I want you...hungry.

11 Honey I'm on fire, I feel it everywhere


Notas iniciais
Música pra entrar no mood | http://www.youtube.com/watch?v=nVjsGKrE6E8

–Gozei, me tocando.

Essas palavras atingiram Clara de maneira incomum, o desejo e excitação foram tão grandes que o sexo apertou em uma pequena dor no seu interior, a visão enturvou como se estivesse embriagada e na verdade estava.

Pensar que Marina se tocava pensando nela causava sensações agudas por todo seu corpo. As palavras saíram de forma aventureira, geralmente não seria algo que pudesse falar com tanta facilidade, nem ao menos pensar.

–Então faz pra mim? Quero assistir.

Mal podia acreditar no seu atrevimento, estava entrando em um universo envolvente, repleto de sedução, de capturas, invasões, ocupações. Era seu mundo que fundido ao dela se transformava nesse espaço arrebatador.

Marina a contemplou tinha surpresa no olhar, assistir Clara chegar naquele grau de entrega ia muito além do que imaginou naquele amanhecer confuso e gostoso na beira da sua piscina.

Queria mais, estava faminta de Clara, era um apetite infindável. Como ela já havia dito, pensar na assistente entregue daquela forma lhe despertava um desejo ainda mais delirante, se fosse possível.

Com as palavras pensadas, fatalmente calculadas e genuinamente sinceras respondeu

–Só se você for me saborear depois

Era o que mais desejava naquele momento, queria Clara a provando, queria assistir a boca da mulher pela qual estava completamente apaixonada passeando por ela, demonstrando todo o característico apetite.

Clara escutou a contraproposta com um olhar fixo, os olhos castanhos encaravam Marina que por sua vez não desviava. A fotógrafa fantasiava o que poderia estar passando por aquela cabecinha quando ouviu a morena responder

–Não se lembra?

–Especificamente do que? – Sorriu Marina respondendo rápida.

–Do que te disse naquela noite — Pausou –Eu quero tudo isso tanto quanto você, eu quero sentir todos os seus gostos – Reforçou a frase com a voz rouca e atraente.

–Vai, se toca pra mim – Agora exigia sensual indicando o sofá à frente das duas com a cabeça

Marina caminhou atendendo a ordem sem questionar, arrumou algumas almofadas no encosto e sentou encosta chamando Clara com os olhos.

A morena prontamente foi em sua direção, sentou-se sobre os calcanhares, ajoelhada de frente para Marina. Passeou os olhos pelo corpo iluminado pelo fraco, porém brilhoso sol da tarde.

O visão do sexo era perfeita, bem desenhado, tinha uma aparência macia com a tez clara como todo o resto. Tinha o corpo completamente nu, não havia pelos, só a pele maravilhosa e tenra.

É tão linda, pensou a assistente.

Clara posicionou-se agora se deitando ao lado dela no encosto, a cabeça apoiada em uma das mãos e o corpo virado para fotógrafa que estava com as pernas levemente separadas.

Marina acompanhava toda a aproximação felídea da assistente como quem visse a um balé. A movimentação de Clara, os pequenos avanços até chegar ao seu lado a excitava ainda mais. Sabia que seu sexo estava embebido de prazer, mas seus grandes lábios ainda estavam graciosamente unidos, segurando o líquido que poderia escorrer a qualquer momento por suas pernas.

Clara estava agora deitada de lado com o corpo grudado no dela, apoiada por um dos cotovelos ainda estudava Marina, a mão livre avançou até a barriga da fotógrafa que se contraiu com o toque, passeou os dedos com leveza pela pele que cercava o umbigo. Subiu deixando um rastro de arrepio até um dos seios, passou as pontas dos dedos e o segurou com a mão um pouco mais pesada e firme. O bico estava livre, então a boca da morena avançou em sua direção.

Antes que os lábios o tocassem a língua macia saiu querendo saboreá-lo. Clara lambeu delicadamente o pequeno mamilo que agora estava rígido com o contado. Passeava com a superfície lisa e molhada do seu músculo pela região sensível de Marina que virara levemente a cabeça para trás arqueando o corpo em gemidos baixos.

Enquanto sugava e lambia com um prazer escravizador um dos seios de Marina a morena pegou a mão direita da fotógrafa e a fez chupar dois de seus próprios dedos, enfiando-os fundo na boca sedenta.

Desprendeu-se do seio que a essa altura estava molhado com a sua saliva e sussurrou rouca no ouvido da chefe.

–To esperando

Marina tirou os dedos que chupava da boca com um gemido delicioso e os levou até o sexo, separando um pouco mais as pernas.

Clara voltou-se a apoiar no cotovelo deitada ao seu lado, observava a fotógrafa explorar seu próprio prazer.

Passeou com habilidade pelo clitóris e agora olhando para a morena enfiava profundamente os dois dedos dentro de si, os olhos carregados de prazer.

Era incontrolavelmente sedutora, sensual, linda...

A assistente estava paralisada, a cena não poderia ser mais libidinosa, tinha os lábios levemente abertos que ajudavam com a respiração que acelerava cada vez mais. Sentia o calor invadir seu corpo, estava quente, o rosto queimava em uma febre carnal.

Marina tirou os dedos de dentro de si e os passou provocativa na boca da morena que sem tremular os sugou, sentia pela primeira vez o sabor pelo qual se tornaria devota.

–Quero muito te chupar, Marina – Gemeu a assistente em forma de palavras se levantando com direção certa.

Foi interrompida pela mesma mão que estava em sua boca

–Ainda não, agora você vai me ver terminar, não era o que queria? – Marina tinha um olhar depravado.

–Você ainda vai acabar comigo, cara – Riu com prazer – Eu to quente, acho que to com febre – Brincou a assistente.

Marina ignorou propositalmente a súplica da morena e voltara a se tocar dizendo com a voz vibrando de prazer

–Quer saber o que eu pensava enquanto eu me tocava assim?

–Que... quero – Gaguejou Clara – Quero muito.

–Eu imaginava o seu sexo molhada passando em mim – Sussurrou.

–Assim? – Perguntou a morena abrindo suas pernas e passando uma por cima da perna da fotógrafa, fazendo com que seu sexo extremamente molhado ficasse aberto em contato com a coxa de pele alva.

–Uhum, exatamente assim – Gemeu Marina – Enquanto você rebolava em mim – Completou.

Entendendo o que a chefe queria a assistente começou a movimentar-se levemente contra ela, enquanto os olhos estavam vidrados nos dedos que se auto estimulavam.

–Imaginava também você lambendo todos os cantos do meu corpo, com vontade, com fome – Continuou a fotógrafa agora com a voz mais carregada e falhando de prazer.

Clara aproximou a boca do ouvido de Marina e sussurrou

–E eu vou lamber todos os cantos do seu corpo, deliciosa – Terminou enfiando a língua de maneira feroz no ouvido da chefe que gemeu alto e tornou-se mais ofegante.

Marina era doce, tinha um sabor delicioso e Clara sentia-se uma pessoa imensamente sortuda. Tinha a visão do paraíso vindo de todos os lados, o mar, o céu, aquela mulher.

Pensou brevemente que nem todo mundo talvez alcançasse na vida aquele estágio do prazer absoluto, se achou especial por sentir e sentir tanto. Por estar submersa na mais gostosa das sensações.

A fotógrafa estava delirando, Clara a estimulava das mais variadas e maravilhosas formas enquanto ela se tocava.

A morena sentindo que o deleite da chefe estava se tornando descontrolado pediu

–Marina, me beija? – As duas se olharam com paixão e Clara continuou – Me beija enquanto você goza pra mim, MINHA gostosa – Concluiu com a voz rouca e firme dando ênfase ao pronome que indicava afetividade e também uma deliciosa posse.

As bocas se encontraram em um beijo apaixonado, os lábios escorregavam molhados e a línguas se acariciavam. Clara rebolava ainda mais na coxa firme da fotógrafa que por sua vez se tocava agora em um ritmo acelerado e preciso.

O beijo se tornou obsceno, enquanto as línguas eram sugadas e as salivas se misturavam com gemidos a cadência de todos os movimentos se elevou. Clara saiu por um momento do beijo e perguntou

–Vai gozar pra mim, vai? — Estava ofegante e tomada por prazer

Sem pronunciar palavras, só emitindo gemidos Marina fez que sim com a cabeça.

As duas rebolavam e agora os olhos estavam fixados, as bocas abertas em ‘o’ gemiam cada vez mais e tudo foi se tornando elevado. Os corpos se contorciam.

–Goza comigo, Clarinha – Marina conseguiu dizer como quem usasse suas últimas forças.

Clara agarrou-se ainda mais com as pernas envolvendo a coxa de Marina, se esfregava agora no ritmo dos toques que a fotógrafa depositava contra si, gemiam alto, mas de uma forma sensualmente linda.

As bocas se abriram ainda mais, estavam sentindo, iriam gozar.

O prazer de uma fazia a outra alcançar o mesmo nível de embriaguez. Estavam sentindo tudo com a mesma intensidade. Estavam gozando juntas. Marina se tocava para Clara que por sua vez precisava do corpo da fotógrafa junto do seu.

Os corpos formigaram e tremeram, os últimos gemidos saíram abafados quando uma enfiou o rosto nos cabelos da outra e a outra mordia o pedaço da pele do maxilar que estava à altura de sua boca.

Depositaram juntas o peso de seus corpos cansados no colchão abaixo se si. Marina também se virou de lado, olhando agora a assistente de frente e sorriu.

–Você vai ser minha perdição, Clarinha – Disse baixinho abraçando o corpo dourado

–E você já é a minha, senhorita Meirelles, você já é a minha – Respondeu se apertando no abraço enquanto sentia com todas as suas forças o cheiro voluptuoso e delirante de Marina.

Notas finais