I want you...hungry.
24 I might not be the same, but that's not important
Notas iniciais
–Parece que faz tanto tempo – Suspirou Marina enquanto fazia carinho no cabelo de Clara – Isso tudo é tão... Tão lírico, tão literário, sabe? – Continuou com um tom calmo e baixo – É o tipo de sentimento que de tão visceral eu acreditava existir somente nos grandes romances – Sorriu largo fitando o teto.
–Se me contassem que eu estaria vivendo isso, agora, juro que pensaria estar falando com algum louco – Devolveu o sorriso – Mas é... É exatamente isso, foi tudo tão rápido e ao mesmo tempo parece já ser tanto – Pausou a voz rouca
–É tanto... Claro que é tanto, eu não arriscaria meu casamento, minha vida, tudo por algo pequeno – Terminou perdendo-se nos próprios devaneios enquanto os dedos passeavam pelo colo nu e pintado da fotógrafa.
–Você ta bem com tudo isso, Clarinha? – Preocupou-se olhando os olhos da morena que agora a encaravam de perto – E tão maravilhoso ver você se entregar, mas me sinto inquieta por ser algo tão novo pra você. Não quero te ver infeli... – Foi interrompida pelo dedo indicador da amada que gentilmente calou seus lábios.
–Eu to bem e sim, eu me sinto muito... Muito feliz de estar aqui com você – Apoiou-se em um dos cotovelos erguendo a cabeça posicionando-se em uma visão mais elevada do rosto lindo e, apesar da pergunta, relaxado de Marina
–Eu não vou negar que não penso no caminho, porque sim, eu penso sim. Penso no meu filho, na minha separação, na minha família. Mas pra eu ter essa coragem, Marina... – Pausou passando uma das mãos com leveza na face perfeita da mulher deitada – Pra eu ter essa coragem, coragem desse enfrentamento, isso eu ganhei de você, do que você despertou dentro de mim, do que eu sinto. Não teria e não o faria se não fosse exatamente isso que é – Colou os lábios nos dela em um beijo leve e delicado.
–Eu fico tão boba que não consigo nem me explicar direito – Sorriu agora atrapalhada, de um jeito super característico e encantador.
–Como assim? Mas é claro que consegue, meu amor. Muito bem – Acrescentou encorajando-a
–Eu confesso que tinha um pouco de medo do amor – Marina declarou – Eu sempre procurei nas mulheres que tive e que cruzei algo que eu não sabia o que era, nem sabia se existia o que me fazia afastá-las com um certo tempo – Suspirou sorrindo com os olhos enchendo de lágrimas – Até que eu te vi, pela primeira vez – Declarou -Te reconheci de primeira – Sorriu
– Nem parece que temos tanto o que descobrir uma da outra ainda, por exemplo, os dias dos nossos aniversários – Gargalhou a fotógrafa rouco e baixinho – Eu preciso saber o seu!
–Adivinha! – Exclamou a morena iniciando uma brincadeira – O signo pelo menos, vai...
–Huuuum – Pensou – Mas assim no escuro, Clarinha? Nenhuma dica? – Fez biquinho
–Sem dicas – Respondeu imediatamente rindo da tentativa de persuasão da fotógrafa
–Áquario? — Foi direta
–Nossa, de raspão, como sempre intuitiva – Sorriu Clara com um toque de satisfação – Peixes, 20 de fevereiro, primeiro dia de peixes.
–Uau, passei muito perto então, caramba! – Estava orgulhosa – Tá chegando já – Percebeu que a data não estava longe – E o meu? Chuta!
–Ai ai ai – Pensou alto – Eu não sou muito entendida desse negócio de signos não, mas... Eu acredito que a senhorita, com toda essa sensualidade deva ser de algum signo de fogo – Sorriu
–Olha só... Passando super perto também – Admirou-se Marina – Sagitário, dia 25 de novembro.
Abraçaram-se simultaneamente, sabiam um pouquinho mais da figura tão amada. Marina afundou o nariz nos cabelos castanhos da morena, aquele cheiro lhe dava a sensação que já conhecia Clara, por inteiro.
O que viesse seriam pequenos detalhes triviais, o mais importante elas já possuíam.
–Posso te pedir uma coisa? – Perguntou ainda com o rosto afundado nos fios da amada
–Claro – Respondeu em um sussurro.
Marina ergueu sentando-se na cama, encostada na cabeceira, puxou o corpo de Clara consigo e segurou no rosto de maxilar marcado da morena para que olhasse diretamente para ela.
Os seios brancos estavam expostos agora que o lençol ficou para baixo, chamara a atenção de Clara que teve novamente o rosto desviado para o olhar rasgado que a esperava.
A fotógrafa observou a figura iluminada, os cabelos languidamente bagunçados, o rosto ainda corado, os olhos vivos, a pele dourada e uniforme. Era linda, era especial, dona de um sorriso largo e embriagante.
Era uma alma diferente, Clara não era como as outras mulheres com quem havia estado, tinha uma luz própria, algo tão especial que não sabia nem mensurar. Queria desnudar aquela mulher de todas as maneiras e havia uma que seria muito especial.
–Posa pra mim? Quero fazer umas fotos suas, dessas que revelam até a alma – Estava compenetrada enquanto falava, como se já a fotografasse com os olhos.
–Nã... – Gaguejou Clara corando ainda mais, com uma timidez graciosa – Não, não... Eu, eu não levo jeito, eu sou tímida pra essas coisas...
–Eu tenho umas roupas lindas no estúdio, quero fazer essas fotos suas pra te dar de presente. Tá bom?
–Vou pensar – Terminou ainda envergonhada, mas sincera. Pensaria com carinho no assunto.
–E tem mais uma coisa – Acrescentou Marina – Eu quero realmente que trabalhe aqui comigo. Acredito na sua visão, no seu espírito sensível, acho que pode aprender muito aqui comigo e com as meninas.
–Ah, Marina – Suspirou – Eu, eu adoraria, já te disse que sou encantada pelo seu trabalho, pelo seu talento. Só não quero misturar as coisas, não quero me sentir invadindo seu espaço, não sei meu amor... Não sei se é uma boa ideia – Terminou pensativa.
–A não ser que você não queira. Caso contrário eu acho uma ideia ótima – Sorriu animada – Eu sei ser profissional e separar a minha vida pessoal do trabalho e, além disso, adoro sua presença de espírito. Não vai invadir meu espaço, vai somar, Clarinha.
–Bom, se é assim, podemos tentar! – Respondeu verdadeiramente animada
–Ah que ótimo, amor! – Exclamou de volta a fotógrafa – Tem uns catálogos que precisam de uma ordem urgente, vou começar a te ensinar por ai – Tomou Clara em seus braços novamente.
–A senhorita anda me ensinando muitas coisas né, bandida? – Brincou com malícia
–Eu? Acho que não, hein? Acho que você nasceu sabendo, só não tinha descoberto ainda. É quase como um dom oculto que você tem – Terminou apertando a morena e rindo charmosa – Nasceu pra isso.
–Ta querendo me agradar – Retrucou Clara fingindo desprezo
–Você acha que meus orgasmos foram encenação para te agradar? – Agora os lábios eram desafiadores e estavam cada vez mais próximos da boca fina e bem desenhada no rosto dourado.
–Eu... Eu não quis dizer isso – Gaguejou com a pressão do olhar felino
–Pois bem, sendo a única mulher que me fez chegar nesse estágio eu repito, nasceu pra isso – A encarava com a voz sensual e firme
–Mas... Ainda acho que tenho muito que aprender com você – Instigou com a voz rouca e sussurrante.
–Aprender eu não sei, mas experimentar... – Marina respondeu no mesmo tom depositando um beijo na testa dourada que se escorava em sua face.
Estavam sentadas na cama envolvidas em um abraço apertado e apoiadas pela cabeceira do móvel.
A fotógrafa desvencilhou-se do abraço delicadamente posicionando-se de frente para a assistente que ficou ali sozinha a encarando.
Apoiou-se nas duas mãos enquanto os joelhos estavam dobrados construindo nela uma posição felídea.
–Quero te beijar – Disse Marina agora se aproximando
–Me beija – Pediu Clara mordendo os lábios
A fotógrafa era a figura feminina mais linda que já havia visto, a face estava iluminado por uma luz que vinha de suas costas, o cabelo caia levemente pelo rosto sem maquiagem, tinha um nariz perfeitamente desenhado e os lábios repousavam ligeiramente abertos.
O olhar, aquele olhar que podia acabar com guerras, que podia mudar o mundo, que havia dominado a morena desde o primeiro momento a encarava agora, estava baixo, lúbrico, dizia mais do que mil palavras e foi assim, com ele, que Marina demonstrou onde gostaria de beijar.

Clara sentiu o corpo ser dominado por colisões de partículas, alguma coisa muito forte estava acontecendo ali e havia sido acionado apenas com aquele movimento.
O sexo pulsou em um delírio que se espalhou por todo o corpo. Por impulso recostou as costas inteiras na cabeceira e abriu ligeiramente as pernas, não adianta, estava mais uma vez entregue.
Marina sentou-se na mesma posição que ela, de frente, sem perder o olhar por um momento se quer
–Quero te beijar exatamente ai – Disse fitando agora o sexo descoberto que estava entregue para si, enquanto encaixava uma de suas pernas por cima da perna esquerda da assistente, se aproximando um pouco mais – Enquanto beijo a sua boca.
A princípio Clara não entendeu, demorou alguns segundos para que os lábios se abrissem em um espanto de tesão. Viu Marina delicadamente encaixar sua perna esquerda por debaixo se sua coxa direita aproximando-se ainda mais.
Seus sexos estavam ali, tão próximos que podiam sentir o calor da parceira, as bocas quase se encostavam e os olhos se engoliam.
A fotógrafa desceu uma das mãos que separou delicadamente seus grandes lábios. Como quem ouvisse um pedido silencioso a morena fez o mesmo em si e sentiu o sexo molhado encaixar sem mais espera no seu.
A sensação era quente, úmida, deslizante e maravilhosamente delirante.
As bocas se encontraram com os lábios ainda fechados, macios se apertaram em um beijo forte e firme com sopros ofegantes que já escapavam pelos narizes.
Logo a boca se abriu dando espaço para o avanço esfomeado de línguas que se queriam.
Entre os beijos apaixonados Marina conseguiu pedir com a voz quase sendo abafada pelo desejo na morena
–Rebola em mim, gostosa.
Clara atendeu prontamente, não precisava nem ser pedido, era o que mais desejava. Sentia o sexo da castanha passear pelo seu, os pequenos pontos de prazer se cruzavam liberando uma adrenalina deliciosa que tomava seus corpos.
O beijo ficou intrépido, as mãos passeavam pelas costas nuas deixando pelo caminho um rastro de desejo simbolizado por riscos avermelhados.
Apertavam-se conta si no intuito de possuir por inteiro o corpo à sua frente, queriam se unir queriam entrar desesperadamente uma na outra na tesoura perfeitamente encaixada.
Marina acompanhou os olhos apertados de Clara arquearam para trás junto com o rosto de expressões delirantes.
Desvencilhou-se do corpo que a envolvia e das pernas que a entrelaçavam encostando-se ao seu lado na cabeceira da cama.
Pegou a morena pelo braço fazendo com que fosse um pouco mais para frente encaixando-a agora entre suas pernas, encostando-a em si.
O sexo nu e molhado de Marina estava completamente aberto roçando na bunda de Clara. Os seios brancos e pintados apontavam nas costas douradas à sua frente e a boca bem desenhada encaixava no pescoço nu que se entregava para ela.
A fotógrafa abriu, assim como as suas, o máximo que pode as pernas da mulher que sentava escorando em si.
Olhou por cima do ombro dourado e viu que Clara estava exposta do jeito que ela desejava.
Uma das mãos puxou os cabelos castanhos para o lado liberando toda a lateral da cabeça da assistente, e então lambeu com desejo a orelha desprotegida de sua mulher.
A morena experimentou a língua quente entrar atrevida em seu ouvido, o som que o ato emitia, a mistura de respiração com gemidos de prazer fez cada pelo de seu corpo arrepiar.
Sentiu a mão direita de Marina seguir para os seus seios carinhando e apertando-os com vontade.
Podia perceber a fotógrafa rebolar por trás de si o sexo nu em seu corpo, aquilo enlouquecia todos os seus sentidos. Tentou fitar o fundo do quarto com os olhos abertos, mas quando a mão macia começou a descer por sua barriga eles fecharam com força, só sentia, só pedia por aquilo cada vez mais.
–Me toca, Marina – Sussurrou enquanto o quadril mexia sozinho a procura do contato.
Sentiu os dedos da fotógrafa pegarem com delicadeza um pouco do prazer que escorria de seu sexo e o levar até o delicado clitóris.
Marina começou a massageá-lo com leveza apertando seus seios nas costas douradas que se movimentava à sua frente.
A boca beijava com paixão o pescoço arrepiado da assistente que agora entrava em um compasso de gemidos não mais controláveis. Eram baixos, roucos, mas saiam deslizantes de sua boca.
O toque foi acelerando, era preciso, Marina sabia exatamente como masturbar sua mulher, lia a resposta de Clara em seu corpo, seus sons, seus movimentos.
Uma das mãos da morena agarrou com vontade no cabelo da castanha que a tocava. Afundou ainda mais a boca no pescoço nu e entregue.
–Assim – Gemeu olhando pra baixo avistando os dedos que vinham de trás e a tocavam com exatidão – Assim, ahhh, que delícia meu amor – Acrescentou.
O corpo dourado começou a desvendar pequenos espasmos, era um orgasmo encantador se aproximando.
Quando achou que não poderia ficar mais maravilhoso sentiu os dedos escorregarem até sua entrada e a invadir sem aviso e com força.
O que seria uma gozada gostosa se tornou uma explosão, bastaram apenas algumas estocadas precisas que deslizaram por seu ponto G para que todas as sensações se unissem e fizessem Clara perder as forças no abraço macio que vinham por trás.
Ainda tremia quando sentiu os lábios de Marina encostarem novamente em seu ouvido e dizerem com aquela voz característica e sensual
– Ainda não te mostrei como pode ser bom.
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