele finalmente me pega – Não que eu quisesse que isso acontecesse, talvez, só um pouco! – ele me põe no chão e começa a me encher de cócegas, igual fiz com Lucca essa manhã. Isso é algo que me esgota e me deixa toda arrepiada, fico tentando me safar de seus braços, mas é impossível! Ok, nem tanto, mas acho que estou realmente gostando disso que estamos tendo, e não me pergunte o que é que estamos tendo, só sei que é divertido.

– Par...a, por...fav..or – Digo me matando de rir e me contorcendo toda no gramado ainda molhado por conta da chuva. A posição que nos encontramos é um tanto constrangedora, ele está completamente em cima de mim, apenas de cueca!

Aos poucos ele vai parando, e eu volto a respirar normalmente. Ele ainda está em cima de mim...Não sei devo falar alguma coisa, o momento está tão agradável, que se eu falar algo acabarei estragando tudo. Ao contrário de mais cedo, não ficamos constrangidos com a situação, ambos estamos com sorrisos bobos na cara, se eu pudesse parar esse momento agora e guardar em um potinho eu faria.

Após alguns momentos ele sai de cima de mim e se deita ao meu lado, ficamos ambos fitando o céu, que agora é estampado pelo sol. Nada falamos durante minutos, sinto que ele me encara e eu o olho de volta, e o que eu não queria acontece, ele começa a falar.

– Acho que precisamos conversar. – Ele fala deitando de lado e eu faço o mesmo

– Sobre? – Questiono me fazendo de desentendida.

– Sobre isso, o que acabou de acontecer. – Ele fala sério, mas com um brilho extraordinário nos olhos.

– Foi só uma brincadeira. – Digo encarando a grama e abaixando meu tom de voz.

– Mas e antes? Você sabe...o beijo. – Ele fala sem jeito e os pelos da minha nuca se enrijecem. Eu queria tanto que isso fosse algo real, mas acho que não é certo continuarmos agindo como se nada tivesse acontecido e por isso não é real.

– Eu sei, acho que estamos agindo feito duas crianças. – Explico voltando a encarar seus olhos e ele concorda com a cabeça.

– Não estamos tratando isso do jeito que deveria. – Ele fala me encarando também. Será que ele está propondo algo? Algo além de amizade?

– O que seria isso – Pergunto

– Eu não sei, só sei que temos algo. Se você acha que não, me fala, pois, aí eu paro de imaginar coisas. – Ele fala sério e eu fico estática, não sou só eu que estou imaginado coisas! Devo dizer que estou bem, bem feliz!

– Anh... pensei que era só eu quem imaginava coisas. — Digo abaixando a cabeça e ele se aproxima mais.

– Então você concorda que temos algo? – Ele pergunta com um ar esperançoso.

– Seria burrice negar isso. – Respondo e ele ergue meu queixo e encara com ternura.

– O certo seria eu te beijar agora? – Ele pergunta sorrindo e eu dou risada.

– Não sei, o galanteador da história aqui, é você. – Falo apontando o dedo para seu nariz. Não se quando me tornei tão confiante em relação à Lucca, só sei que estou gostando

– Meu apelido agora é esse? – Ele pergunta arqueando as sobrancelhas e sem que antes eu responda ele parte para cima de mim e me beija.

Esse beijo é diferente dos outros, continua sendo apaixonado, mas sinto uma certa urgência, sei que as coisas podem começar a esquentar agora, afinal, ele está semi-nu, o quintal não seria o lugar mais adequado para tal coisa e nós nem resolvemos o que temos.

– Está tudo muito bom, mas é melhor pararmos por aqui. – Falo quando nossos lábios se afastam e ele me olha compreensivo.

– Então quer dizer que eu beijo bem? – Ele fala convencido.

– Unh...já beijei melhores. – Falo sorrindo e ele ri.

– Quando se tornou tão brincalhona? – Ele pergunta

– Te pergunto o mesmo.

– Sempre fui divertido, só que as circunstancias me fizeram mais sério. – Ele fala convencido e depois fecha a cara.

– Ei, tudo bem. Não precisamos voltar nesse assunto. – Falo segurando sua mão e ele entrelaça a sua na minha.

– É, acho melhor entrarmos. – Ele fala se levantando e me puxando junto, ficamos cara a cara e ele deposita um singelo beijo em meus lábios.

– Acho melhor você ir para sua casa, colocar uma roupa descente! – Falo cutucando seu peitoral.

– Sério? Gostei tanto de ficar assim, pensei que você também tivesse gostado. – Ele fala fazendo cara de cachorro sem dono.

– Posso até ter gostado, mas você não pode ficar assim o dia inteiro, e daqui a pouco tenho que buscar o Lucca na escola. – Falo mordendo meu lábio inferior.

– Então me leva para casa, não posso sair na rua assim. – Ele fala apontando para corpo.

– Ok, vamos. – Falo entrando em casa e pegando a chave do carro.

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O trânsito estava insuportável, estávamos quase meia hora parados no mesmo lugar, e para ajudar o ar do carro estava quebrado, comecei a me abanar e Lucca começou a rir.

– Sou tão gostoso assim? Para você ficar se abanando... – Ele fala brincando e eu dou um soco no seu braço.

– Não sei se você está sentindo, mas está um calor do inferno e não bate vento aqui dentro! – Falo me justificando e ele dá uma gargalhada.

– Eu estou de boa, acho eu tirar a roupa alivia. – Ele fala me encarando e eu o encaro rindo.

– Sem chances, se você acha que eu vou tirar a roupa na sua frente tão cedo, está muito enganado, pode esperar sentado. – Retruco e ele me olha tentando parecer triste.

– Você disse tão cedo, então ainda tenho chances. – Ele fala convencido e eu reviro os olhos por nossa criancice.

Não resolvemos o que temos, mas estou gostando dessa nossa aproximação, e vou fazer de tudo para que isso dure por muito tempo.

Notas finais
Gostaram? Bom, essa é a verdadeira personalidade do Lucca, o que estava por trás de todo o seu sofrimento, espero que tenham gostado de conhece - lá.