I will be yours always and forever - Klaroline.
3 Capitulo 3: Ciúmes?

Não consegui dormir sabendo que Klaus me levaria a uma festa da empresa. Mal comecei a trabalhar e já tenho festas para ir? Fechei os olhos na esperança de dormir, mas o despertador tocou. Não acredito que virei a noite, já são onze horas da manhã, graças a deus que é sábado. Fiquei sentada na cama e peguei meu celular que estava em cima da escrivaninha, olhando as mensagens, quando dei de cara com uma de Klaus.
“ Oi, Caroline. Aqui é o Klaus. Acho que você se lembra sobre eu ter falado da festa, bom, acontece, que não é uma festa qualquer. É um baile e você disse que não tinha roupa, mais cedo eu passei no seu prédio e vim deixar o seu vestido, para meu azar, você estava dormindo, ou não quis atender a porta. Deixei uma caixa com o seu vestido dentro com a recepcionista, ela sabe que é para você e não excitará em te entregar. Até à noite, love. “
Como ele conseguiu meu número? Meu Deus. Certo, vou me vestir e ir buscar a droga desse vestido. Me levantei e fui até meu armário, pegando um vestido casual vermelho de bolinhas brancas, como aqueles da década de 60. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e fui até a recepção.
— Olá, bom dia! Eu vim buscar uma coisinha que meu amigo deixou aqui.
— Bom dia, senhorita Forbes. – Ela se virou e abriu um armário e lá tinha uma caixa toda decorada azul com detalhes dourados. – Aqui está.
— Nossa, acho que essa caixa é mais bonita do que eu. – Ri e ela me acompanhou.
— Tenho certeza que não.
— Obrigada. Agora irei subir, não posso deixar minhas meninas sozinhas por muito tempo! Até mais.
Subi as escadas, eu estava sem paciência para aguardar o elevador e eu morava apenas no segundo andar mesmo, não iria ficar tão cansada. Entrei em meu apartamento e Lizzie e Josie encontravam-se na sala assistindo um desenho.
— Bom dia, meninas! Estão com fome?
— Sim! – Responderam em um coro.
— Vou arrumar a mesa, venham.
Elas me seguiram e eu arrumei a mesa como de costume, deixei elas comendo e fui até meu quarto com a caixa que Klaus havia deixado comigo em mãos. Coloquei-a sobre a cama e tirei a tampa, deixando à mostra um lindo vestido parecido com a caixa. Ele era azul escuro e chamativo, nada fosco. E uns detalhes dourados ocupavam o corpete do vestido. Eu ficaria linda naquele vestido, era como a Cinderela. Não! Chega de ilusões, Caroline. É apenas um baile do seu local de trabalho, nada demais.
[...]
A hora se passou tão rápido como num piscar de olhos. Já estava de banho tomado e vestindo um roupão, quando ouvi a campainha tocar. Andei com pressa até a porta e quando abri era Bonnie.
— Ei, Caroline. Suponho que já esteja se arrumando.
— Sim estou, e com muita pressa. Klaus virá me buscar às sete e já são seis e meia. Céus.
— Corra, eu estou aqui agora. Não precisa mais se preocupar.
— Certo, vou voltar para o quarto. – Disse e assim o fiz.
Ao chegar lá, me sentei de frente a meu espelho e comecei a me maquiar, uma maquiagem leve, mas que sobressaísse meu rosto. Passei um batom claro, para ficar com uma visão de delicada. Arrumei meus cabelos e um coque, deixando algumas mechas soltas e cacheadas, estava perfeito. Tirei o roupão e coloquei o vestido. Coube perfeitamente. Chamei Bonnie e ela veio até meu quarto.
— Bonnie, você poderia me ajudar a subir o zíper do vestido?
— Nossa, Caroline. Você está um absurdo de linda. Parece uma princesa. – Ela se aproximou e subiu o meu zíper como eu havia lhe pedido antes.
— Espero atrair olhares.
— Com certeza vai. – Ela piscou para mim e saiu do quarto.
Me sentei na cama e coloquei os sapatos, um salto dourado que eu tinha e que combinava perfeitamente com o vestido. Optei por joias douradas também, um brinco longo, uma pulseira no braço esquerdo e um colar que tinha ganhado de minha mãe quando fiz 15 anos. Oh, que saudades dela. Arrumei minhas coisas numa carteira também dourada e ouvi a campainha tocar. Corri antes que Bonnie abrisse a porta e sussurrei para ela. “Me deseje sorte! ” Ela sorriu para mim e eu girei a maçaneta da porta abrindo-a. Para minha surpresa, Klaus estava acompanhado de uma menina de aproximadamente 5 anos, como minhas filhas.
— Caroline, está linda.
— Obrigada. Você também não está nada mal. – Sorri e ele me retribuiu.
— Essa aqui é Hope, minha filha. Queria te perguntar se podia deixar ela aqui com Bonnie e as meninas. Ela não tem ninguém para ficar e...
— Sem problema algum, Klaus. – Me agachei para ficar da altura das meninas e segurei suas pequenas mãozinhas. – É um prazer conhece-la, Hope. Essas são Lizzie e Josie. Minhas filhas, espero que vocês brinquem muito. E aquela ali, é a Bonnie, ela é a fada madrinha de vocês. – Pisquei um olho e sorri para ela. Ela me abraçou e depois entrou correndo para falar com as meninas.
— Você leva jeito com crianças.
— É um dom. Então, vamos?
— Sim. – Nos despedimos de Bonnie e saímos.
[...]
Não demorou muito e chegamos no local. Ele saiu primeiro do carro e foi abrir a porta pra mim, esticando sua mão e eu a segurei, saindo do carro.
— Quanto cavalheirismo.
— Acha que sou um monstro sem coração, sweet?
— Acho. – Sorri e fechei a porta do carro.
Eu estava pensando em ir andando sozinha na frente, mas me lembrei que ia me sentir constrangida em entrar em um salão cheio de pessoas que eu não conheço. Parei e esperei Klaus ficar ao meu alcance. Entrelacei meu braço com o dele e ele foi me guiando até a porta. Quando a abriu olhares se voltaram para nós, e dois homens muito bonitos se aproximaram para falar com Klaus.
— Caroline, deixe-me apresentar os irmãos Salvatore. Este é Damon, o meu melhor amigo. – Ele apontou para um moreno de olhos azuis, como era lindo.
— É um prazer, Caroline. – Damon segurou minha mão e depositou um beijo.
— Oh, o prazer é meu, querido. – Sorri graciosa.
— E este, é Stefan. – Ele apontou para o outro ao lado de Damon, ele tinha os cabelos mais claros, diria que era um loiro escuro e tinha olhos verdes. Também era um excesso de gostoso.
— Milady. – Agora foi a vez de Stefan de beijar minha mão. Corei sem graça e deixei um sorriso tímido escapar.
Damon e Klaus se empolgaram e começaram a conversar abertamente, como se estivessem colocando fofocas em dia. Me senti deslocada e parece que Stefan percebeu, interrompendo a conversa dos dois.
— Klaus, você poderia me emprestar seu par? – Ele disse olhando para Klaus e depois para mim.
— Vai em frente, Stefan.
Não disse nada, apenas deixei que Stefan pegasse minha mão e me carregasse para onde pessoas dançavam uma música serena e lenta.
— Espero que não se incomode em dançar comigo.
— Não mesmo. – Sorri.
— Então, me dê as honras.
Ele segurou uma de minhas mãos, erguendo-a junto a sua e levou sua mão disponível até a minha cintura, me fazendo arrepiar com seu toque firme. Levei minha outra mão até suas costas, apoiando-as ali e começando uma sequência de passos lentamente, seguindo a música.
POV. KLAUS.
Depois de Stefan ter pedido que ficasse com Caroline, voltei a conversar com Damon, não me importando. Achei que ele iria apresentar ela a pessoas, mas fui surpreendido. Eles dançavam como se eles já se conhecessem a tempos, pareciam um casal. Por um curto período, me senti incomodado com aquilo, eu estaria sentindo ciúmes de Caroline? Não, não seria possível. Eu mal a conheço. Me perdi em meus pensamentos e acordei do mesmo quando ouvi Damon chamar meu nome.
— Klaus, no que estava pensando?
— Em nada.
— Olá, Nik. – Elena vinha se aproximando e me cumprimentando.
— Elena, achei que nunca viesse falar comigo.
— Geralmente são os homens que chegam nas mulheres. – Sorri para ela.
— Elena, deixe-me apresentar. Damon Salvatore. Um grande amigo meu.
— É um prazer, Damon. – Ela o olhou intimidadora e um pouco provocativa. Coitado de Damon.
— Estou encantado em conhece-la. – Ele disse, me fazendo revirar os olhos.
— Damon, porque não leva Elena para dançar?
— É uma ótima ideia. – Ele se curvou e estendeu sua mão à ela. – Me permite?
— Apenas uma dancinha não me fará mal, não é mesmo? Por que não? – Ela aceitou e foi com ele para a pista de dança.
Fiquei encostado em um canto com um copo de whisky que um garçom havia me entregado, apenas observando como Caroline ria ao conversar com Stefan, eu só queria saber o que eles tanto conversavam.
— Niklaus, você por aqui? – Olhei para o lado e pude ver que quem falava comigo era Camille.
— Não esperava me ver na festa da MINHA empresa? – Me virei para ela, olhando-a de cima em baixo. Ela estava usando um vestido curto demais e bem apertado, que acentuava muito bem suas curvas. Tinha me esquecido de como ela era gostosa.
— Claro, que distração da minha parte. – Ela me observou e viu como eu a olhava, ou melhor, olhava para o corpo dela e ouvi uma risada debochada de sua parte. – Niklaus, por favor. Seja discreto.
— O que? Não estou fazendo nada.
— Acha que não percebi que está me devorando com os olhos? Piada. E me diz, quem é aquela loira oxigenada que você veio acompanhado?
— Caroline, ela é minha secretária, vim com ela para que ela não se sentisse deslocada quando chegasse aqui.
— Me engana que eu gosto, vocês já devem ser bem íntimos.
— Camille, você está me dando nos nervos.
— Que tal eu te dar outra coisa? – Ela me olhou maliciosa e eu deixei uma risada pervertida escapar.
POV CAROLINE.
Já fazia longos minutos que eu dançava com o Stefan, certamente ele era uma ótima pessoa. Me fazia rir como ninguém, até parecia que já nos conhecíamos a anos. Eu estava me divertindo, mas lembrei de Klaus e que tinha deixado ele sozinho. Olhei para a direção que ele estava e vi ele conversando com uma mulher. Loira também. Minha curiosidade me encheu por completo.
— Stefan, sabe quem é aquela mulher com que Klaus está conversando?
— Sim, é Camille. Ela era secretária dele antes de você, mas parece que ela recebeu proposta de emprego em outro lugar e deixou a empresa. Mesmo assim, Klaus chama ela para todos os eventos que tem. Digamos que eles são íntimos.
— Íntimos? Como assim?
— Klaus e Camille tiveram uma relação, mas já romperam.
— Entendi.
Que ideia maluca foi essa minha de perguntar à Stefan quem era aquela mulher? E o pior, porque eu estava incomodada, será que eu estava sentindo ciúmes de Klaus? Não, não, não. Deve ser outra coisa.
— Caroline? – Stefan me chamou, me fazendo acordar de meus pensamentos.
— Hum?
— Gostaria de sair comigo para jantarmos amanhã? – Me surpreendi com seu convite, mas ele era uma boa pessoa. Então por que recusar?
— Claro, por que não? – Ele sorriu para mim e eu retribui.
— Stefan, você está de carro?
— Sim, por que?
— Poderia me levar para casa?
— Não vai com Klaus?
— Está cedo, e ele é o dono da festa, além disso, não quero atrapalha-lo.
— Tá bom, eu te levo. Vem comigo. – Ele disse e eu o segui.
Saímos do grande salão e andamos pelo estacionamento até chegar em seu carro. Ele abriu a porta para que eu pudesse entrar e depois entrou ele no outro lado. Perguntou onde eu morava e eu disse, com ele já dando partida no carro. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Klaus.
“Oi, Klaus. É a Caroline. Eu fui embora com o Stefan, espero que não se importe. Já estava bem tarde, então resolvi voltar e ficar com as meninas e Bonnie. Quando sair daí, passe aqui para buscar Hope. Obrigada pela noite maravilhosa.
Beijos, Caroline. “
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