I want you...hungry.

15 Tighten up on your reigns, you're running wild


Notas iniciais
Oi queridos (as), mais uma vez A M A N D O os comentários de vocês. Fico tão animada que mesmo tendo que madrugar amanhã senti vontade de escrever logo esse capítulo. Então, espero que curtam!

Marina caminhou nua pelo quarto com uma cara impagável de menina sapeca, a luz do ambiente acentuava as formas delicadas do seu corpo. Clara a observava com os olhos arregalados, sabia o que a fotógrafa tinha em mente.

A chefe era uma mulher que causava grandes impactos por onde passasse, era elegante e respeitada. Ver Marina atentada daquela forma, tão desprovida de qualquer tipo de proteção fazia sentir-se mais segura. Tinha sensação que pouquíssimas pessoas conheciam aquela Marina, aquela alma doce, apaixonada pela vida, pelo o que faz e agora também, por ela.

–O que você vai aprontar, cara! – Perguntou apreensiva e risonha já sabendo da resposta

–Hum... Digamos que eu posso ter uma coisinha aqui pra fazer você viver uma experiência nova.

–Mais uma, bandida? – Brincou

–E porque não, Clarinha? – Sorriu charmosa pegando uma caixinha de metal prata toda trabalhada e voltando para a cama

–Ai Marina, não acredito que você vai ter maconha aqui na sua casa – A morena riu desacreditada, era real mesmo – Marina Meirelles, a famosa fotógrafa internacional curtindo um baseado – Divertiu-se no final

–Então, cigarrinho de artista – Fez piada – Você esta desvendando rápido demais os meus segredos.

–Uhum, vai ver é porque gostei de saber um pouco mais sobre você, te observo – Respondeu a assistente com a voz rouca sorrindo.

–É? – Alegrou-se a fotógrafa

–Ah, já eu sou uma boba mesmo, eu não tenho mistérios, segredos, assim, eu falo tudo o que eu penso. Me entrego pros amigos, até pros inimigos. –Suspirou no final – Sou uma devassada... Não confunda com devassa. – Disse ignorando a última pergunta.

–Ah, não, as devassas são o oposto disso. As devassas são mulheres muito discretas, sabe aquele tipo que quando age e é descoberto os outros falam ‘Nossa, mas ela fez isso? Não acredito, ela é tão certinha’ – Disse fazendo uma voz de encenação.

Clara a olhava, parecia que Marina desvendara seu pensamento, de uma certa forma sentia isso cada vez que descobria algo a mais sobre ela, mesmo assim perguntou suspirando

–Você conhece alguém assim?

Marina não respondeu com palavras, fazendo uma cara de obviedade apontou para si e a assistente não resistiu

–Devassa – Falou a morena em um sussurro

–Indevassável – Rebateu a fotógrafa no mesmo tom soltando uma risada

–Doida – Sorriu Clara.

Marina começou a mexer na caixa que trouxera com ela para a cama enquanto conversava com assistente.

–Mas olha só, não é que eu achei – Exclamou cativante

–Ai meu Deus, sério?

–Seríssimo! Essa eu trouxe da minha última viagem para Amsterdã com as meninas. Não faz muito tempo, deve estar boa ainda – Explicava

–De avião? – Assustou-se a morena

Marina sorriu o sorriso safado de mulher sapeca assentindo que sim e clara voltou a exclamar

–Sua maluca... Deliciosamente maluca – Terminou apaixonada.

A fotógrafa pegou o saquinho muito semelhante ao de tabaco industrializado. Em Amsterdã assim que era vendido em cafés especializados.

Pegou a seda para confeccionar o cigarro e colocou sobre a cama na frente da assistente que agora a observava com um olhar de quem iria aprontar junto.

Marina foi rapidamente até o banheiro e trouxe dois roupões classudos pretos, a brisa da noite e do mar começavam a juntar-se em um vento um pouco mais gelado.

Clara agradeceu a mulher que mais um vez leu seus pensamentos, agora estavam ainda mais confortáveis.

–Você sabe enrolar isso, Marina? – Perguntou a morena dando uma risada

– Claro, é a mesma coisa que fazer o cigarro de tabaco que eu fumo as vezes, quando bebo ou pra relaxar.

Clara assentiu, também fumava um cigarro ou outro escondida de Cadu em ocasiões parecidas, mas nenhuma das duas eram fumantes inveteradas.

Uma música qualquer tocava baixinho no ambiente, Marina começou a apertar o beck e a morena levantou-se para buscar água no frigobar que havia avistado no quarto, estava morrendo de sede.

Tomou quase meia garrafa em uma respiração só e passou para a fotógrafa que também sedenta quase terminou com o resto.

A assistente a admirava manipular o pequeno cigarro, tudo que Marina fazia tinha elegância e fascínio, tudo. Que só fizeram aumentar no momento em que a fotógrafa deu a famosa passada de língua para fechar o baseado confeccionado sem tirar os olhos de Clara.

Marina sorriu para a morena

–Preparada?

–Acho que sim – Respondeu a assistente com feições muito características

A fotógrafa pegou o isqueiro dentro da mesma caixa prata e acendeu dando duas tragadas fortes. Prendeu um pouco a fumaça sem fazer esforço enquanto sorria com os olhos rasgados. Passou para Clara que repetiu a ação. Não teve tanta facilidade ao tentar segurar da mesma forma que Marina fez, depois de dois tragos os olhos encheram de lágrimas e começou a tossir descontroladamente.

–Nossa Clarinha, respira! Respira... – Disse a chefe tentando acudir.

A tosse foi passando aos poucos e acabou se transformando em gargalhadas frouxas, de todas as duas.

–É normal minha coisinha, até os mais experientes dão essas engasgadas – Disse em tom brincalhão recebendo o cigarro de Clara e dando mais duas tragadas fortes e calmas.

A Morena sorriu e tomou o último restinho da água que ainda tinha na garrafa

–Achou graça né, safada? – Perguntou rindo para a chefe

–Um pouquinho – Respondeu voltando a gargalhar passando o cigarro novamente para a assistente.

A morena deu mais duas puxadas médias, agora sem maiores problemas.

–Acho que esta bom Clarinha! Pra quem nunca fumou é o suficiente – Afirmou pegando o beck dando uma última tragada leve e apagando.

As duas se olharam e sorriram com uma leveza anormal. Clara fitou os olhos de Marina que agora estavam ainda mais apertados e rasgados, parecia uma chinesinha. Parece uma chinesinha, parece uma chinesinha pensou a morena repetidas vezes. Começou a achar a cena extremamente engraçada e como se sentisse cócegas na boca do estômago disparou em um riso quase histérico.

A fotógrafa também sentia seus olhos mais fechados do que o normal, a cabeça flutuava. As gargalhadas aparentemente sem motivos de Clara a contagiaram e agora não conseguiam parar de rir nem para respirar.

Era uma cena hilária e linda, as duas apaixonadas se apertavam jogadas na cama com os olhos pequenos e vermelhos. Riam e buscavam no toque uma da outra alivio e ar.

–Ai Marina, para pelo amor de Deus! – Lançou Clara se contorcendo na cama aos risos.

–Com o que? Não to fazendo nada – Respondeu a chefe saindo em sua própria defesa quando encontrou uma brecha na respiração.

–Tá chapada é, coisinha? – Perguntou dando um beijinho carinhoso em Clara

–Se for isso que eu to sentindo, acho que MUITO! – Terminou falando a última palavra com entonação forte

As duas pararam por um momento deitadas paralelas com as barrigas para cima, respiraram fundo quase que de maneira conjunta. Ficaram quietas por um momento sentindo o corpo afrouxar.

Sem que Clara visse, Marina arregalou os olhos atentando para a música que acabara de começar tocando baixo no ambiente, era The Black Keys — Tighten Up

Levantou em um único salto animada pegando o controle aumentando bastante o som.

–Eu amo essa música – Estava radiante – Dança comigo, Clarinha?

Clara a observou com um sorriso que não cabia no rosto, que mulher maravilhosa, pensou. Mas não conseguiu se mexer, o corpo estava afundado no colchão em um estado de relaxamento profundo.

–Dança pra mim gostosa! – Respondeu em um pedido comendo Marina com os olhos.

A Fotógrafa subiu na cama se movimentando ao som das batidas que rolavam, rebolava e cantava com uma voz gostosa e afinada. Além de tudo aquela mulher cantava bem, podia ser mais perfeita?

I wanted love, I needed love
Most of all, most of all
Someone said true love was dead
And I'm bound to fall
Bound to fall for you
Oh what can I do?

Os cabelos caiam sobre o rosto branco e delicado, certamente nesse momento seria uma má influencia para chatos conservadores, mas para Clara era só a mulher mais inacreditável do mundo chapada curtindo uma viagem deliciosa.

O roupão ia se abrindo com os movimentos, mostrava as coxas esguias, a cabeça balançava, os quadris se mexiam, descia lentamente passando a mão pelo corpo, rosto, pescoço no ritmo gostoso da música. Os olhos estavam fechados e apertados, sentia realmente aquele momento, estava em uma viagem completa quando ouviu o som parar bruscamente.

Acordou do transe e viu no rosto da morena um olhar ainda mais tentado, Clara estava mexendo no seu celular e disse já levantada colocando o seu aparelho no lugar do ipod que estava conectado ao som. o Tom era mandão e nominador.

–Já que é pra dançar, eu quero que dance essa, pra mim. Pode ser? – A voz era sexy e seu corpo estava sendo tomado por uma sensação perigosamente diferente, não conseguiu evitar a vontade de matar o desejo repentino que teve, queria a fotógrafa se exibindo para ela.

Marina sentiu que aquilo era importante e fazia diferença para a mulher de pele dourada triplamente entorpecida, o corpo foi tomado por calor e quando a batida da música escolhida começou a se espalhar pelo quarto reconheceu com uma felicidade imensa, essa era clássica e tinha objetivo certo, Glory Box – Portishead

Clara deitou-se, agora encostada na cama, de frente para a figura sedutora daquela mulher.

Marina entendeu o que deveria fazer, os quadris voltaram a se mexer no ritmo inebriante da música, a sentia tanto percorre pelo corpo que se movia no compasso exato.

As mãos passeavam por cima do roupão, uma foi em direção ao ombro fazendo com que a peça descesse levemente na pela branca.

Clara estava começando a sentir um dos maiores efeitos colaterais daquelas duas drogas juntas, maconha e Marina.

A fotógrafa foi se aproximando da cabeça da morena que estava em uma altura um tanto conveniente nesse momento, passou a mão no tecido que amarrava a peça preta e começou a abri-lo lentamente, mas ao invés de terminar abaixou a parte de cima que caiu pelos braços arrepiados e o deixou pendurado somente pela frouxa amarração na cintura.

Deslizou as mãos pelos seios descobertos fazendo Clara delirar, a mão da morena foi se arrastando pela própria perna para a abertura que tinha, sentiu vontade de se tocar olhando aquela cena.

Marina chegou ainda mais perto terminando agora de desamarrar deixando o corpo completamente nu.

A assistente aguou e apertou os lábios nos dentes, como a desejava.

Com um olhar cigano e inexplicável a fotógrafa então perguntou

–Já está sentindo o que uns peguinhas podem fazer com você, Clarinha?

–Eu estou sentindo tanta coisa que eu nem sei – Suspirou com um sorriso relaxado e faminto – Mas tem uma que eu identifico muito, acho que essa eu sei o que é na verdade – Terminou subindo as mãos pelas costas das coxas torneadas de Marina até sua bunda a puxando mais para si, agora com o sexo na altura da sua boca.

–Me conta então, gostosa? – Cutucou a chefe

–Fome – Respondeu Clara direta com certeza do que queria comer.

Notas finais
Postando sem revisar pq o sono me consome, amanhã vou dar uma olhada e corrigir possíveis erros. Mas quero muito saber o que acharam!!!!!!