Notas iniciais
Hey!! Muito obrigada pelos comentários! Espero que gostem e comentem! BEijos e nos vemos nas notas finais...

– Obrigada- murmuro, mexendo levemente no cabelo de Lucca – sei que fui meio besta, só estava nervosa.

– Tudo bem. Agora que vocês estão seguros, vou dormir. – Fala por fim e se retira do quarto, após uma longa olhada em Luquinha.

Após aquela confusão dos tiros, fomos até a casa de Clara buscar meu pequeno. Clara recusou o convite de passar a noite na casa de Miguel. Disse que se virava. Luísa disse que passaria a noite na casa dos pais. E a Manu, é a Manu. Não preciso falar mais nada, né...

Conclusão: uma tranquila noite que seria tomada apenas por mais um desejo de grávida, acabou comigo e com meu filho na casa de Miguel, com medo de um possível ataque. É, a noite teria sido emocionante o bastante se acabasse com apenas eu e meu sorvete de seriguela...

– Você vai nascer no meio de uma bagunça – Balbucio para a minha barriga e passo a acaricia-la.

Nesses momentos eu me desligo de tudo, como se nada mais existisse, apenas eu e essa criança.

– Mamãe? – uma voz sonolenta toma conta do ambiente.

Me viro para o outro lado da cama e lá se encontra meu pequeno com a confusão nítida nos olhos.

– Oi. – Falo baixinho e o aconchego em meus braços.

– Cadê a madrinha? – Indaga olhando ao seu redor.

– A madrinha teve que sair e agora a gente está na casa do – minha garganta se fecha – Tio Miguel.

– Tio Miguel? – Indaga com a voz tomada pelo sono.

– É. Mas é melhor você dormir agora. – Aconselho. – Amanhã a gente conversa melhor. – Digo e em segundos ele dorme em meus braços.

Eu tentei de tudo, mas acho que só fui pegar no sono lá para as seis da manhã. Toda a vez que fechava meus olhos, ouvia disparos e me agarrava cada vez mais a Lucca.

Desperto com murmúrios vindos de outro cômodo. Verifico as horas em meu celular e constato ter dormido apenas três horas, definitivamente não conseguirei ir trabalhar.

Caminho em direção aos murmúrios e me deparo com Luquinha e Miguel se divertindo na sala. Miguel possui meu filho estendido nos braços, brincando de avião com ele, senão fosse Miguel, eu até acharia a cena fofa. Mas é Miguel, então logo trato de acabar com a brincadeira.

– Vem filho. – Chamo na maior calma e recebo uma encarada dos dois.

– Deixa eu brincar mais um pouco. – Implora e eu nego com a cabeça.

– A gente precisa ir, você tem escola hoje. – O lembro e Miguel parece tomar juízo e o coloca no chão.

– Eu posso deixar vocês em casa, já que seu carro ficou no posto. – Merda!

– Eba! – Exclama meu filho e eu torço o nariz.

– Não precisa, a gente pega um táxi. – Falo seca e agarro as mãos de Lucca, preciso sair daqui.

– Não vai ser incomodo algum. – Insiste e meu filho me olha pidão.

– Você deve ter algo de mais importante para fazer. – O encaro implorando para parar com isso.

– Hoje é minha folga.

– Vamos mamãe, vou me atrasar. – Fala Lucca e corre para perto de Miguel. Não posso deixar que ele se aproxime desse jeito.

–**-

O caminho foi torturante. Miguel fez de tudo para que o momento fosse parecido com a família perfeita. Ele parece que não se toca, o que me deixa cada vez mais possessa.

– Tchau, filho. – Me despeço beijando o topo de sua cabeça.

– Tchau, tio Miguel. – Fala sorridente o abraçando.

– Tchau, campeão. – O abraça e logo em seguida Lucca entra saltitante na escola.

– Essa foi a primeira e última vez que você tentou passar por cima de mim em relação ao MEU filho. – Decreto e ele tenta fazer cara de inocente.

Cínico.

– Não foi minha intenção. Eu só queria ajudar. – Tenta se defender. Em vão, apenas para constar.

– Pois o que você fez noite passada já foi de grande ajuda. Se eu digo que não, é não! – Aumento o tom de voz.

– Porque você não me deixa ficar perto dele? – Pergunta e eu solto uma gargalhada.

– Não se faça de inocente.

– Sophia, eu quero me redimir, quero me aproximar de vocês! – Praticamente berra e chama a atenção das pessoas ao nosso redor.

– Mas eu já disse que eu não quero sua aproximação! – Falo entredentes.

– Vai fazer bem para Lucca, ele precisa de uma distração.

– Não venha me falar o que o meu filho precisa ou não.

– Se você me escutasse você poderia entender. – Arriscou.

– Entender o que? O seu abandono? – Sugiro e ele abaixa a cabeça. – Então me explica.

– Sério? – Pergunta com uma animação que me irrita.

– Vai logo que eu não tenho o dia inteiro. – Digo já sentando em um banco qualquer.

– Olha, eu realmente sinto muito, eu me arre... – O interrompo

– Eu já sei do seu falso arrependimento, quero só que me explique. – Peço e ele respira fundo antes de começar.

– Sabe, quando você me contou que estava grávida eu enlouqueci. Eu era muito novo para ser pai, não estava preparado. – Explica e eu o olho desacreditando no que acabo de escutar.

– E eu? A gente tinha a mesma idade! – Grito – Você acha que eu estava preparada para ser mãe? Eu também enlouqueci! Estava morta de medo! E não foi por isso que aceitei a sua ideia absurda de abortar! – Cuspo as palavras na sua cara.

– Eu tive meus motivos! – Berra – Minha mãe tinha acabado de... – Paro de escutar o que ele fala, meus sentidos se esvaem de mim, uma dor enorme se instala em minha barriga. Meu bebê.

– Miguel – Sussurro e ele me olha assustado. – Hospital

– Sophia! Você está sangrando! – Declara e sinto o liquido vermelho descendo pelas minhas pernas.

Estou perdendo meu filho.

– Eu estou perdendo meu filho! – Exclamo e lágrimas descem sem parar de meu rosto. – Preciso ir para o hospital.

E em segundos ele me aloja em seus braços e corre até seu carro. O caminho é tomado pelo pânico, não consigo nem abrir minha boca. Eu estou perdendo meu bebê. É tudo minha culpa, não poderia estar me estressando tanto assim, preciso salvar essa criança.

– Preciso de ajuda! – Ouço Miguel gritar na entrada da emergência.

– Sophia! – Grita alguém e em seguida sou colocada em uma cadeira de rodas.

– Calma, amiga. Vai dar tudo certo. – Afirma Joana correndo comigo pelos corredores do hospital, isso foi a última coisa que escutei antes de apagar.

POV Miguel:

Estou sentado há horas nessa maldita cadeira! Ninguém aparece para dar notícias, estou enlouquecendo.

Se ela perder essa criança eu nunca irei me perdoar, não devia ter entrado naquele assunto, a deixei estressada. Que merda, Miguel! Você só faz merda!

Eu preciso me explicar para ela, preciso conquistar sua confiança. Preciso ter momentos com o meu filho, não sei quanto tempo isso irá durar, então preciso aproveitar. Aquilo que tive com ele hoje de manhã foi mágico. Brincar com ele, poder sentir um pouco do que é ser pai. Não sei como pude abandonar eles desse jeito.

Meus pensamentos são interrompidos pela chegada de um médico, que me olha com uma cara nada boa.

Mil vezes merda!

Notas finais
E aí, o que vai acontecer? Convido vocês para conhecer minha nova fanfic. Link:https://fanfiction.com.br/historia/669949/Your_smile_is_my_smile/