I will be yours always and forever - Klaroline.
4 Capitulo 4: Casamento?

Saí da festa com Stefan e ele me deixou no meu apartamento. Com sorte, as meninas já estavam dormindo e Bonnie também estava jogada no sofá. Ri com a situação e me aproximei dela, sacudindo-a.
— Bonnie! Bonnie!
— Caroline? Ai meu deus, eu acabei pegando no sono. Me desculpe, estou indo embora.
— Não! De jeito nenhum, Bonnie. Já está tarde, durma no quarto de hóspedes.
— Tudo bem por você, Care?
— Sim, claro. Vai lá. – Disse e ela assentiu, saindo do sofá e indo até o quarto de hóspedes.
Resolvi ficar por ali pela sala mesmo, a qualquer momento Klaus apareceria para buscar Hope, sua filha. Pouco depois a campainha tocou, abri a porta e lá estava ele. É só falar no diabo que ele aparece.
— Klaus.
— Caroline...
— Hope está dormindo com as meninas, entre.
Dei passagem e ele entrou. Fechei a porta e falei para ele se sentar no sofá, assim ele o fez.
— Então, quer alguma coisa para beber ou quer que eu busque a Hope e traga até você?
— Nenhum dos dois.
— Hã?
— Quero conversar com você. Senta aqui. – Ele bateu no espaço do sofá do lado dele, insinuando que eu sentasse, caminhei até ele e me sentei. – Parece que o Stefan gostou de você.
— Ele é uma ótima pessoa. Me fez rir como se eu já o conhecesse à tempos.
— É.
— Niklaus, o que você pensa que está fazendo? Está tentando me seduzir?
— O que? Não. Até porque eu não tento, eu consigo.
— Acontece que eu não sou como as mulheres que você conhecesse, muito menos como suas secretárias anteriores. Não ache que tem alguma chance comigo porque você não tem.
Ele começou a rir debochado e eu o olhei não acreditando no que ele estava fazendo. Se tem alguma coisa que eu odeio, é deboche. Me levantei brutamente e andei com passos pesados e rápidos até o quarto das meninas. Acordei Hope com delicadeza e avisei a ela que seu pai à esperava na sala. Ela teve dificuldade para ficar em pé, pois ainda estava muito sonolenta, então peguei ela no colo e voltei para a sala, dessa vez, mantendo a calma. Entreguei ela nos braços de Klaus e o guiei até a porta.
— Até segunda, sr. Mikaelson. – Não esperei que ele respondesse e fechei a porta na sua cara. Dei um longo suspiro e tranquei a porta.
Fui em direção à cozinha, tomei um copo de leite e comi alguns biscoitos que Bonnie tinha feito para as meninas, mas que acabou sobrando. Assim que terminei, lavei tudo e coloquei em seus respectivos lugares. Resolvi ir para o quarto, tomar um banho e cair morta na cama. Quando eu estava prestes a tirar o meu soninho da beleza, ouvi um som de notificação vindo do meu celular. Peguei o objeto para ver. Abri a conversa e a mensagem era de Stefan.
“Oi, Caroline. É o Stefan, espero que não tenha esquecido de mim assim tão rápido. Sei que nos conhecemos apenas hoje, mas queria lhe chamar para ir jantar comigo na segunda. Você pode? Eu espero que sim. Me ligue para confirmar. Use algo formal, pretendo não te levar à um lugar qualquer. Durma bem. “
Finalmente algo bom nesse dia. Sorri com o que tinha lido e coloquei o celular na escrivaninha do lado da cama. Amanhã ligaria para Stefan e confirmaria tudo. Mamãe ia ficar feliz de saber que eu teria um encontro, então liguei para ela.
Ligação.
— Mamãe? Alô?
— Caroline, é você filha?
— Sim, mamãe! Sou eu.
— Está tudo bem?
— Sim, está. Tenho uma coisa para te contar.
— Diga, meu amor.
— Eu não tive tempo de arrumar o dinheiro para pagar o seu tratamento, mas eu juro que vou arrumar, mãe. Não se preocupe.
— Não acredito que me ligou para dizer isto, Caroline.
— Não foi para dizer isso! Não desligue.
— Então me conte logo o motivo de você ter me ligado logo! Quer me matar de ansiedade?
— Certo, certo. Calme! Eu tenho um encontro segunda. Vou sair para jantar..
— Que notícia ótima, filha! E qual o nome do rapaz? Me conte tudo.
— Apenas sei seu nome e idade. Não conheço ele, não tivemos tanto tempo. Seu nome é Stefan Salvatore, eu conheci ele na festa da minha empresa que teve hoje, ele é um conhecido do me, chefe e nos divertimos muito. Ele me faz rir como ninguém, é como se já nos conhecêssemos à anos.
— Caroline, isso é maravilhoso. Eu espero que você e ele namorem, e eu também espero que eu esteja viva para isso.
— Vire essa boca para lá, mãe! É muito cedo para dizer que vamos namorar, mas se namorarmos, você com certeza vai estar viva para ver. Agora preciso desligar, está tarde e eu estou cansada. Beijos, mamãe. Eu te amo.
— Eu te amo, durma bem, Caroline.
Fim da ligação.
Fechei meus olhos e o sono veio com pressa.
[...]
Acordei eram umas onze da manhã, céus! Dormi demais. Levantei correndo para fazer o café das meninas, mas por sorte vi que Bonnie já tinha sido mais rápida. Tinha esquecido que ela havia dormido aqui. Minha salvação.
— Bonnie, meu Deus, me desculpa. Eu dormi demais.
— Sem problemas, Care. Você chegou tarde ontem e eu não quis incomoda-la. As meninas já comeram e estão brincando de boneca agora. Eu ainda não comi, quer se juntar à mim?
— Com toda certeza. Estou faminta!
Ela riu e eu também. Nos juntamos a mesa e começamos a conversar, até que ela me contou que estava procurando um lugar para ficar. Seu apartamento com o aluguel caro e com mais as contas estava encrencada. Foi aí que me veio uma ideia.
— Pode morar aqui comigo e Lizzie e Josie. Elas iriam adorar e eu também.
— Sério? Não quero ser um incomodo.
— De modo algum será, fará muito bem. A gente divide as contas e está tudo certo. E como você já ia trabalhar aqui diariamente, não seria um problema. Você me ajudaria a cuidar de Lizzie e Josie ainda, não? Elas vão pra escola a tarde inteira, passaria menos tempo com elas e...
— Eu aceito, Caroline. Aceito morar com você! E não precisa mais me pagar, está me quebrando um galho. Vou adorar cuidar das meninas. Sempre gostei.
— Obrigada, Bonnie! Também vou adorar morar com você.
Terminamos de comer e pedi licença para Bonnie, pois teria que fazer uma ligação para o Stefan aceitando o seu pedido.
Ligação.
— Stefan?
— Caroline.
— Você pediu para eu ligar e te dar uma resposta..
— Sim. O que você decidiu?
— Sim, eu aceito sair com você amanhã.
— Ótimo, então passo amanhã às 18:00 para te buscar?
— Essa hora eu ainda estou no trabalho...
— Klaus vai entender. Peça para ele. Tenho que ir agora, Caroline. Estou ansioso para amanhã.
— Eu também.
Fim da ligação.
No dia seguinte.
Acordei de manhã com toda a disposição do mundo, mesmo sabendo que hoje seria o primeiro dia de escola das meninas e que mais uma semana havia iniciado e que teria de trabalhar com o Klaus novamente, sabendo que teria que aturar seus flertes. Me levantei e me dirigi até o banheiro, tomei um banho calmo e lento, sem me preocupar com que horas eram. Fui até o guarda-roupa e decidir contrariar Klaus um pouco. Escolhi um vestido cinza um pouco acima dos joelhos, cujo destacava muito bem o meu corpo. Como já iria sair com Stefan direto do trabalho, seria mais fácil assim. Escolhi um daqueles casacos grandes que iam abaixo da minha bunda da cor preta. Arrumei meus cabelos soltos e cheio de cachos. Fiz uma maquiagem leve e guardei ela na bolsa para poder retocar depois do meu turno. Guardei outras coisas na bolsa e coloquei um salto agulha preto para combinar com o casaco. Me despedi de Bonnie e das meninas. Peguei meu carro e fui até a Mikaelson Advocacy. Parei na frente da empresa e fui antes até uma lanchonete que tinha ali. O café de lá era ótimo. Pedi um cappuccino dose extra de chocolate e com baunilha para viagem, paguei e levei o café até a empresa, indo bebericando até chegar lá. Passei pelas grandes portas e me direcionei até a recepção encontrando Matt com um homem que eu não conhecia.
— Olá, Matt. Bom dia!
— Oi, Care. Este é Elijah. Não sei se já conhece ele, mas é o irmão mais velho de Niklaus e ele quer falar com ele, poderia levar o sr. Mikaelson até a sala do Niklaus?
— Oh, claro. É um prazer Elijah, por favor, venha comigo.
Me despedi de Matt e andei pela empresa com o tal irmão do Klaus me acompanhando. Chamei o elevador e ele não demorou muito para chegar, entramos nós dois apenas nele e estava tudo em um extremo silêncio, até que ele quebrou.
— Então você é a namorada do Klaus?
— Como é? – Ri – Não! Sou sua secretária.
— Perdoe-me. Achei que fosse a namorada dele.
— Sem problemas, sr. Mikaelson.
— Por favor, me chame de Elijah. Estou encantado em conhece-la. – Ele sorriu para mim e fomos interrompidos pelo elevador que abriu no andar desejado.
Caminhei com ele logo atrás e deixei minhas coisas na minha mesa que ficava na frente da sala de Klaus. Bati duas vezes na porta e eu ouvi um “entre”.
— Bom dia, Niklaus.
— Caroline, que ótima visão para se ver em plena manhã. – Revirei os olhos.
— Seu irmão está aqui e quer vê-lo.
— Mande-o entrar. – Ele disse e assim o fiz, fechando a porta logo depois.
Me sentei na minha cadeira e abri o meu notebook começando a organizar e a administrar as coisas de Klaus. Depois de um tempo, Elijah saiu de lá e se despediu de mim e eu dele, continuei o que estava fazendo e lembrei que teria de falar com Klaus sobre sair mais cedo para sair com Stefan. Parei o que estava fazendo e entrei na sala dele, sem anunciar que entraria.
— Klaus, quero te pedir uma coisa.
— Quer ir para minha cama? Graças a Deus, estava demorando.
— Não! Que ideia absurda. – O encarei séria enquanto ele sorria para mim com aquele maldito sorriso torto. – Quero pedir permissão para sair hoje as 18:00.
— Posso saber por quê?
— Vou sair para jantar com uma pessoa.
— Com quem? – Arqueei uma sobrancelha e o olhei para ele com uma expressão de “está falando sério? “ E depois ele passou a me olhar sério.
— Com o Stefan.
— Imaginei. A resposta é não.
— O que? Por que? Klaus! É apenas uma hora antes do meu horário de ir embora normal.
— Essa é uma empresa séria, Caroline.
— Eu aposto que não é por isso que não quer deixar eu ir.
— Seria por que então?
— Você está com ciúmes de mim! – Disse por impulso e depois coloquei minhas mãos sobre minha boca, com meus olhos arregalados. Ele me olhou surpreso. – Eu não quis dizer isso. Com licença, sr. Mikaelson. – Estava prestes a sair da sala quando o ouvi me chamando.
— Caroline.
— Hum? – Me virei para ele, mas não permiti que meus olhos se cruzassem com os dele, tentativa falha.
— Pode sair com o Stefan, contanto que aceite um acordo meu.
— Que acordo?
— Elijah veio aqui me informar que meus funcionários não estão me levando à sério e que não estou sabendo administrar a empresa, que não sei o que se gasta com uma família, pois não tenho mais esposa e que mal passo tempo com a minha filha.
— E o que eu tenho a ver com isso?
— Quero que você se case comigo. Por contrato. – O olhei incrédula.
— Me casar com você? Apenas para sair com o Stefan uma noite? Idiotice, não aceito.
— Não. Se você se casar comigo, não precisará mais trabalhar aqui e te pagarei 6.500 por mês, apenas por ficar casada comigo por um ano. Depois poderá se separar, eu não estou nem aí. Mas durante esse tempo que estiver casada comigo, não irá ter encontros com Stefan. Sou uma pessoa importante, não posso ser visto como corno. Se não casar comigo, eu vou te demitir.
— Klaus, isso não é justo. Você sabe que eu preciso do dinheiro para pagar o tratamento de minha mãe e que essa empresa é a que paga melhor.
— Isso não é problema meu. É pegar ou largar. Vai casar comigo ou não? – Bufei, eu precisava daquele dinheiro, e se saísse da empresa, minha vida e a escola das meninas estariam arruinadas.
— Vou. Mas quero que saiba que não dormirei com você. E digo mais, sei que é um casamento por contrato, mas eu vou querer lua de mel, então trate de comprar passagens para o Havaí. – Disse batendo os pés e de braços cruzados, eu estava furiosa. Ele me olhou e me deu um sorriso vitorioso. – E não trabalharei mais por isso. Tchau, Klaus.
— Caroline, espere. – Não me virei para ele. – Você vai morar comigo, na minha casa. Portanto, quando chegar em casa, quero que arrume suas malas e as malas das meninas. Quando você chegar do seu jantar com o Stefan, me ligue que eu irei te buscar. E se não me ligar, vou até o restaurante que vocês estiverem, e te busco a força.
— Eu te odeio, Klaus Mikaelson!
Saí de lá fervendo de raiva e juntei minhas coisas. Me despedi de Matt e Elena, talvez eu nunca mais visse eles, iria casar com Klaus e se for o caso, só poderei ir a empresa para visitar o “meu marido”, QUE RAIVA! ODEIO O KLAUS, ODEIO, ODEIO.
[...]
Cheguei em casa e bati a porta com força, jogando minha bolsa no sofá. Bonnie se assustou com a minha chegada e veio correndo para ver o que estava acontecendo.
— Caroline? O que houve? Chegou mais cedo do que imaginava.
— Fui demitida.
— O que? Como isso aconteceu?
— Fui demitida entre aspas. Vou te contar porque você é se confiança e porque você vai comigo para onde quer que eu vá. – Ela assentiu. – O Klaus me pediu em casamento. – Ela me olhou com surpresa e com cara de quem não estava entendendo nada. – Um casamento por contrato, nada de igreja e essas coisas clichês. Ele disse que se eu me casar com ele, iria melhorar a imagem dele diante dos funcionários da empresa e que ele me pagaria todo mês 6.500 reais.
— Nossa, Caroline. Isso te resolveria tudo. Mas você aceitou?
— Aceitei. Ele disse que eu aceitando ou não, seria despedida da empresa. O lado ruim disso é que irei ter que me distanciar de Stefan. Só sairei com ele essa noite e nada mais. Klaus não quer que vejam ele como “corno”. – Fiz aspas com os dedos. – E mandou eu arrumar minhas coisas e das meninas porque eu iria morar com ele, e que depois do meu encontro com Stefan, viria me buscar. E mais uma coisa, quero que você venha morar com a gente. Quero ter alguém com quem possa conversar na casa e que me ajude a cuidar das meninas. E não podemos esquecer de Hope.. vou ser como uma mãe para ela agora.
— Klaus concordou que eu vá morar com vocês?
— Eu ainda não disse, mas eu tenho ele na palma da minha mão enquanto estivermos casados, ele vai fazer o que eu quiser. E também quando formos para nossa lua de mel falsa, vou ter que ter alguém para cuidar das crianças enquanto estiver passando o mês todo for... – Bonnie me interrompeu.
— Lua de mel? Vai se casar por contrato, receber salário por estar casada e ainda vai para uma lua de mel? Você é uma puta de uma sortuda, Caroline!
— Nem tanto, mas por esse lado sou sim. Iremos para o Havaí. E eu vou me acabar de curtir lá. Estou realmente precisando de férias. Agora vamos! Já são 16:00 horas e 18:00 os Stefan vai passar aqui para me buscar, já falei com ele que saí antes do horário. Vamos arrumar as malas, minha, sua e as das meninas. Inclusive temos que buscar elas ainda. Céus, é muita coisa para resolver!
— Calma! Você arruma sua mala e vai se arrumar. Eu vou arrumar minha mala e a de Lizzie e Josie, depois eu vou buscar elas. Sem pressão. Vai, vamos!
Corremos até nossos quartos e eu arrumei minhas malas rapidamente, sempre foi muito boa em arrumar tudo muito rápido e direitinho. Corri para um banho e resolvi trocar de roupa, seria o meu primeiro e único encontro com Stefan, eu tinha que estar como uma rainha. Vou sentir saudades dele. Pelo menos poderemos conversar por SMS, Klaus não vai ter como saber. Vou dizer para o Stefan que estou indo embora de New York por um tempo, espero que ele acredite. Ao sair do banheiro, coloquei um vestido vermelho e longo que tinha e separei um salto dourado. Arrumei meu cabelo e a maquiagem, peguei a bolsa e recebi uma mensagem de Stefan dizendo que me esperava na frente do prédio. Me despedi de Bonnie e desci apressadamente. Falei com todos da recepção e saí andando lentamente e civilizada. Meus olhos se encontraram com os de Stefan e um sorriso se formou no meu rosto. Essa noite seria inesquecível.
[...]
O encontro foi bem agradável, falei para Stefan que iria embora de NY pela madrugada e ele ficou bem triste, mas entendeu. Concordou comigo de que ainda trocaríamos mensagens e que nunca perderíamos contato. Ele me deixou em casa e eu falei com as meninas e Bonnie que já estavam arrumadas para irem para o nosso mais novo lar, ou poderia dizer que vamos nos mudar para o meu inferno pessoal? Realmente não sei. Tomei um banho e troquei de roupa. Coloquei um vestido um pouco curto e com a saia rodada da cor preta e uma jaqueta jeans, me optei por uma bota de cano curto com um pequeno salvo e já estava pronta. Liguei para Klaus.
Ligação on.
— Oi, Klaus. Só estou ligando para avisar que eu e as meninas estamos prontas. Inclusive a Bonnie também, eu quero que ela vá morar conosco, preciso de uma amiga presente na minha vida e que me ajude a cuidar das meninas também, inclusive, que cuide das meninas na nossa falsa lua de mel. Portanto, não fale nada.
— Calma, love. Claro que você pode levar Bonnie. Já estou indo buscar vocês. Meu segurança está indo também, ele vai vir dirigindo o seu carro.
— Segurança? Você tem seguranças? Eu vou ser vigiada?
— Eles não vão nem tocar em você, fique calma. O nome dele é Tyler, só seja gentil. Ele não morde.
— Posso ser gentil com todo mundo, menos com você. Tchau, Klaus.
— Desce, já estou aqui.
— Como é?
— Estou aqui a horas, desde que Stefan e você chegaram.
— NÃO ACREDITO, KLAUS!
— Vem logo, Caroline.
Ligação off.
Peguei minhas malas e Bonnie me ajudou, as meninas levavam suas malas cujo eram leves e não prejudicava elas. Tranquei o apartamento e desci pelo elevador. Não ia vender o apartamento, eu apenas ia ficar fora por um ano, depois ia me divorciar e voltar para lá, porém, inventei que estaria indo para uma viagem durante um ano para os funcionários do prédio. Quando chegamos nos carros, não olhei para a cara de Klaus. Apoiei as malas no chão e entreguei as chaves do meu carro para o tal Tyler e ele agradeceu. Guardei as coisas no porta-malas e Bonnie ficou no banco de trás do carro com as meninas enquanto eu me sentei na frente, ao lado de Klaus, para o meu azar.
— Tio Klaus, quer dizer então que você e mamãe casaram e vamos ser irmãzinhas da Hope? – Josie iniciou uma conversa, arregalei os olhos e Klaus riu.
— Sim, pequena Josie. Sua mamãe e eu somos um casal agora. – Ele desviou o olhar dela para mim e eu o fuzilei com os olhos. – E sim, Hope será irmã de vocês e também pretendemos dar muitos outros irmãos à vocês. – Bonnie não segurou a gargalhada e eu bati com força no ombro de Klaus.
— NÃO VAMOS NÃO, NADA DE MAIS FILHOS.
— Ela está apenas brincando, meninas. Vocês terão mais irmãos sim. – Ele piscou para Lizzie e Josie e elas sorriram.
Sussurrei para ele um “eu vou te matar” e ele deu aquele maldito sorriso que tanto odeio. A casa dele era bem afastada da cidade, mas não tanto. Chegamos lá pelo engarrafamento estar agradável e eu saí do carro apressada, pronta para xingar Klaus dos piores nomes possíveis mas ele quando pensei em falar alguma coisa, ele me puxou para um beijo, no começo retribui por impulso e depois fiz ele parar mordendo o lábio dele com força, fazendo sangrar um pouco.
— Aí, love. Assim eu fico louco. Já disse que adoro mulheres agressivas? Principalmente na cama então.. – Bati os pés e cruzei os braços, deixando ele falar sozinho.
Peguei minhas coisas e Bonnie e as meninas me seguiram. Abri a porta com raiva e abri a boca ao ver que a casa era uma mansão. Não tinha reparado por fora, mas ali deveria ter uns 10 quartos? Uma mulher se aproximou perguntando se poderia levar minhas malas para o meu quarto, acho que era a empregada da casa. Assenti e agradeci a ela. De repente, Hope apareceu vindo correndo em minha direção. Agachei para ficar de sua altura e abracei ela com força.
— Oi, querida! Como você está?
— Eu estou muito feliz, Caroline! Você vai ser minha mamãe, eu estou tão feliz por ter uma mamãe de novo. – Me surpreendi com as palavras dela e acabei por me emocionar. Sorri e abracei ela com força. – Lizzie e Josie já estão vindo, vocês irão se divertir muito. Bonnie também veio conosco, ela vai morar aqui também! – Ela sorriu divertida e quando viu as meninas carregou elas para o quarto para brincarem. A mesma mulher que pegou minhas malas, levou Bonnie até o quarto dela e Klaus entrou pela porta depois.
— Estava chorando, Caroline?
— Apenas me emocionei com uma coisa que Hope disse.
— O que ela disse?
— Nada.
— Me conta. – Ele começou a caminhar até mim e eu recuei o máximo possível, até me chocar contra uma parede, soltei um longo suspiro.
— Ela apenas disse que estava feliz por ter uma mãe de novo.
— Entendi. – Klaus me pegou no colo e eu me perguntei o que ele estava fazendo.
— Klaus, o que é isso? Me põe no chão. – Fui ignorada.
Ele começou a subir as escadas, degrau por degrau comigo no seu colo, e caminhou até uma porta no fim do corredor, abriu ela com dificuldade e depois que entramos ele fechou a porta, também com dificuldade. Caminhou até uma cama e me jogou lá.
— Esse é o meu quarto?
— Nosso quarto, você quis dizer.
— O QUE? EU FALEI PARA VOCÊ QUE NÃO IAMOS DORMIR JUNTOS, ACHEI QUE TIVESSE SIDO BEM CLARA.
— Que pena, então. – Ele andou até a porta e trancou a mesma. Engoli a seco. – Só deita e dorme, estou cansado. E alías, já comprei as passagens da nossa viagem, vai ser depois de amanhã, portanto nem desfaça suas malas. Amanhã assinamos a papelada do casamento e tá tudo certo. Agora chega pra lá. – Ele me empurrou e se deitou do meu lado, me prendendo na cama com um dos braços. Não consegui sair, então desisti.
— Você é um folgado.
Fechei meus olhos e o sono veio rapidamente, amanhã o dia seria longo.
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