I want you...hungry.

10 With each word you tenderness grows, tearing my fear apart.


Chegaram ao aeroporto e se dirigiram para a sala da empresa de táxi aéreo, Marina cumprimentou o piloto com intimidade, ficou claro que já se conheciam.

Clara estava apavorada, nunca havia andado de helicóptero na vida, a ideia somada ao fato de estar indo para uma casa isolada com a fotógrafa abalava todas as suas estruturas.Agora com a proximidade do passeio ela sentia o corpo inteiro rígido e temeroso.

Embarcaram na aeronave, Marina sorria um sorriso iluminado e se divertia com as caretas da assistente quando a hélice foi acionada, ficaram ainda piores.

–Eduardo, consegue me fazer aquele pequeno favor? Temos outro canal para os fones? – Tratou a fotógrafa com o piloto

–Com certeza Dona Marina, do jeito que a senhorita pediu – Sorriu eficiente

Marina pegou um dos fones do banco traseiro da aeronave e olhou para Clara

–Espero que isso ajude a relaxar e aproveitar melhor o passeio – Disse em um tom alegre ajustando os fones na assistente

–Ai meu Deus, ai meu Deus, esta subindo – Pronunciou Clara com uma voz apertada se contorcendo de olhos fechados.

–Você tá com muito medo, né? – Marina agora ria quase alto enquanto falava.

–Pode dar play Edu, por favor – Acionou a ajuda do piloto – E alto – Concluiu

The way you look tonight começou a tocar nos fones, a melodia era de um astral leve e alegre, charmosa como aquele céu límpido e azul por onde as duas agora passeavam. A voz era de Frank Sinatra, ecoava com muita firmeza, ele parecia sorrir levemente enquanto cantava.

Clara sentiu uma alegria contagiante invadir seu corpo, era como se estivesse renascendo, foram poucos os momentos na sua vida que havia sentido aquilo, daquela forma. Lembrou do nascimento do filho, de momentos da sua infância e agora ali, enfrentando todos os seus maiores medos.

Abriu os olhos e encarou Marina emocionada, a fotógrafa apontou para o Cristo Redentor, como quem quisesse que a morena desfrutasse também da outra vista

–Olha lá, olha o Cristo olha – Falou enquanto afastava um dos lados do fone do ouvido da assistente

Clara tampou o rosto com o chapéu que carregava no colo

–Não, não quero olhar, não quero olhar – Sentenciou

–Clara, olha – Riu

–Ah, deixa o Cristo lá – Respondeu a assistente avistando rapidamente à imponente estátua, desviando os olhos quando se deparou com a altura em que voavam.

–Você esta perdendo – Implicou Marina de forma doce ajeitando novamente o fone no lugar.

A música era linda, ambas obviamente já conheciam e haviam escutado, mas naquele momento ganhava uma nova importância.

Marina não sabia o que observava, alternava os olhares entre a vista que tirava o fôlego e a estonteante morena dos cabelos lisos que se contorcia divertidamente de medo ao seu lado.

A mãe de Ivan relaxava aos poucos o corpo perdendo a rigidez.

Fingindo que não estava a observando Marina viu a assistente enfrentar o pavor e olhar para fora da aeronave, muito desconfiada, como quem enfrentasse um inimigo que logo poderia aprontar com ela, mas o importante foi que enfrentou. Clara então sorriu com o que viu, sentiu-se imensamente agradecida.

–Obrigada – Agradeceu com sinceridade à fotógrafa tirando um dos fones

–Eu nunca pediria pra você olhar para nada que é feio, só quero que olhe pro que é lindo, pro que dá prazer, felicidade, entendeu?

– Perfeitamente – Respondeu Clara agora com os olhos em transe vidrados no olhar rasgado de Marina

–Ah – Suspirou – Que sorte a MINHA! – Gritou de maneira charmosa a fotógrafa fazendo a assistente gargalhar – Vontade de gritar pra todo mundo.

–Desde a primeira vez que eu te vi eu pensei, é ela. – Declarou Marina com a voz rápida, sorridente e sem fôlego – Eu encontrei – Complementou.

Clara sorriu confusa e perguntou gaguejando

–Como? Como assim? Encontrou? Como?

–Eu sempre te procurei em todas as mulheres que eu conheci, Clara. Todas – Assumiu com os olhos marejados.

O corpo da morena voltou a enrijecer, sentiu que por muito pouco não se tremia inteira, era uma declaração forte e escancarada, Marina parecia não temer mais nada, precisava falar.

O coração da assistente respondeu acelerando, não sabia ao certo como lidar com aquela revelação. Ambas sabiam o que sentiam, tinham total consciência de como aquele encontro na noite da exposição mudara suas vidas, mas a fotógrafa falava do fim de uma busca, de um encontro de almas.

Sentiu-se estremecida, não de uma forma ruim, só era algo muito forte e ela ainda estava aprendendo a conviver com esses sentimentos.

Não conseguiu responder, apenas sorriu e Marina honestamente não se preocupou, estava leve.

–Ahhhhh, vai pousar – Gemeu Clara voltando a se contrair de medo colocando as mãos no peito.

–Que? Que? O que foi? – Perguntou a fotógrafa brincalhona – Deixa eu ver? – Continuou também colocando as mãos sobre o coração da morena

–Gente, parece que tem um passarinho aqui dentro. Sente, sente seu coração ó, pulsando de tanta vida.

Clara um pouco mais aliviada de ver a aeronave se aproximando do solo, pode perceber que estavam aterrissando em uma ilha exuberante cheia de verde e cercada por um mar turquesa. Ficou com a boca aberta ao constatar a beleza do lugar.

Saíram em um ritmo acelerado dos seus acentos tentando proteger um pouco o rosto e os cabelos da ventania causada pela máquina que ainda estava desligando.

As duas correram até chegarem a um lugar seguro, com a voz rouca e sem fôlego a morena declarou

–Esse lugar parece um pedaço do paraíso, Marina.

–Você ainda não viu nada, Clarinha – Respondeu puxando a assistente pela mão a guiando por entre as grandes e suntuosas árvores.

–E as malas? – Perguntou enquanto era levada pela fotógrafa.

–Não se preocupe, vão levá-las para o... Nosso quarto.

Clara então freou com as palavras que saíram da boca de Marina que a observou imediatamente sem tirar o sorriso do rosto.

O peito da assistente subia e descia acelerado. Os olhos rasgados a observavam curiosos, esperando qualquer resposta.

–Vamos? – Chamou Marina de forma sedutora

Clara a olhava sem expressar qualquer tipo de reação, sentia que o corpo havia paralisado, assim como sua cabeça. Tentando controlar a respiração respondeu dando um passo e um sorriso tímido.

–Vamos!

A fotógrafa levou a assistente para um passeio pela pequena ilha, as mãos permaneceram unidas, não queriam soltá-las, definitivamente não era o que desejavam.

Quando paravam para admirar uma paisagem geralmente a outra mão de Marina se unia às outras, fazendo leves carinhos que arrepiavam o corpo da morena.

– O que você acha da gente aproveitar um pouco essa manhã tão linda? – Perguntou com um olhar felino que não permitia qualquer tipo de contradição

–Eu, eu adoraria, Marina – Concordou a assistente

–Ótimo, então vai colocar o seu biquíni enquanto peço para o Pablo preparar o iate. Te levo até lá.

Marina deixou com relutância Clara na porta da varanda do majestoso quarto, era tudo lindo por ali, a decoração de um gosto impecável, alva. A cama era enorme e tinha uma aparência macia e confortável. As malas já estavam pousadas em um belo aparador que ficava em canto.

A morena pegou um vestidinho leve em tons de roxo, seu biquíni e uma sandália. Foi até o banheiro e trocou-se com calma. Lavou o rosto, penteou os cabelos e se fitou por um momento no espelho.

Sentia-se em um estado de ansiedade constante, por mais que se acalmasse às vezes, o corpo respondia de forma diferente. Não era ruim, estava intimamente radiante e nada poderia tirar isso dela.

Mandou uma mensagem para a mãe e para irmã dizendo que tinham feito boa viagem e já estavam em segurança.

Voltou para o quarto com a cabeça flutuando em pensamentos quando esbarrou com a figura de Marina.

Pelo jeito ela havia se trocado ali mesmo, já usava um biquíni que deixava à mostra as formas indiscutivelmente perfeitas.

Clara a engoliu com os olhos, havia passeado por quase todo aquele corpo e agora desejava muito mais.

Nunca tinha passado pela sua cabeça que pudesse algum dia desejar uma mulher, que pudesse encarar um corpo feminino com tamanho desejo.

Como quem adivinhasse o que se passava atrás dos olhos da morena e quisesse inflamar ainda mais os seus sentidos, Marina vestiu a camisa branca comprida que segurava em uma das mãos.

–O barco está pronto, Clarinha – Disse consciente da pequena maldade gostosa que estava cometendo

Saindo do ligeiro falecimento, Clara gaguejou e sorriu colocando a mão na testa se sentindo boba.

–Eu to pronta, Coisinha – Respondeu carinhosa.

Marina se aproximou sensual parou a um palmo do rosto dourado e disse

–Que bom, então vamos – Falou enquanto pegava na mão da assistente a guiando mais uma vez.

Chegaram ao píer e Pablo, o marinheiro da família as esperavam.

–Boa tarde, senhoritas – Cumprimentou o homem bonito e visivelmente gay de forma educada enquanto ajudava Marina a subir no barco. Já passava do meio-dia.

–É... Senhora – Respondeu Clara tímida e brincalhona enquanto era ajudava por sua vez a subir.

–Hummmmm, tudo bem então, Senhora! – Brincou o homem de forma divertida fazendo as duas caírem na gargalhada.

Clara apoiou-se na proteção do barco admirando a vista enquanto se afastavam da ilha, Marina então a chamou

–Vem Clarina, vamos brindar a esse dia lindo.

A morena atendeu prontamente o chamado sentando-se ao lado dela na mesa com as taças servidas

–À felicidade – Começou a fotógrafa

–À alegria – Complementou a assistente

Brindaram e beberam a primeira taça de muitas daquela tarde.

A conversa foi se tornando desembaraçada, tinham muita curiosidade uma pelo mundo da outra. Clara contou sobre o filho e Marina escutava tudo de forma atenta, sentia cada vez mais vontade de conhecer o menino, que agora lhe parecia ser uma criança encantadora e especial.

Clara também quis saber do passado de Marina, que falou sobre seu pai, sobre o tempo que morou e estudou fora do país, de suas viagens e terminou de forma melancólica se lembrando da mãe que havia partido quando ainda era uma menina.

O Barco parou em uma ilha paradisíaca, ficaram juntas sentadas em um confortável assento na proa tomando um pouco de sol e admirando a bela vista.

Clara perguntou enquanto devorava uns morangos

–Não gosta deles? – Levantando um na altura dos olhos da fotógrafa

–Eu gosto, mas esta comendo com tanto gosto que resolvi deixá-los pra você – Riu

–Hum – Balbuciou com a boca cheia – Eu amo, quando era criança devorava uma caixa de morangos em menos de dois minutos – Disse um pouco sem graça – Podia comer sem parar o dia todo. Comia até se caíssem no chão – Agora ria pelo nariz.

–Você é engraçada, Clarinha – Constatou Marina — E tão sedenta – A encarou com aquele olhar, que só ela possuía.

–Você nem pode imaginar – Concordou sorrindo levemente inibida.

–Eu posso sim – Rebateu Marina

–Eu como de tudo, posso comer o dia inteiro sem parar – Concordou com a voz um pouco carregada – É assustador! Mesmo quando já estou satisfeita – Terminou rouca.

Marina a observava, aquela conversa estava mexendo com todos os seus sentidos. Não sabia se era proposital, mas Clara fazia seu corpo inteiro arrepiar só pelo motivo de estar pronunciando aquelas palavras.

–Come de tudo mesmo? – Instigou a fotógrafa

–Uhum, de tudo. Mas... É claro que existem coisas que ainda não experimentei, não coloquei na boca – Agora estava declarado, a morena sabia o que estava fazendo

–E... Você gosta de experimentar novos sabores? – Marina era terrivelmente sedutora.

–Depende – Foi curta, porém provocativa.

– Do que?

–Se me dá água na boca – Respondeu a assistente mordendo lentamente mais um pedaço da fruta.

–Quer saber? Fiquei com muita vontade de comer morango – Disse Marina com um prazer incontrolável que escapava por sua voz.

Clara deu mais uma mordida na fruta, levando o pedaço pra dentro da sua boca e previu o que a fotógrafa desejava.

Marina avançou na morena de forma precisa. A língua pediu passagem de maneira suave na boca que a esperava, buscou o pedaço da fruta que ansiava, Clara entregou sem vacilar.

A fotógrafa sentiu o gosto bom, mastigou poucas vezes e engoliu voltando para o beijo com o sabor ainda mais adoçado.

Com as mãos das costas da morena a puxava levemente para si e quando sentiu o beijo ficar ainda mais intenso já tentava grudar o corpo dourado no seu.

O barco voltava em uma velocidade gostosa para o píer, enquanto se abraçavam vendo a ilha dos Meirelles se aproximar, então Marina perguntou tentando introduzir o assunto

–E como está essa sua cabecinha de Senhora casada?

Clara não sabia muito bem o que responder, mas tentou ser o mais sincera possível.

–Confusa, minha cabeça é só confusão, Marina. Até pouco tempo eu era uma mulher com a vidinha pacata, sem grandes motivações e um casamento morno. Apareceu você e meu mundo virou de cabeça pra baixo – Confessou enquanto a fotógrafa escutava.

–Você sente vontade de mudar – Questionou Marina

–Todos os dias – Respondeu prontamente – Todos os dias um pouco mais – E continuou

– Eu tentei conversar com o Cadu, precisava falar pra ele que as coisas realmente não estavam indo bem e que no meio disso tudo apareceu alguém que me mostrou um caminho com o qual eu nunca sonhei, que mexeu comigo – Os olhos estavam carregados e as palavras eram verdadeiras

– Mas... Ele de certa forma me impediu e não quis me escutar. Eu até concordei com ele, pensando no nosso filho. Enfim... – Parou para respirar, mas ainda não havia terminado.

– Depois que te vi no carro, senti seu cheiro, tive certeza que eu não sou capaz de te resistir, Marina. Eu me sinto... – Tentou dizer, mas as palavras não saiam.

A fotógrafa congelou, o coração acelerou em um ritmo descontrolado. As palavras da morena a invadiam e sentia que nada era impossível.

–Eu estou completamente apaixonada por você, Clarinha – Marina lançou no ar interrompendo em forma de apoio à morena.

Um silêncio quase que mortal se estabeleceu até ser quebrado por Clara

–Eu também – Sussurrou com a voz rouca e lágrimas descendo pelo rosto – Eu também coisinha.

Marina estava emocionada, os olhos tóxicos agora eram vermelhos e marejados, mas os lábios se abriam em um sorriso calmo e charmoso.

Clara avançou com uma delicadeza estudada, era difícil ser delicada quando se tratava de seu desejo por aquela mulher, e a beijou.

Estavam apaixonadas e agora era declarado, ambas conseguiram colocar para fora um pedaço daquele sentimento que inundava de forma incontrolável suas vidas.

O barco atracou e Marina então perguntou se o almoço já estava servido, recebeu uma resposta positivas e como se fossem duas adolescentes enamoradas caminharam para a linda mesa posta no deck principal da casa.

O almoço foi calmo, sem pressa, envolto por gargalhadas e conversas. As duas definitivamente se davam bem, se completavam. Aprendiam uma com a outra, os mundos pareciam diferentes, opostos, mas de certa forma se enxergavam na figura a frente.

–Eu to morrendo de calor Marina, será que posso tomar um banho?

–Agora, depois de comer tanto? – Brincou a fotógrafa

–Ah, eu não acredito nessas superstições – Fez uma cara divertida de pouco caso

–Quer saber? Nem eu – Concordou fazendo propositalmente uma careta sapeca.

As duas foram para o quarto, Clara entrou no banheiro e ligou o chuveiro enquanto Marina separava umas câmeras que usaria para as fotos da casa, queria usar a luz alaranjada do final de tarde, sabia exatamente como queria que o trabalho ficasse. Deixou tudo pronto e notou que a água ainda caia.

Dirigiu-se para o banheiro e sem pedir licença abriu a porta que estava somente encostada, tirou a camisa e desamarrou o biquíni caminhando na direção do espaçoso Box.

–Será que – Pausou por um momento e antes de continuar Clara estava abrindo convidativa a porta de vidro fosco.

–Vem, a água esta uma delícia – Falou baixo com aquela rouquidão tão característica e os olhos cheios de desejo.

Marina entrou e as duas iniciaram um banho delicioso, se ensaboaram e se lavaram de maneira sensual, a tensão era gritante, mas como em um acordo feito sem precisar de palavras elas não se entregariam ali.

As mãos passeavam pelos corpos, Clara ensaboou a fotógrafa insinuante, lavou os seios, os mamilos, o espaço entre as nádegas, o sexo que mesmo envolto a tanta água não deixava de ficar melado de prazer.

Marina repetia o ritual sem saber se conseguiria resistir a tanto desejo.

Saíram do chuveiro juntas e antes que a morena pudesse se enrolar a fotógrafa pediu

–Não, fica assim, sem nada te cobrindo – Os olhos eram felinos

Clara não respondeu, sorriu e aceitou o pedido jogando a toalha no chão.

–Vem comigo, quero te mostrar uma coisa.

–Mas, as... assim? – Gaguejou a assistente

–Assim.

As duas saíram do banheiro e então Clara avistou uma pequena escada caracol escondida em um canto do quarto, Marina subiu na frente exibindo com muita naturalidade o corpo nu, a bunda clara e desenhada se movimentava na altura de seus olhos e Clara sentiu o sexo ensopar, quando terminou a subida constatou que tinha um pouco do seu prazer escorrendo pelas pernas.

A vista era fascinante, estavam em um terraço com uma visão privilegiada do mar. Tinha um enorme sofá de tecido branco coberto por almofadas que mais parecia uma cama. Marina a chamou para encostar no parapeito do grande mirante.

O corpo da fotógrafa ficava ainda mais lindo na luz natural do dia, Clara se sentiu um pouco insegura em relação ao seu, insegurança que logo foi desaparecendo quando constatou o olhar com que Marina a engolia.

–Eu pensei muito em você assim, Clarinha.

–Assim como, nua? – Sorriu a morena.

–Mais que isso. Entregue, pra mim.

–E... O que você sentiu? O que você fez quando pensou em mim – Pausou propositalmente – Entregue – Sussurrou.

Marina a encarou e sem pensar duas vezes respondeu com um ar erótico

–Gozei, me tocando.

Clara sentiu o chão se abrir sob seus pés, ficou atordoada de prazer, era muito além do que uma pessoa normal poderia sentir.

Mas sem perder a oportunidade ela exigiu olhando para o grande sofá

–Então faz pra mim? Quero assistir.

Marina levou um susto gostoso com o pedido completamente inesperado e fazendo uma cara de quem iria pensar no assunto...


Fez uma pausa proposital e respondeu

–Só se você for me saborear depois — Agora o olhar era FATAL

Clara aguou, a chefe não sabia, mas era tudo que ela não podia mais esperar.