I will never forget you.

17 I'm crazy for you!


Notas iniciais
Hey! Agora que minhas provas acabaram vou poder voltar a postar regularmente, ou quase, pois fiquei um bom tempo sem escrever e gosto de ter capítulos prontos por precaução, mas vou fazer de tudo para continuar com dois capítulos por semana! Espero que gostem e comentem! Beijos!

– Não vai querer entrar? – Lucca pergunta brincando assim paro o carro em frente sua casa – Você poderia me ajudar a escolher uma roupa.

– Não, querido. Você já está bem grandinho para se vestir sozinho. – Falo e ele faz beicinho, e que beicinho...

– Que malvada – Fala fazendo-se de ofendido – Mas me espere aqui, quero ir buscar Lucca na escola também. – Explica saindo do carro, mas antes deposita um casto beijo em meus lábios, e fico com gostinho de quero mais. Um dia ele vai me deixar louca, se já não deixou...

Ele corre para dentro da casa, me deixando no carro, com o sorriso mais bobo possível. Por que ficamos assim? Paixão adolescente é diferente da adulta – não que eu seja tão adulta – ainda sinto as borboletas em meu estomago, mas a sensação é diferente, é nova, é mais real.

Nesse tempo que fico o esperando, penso em como seria se assumíssemos um relacionamento, meu filhote ficaria tão feliz. Sei que é cedo para pensar em algo assim, mas nossa mente não para em momentos assim, algo que nunca vai parar de acontecer comigo é: parar de fantasiar minha vida amorosa. Sei que também pode ser algo arriscado, pois caso não dê certo, também seria difícil explicar para meu filho, ele é apenas uma criança, e não seria algo fácil de explicar.

Meus pensamentos são bloqueados pelo barulho da porta de meu carro, logo Lucca senta e se vira para mim.

– Que tal estou? – Ele pergunta fazendo com que eu olhe para sua roupa, ele veste uma camisa branca lisa e uma bermuda jeans.

– Está parecendo um verdadeiro pai, agora coloque o cinto. – Digo autoritária e ele obedece.

– Tenho certeza que me preferia apenas de cueca. – Ele fala convencido e eu reviro os olhos. O que deu nele hoje? Nunca imaginaria o cara que estava explicando toda uma vida conturbada há dias, brincar desse jeito.

– Preciso te pedir uma coisa. – Falo quando paro no farol e ele me olha curioso.

– Quer que eu fique só de cueca novamente? – Brinca e eu o olho séria.

– Não, a gente não pode se beijar na frente do Lucca. – Explico e ele me olha com indignação.

– Por que não? – Questiona sério.

– A gente não resolveu o que temos, e não podemos demonstrar algo perto dele, sua imaginação pode ir longe. – Falo terna.

– Entendo, então acho que precisamos conversar sobre o que temos. – Ele fala assim que o semáforo abre, e eu apenas concordo com a cabeça.

O caminho até a escola foi silencioso, nenhum de nós se atrevia a abrir a boca, o único som que fazia com que a situação não se tornasse constrangedora, foi a música que ecoava no rádio.

Estaciono na esquina da escola e começamos a andar, quando estou prestes a virar a rua, sou surpreendida por um par de braços me puxando para trás, reconheço o toque, Lucca.

Ele me encosta na parede de uma casa e em segundos começa a me beijar, o beijo estava tão bom, podia sentir seu amor por aquele ato, e tentava demonstrar o mesmo, enrosco minhas mãos em seu curto cabelo castanho e ele com uma mão segura minha nuca e com a outra em meu quadril. Somos interrompidos pelo estridente toque do sinal da escola. Nossos rostos permanecem colados, ambos estampamos um sorriso nos lábios, – ele com aquelas covinhas maravilhosas- antes de se afastar ele me beija novamente, apenas um selinho. Já ouvi dizer que significa afeto, amor. Isso faz com que eu ganhe o dia, pela vigésima vez.

Caminhamos até a escola em um silêncio reconfortante, e assim que chegamos nosso filho vem correndo em nossa direção. Primeiro vem para o meu colo – o que me alivia – e o encho de beijos, logo vai para os braços de Lucca, e é lá que permanece até chegarmos ao carro.

O caminho é tranquilo, Lucca tagarela sobre os acontecimentos na escola e rimos os três juntos, ele propõe uma visita ao shopping e é o que fazemos.

Assim que adentramos ao shopping, dou de cara com um enorme escorregador em formato de jacaré – sério, o negócio é gigante – e como se eu não fosse imaginar, Lucca quer ir para o tal do jacaré.

Pago o brinquedo e em minutos ele está lá dentro, se divertindo. Eu e Lucca ficamos o vigiando quando sou cutucada, rapidamente me viro e dou de cara com Luísa e Clara. E me lembro que esqueci completamente de informar a elas que meu filho tem um pai.

– E aí, sumida? – Luísa fala me abraçando seguida por Clara.

– Pois é, muita correria. – Respondo e nisso Lucca se vira.

– Lucca? – Perguntam em uníssono.

– Eu, pera vocês não me são estranhas. – Ele fala encarando ambas.

– Luísa e Clara, do colégio. – Falo e ele as cumprimenta.

– Legal encontrar vocês. – Ele fala voltando ao meu lado.

– É mesmo. – Luísa responde.

– Você fica olhando ele rapidinho? – Pergunto e ele assente.

Puxo minhas amigas para o banco mais próximo e elas me olham pedindo explicações.

– Vou resumir, ok? – Pergunto e elas assentem

– Depois daquele almoço lá em casa, decidi que concederia a paternidade do Lucca para o Lucca – explico e elas me encaram surpresas.

– E quando pretendia nos contar sobre isso? – Clara pergunta nitidamente chateada.

– Me desculpem, mesmo. É que foi tudo muito corrido. – Tento me explicar – E talvez a gente esteja tendo algo... – Falo olhando ambas nos olhos, que abrem a boca, espantadas.

– Como assim? – Luísa pergunta e eu explico tudo que aconteceu resumidamente e poupando certos detalhes.

Elas concordam com a minha ideia de não demonstrarmos as coisas para meu filho, e marcamos um jantar para amanhã, assim poderei contar as coisas para Manu também.

Quando volto ao brinquedo, Lucca já está saindo. Decidimos tomar um lanche e depois vamos embora.

Chegando em casa, os dois brincam bastante e eu preparo o jantar. É possível escutar a risada deles a quilômetros de distância, não tem som mais gostoso de escutar. A simples risada de meu pequeno, me deixa alegre por horas.

Após o jantar, Lucca insiste e acaba lavando a louça, sério mesmo? Se a vida não fosse tão complica, já teria me casado!

– Papai, você pode durmi aqui? – Lucca pergunta enquanto assistimos televisão.

– Não sei, pergunta para a mamãe. – Ele responde me encarando e rindo. Aí é jogo baixo, não conseguirei negar isso ao meu pequeno. Meu filho me encara pidão e eu bufo.

– Tudo bem, pode sim. – Respondo e eles fazem a festa.

– Agora, o senhor vai subir e escovar os dentes. Já está tarde. – Falo séria e ele sobe as escadas animado.

– Você não tem quarto de hospedes aqui, tem? – Lucca pergunta se aproximando de mim

– Não, por que? – Pergunto ainda prestando atenção na televisão.

– Então acho que terei que dormir na sua cama. – Ele fala beijando minha bochecha e piscando para mim.

– Não será necessário, tenho ótimos colchões infláveis. – Respondo e ele sorri.

– Sou tão gostoso assim? Que não resistiria à uma noite ao meu lado? – Fala fazendo graça. E eu jogo uma almofada em sua cara.

– Cala a boca. – Digo rindo e ele me rouba um beijo.

Após colocarmos Lucca para dormir, enchemos o colchão e o estendo no meio da sala.

– Prontinho, tenha uma boa noite. – Falo subindo as escadas e o deixando no andar debaixo.

Acordo no meio da madrugada, não sou muito de beber água, mas desço, só para conferir se Lucca está bem. Desço os degraus lentamente e me deparo com Lucca esticado no colchão, dormindo profundamente, tão lindo.

Bebo a água e quando estou guardando a garrafa na geladeira, mãos pousam lentamente sobre minha cintura. Dou pulo, assustada.

– Você quer me matar? – Pergunto brava e ele não me responde apenas me beija.

Já disse que seus beijos são maravilhosos? Pois são, ele faz com que todos o meu corpo se arrepie. Ele me puxa cada vez mais para si, e um desejo consome meu corpo por inteiro, não isso não pode acontecer! Mas tente dizer isso ao meu coração, pois é, impossível!

– Precisamos... nos... resolver... logo – Ele fala entre intervalos de beijos. E eu concordo.

Notas finais
Gostaram?