I want you...hungry.

22 Letters burning by my bed for you


Notas iniciais
Escrito em uma noite insone. Preparados para entrarem em um momento de completa intimidade de Clara e Marina? Entrem com cuidado e no façam barulho...

Clara fechou a porta atrás de si, acompanhou os passos da fotógrafa para o centro do quarto. A dona da grande casa deu play em uma música, a melodia densa de London Grammar começou a envolver o ambiente.

Observou com o corpo imóvel Marina virar-se para ela, a castanha a encarava enquanto as mãos passeavam pelo próprio torso, estava testando-a em um jogo sedutor.

A morena não se moveu. Em uma nova percepção identificou seus sentidos responderem de uma maneira diferente. A estrutura permanecia imóvel, os braços pendiam na lateral do corpo e tinha as pernas ligeiramente separadas com os pés cravados no chão.

A fotógrafa percebeu que os olhos de Clara eram extraordinários, o olhar tão carregado que poderia até ser assustador se não a conhecesse, mas sabia, sabia o que toda aquela carga representava.

Estavam imóveis, distantes, ouviam as notas tomarem conta do ambiente que sem elas seria silencioso, não era ruim, não incomodava, não tinham medo.

Apenas se estudavam, os olhos rasgados e felinos da fotógrafa se viram refletidos nos de Clara que agora tomavam os mesmos ares. Arisca, faminta, predadora, Marina havia despertado um lado até então adormecido na morena.

O espaço existente entre elas não tinha grande representação naquele momento, Marina a olhou e mais uma vez em silêncio pediu por ela, os olhos de Clara se movimentavam sozinhos diferente do resto de toda a sua estrutura.

Voltaram-se para os pés descalços subindo lentamente pela tez branca dos tornozelos, um pouco mais acima encontrou o tecido leve do vestido cobrindo a pele que tanto desejava.

Alcançou o rosto branco e bem desenhado virando um pouco a cabeça para a direita, analisando.

Marina a esperava como quem tivesse certeza que naquele momento quem mandava ali era a mulher que tanto amava. Clara levou um dos dedos à boca perdida em pensamentos e disse sem desviar da mira castanha

–Tira.

Marina estava completamente intoxicada pelo espírito que libertara e que agora a dominava, não poderia ter recebido na vida um presente maior do que esse, sorriu com o canto da boca dando visibilidade para a pinta que adornava o local.

Subiu as duas mãos as cruzando na frente do colo, segurou as alças finas que prendiam o vestido em seu corpo e as deslizou para os lados fazendo o modelo de tecido fino escorregar pela pele caindo em seus pés.

Clara não sorriu, mas um fogo ainda mais intenso iluminou seu rosto, deu um primeiro passo contido em direção a figura que estava do outro lado do cômodo, os próximos vieram fortes e marchados.

A alcançou com as duas mãos em seus braços, em um balé que parecia ensaiado de tão perfeito a levou para a parede mais próxima pressionando seu corpo contra o dela.

Respiravam ofegantes e tinham os lábios ligeiramente abertos, o corpo dourado apertou o quadril no sexo descoberto da fotógrafa que soltou um gemido abafado, o movimento se repetiu, com força, fazendo uma das pernas esguias subir por sua lateral.

Clara a segurou investindo contra a mulher, que com um movimento silencioso de quadril implorava por mais.

As bocas respiravam ofegantes e se encontram, ainda sem beijo, se encostavam e gemiam nos lábios uma da outra.

Marina deixou a língua sair de encontro à morena, a lambeu com desejo, pedia o beijo, pedia o toque molhado, queria esfregar a sua na dela desesperadamente.

Cedendo sem muito esforço a morena engoliu a boca da amada em um beijo intenso, os movimentos tinham a rapidez precisa da perfeição, enquanto rebolavam inconscientemente uma na outra.

As línguas deslizavam sentindo a superfície macia encontrada na parceira à frente. A intensidade aumentava conforme a morena estocava seus movimentos contra o sexo encharcado de Marina.

Suas duas mãos passeavam pelas pernas nuas e subiam pelo corpo que se entregava. O beijo era gemido, era forte, era sexual. As línguas escapavam passeando com urgência pelos rostos.

Estavam queimando, sentiam o sexo pulsar em um prazer incontrolável que se aproximava da dor. Marina desceu a boca pelo pescoço dourado alcançando o colo bronzeado de Clara, os seios estavam soltos dentro da camiseta que parecia ser de seda.

Os mamilos apontavam na peça, excitados entregando o estado da parceira. Escolheu um e por cima no pano o mordeu com delicadeza. Foi puxada para cima por mãos comandantes.

–Eu preciso ter você, Marina. Parece que eu vou enlouquecer – Sussurrou Clara com uma voz deliciosamente rouca enquanto esfregava seu rosto no dela, sentindo a pele queimar.

–Inteira meu amor? – Devolveu o carinho.

–Cada pedaço, do jeito que eu quiser – Respondeu a olhando nos olhos abrindo o botão da sua calça.

–Então vem – Disse a fotógrafa pegando o rosto com as bochechas rosadas nas mãos – Olha pra mim – Continuou, afastando a morena do seu corpo despido – Tá vendo? – Gemeu em palavras – É tudo seu... Vem ser minha dona, Clarinha.

–Você trouxe, Marina? – Saiu imediato, gora a expressão era de poder, em resposta ao último pedido.

Não precisou de mais palavras para fazer sua mulher entender do que estava falando, a fotógrafa caminhou sorrindo até o armário e pegou a caixa que continha o objeto desejado por Clara.

–Claro – Respondeu voltando em sua direção

–Tira a minha roupa – Ordenou a morena.

Marina assentiu e com choques de prazer percorrendo todo o seu corpo começou a despir a amada.

Desceu a calça que já estava aberta e a jogou em um canto, passou a camiseta delicada por cima da cabeça da morena depositando-a na mesma direção. Tomada por desejo direcionou a boca para os seios pequenos e rígidos e foi impedida de continuar

–Toda – Voltou a comandar a morena com um olhar tóxico

A fotógrafa então ajoelhou na frente da morena abaixando o último pedaço de pano que cobria o corpo dourado deixando Clara completamente nua. Tentou levantar-se, mas foi delicadamente imposta a continuar na posição.

Encarou o sexo molhado à sua frente e pediu demonstrando obediência

–Me deixa sentir seu gosto, meu amor? – Ah, como era sedutora.

–Ainda não — Respondeu agora com um sorriso delicioso se formando nos lábios

Clara pegou a caixa que estava ao lado das duas tirando o conteúdo, entregando-o na mão da fotógrafa.

–Veste em mim – Pediu com um olhar extremamente sensual e a voz ainda mais rouca

Foi imediatamente obedecida pela fotógrafa que colocou o strapon de forma delicada no corpo firme e dourado, ainda ajoelhada à sua frente.

Olhava para o rosto que a comandava agora com ainda mais desejo, os olhos mais rasgados, envolventes, hipnotizados.

Clara aproximou o quadril de sua cabeça fazendo com que a ponta do objeto tocasse a boca bem desenhada. Aproximou-se ainda mais forçando delicadamente a entrada e viu os lábios deliciosos de Marina envolver com gosto o que ela a oferecia. A cabeça da castanha iniciou um movimento lascivo de vai e vem lento e esfomeado.

Aquele pedaço não pertencia a seu corpo, mas naquele momento era como se fosse. Clara ofegava com a cena, o peito acelerou a respiração, ver Marina chupando daquele jeito mexia com todos os seus sentidos mais profundos, como se entrasse em uma pane causada por prazer.

Ela a olhava, a olhava dentro dos olhos enquanto fazia, a provocava, a instigava, era sua mulher, era sua vagabunda, era sua, seu amor.

A fotógrafa subiu as duas mãos para a bunda da morena e agarrou com vontade a puxando mais para si, fazendo com que o objeto praticamente desaparecesse em sua boca e seus olhos enchessem de água, estava faminta. Separava as bandas torneadas fazendo Clara ficar mais exposta.

–Você é uma putinha deliciosa mesmo, hein? – Concluiu pegando Marina com uma das mãos enlaçada em seus cabelos e a levantando direto para um beijo enlouquecidamente apaixonado.

Guiou-a até uma mesa que ficava posicionada atrás na cama derrubando sem pena uns livros que estavam por ali, deitou o tronco da fotógrafa de bruços enquanto os pés dela permaneciam colados no chão.

Abaixou rapidamente atrás dela e observou o sexo que brilhava de tão molhado entre a bunda que estava empinada em sua direção. Separou-a com uma mão de cada lado, passando o nariz pelo líquido delicioso que avistara.

Havia se tornado completamente viciada naquele cheiro e naquele gosto que sentiu quando a língua penetrou o mais fundo que conseguiu.

Marina gemeu empinando corpo, queria mais, estava transtornada de tanto prazer, de tanta entrega. Estava exposta, de todas as formas e sentidos.

Clara então avistou o botão rosado que ficava um pouco mais acima enquanto deliciava-se no sexo entregue, também o beijou, como se estivesse a beijando na boca.

A fotógrafa cravou os dedos no móvel de forma desesperada, seu interior apertava, praticamente doía de tanto tesão. A morena a estava torturando da maneira mais enlouquecedora possível.

Ia pedir, mas não precisou. Clara levantou encaixando o brinquedo na entrada de seu prazer.

Pensou em meter com força, era o que queria, mas Marina estava desesperada, foi mais rápida empurrando o corpo para trás encaixando assim o objeto inteiro dentro de si em um único movimento. As duas gemeram.

O corpo bronzeado iniciou um movimento delicioso dentro dela, que agora sim pedia em gemidos.

–Fode a sua mulher, fode Clarinha? Assim – Concordou quanto sentiu o movimento ganhar força.

–Assim que você quer? – Tentava falar com a respiração falhando e aumentando a intensidade e o ritmo dos movimentos que tinham um deslize preciso.

Os gemidos eram mútuos e sinceros, saiam sem esforço dos lábios entreabertos.

–Mais forte – Respondeu quando conseguiu – Me fode inteira – Grudou a boca na superfície da mesa sussurrando de maneira audível a última parte – Faz doer, faz.

Foi o suficiente para tirar da mulher que a possuía o último pingo de sanidade. Clara a pegou pelos cabelos desgrudando os lábios da madeira que já estava molhada com o contato, a cabeça veio para trás e a bunda se empinou ainda mais recebendo um tapa ardido e delicioso em troca.

As estocadas estavam inefáveis, mas a morena desejava muito mais. Saiu de dentro dela e a levou para cama posicionando-se na beirada com os pés no chão. Marina que estava de pé entendeu o que deveria fazer e sentou no brinquedo enfiando-o como anteriormente em si, de uma só vez.

Segurando a bunda da fotógrafa e a abrindo ordenou que cavalgasse nela, as pernas brancas envolviam sua cintura desesperadas, apertando-a, puxando-a para si.

Marina rebolava de uma maneira que só ela poderia saber fazer, era instigante, gulosa, elegante e vulgar ao mesmo tempo.

Clara soltou um dos lados da bunda da amada enfiando o dedo médio sem pedir licença em sua boca, a castanha o engoliu molhando-o de saliva o máximo que pôde, sabia o que a morena queria e desejava isso mais que ninguém.

Com o objeto todo dentro de si, envolvendo o corpo dourado com as pernas e os braços agarrados no pescoço da morena, pediu sussurrando no ouvido que alcançou com a boca

–Come minha bundinha meu amor – Queria Clara a possuindo de todas as formas, queria ser dela, desejava ser abusada, ser amada, passar limites, fazer, simplesmente queria fazer.

–Ia comer nem que não me pedisse – Respondeu a morena de sorriso indescritível nos lábios com a garra passeando na entrada rosada da fotógrafa.

Enquanto Marina era possuída pela frente o dedo foi abrindo caminho na parte de trás, entrando lentamente a principio, até encaixar inteiro dentro da mulher cheirosa que dançava em seus movimentos sedutores, lindos. Agora a possuía por inteira.

A fotógrafa voltou a arquear a cabeça para trás em um gemido delirante, rebolava absolutamente possuída de prazer, sua mente focou no seu sexo preenchido pela massa que naquele momento era uma extensão do corpo de sua mulher, sentiu Clara dentro dela a explorando em um vai e vem mais delicado na parte de trás.

O toque era íntimo, suas intimidades eram possuídas pela mulher por quem era perdidamente apaixonada, que amava loucamente.

Sentiu o corpo ser tomado por um formigamento, a boca secou e os choques a dominaram. Os espasmos chegaram sem pedir licença tirando qualquer força que ainda restasse. Olhou para o rosto da amada e testemunhou que compartilhava consigo todas aquelas sensações.

No instinto mais que protetor Clara desvencilhou-se parando os movimentos e agarrou sua mulher deitando-a na cama.

Era a visão mais linda que tivera na vida, pelo menos naquele sentido. Marina estava entregue, tremia em pequenas porções, tinha um sorriso escancarado e os olhos fechados.

Arrancou a cinta que a envolvia e abraçou o corpo que estava agora sem forças na cama.

Depositou beijos delicados na pele que combinava em perfeição com a sua, trazendo de volta do transe a fotógrafa. Os olhos se encontraram e eram apaixonados, tinham vida, tinham fogo, tinham o carinho mais maravilhoso que podiam encontrar

–Eu amo você – Riram em uma gargalhada alta quando a frase saiu de maneira simultânea de ambas as bocas que logo se encontraram em um beijo tenro, se envolveram ainda mais em um abraço de amor, de puro amor, mas não tão puro assim.

Clara então olhou para o lado e descobriu uma foto nova que ornamentava o quarto, viu na imagem a representação exata do que agora vivia

A figura exuberante possuía seu coração na palma da mão e definitivamente aquela era a sua mulher.