I want you...hungry.
16 You'll never feel happy. No you won't, until you try.
Notas iniciais
As duas mãos de Clara subiram com volúpia pelas costas das pernas alongadas e torneadas de Marina que estava parada provocante à sua frente, completamente nua. Puxou a castanha um pouco mais para si.
A morena sentiu que não importava quantas vezes visse aquele corpo despido, sempre sentiria seus sentidos responderem daquela forma. Por isso a certeza de que não poderia continuar seu casamento, não seria mais possível, não depois de descobrir esse sentimento. Estaria se enganando e enganando o marido, construindo uma vida infeliz até mesmo para o filho
O sexo da fotógrafa estava na altura de seus olhos, se ajeitou na cama para ficar em uma elevação estrategicamente bem posicionada. Marina havia dançado de forma provocante e a droga estava lhe trazendo ainda mais sensações novas, a cabeça viajava em ondas curtas que a levavam diretamente para aquele ponto à sua frente, começou a sentir uma fome descomedida. Ela que sempre fora tão faminta sentia agora ter o apetite de toda uma cavalaria.
–Me conta então, gostosa? – Cutucou a chefe
–Fome – Respondeu Clara direta com certeza do que queria comer.
Com as duas mãos apertou a bunda da fotógrafa que já percebia o corpo enfraquecer de prazer. Marina arqueou um pouco a cabeça para trás e sentiu o aperto com concentração, estava chapada e o contato parecia estar em câmera lenta, sentia cada milímetro das mãos de Clara que encostavam no seu corpo.
Voltou os olhos para baixo encontrando rapidamente os olhos castanhos cerrados que a assistiam, a morena estava inacreditavelmente ainda mais linda, leve mas tinha um olhar intenso.
A assistente aproximou o rosto lentamente do ventre branquinho que estava à sua frente, beijou a pele macia com carinho, passou o nariz pela região sentindo o cheiro daquela superfície, as mãos ainda estavam preenchidas com a bunda da fotógrafa, apertou o corpo contra seu nariz, cheirava agora com vontade.
Marina segurou nos cabelos soltos e sensualmente desarrumados, tinha todos os dez dedos entrelaçados neles. Clara situou-se um pouco mais abaixo, tinha o corpo tomado por todas aquelas sensações enlouquecedoras, estava prestes a alcançar com a boca o sexo da chefe quando sentiu seu rosto virar para cima, a fotógrafa posicionou o olhar da morena diretamente ao seu e perguntou
–Eu posso te ajudar? – Estava deliciosamente chapada
–Com o que? – Sussurrou a assistente
–Com a sua fome – Rebateu sexy
Clara sorriu com os olhos apertados, concordou em movimentos lentos com a cabeça e em resposta imediata ao seu movimento sentiu a boca ser direcionada de maneira certeira para o sexo que a esperava.
Alcançou-o com um beijo ardente, a língua passou por entre os grandes lábios separando-os e tomando para si o prazer que estava acumulado por ali, o beijo passeava por toda a extensão alcançando todos os cantos com paixão, tentava entrar com a língua dentro de Marina, ao menos o tanto que a posição permitia. Sentia a parte inferior do rosto lambuzar e agora a chupava com os olhos vidrados nos dela.
A fotógrafa dançava com a cabeça no ritmo do desejo soltando gemidos sinceros, tentava manter os olhos abertos vidrados na causa de tanto deleite, as vezes se fechavam sozinhos enquanto apertava os próprios seios. Uma das pernas estava ligeiramente mais alta do que a outra apoiada em um conjunto de almofadas, abrindo assim o caminho.
O corpo foi perdendo ainda mais a força, achava que gozaria e não conseguiria permanecer em pé, os gemidos estavam mais altos e sentindo sua rigidez vacilar foi puxada para baixo por Clara que a colocou sentada em seu colo. Antes de abraçar a morena por completo com as pernas se livrou do roupão preto que ainda cobria o corpo dourado.
Beijou a assistente com vontade de sentir seu próprio gosto naquela boca que tanto adorava, foi retribuída de maneira delirante. Abraçavam-se com força, como se quisessem entrar uma no corpo da outra. Os seios tocavam a pele à frente, o sexo de Marina estava aberto passeando pela barriga lisa da morena.
–Você é a sensação mais deliciosa que eu já experimentei – Disse a fotógrafa para a assistente que tinha as bochechas coradas
–E você não pode ser real, tão doce, tão forte, tão perfeita, tão intensa, tenho a sensação que vou me apaixonar até pelos seus defeitos – Respondeu Clara séria com as mãos passeando pelo rosto e cabelos da castanha – E ainda me fez ficar assim, louca, nesse mundo paralelo onde só existe eu e você, do que mais você é capaz, Marina? – Terminou com uma voz rouca e enfeitiçada.
–De qualquer coisa pra ver você feliz – Respondeu a chefe também séria e enfeitiçada.
–Pode começar dando pra mim? – Sorriu um sorriso devasso
–Hum, parece que tem alguém que gostou dessa brincadeira – Disse a fotógrafa com a feição mais apaixonante do universo – Gostou dessa história de me comer né, Clarinha?
As duas se beijaram e caíram em uma nova gargalhada, Marina encaixada no colo da morena que a abraçava.
–Eu amei – Respondeu dando um tapinha da bunda da chefe e a deitando na cama abaixo de si.
A fotógrafa se ajeitou sob o corpo dourado, as pernas abriram e enlaçaram mais uma vez a cintura da morena, agora deitada sobre ela.
Clara alcançou o pescoço desejado com a boca e o beijou depositando mordidas certeiras em seguida, fizeram Marina revirar os olhos e se arrepiar inteira de tesão.
Sentiu o corpo delicado se mover em um ritmo compassado, via a fotógrafa procurar contato consigo de todas as formas, por todos os cantos.
Desenlaçou as pernas da castanha que estavam em sua cintura as esticando, posicionou-se de quatro sobre ela a beijou novamente. Pegou com a sua mão direita a mão de Marina separando o dedo médio, levou até o sexo da fotógrafa fazendo a mesma se penetrar.
Marina gemeu de prazer com a ousadia, sentia o próprio dedo dentro de si, enquanto olhava Clara nos olhos sentiu mais um entrar, mas dessa vez não era o seu. A morena escorregava também seu dedo médio para dentro do corpo da chefe, ambos estavam lá. Um dedo de cada mulher. Estavam comendo aquela cavidade juntas. Os movimentos da assistente comandavam o ritmo e empurrava ainda mais o dedo de Marina pra dentro de si.
Ambas sentiram a cabeça girar de prazer, a sensação era libertadora, era arrebatadora, era íntima.
A fotógrafa começou a rebolar pedindo por mais, o desejo era crescente e agora de tão forte se aproximava do delírio. Clara então a colocou de lado tirando seu dedo por um momento do lugar, mas o dela continuava lá. Agora com o corpo esguio deitado lateralmente se tocando ela parou por um momento e observou.
Como Marina era apaixonante, tão linda, tão iluminada. Não aguentou mais ficar fora da brincadeira, ajoelhada na cama de frente pra ela voltou a penetrá-la em conjunto, mas agora eram dois dedos que entraram.
A fotógrafa se contorceu em um gemido rouco, o rosto ia tomando aquela forma solta, onde os lábios se abrem e tudo que sai deles é o som do prazer e dos pedidos enlouquecidos
–Mete fundo, vai minha vadia. Me come com vontade – Disse a chefe por entre os dentes
Clara a obedecia com gosto, os dedos tomaram um ritmo acelerado e preciso, sentia o interior daquela mulher maravilhosa junto com o dedo dela que também brincava por ali.
Abaixou lambendo a lateral do seio exposta em sua direção, afastou os cabelos de Marina de seu rosto e depositou beijos e lambidas apaixonadas na pele livre, a língua escorregava para a boca que gemia agora alto tentando aproximar-se para um beijo. A fotógrafa tentava alcançar também com a sua por entre os gemidos delirantes.
Clara então sugou o lóbulo macio da orelha da castanha e depositava agora a língua de forma obscena no ouvido indefeso. Tudo sem perder o ritmo das estocadas. Tudo tentando saciar a fome que sentia daquela mulher.
Marina enrijeceu o corpo, notou até o rosto formigar, a boca abriu ainda mais em um gemido final, o gozo acontecia e toda a estrutura da fotógrafa se contorcia. Um orgasmo descomunal a atingiu.
Clara agora só a observava naquele momento de entrega enquanto ao invés de rápidos os dedos iam parando na profundidade do sexo da chefe em intervalos calculados que casavam com as ondas do clímax.
A fotógrafa relaxou e começou a sorrir, sentia borboletas em seu estômago, o riso virou uma gargalhada. Uma gargalhada solta depois do orgasmo, pensou, quem nunca?
Clara beijou a lateral do seu rosto e a abraçou em uma conchinha carinhosa.
–Como você pode ser tão boa nisso? Fazer com tanto gosto? – Sorriu Marina de olhos fechados e voz ainda ofegante
–Não sei. Instinto talvez? – Respondeu também rindo – Mas a parte de fazer com gosto eu sei, a culpa é toda sua Marina. – Disse ao pé do ouvido da castanha.
–Você é completamente deliciosa, me deixa louca – Agora a voz estava rouca e baixa – Eu tenho vontade de acabar com você, de te beijar inteira, de te comer com vontade, de te pegar de jeito, de te ver literalmente gritando de prazer e ao mesmo tempo quero fazer amorzinho gostoso, quero ficar deitada sentindo o seu cheiro, sua pele, assim, desse jeito – Disparou a se declarar a morena.
Marina virou de frente pra ela e sorriu sincero, deu um beijo na ponta do seu nariz, depois no queijo, beijou os olhos com delicadeza e depois selou os lábios com os da assistente.
–Você pode ter tudo isso pra chamar de seu... Ou melhor, sua – Olhava para a morena com uma feição característica.
–Só de pensar nesse pronome eu já enlouqueço – Agora Clara quem depositava beijos nos intervalos de cada pedaço de sentença que viria – Imagina estar com você exuberante no meio de uma exposição te olhar e pensar que aquilo tudo é meu, te observar fotografando e idealizar que o corpo por debaixo daquelas roupas eu conheço como a palma da minha mão, te observar sentada na borda de uma piscina enquanto nado e imaginar que tenho o poder de abrir suas pernas e te chupar com total intimidade e na hora que der e puder? –Terminou.
Marina já voltava a ofegar e cada frase daquela a atingia como um choque que trazia consigo um frio gostoso que gelava sua barriga.
Beijaram-se apaixonadas e ficaram ali abraçadas até pegarem no sono juntas.
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–Marina, ei... Coisinha, acorda – Escutava a voz de Clara distante a tirando de um sono profundo com beijinhos no rosto.
–Bom dia? – Questionou com um sorriso sonolento – Ou noite – Completou ao constatar que ainda não havia amanhecido.
–Boa vida – Sorriu Clara com carinha de sono, mas o espírito acesso – Levantei para beber água e percebi que estava morrendo de fome, a maior do mundo – Riu enquanto falava.
–Tomei a liberdade de ir à sua cozinha e em um dos armários encontrei isso! – Exclamou levantando um tubo azul de pulseiras neon – Tinha um olhar iluminado agora.
–Pulseirinhas de neon? Por que te deixam tão feliz coisa linda? – Falou charmosa com os olhos ainda um tanto fechados
–Porque dá pra fazer um universo pra você com elas, quer ver?
–Quero muito – Respondeu com certeza a fotógrafa que começou a acordar de verdade.
–Então coloca uma roupa e vem comigo, antes que amanheça! – Disse Clara com planos traçados mostrando também a cesta que havia trazido – Nosso café da manhã já está aqui – Levantou o objeto sorrindo causando uma sensação de amor e cuidado na fotógrafa.
Marina vestiu um vestidinho curto e leve de mangas compridas, Clara uma camisa leve listrada com verde também de mangas compridas e um shorts.
Pegaram a cesta e o tubo com as pulseiras, Clara sorriu travessa para a fotógrafa e apontou com a cabeça o baseado que ainda tinha na mesinha de cabeceira. Marina levou uma sacola de praia pegando mais algumas coisas e um speaker pequeno de pilha com o seu ipod, guardou na sacola grande tudo que pudessem precisar e seguiu a morena que a guiava até um pedaço da praia por onde já haviam passado próximo a um dos píeres.
Estenderam um lençol e colocaram sobre ele a cesta com comida e a sacola, sentaram e a fotógrafa acendeu o resto do cigarro que havia sobrado, fumaram um pouco mais e deixaram a ponta apagada em um canto do pano.
Marina tirou o pequeno speaker e o ligou colocando uma música que gostava muito, achou que combinaria com o momento, era Happy do C2C que começou inebriante e de repente as batidas aceleraram trazendo um sorriso ao rosto das duas que se levantaram e começaram a dançar juntas.
Jogavam os cabelos sem se preocuparem com a aparência, os pés chutavam para frente em pulinhos e as gargalhadas eram tão altas quanto a música, duas almas soltas que se curtiam de forma imensurável. Rebolavam de maneira charmosa junto com a paradinha da canção. Estavam no meio de uma grande escuridão, a única luz presente era a da lua que logo logo não estaria mais ali.
Clara sem deixar de dançar abriu o potinho com as pulseiras de neon, a entortou ativando o brilho do pequeno objeto, pegou uma tesoura que trouxe e o cortou no meio, o líquido iluminado começou a escorrer e no ritmo da música ela o girava no alto, fez o mesmo com outras duas pulseiras ao mesmo tempo e as entregou abertas nas mãos de Marina que as sacudia fazendo o brilho cair sobre si e pingar no chão, os olhos estavam fechados.
A morena repetia a brincadeira salpicando o brilho em forma de líquido na areia, desregulada e dançante.
A fotógrafa então abriu os olhos e se viu perdida ao som alegre na escuridão, quando se virou viu o universo que Clara havia prometido. Os pontos neon brilhavam no solo arenoso, tinha todo um universo sobe seus pés, a morena sorria, estava radiante com o resultado, a música entrava de forma acelerada no coração das duas. Os olhos de Marina se encheram de uma alegria sem tamanho, não estava cabendo, sabia que ia explodir.
Mais uma vez sem pensar encheu os pulmões e gritou com todas as suas forças voltada agora para o céu com os braços abertos enquanto caia uma lágrima de alegria.
–EU TE AMO, CLARAAAAAAAA!
Mirou os olhos castanhos no meio do escuro, marejados de felicidade alegre e no momento teve certeza, fez a coisa certa!
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