I want you...hungry.

23 You make my heart skip a beat


Notas iniciais
Cheguem com calma e silenciosos, observem de longe, não vamos atrapalhar um momento tão íntimo das duas... Sejam bem-vindos!

Os corpos permaneciam deitados lateralmente, a forma como os olhos de Clara alcançavam sua musa desenhavam uma poesia linda, romântica. As mãos passeavam abertas pela pele lisa e macia da amada.

–Sabe... – Sussurrou a fotógrafa acordando a morena de seu breve traspassamento — Eu sempre comandei tudo a minha volta, sempre tive o controle, sempre designei ordens, sempre tive quem me servisse, sempre. – Pausou suspirando – Até nisso você me ensina, Clarinha. Olhar a vida por outros ângulos é uma experiência maravilhosa – Sorriu.

–Você diz, de baixo para cima? De costas? – Terminou não se aguentando na seriedade e sorrindo alto com a brincadeira feita, Marina a acompanhou em um riso uníssono.

–Também – Respondeu divertida apertando a cintura da morena que lutou de mentirinha para se desvencilhar.

–Ai ai – Suspirou Clara – Assim como você eu também vejo as coisas por outro ângulo, sabia? – Concordou – Quem diria, eu, toda mulherzinha declarada, bobona... – Pausou pensando e então acrescentando com a voz rouca característica – Me perdendo assim em um corpo feminino, com uma vontade incontrolável, com esse desejo assustador.

Enquanto terminava uma de suas mãos alcançou o seio direito de Marina apertando-o com cuidado fazendo seu mamilo apontar e ser evidenciado.

Aproximou a boca e com um charme extasiante lambeu vagarosamente a parte rígida, deixando um pequeno rastro de saliva. A dança continuou seguida por lábios finos e macios o envolvendo.

A língua explanada naquele pedaço passeava por uma circunferência maior enquanto os olhos voltados para cima observavam a boca que tornava a abrir por entre deliciosos suspiros.

–Se eu pudesse te engolia – Declarou Clara enquanto saboreava e mamava sem pressa no seio que agora lhe era servido por Marina – Poderia passar horas assim – Acrescentou com a boca cheia – Dormiria aqui se conseguisse – Terminou voltando toda sua atenção para o pequeno pedaço do céu.

A fotógrafa a envolvia em uma abraço enquanto continuava com o deleitável gesto de oferecer o próprio seio em sua boca. Observava de cima agora os olhos que a fitavam, curiosos e pidões.

Os movimentos eram lentos e apaixonados, a saliva da morena se espalhava sem racionamento, o que a arrebatava. Gostava de ser babada por ela, mais que isso, enlouquecia ao avistar em sua pele um brilho causado pelo líquido que se acumulava em suas superfícies.

A morena roubava para si o seio de sua mulher que agora tinha os olhos fechados, o movimento de sucção era denunciado pelas bochechas douradas.

Marina sentia o corpo desvairar em cada sugada, percebia o pequeno mamilo ser apertado pela absorvência em uma massagem fascinante.

Quando achou que não pudesse melhorar teve o pequeno pedaço atacado em uma mordida que encarnava a mistura impecável de prazer e dor.

Desejou aqueles mesmos movimentos em seu sexo, separou os grandes lábios com as duas mãos e declarou tirando Clara do transe que se encontrava com a boca preenchida.

–Por favor – Gemeu carregada de tesão – Faz aqui... – Terminou indicando com a cabeça o sexo agora completamente exposto.

A morena parou seus movimentos e sorriu satisfeita. Não estava provocando e abusando de Marina a toa. Seu objetivo havia sido alcançado, queria sua mulher pedindo por mais, mesmo depois do orgasmo vertiginoso que acabara de ter.

Desprendeu a boca do pequeno mamilo que apontava agora extremamente rígido e excitado descendo pela barriga lisa e alva. Beijou toda a extensão em uma mistura de lábios e língua deixando um rastro regado pela superfície.

Seguiu descendo por entre as pernas que a abrigava sentindo um dos seios encaixar no sexo embebido de prazer. O liquido era escorregadio e abundante, seu mamilo roçava com tanta precisão no centro da castanha que a fez rebolar insolitamente nele.

Parando por um momento de beijar a barriga da mulher subiu o pequeno pomo envolto no líquido viscoso do sexo e o entregou nos lábios abertos e receptivos de Marina.

Não podia negar, seu gosto era definitivamente saboroso e senti-lo na pele de Clara fazia seu interior arder.

–Chega – Declarou a morena segurando o maxilar afoito que a devorava depositando um leve tapa corretivo na face de Marina que respondeu em um gemido exato e mais alto.

Voltou a descer, agora se posicionando diretamente frente a frente com o sexo nu.

Era perfeita, os desenhos dos grandes e pequenos lábios eram de uma beleza ímpar. Nunca havia estado com uma mulher daquela forma ou de qualquer outra, mas sabia por experiência de vida, filmes, revistas que aquele pedaço de Marina era mais um do seu corpo esculpido com maestria.

–Abre mais meu amor – Pediu com uma distância que permitia a visão perfeita do momento – Abre tudo pra sua mulher, vai...

–Assim? – Questionou propositalmente enquanto separava o máximo que sua pele permitia.

Clara movimentou a cabeça em um sim pausado e hipnotizado, o pequeno ponto de prazer surgiu por debaixo do capuz de pele delicada e rosa que o cobria.

A morena o desejou intensamente, mas não agiu antes de olhar um pouco mais tamanha beleza, tamanha entrega.

Marina a observava apoiada nos cotovelos, viu a mulher em estado de êxtase, era lindo de ver, era toxicamente perfeito.

Sem deixar que se fechasse a fotógrafa começou a passar o dedo anular de maneira leve no ponto descoberto exibindo-se. A morena então sensualmente depositou uma cuspida na ponta do dedo que se tocava fazendo-o deslizar com mais vontade, vontade entregue quando viu a castanha despencar suas costas sobre a cama.

–Sua cachorra deliciosa – Rangeu por entre os dentes a fotógrafa – Mulherzinha de uma figa – Agora sorriam em compasso de forma solta.

–Eu sou mulherzinha sim viu , Dona Marina – A morena entrou na brincadeira, mas os olhos permaneciam cravados na entrada que levava ao interior de Marina.

Estava um pouco vermelha na região, havia feito isso com ela menos de meia hora atrás. Concordou em pensamento, talvez não fosse tão mulherzinha assim, ou era, com um lado dominador que permanecia sedutoramente escondido e só aquela mulher era capaz de trazer à tona.

O líquido escorria da cavidade íntima da fotógrafa e observá-lo lhe causou fome. Não aguentaria nem por mais um segundo e cedeu aos seus impulsos.

A boca encontrou o prazer lambendo-o com volúpia. Enfiava sua língua o mais fundo possível na cavidade trazendo para si o líquido tão desejado.

Então com uma vontade descontrolado afundou o músculo sugador o máximo que conseguiu com os olhos vidrados na mulher que se entregava aos delírios deitada sobre os lençóis brancos.

O nariz se apertava contra o clitóris levemente inchado com a concentração sanguínea. A ponta de sua língua estava no interior passeando pelas paredes intrínsecas.

Marina Meirelles, pensou, que maravilhoso te sentir assim, por dentro.

–Assim vai me deixar seca amor – A fotógrafa a provocou em um gemido.

–Impossível – Respondeu a morena tirando a língua de seu interior voltando a depositar uma leve cuspida em seu sexo.

Marina se contorcia cada vez que ela fazia isso, era um misto de vulgaridade com intimidade sensual que só poderia alcançar com aquela mulher.

Sentia vontade de bater em Clara por tamanha audácia e assim o fez, o tapa estalou no rosto dourado com precisão deixando a morena sem reação por alguns segundos.

Voltou do afundamento com um olhar tomado, corrompido.

–Tá querendo me bater sua bandida? – Sorria agora com malícia.

–Você liberta isso em mim – Começou a responder – Fico tão enlouquecida que tenho vontade de descontar em você, é muito sentimento, não sei nem como extravasar – Falava sincera e sedutora voltando a se apoiar nos cotovelos.

–Então bate – Provocou a morena chamando atenção para seu rosto empinando o queixo na direção da fotógrafa, a distraindo com o seu olhar enfiou dentro dela dois de seus dedos o mais fundo que conseguiu.

O tapa se repetiu espontâneo por mais que houvesse sido pedido, sentiu o rosto arder gostoso com o ato de extravaso da fotógrafa que o fez em meio a um gemido descrente.

–Vagabunda – Caiu novamente na cama – Me come vai – Gemia rebolando nos dedos que deslizavam para dentro de si.

O prazer era tamanho que escorria até a entrada de seu botão rosado. O que instigava ainda mais Clara por toda intimidade que aquilo cercava.

Os pedidos seguintes de uma Marina delirante a estimularam a seguir em frente com seu desejo

–Inteira meu amor, me come inteira – As mãos apertavam os próprios seios e passeavam desregulares pelo corpo contorcido e lindo.

Apoiada em seus cotovelos Clara passeava dentro de Marina enquanto o dedo da mão esquerda apontou na intimidade lacrada da parte de trás. O líquido alcançava sem parar aregião e sentia molhar a ponta de seu dedo.

Estocava-a com a mão direita e permanecia imóvel com a outra na entrada rosa. O trabalho foi feito por Marina que descendo o corpo atenciosamente foi encaixando e engolindo o dedo que a desejava por trás.

A morena ajoelhou-se, com a cabeça próxima ao sexo. As pernas abertas e afastadas lhe davam a altura perfeita e liberdade necessária nos movimentos.

Os dois dedos avançavam inteiros no sexo enquanto o solitário recuava e vice e versa, iniciando assim um deslizante movimento de vai e vêm.

Só quem já viveu uma experiência dessas poderia entender o que Marina sentia naquele momento. A sensação de domínio e entrega mais perfeita que poderia existir.

Clara então sem esperar por mais um átomo de segundo ordenou que a castanha retornasse a abrir o sexo para ela e Marina prontamente atendeu voltando a separar os grandes lábios expondo mais uma vez o pequeno ponto de prazer que seria dominado.

A morena apertou os três dedos simultaneamente dentro dela parando por um momento os movimentos.

–Assim, isso – Suspirou Marina – Fica parada dentro de mim, assim... – Sentia as duas cavidades apertarem os dedos que as possuíam. Seria capaz de gozar com tamanho arrojo, ali, naquele exato momento, com eles apenas parados dentro de si.

O corpo iniciou um movimento de espasmos que fazendo um grande esforço ela conseguiu interromper pedindo

–Vai, mete, continua... – Gemia dominada

Clara obedeceu voltando com os movimentos contínuos e agora mais fortes. A fodia das duas maneiras e então, como se não bastasse, abocanhou o pequeno ponto em um beijo apaixonadamente macio e molhado.

Não era possível, pensou Marina, sentia praticamente todos os tipos de prazer ao mesmo tempo. Mais que isso só se Clara o fizesse enquanto rebolasse em sua boca, o que seria logisticamente impossível.

Estava vindo, chegando com uma força descomedida e desconhecida. Marina sentiu que não aguentaria, os gemidos vieram altos, sim, altos e descontrolados.

Não era de seu feitio gemer assim, alto daquela maneira, mas o que era mesmo feitio? O que era maneira? Controle? Além do mais, seu timbre era arrebatador o que trazia para a cena uma dose extra de imponência e beleza. Não havia nada que pudesse controlar aquilo, era o indomável.

As mãos agarraram com força os cabelos da morena e o corpo foi se travando no maior, mais absoluto, mais descontrolado orgasmo que tivera na vida, pelo menos até ali e agora.

O maxilar também travado soltava em urros palavras desconexas

–Put... Ahhh, Clar... PUTA QUE PARIU – Conseguiu terminar com a voz sensual e exausta e o corpo arqueado afundando esgotado no colchão.

A morena pela primeira vez viu Marina xingar. Talvez de tudo que fizera esse fosse o ato que lhe pareceu mais obsceno. Xingar, com aquela vontade um palavrão em meio um orgasmo.

A fotógrafa e o palavrão eram como água e vinho, opostos extremos que no momento de deleite se completavam com necessidade e justiça. Clara sorriu.

Silenciosamente os braços exaustos da castanha a chamaram para si e a envolveu em um abraço perfeito.

O rosto dourado repousou no peito levemente suado, quente e ainda muito cheiroso. Era um pedaço de paz, era sua calma, seu paraíso, seu maior desejo.

Permaneceram assim, encaixadas e silenciosas. Não adiantava dizer mais nada, palavras não seriam capazes de descrever e as maiores declarações trocavam assim, no mais absoluto silêncio e no perfeito beijo.

Notas finais
O que acharam? Quero e MUITO saber com detalhes. rs