I want you...hungry.

29 I get filthy when that liquor get into me


Notas iniciais
Queridos! Mais uma vez agradecendo pelos comentários carinhosos e incentivadores. Nota principal do capítulo para os corações mais fracos: Explícito. Aproveitem...

O ambiente estava tomado por uma atmosfera densa, a tensão sexual entre as duas era tão carregada que quase pegavam com as mãos, podiam sentir passar por entre os dedos, passear na pele, ondas quentes e invisíveis que arrepiavam até os poros menos sensíveis cortavam o ar.

Os olhos de Clara fitaram mais uma vez o indicador que se preparava para atirar, a língua passeou pelos lábios sem que percebesse, teve um medo inconsciente de estar babando, literalmente babando. Agora não o engoliu como da primeira vez, não com a boca. Mas os olhos o faziam.

A pele queimava na região das bochechas, a bebida esquentara ainda mais seu corpo, o fogo passeava pela sua face e por um momento sentiu-se como um animal selvagem.

Encarou os olhos rasgados de Marina com desejo, ela se escondia propositalmente atrás da câmera, o sorriso que tinha desenhado nos lábios era quase como uma afronta, é proposital, Clara pensou, essa mulher gosta de brincar com fogo. Quis puni-la, quis pegá-la, sua mente passeava por pensamentos desconexos, não costumava beber essa hora da manhã, mas hoje sentiu que precisaria.

Quando a bela assistente de Marina ofereceu mais cedo, optou por umas de suas bebidas favoritas, o saquê. Não estava bêbada, aliás, ainda faltava muito para isso. Estava excitada, como se seu corpo tivesse sido possuído por uma substância alucinógena desconhecida, ou nem tanto. Era claro, era manhã, mas ali o ar que respiravam era outro.

Clara estava séria, tinha um olhar delirante, estava sendo difícil trabalhar assim, mal havia começado e seu corpo não respondia com precisão. Marina tentava se concentrar na luz, as ordens sobre a posição do rebatedor eram passadas pra Flavinha de forma confusa.

–Flávia — Sorriu se entregando à um delicioso desespero – Cadê a bebida?

–Tá no carrinho, você... Você quer? – Surpreendeu-se

–Quero, por favor! Aliás, sirva para nos três – Voltou a encarar a morena que agora estava encostada na parede de um dos corredores da casa, que levava a grande sala de jantar.

–Você vai posar pra mim? Ou pretende me comer com esses olhos durante toda a sessão? – Disse a desafiando enquanto soltava a câmera que prendia em seu pescoço.

Percebeu uma Clara silenciosa, em palavras, mas teve certeza que nunca a viu dizer tanto só com o olhar.

–Você me provoca – Respondeu finalmente com um sorriso largo e sedutor.

–Como? – Perguntou Marina se fazendo de desentendida – To só fazendo o meu trabalho – Os lábios vermelhos desenharam uma expressão ainda mais insinuante.

–Aqui está – Flavinha apareceu com três copos pequenos e arredondados próprios para shots equilibrados em uma mão, a garrafa na outra.

Encheu os três sobre a grande mesa até a boca e as olhou em um convite. Sem que houvesse qualquer tipo de imposição, tomaram de uma só vez. As caretas apareceram rápidas, mas não duraram. Voltaram a depositar os pequenos recipientes sobre a mesa e riram, juntas.

–Bom – Marina animou juntando as duas mãos numa palma única – Ao trabalho.

–Clara – Suspirou a fotógrafa encarando a mulher nos olhos – Se exibe pra mim – Não era um pedido e sim uma ordem.

Uma música começou a tocar trazendo um som já conhecido por todas fazendo a morena sorrir. Era envolvente, isso era indiscutível.

A influência que a voz de Beyoncé exercia naquele momento trazia confiança, não imaginou escutar a cantora no meio da playlist de Marina, até entender do que a letra se tratava.

Viu a fotógrafa olhar para a assistente que tinha o controle do aparelho em uma das mãos, sorrindo para a funcionária em aprovação.

Percebeu que o corpo branco e esguio respondia deslizando pela melodia e não ficou surpreendida com os movimentos que Marina fazia para capturá-la em suas lentes, já havia percebido eles como uma dança anteriormente.

Sorriu, sorriu largo, sorriu aberto. Os braços subiram, deixando a música dominar seus movimentos.

Sentia-se poderosa, gostosa, intensa. Sentimentos que aos poucos a dominavam, escorregando por todo seu corpo. Experimentou nas palmas das mãos a superfície amadeirada que a cercava. Entregou-se de alma, fechava os olhos sem perceber e afundava o corpo nas batidas sensuais que ecoavam pelo ar.

As costas se apoiaram na parede, desceu deslizando enquanto as pernas abriam lentamente para a superfície gêmea na sua frente.

Marina só acreditava no que via porque já sabia muito bem a mulher que tinha.

Definitivamente Clara tinha dentro dela um espírito indomável que se fundia na alma delicada e leve. Se tinha medos e limites era pra manter sua sanidade e saúde, mas podia ir longe, podia ir muito além do que pessoas que não conheciam esse seu lado conseguiriam imaginar.

O que a tornava ainda mais sexy, ainda mais envolvente. Não era óbvia, em nada, quanto mais se aprofundava, mas a fotógrafa descobria que Clara era explícita somente quando sentia vontade. E com ela tinha mais que apenas essa vontade, tinha uma aspiração.

A sessão continuou com um clima cada vez mais desprendido. Tomaram mais um pouco do álcool que as esperavam, durante uma troca de lingerie e outra. Por pedido da própria a música tocou mais de uma vez, continuava.

Clara era a visão do paraíso, a pele ligeiramente dourada era lisa e perfeita. O sorriso largo, iluminado, o corpo bem desenhado em formas sensuais. Os seios eram pequenos, e só de imaginar como cabiam perfeitamente em sua boca Marina sentia o sexo pulsar.

A morena agora brilhava dentro de um collant de cor delicada, passeava andando ao redor da grande mesa deixando a mão deslizar atrasada enquanto seguia seus passos.

Estava gostando de ser capturada de tal forma pela mulher que amava, que já a capturara de tantas outras. Via o lume queimar nos olhos felinos de Marina, sentia que seus movimentos faziam com que a labareda fosse perdendo o controle.

A morena colocou-se no lado oposto da mesa que agora separava as duas almas que queriam se encontrar. Subiu delicadamente no móvel, dançando em seus movimentos, suas formas deslizavam, deitou-se de costas arqueando o corpo enquanto as mãos percorriam as próprias pernas, seguidas pelas unhas que arranhavam delicadamente a pele. O quadril subia e descia em uma ondulação perfeita, Clara tinha total domínio de seus movimentos, podia encantar qualquer ser vivo com tamanha sedução.

Apoiou-se em um dos cotovelos encarando agora com um sorriso as lentes que a dominavam. Uma deusa, pensou Marina fascinada, uma deusa deitada em um trono de volúpia. A cena era perfeita, não poderia contar quantas fotos havia batido somente naquele momento, capturando cada movimento, cada olhar, cada respiração. Continuaram o jogo, a sedução até a música acabar.

Hurricane começou a tocar invadindo o ambiente com uma batida sólida, o que ajudou despretensiosamente o ar carregar ainda mais. Bastou olhar, um olhar para Flávia entender que sua ajuda ali já havia sido suficiente. Retirou-se da sala com o rosto vermelho, era humana, não podia evitar que também queimasse com o que via. Fechou a porta atrás de si. Agora eram somente elas.

Marina a fotografava sem ordens quando viu através de sua lente o corpo de Clara avançar apoiado nas mãos e joelhos, movimentos felídeos, certeiros, e definitivamente, impuros. Capturava cada movimento, cada expressão, cada pedaço.

A estrutura dourada chegou no limite no objeto sob si, viu com olhos curiosos a fotógrafa se afastar dela, tateando com os pés andando para trás.
Queria visão, queria ângulo, queria a mulher inteira pintada em seu visor.

Clara observava a procura por um posicionamento perfeito de forma atenta, agora com seu peso somente nos dois joelhos. As mãos passaram pelo cabelo, puxando-os para o lado, mostrando o pescoço de pele lisa, pedaço que Marina já havia mapeado. Que já conhecia o cheiro, o toque, o sabor.

–Tira – Ordenou com o corpo entrando em descompasso, travava uma luta interna para não avançar na imagem que pousava sobre a grande mesa a sua frente.

O estímulo dos movimentos, das palavras, do ambiente, tudo avançava sobre elas como se as engolissem.

Marina viu a morena obedecer sem questionar, ela queria aquilo, queria ser guiada, mandada. Queria ver sua dona agir.

As mãos desceram com certo estudo as alças finas da peça que usava. O tecido veio raspando na pele enquanto descia até a altura exata de dois mamilos, já rígidos marcavam sua presença.

O ritmo diminuiu com a intenção de fazer o coração da mulher que assistia a cena descompassar, conseguiu. Primeiro um saltou pequenino e duro para a liberdade, seguido do direito. Agora com os seios verdadeiramente descobertos desceu com pressa até a altura da cintura, sendo interrompida

–Assim – A câmera disparava – Só a metade por enquanto – Sussurrava sentindo o sexo lambuzado em cada movimento mais brusco de suas pernas.

Fotografou o corpo metade nu de longe, então aproximou-se desprendendo alguns disparos em cada passada, a lente não era a mais apropriada, mas focou o mais próximo que pode um dos mamilos excitados de sua mulher.

–Vai me engolir com a câmera? – Perguntou Clara com a voz rouca enquanto sentia o cheiro da mulher invadir sua respiração – É isso que você deseja, Marina? – Disse o nome com imponência.

Encarar seu grande amor por aquele ângulo a fazia delirar, ela sendo Marina Meirelles, a fotógrafa, premiada, desejada, misteriosa – Não se preocupa em me querer de mais, não? – Sorriu enquanto a mão subia para segurar o seio mirado o oferecendo sem pudor.

–Quanto mais se quer, melhor se quer – Respondeu antes de voltar a ordenar – Senta aqui, na beira – Bateu com a palma da mão na madeira antes de pegar um dos braços da morena e apoiá-lo atrás do corpo despido até a metade – A outra mão também – Disse vendo Clara inclinar ligeiramente o corpo pra trás com as pernas balançando penduradas no ar.

Levou uma das mãos ao rosto de Clara passando bem próxima ao seio nu, virou levemente o rosto de maxilar marcado para a direita montando um ângulo exato. Voltou a esbarrar propositalmente no seio exposto quando recolheu a mão.

Viu com um sorriso no rosto a respiração da mulher que dirigia apertar no peito. Registrou com gosto a expressão insana de prazer que sua mulher tentava controlar.

Voltou a se afastar, pegou uma cadeira e chamou para si a atenção da namorada.

–Suba as pernas, Clarinha. Quero os dois pés em cima da mesa – O domínio agora era todo dela, ficou claro que nesse jogo ela dava as cartas, quando viu a morena obedecer de imediato, com um olhar deliciosamente submisso – Bem aberta, isso, separa mais – As ordens saiam doces e ao mesmo tempo firmes.

Aproximou a cadeira ficando a menos de um metro da mulher que se exibia sedutoramente no topo da mesa. Os olhos percorreram por todo o corpo até chegar na mancha molhada que marcava o pano entre as pernas douradas. Tirou mais algumas fotos antes de esticar a câmera para colocá-la sobre um aparador, os olhos voltaram rapidamente para a efígie à sua frente.

A música mudou e depois de um pequeno silêncio contemplativo uma voz saiu

–Clara – Marina suspirou sentindo o peito apertar em um sentimento tão forte que mal conseguiu puxar um pouco de ar. A imagem da morena entregue despertou nela algo que foi muito além do prazer.

Não é novidade para ninguém que Marina é uma mulher forte, influente, líder. Nem mesmo para ela. Mas a mulher que estava voluntariamente sentada na mesa, que obedecia suas ordens com gosto trazia à tona emoções cada vez mais desconhecidas.

O rosto branco se contorceu, os lábios cerraram e os olhos sempre rasgados apertaram incapazes de segurar o rio que se formou dentro deles. Levou a mão à testa em uma última tentativa de conter o que já era descomedido.

Clara se assustou com a mudança repentina das expressões, ver Marina chorar além de lhe cortar o coração, assustava. Foi tudo tão rápido que antes mesmo de um primeiro movimento viu-se obrigada a continuar sentada, em uma ordem que veio silenciosa.

–Meu amor, o que houve, fala comigo – Pediu enquanto olhava na distância estabelecida a namorada se recompor, os pés alcançaram o chão, queria se aproximar. Respirava aflita erguendo o busto ainda nu – Marina! – Exclamou seguido de uma ordem – Fala comigo.

–Você é a mulher mais linda que eu já conheci, Clarinha... – Disse com os olhos vermelhos que fitavam a imagem aflita da morena estendida na sua frente.

–Mas? – Clara perguntou apreensiva acreditando que a declaração junto do choro demasiado precedia algo ruim. O coração batia tão forte que temia ser ouvida.

–O amor que eu sinto por você... É tão surreal, tão extraordinário, que não cabe aqui – Pousou a mão delicadamente sobre o peito — Eu... Eu não sei nem como me sentir, desculpa por essa cena, realmente não queria te assustar. Acho que fui pega de surpresa tanto quando você – Tentava se acalmar e sorrir polida enquanto limpava o próprio rosto — Mas... — Respirou fundo — A sua entrega, o seu amor, a sua luz, Clara. Você... Você me emociona – Finalmente conseguiu encontrar nas simples palavras uma forma direta de explicar o que borbulhava dentro dela.

Agora um pouco mais calma, com a respiração regular, conseguia relaxar os músculos. Se concentrou no rosto dourado que a fitava também emocionado. Levantou devagar e aproximou-se em dois passos do corpo praticamente nu que recostava na mesa de madeira.

Os braços alvos envolveram com precisão e leveza o tronco descoberto, as mãos andaram espalmadas deslizando pelas costas expostas até fechar o abraço em um aperto calmo. o rosto colou por alguns segundos no colo dourado.

O nariz passeou pelo lado do pescoço descoberto e o rosto ainda molhado chocava-se com a pele quente da morena.

Clara havia se assustado, no momento que viu Marina desabar em uma entrega jamais avistada antes sentiu muito medo. Não sabia porque a namorada chorava, não naquela exato momento, até agora.

Acabara de ouvir e presenciar a declaração de amor mais linda que alguém poderia dar, ainda estava extasiada, não tinha palavras, não conseguia falar. As lágrimas escorriam e o corpo colado no seu fazia seu organismo inteiro responder em choques de felicidade.

Marina havia se entregado, havia desabado, desabado de amor. A emoção dos sentimentos, a constatação da entrega de Clara para si, a responsabilidade de ter na palma da mão o coração de alguém tão especial. Tudo isso a fez entrar em um colapso fascinante.

Clara a apertou contra seu peito, afundou o rosto nos cabelos castanhos procurando com gosto o ouvido da fotógrafa

–Você é o amor da minha vida – Sussurrou ao encontrar – Minha mulher – Falou com os olhos fechados em um delicioso devaneio.

–Eu quero cuidar de você pra sempre, Clara. Pra sempre... Minha – Respondeu procurando os olhos iluminados da namorada.

–Sua – A voz era rouca – Enlouquecidamente sua.

–Meu amor... – Marina a beijou, os lábios encostaram calmos nos da morena, passearam macios e juntas procuraram suavemente a língua da parceira. Se encontraram úmidas, resvalavam com suavidade uma na outra.

Esfregavam-se espalmadas em um beijo crescente – Minha paz –A fotógrafa voltou a falar por um espaço no beijo que ficava cada vez mais voluptuoso – Meu tudo – Agora o rosto queimava em brasa, o corpo apertava o sexo de Clara contra o móvel em que se apoiava fazendo-a soltar um gemido abafado pela língua que sugava com gosto.

Clara virou o corpo de Marina a encaixando em um abraço de costas para si, apoiou com carinho o rosto no ombro que a blusa larga deixava nu. A fotógrafa ajustou os braços dourados contra seu corpo respirando fundo, sentindo o contato com toda sua superfície.

–Quer tomar mais um saquê? – A dona do estúdio perguntou no meio de um sorriso leve

–Aiii, só se for mais uma dose, por que se não eu faço muita besteira – Terminou sussurrando enquanto beijava a pele exposta da fotógrafa.

–Ih, olha! – Exclamou com os olhos arregalados agarrada no abraço da morena – Descobri o ouro então? Saquê, viva – Sorriu – Vou pegar mais um litro de saquê.

Marina a beijou nos lábios quando virou para a morena com um sorriso no rosto

–Quais são suas intenções, hein dona Marina? – Interrogou enquanto via a namorada se afastar e servi-las mais uma dose e ouvia uma batida de dubstep invadir o ambiente.

–As piores possíveis – Brincou entregando o pequeno copo nas mãos douradas.

Tomaram de uma vez, quando Clara viu a fotógrafa se aproximar em um único bote dela. Se posicionou de forma certeira entre suas pernas pressionando com uma força exata mais uma vez o sexo da namorada.

–Quero sentir – Agora a voz era pura brasa

–O que? – Clara perdeu o fôlego

– O álcool... Na sua boca – Aproximou-se quase colando os lábios macios nos dela – Me beija.

Não teve cuidado, não teve carinho. O beijo veio obsceno enquanto o rebolado aparecia nos quadris que se desejavam. Marina subiu as duas mãos pelo torso nu de sua mulher e com cada uma delas envolveu os seios rígidos e excitados. Os apertou com vontade enquanto ainda de pé, tentavam, se encaixar de tomas as formas.

Colocou mais força na pegada, pressionando os mamilos com vontade, sentiu um gemido ser desprendido no meio de sua boca. As mãos descerem até a bunda não muito protegida pela parte inferior do collant que a morena ainda vestia pela metade.

Pegou nas bandas do bumbum macio e firme, puxando-a ainda mais para si. Separava quando tinha vontade, fazendo a peça entrar entre os músculos da morena.

Sentia tanto tesão que quis castigá-la por ser tão gostosa daquele jeito. Depositou um tapa certeiro em uma das nádegas perfeitas que não parava de rebolar. Não conseguiam soltar a boca uma da outra, nem para gemer.

As mãos subiram até o meio das costas em uma falsa trégua, mas logo desceram novamente para os músculos arredondados, agora por dentro do collant, fazendo consequentemente a peça descer. Empurrou o máximo que conseguiu para baixo enquanto o beijo não tinha repouso. Sentiu a peça cair por entre lambidas que se proferiam ao redor das bocas agora extremamente vermelhas.

Usou sua força para subir clara até a superfície plana atrás dela, sentando-a na beirada. Com o sexo nu a morena rodeou as pernas ao redor de Marina, com força.

A blusa curta e leve da fotógrafa foi arrancada sem pedido de licença pela mulher que a desejava tão nua quanto ela. A saia comprida, delicada e com fendas que deixavam as pernas esguias de fora não atrapalhou o contato do sexo de Clara com a pele alva de Marina.

Sentiu a barriga umedecer, o prazer da amada a encharcava e faziam ambas perderem por completo o juízo.

Clara se afastou para trás engatinhando com languidez virada para cima até o centro da mesa. O sexo exposto entre as pernas sensualmente abertas.

Marina a fitou desacreditada, a mulher estava encharcada e linda, terrivelmente linda. Seguiu seus movimentos subindo na mesa como uma verdadeira felina. Os seios firmes pendiam em seu copo, entre os braços que agora serviam de patas. Os joelhos e a coxa apareciam e desapareciam no meio de seus movimentos por entre as fendas que se escondiam na saia de tecido abundante. Encontrou o corpo da morena que posicionava-se apoiada nas duas mãos, a esperando.

Não teve tempo de fazer nada, Clara a puxou para si e em um giro estava em cima dela. Sentou com uma perna de cada lado da barriga nua, movimentando-se, espalhando o prazer propositalmente pela pele da amada.

Voltou a engatinhar para trás até alcançar com a boca o ponto que seu sexo havia encharcado. Olhou embriagada de prazer para os olhos rasgados que a encarava, e sem hesitar lambeu todo o líquido que brilhava na derme.

A língua flanava buscando em sua superfície o próprio gosto enquanto a mão passeava entre unhadas e apertões na coxa exposta e levantada de sua mulher.

Marina gemeu, gemeu sem sentir. O sexo apertava em uma dor prazerosa, o corpo todo pulsava em uma loucura desmedida.

Pegou Clara pelo maxilar a trazendo para perto de si, os rostos voltaram a ficar colados e se beijaram. Sentiu na boca na morena o gosto de seu prazer, não bastava, queria mais. Queria ser lambuzada por ela.

–Senta na minha boca – Ordenou com uma mordida que virou lambida na lateral do rosto bem definido de Clara.

Viu a morena gemer ofegante com o pedido e se levantar, por completo. Tinha uma perna de cada lado de sua cabeça, a namorada estava de pé no móvel, com o sexo posicionado e amostra bem no centro de sua face. Se olhavam com a distancia que agora existia entre seus olhos.

Levantou o braço direito esticado e alcançou o prazer molhado de Clara, sentiu uma vontade imediata de fode-la e antes mesmo que a morena pudesse cumprir a ordem da amada sentiu-se preenchida sem aviso por dois dedos esfomeados.

Marina deitada apoiava-se em um dos cotovelos e se esticava para comer a mulher que estava de pé. O movimento de vai e vem era deslizante e sensual, escorregava para dentro de sua namorada com facilidade, sentia as paredes internas apertarem seus dedos e via as coxas torneadas se contraírem a cada investida.

Ainda dentro dela deu outra ordem, essa seria cumprida imediatamente

–Vira

Observou Clara mover-se ate ficar de costas pra ela, o sexo girando ao redor dos dedos que não saíram por momento algum de seu interior, agora tinha a visão da bunda bem desenhada e das costas nuas.

O prazer a possuiu por inteira, as estocadas ficaram fortes, urgentes, sentia que ia até a base de seus dedos, até onde não conseguiria mais entrar. Clara gemia perdendo as forças sem se contentar, apertava os próprios seios pedindo por mais.

–Mete meu amor – Gemia – Mete fundo... Assim, forte...

Cedia aos pedidos sem balançar. Mas estava faminta, queria o sabor da mulher na sua boca. Quando viu as pernas vacilarem em pequenos espasmos que culminariam em um possível orgasmo, parou.

–Senta na minha boca – A ordem foi ainda mais firme – Agora.

Clara atendeu abaixando ainda de costas. Ficou de quatro para posicionar melhor o sexo na direção do rosto da namorada, até encaixá-lo com perfeição.

Marina queria sentir o gosto, o sabor, mas antes disso teve um desejo fulminante ainda maior.

Esfregou o rosto no prazer que escorria de dentro da morena. Lambuzou a cara sem medo por todas as partes íntimas do seu amor. O nariz, a boca, as bochechas, os olhos, tudo foi sendo tomado, o líquido pelo qual era completamente viciada. O contato de sua face com aquelas partes macias e quentes a fazia perder os sentidos.

Via a morena se tremer com tamanha ousadia, os braços iam perdendo a força e o corpo deitava levemente em um sessenta e nove por cima do seu.

Abocanhou o sexo inchado com os lábios e a língua, o toque foi macio para ambas, mas muito urgente. A chupava com gosto, e enlouquecia com a visão que seus olhos tinham do pequeno ponto rosado um pouco mais acima.

Subiu a boca e o beijou apaixonadamente fazendo Clara perder a rigidez por completo, sentiu o peso do corpo cair finalmente inteiro sobre o seu.

–Tá chupando meu cuzinho, é? – Instigou Marina com as poucas forças que tinha para fala, aliás, não dava pra distinguir se isso era um gemido ou uma fala.

–Uhum – Respondeu com a boca ocupada – Me chupa também – Pediu com a fala abafada voltando para o sexo molhado.

Clara se esforçou para arrancar a saia que ainda a cobria, a necessidade era tanta que a calcinha saiu no mesmo movimento surgindo para si o sexo derretido de Marina.

Com as duas mãos separou os grandes lábios e a beijou com volúpia. Os lábios molhados escorregavam pelo prazer, a língua entrava na cavidade dona do líquido que saia.

No mesmo momento sentiu ser invadida pela língua quente da amada. Marina enfiava o máximo que conseguia aquela sua parte dentro de Clara, sentia o gosto dela cada vez mais forte e procurava por mais. A face colava no limite do corpo que a impedia de avançar mais.

–Você me enlouquece assim, Marina, me chupando até por dentro – A boca estava ocupada, mas ainda sim conseguiu falar. Ouviu um gemido deslizar do lado oposto de sua cabeça.

As mãos da fotógrafa abriam sua bunda enquanto afundava cada vez mais em seu sexo. O dedão deslizou para a entrada rosa sem maiores intenções, no calor do momento, mal sabia que estaria despertando uma chama ainda maior

–Come meu cuzinho, por favor – A morena pediu ao sentir o dedo polegar da amada alcançar sua pequena entrada íntima.

Marina mais uma vez gemeu, os olhos apertaram com o pedido ousado, dito assim, meio a gemidos.

–Tá de fogo, é? Querendo que eu te coma inteira? – Sorriu com o rosto sedutoramente lambuzado do prazer de sua namorada.

–To meu amor, to de fogo, to doida, to morrendo de tesão – A voz rouca disse do outro lado enquanto fitava o pequeno clitóris aberto à sua frente, mordeu os lábios aguados e concluiu – Eu quero te dar! Me come – O pedido era sincero, era delicioso, era íntimo e muito, muito enlouquecedor.

Marina voltou a beijar a pequena entrada rosada lambuzando-a com sua saliva, o máximo que podia. Enfiou o polegar na boca o chupando com prazer imaginando que em alguns poucos segundos estaria dentro dela, dentro de sua parte mais íntima. O colocou na entrada e com a mão espalmada na bunda dourada o empurrou deslizando para o interior.

Clara soltou um gemido indescritível, lindo, delicioso. Estava de fogo, as bochechas queimavam, o sexo pulsava, a cabeça queria muito, queria dar, queria se dar, se doar inteira para a mulher amada, para a sua mulher.

Começou a rebolar encaixando o sexo mais uma vez na boca macia da fotógrafa, era preenchida por trás enquanto os lábios de Marina envolviam seu pequeno ponto de prazer.

Os sugavam para dentro da boca que no íntimo tinha uma língua macia passeando por ele. Sentia seu clitóris também ser abocanhado.

Clara brincava com ele, o engolia chupando-o e depois soltava o observando, repetia a ação e voltava a olhar, revezava com beijos apaixonados. Brincava com ela como podia, sem conseguir manter um ritmo, seu corpo aos poucos ia parando de responder.

Seu pequeno ponto de prazer estava fixado dentro da boca da fotógrafa que o chupava com vontade e firme, enquanto a língua continuava a massageá-lo dentro da boca.

Rebolava no dedo que a possuía por trás, não iria mais aguentar, os olhos reviraram em suas órbitas, a boca pendeu, não podia mais brincar com o sexo da amada, os espasmos invadiram de vez seu tronco, a respiração parou por alguns segundos o último gemido não saiu, foi silencioso soltando apenas o ar que havia ficado preso dentro de si durante aqueles segundos de um orgasmo magnífico. Desabou para o lado com o corpo entregue.

Marina virou envolvendo o corpo ainda vibrante em um abraço carinhoso, apaixonado.

–Eu amo você – Disse cheirando a mulher em um carinho tenro – Pra sempre – Sorriu.

–Pra sempre – Clara suspirou com o peito completo – Eu amo você, pra sempre...

A fotógrafa fitou o rosto corado, suado, lambuzado. Os lábios vermelhos, mistura do seu batom com os beijos e contatos intermináveis, a feição de prazer era impagável, embriagada, inalcançável para seres comuns desse planeta louco.

Era aquilo que mais procurava, e tinha ali, na sua frente, no seu amor. Levantou imediatamente e foi ao encontro de sua câmera. A empunhou com um sorriso no rosto e mais uma vez fez a mesma pergunta, agora ainda mais salaz

–Posa pra mim?

Notas finais
Essas duas ainda se matam... Tudo bem por ai? (Marina bugando https://imagizer.imageshack.us/v2/362x228q90/539/sOTwKT.jpg)